A festa dos vencedores no Maracanã
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DEU NO PÚBLICO, DE PORTUGAL

O Brasil ganhou este domingo a Taça das Confederações batendo a Espanha por 3-0 num jogo em que a equipe de Luís Filipe Scolari foi sempre superior ao onze de Del Bosque.

A Espanha não perdia há 29 jogos oficiais, mas neste domingo deu uma pobre imagem de si. Muito por culpa de uma seleção brasileira, atrevida, jogando bom futebol, a querer ganhar e fazendo por isso.

Scolari consegue assim a sua quarta Taça das Confederações em sete disputas e a primeira grande vitória do técnico à frente de canarinha.

O Brasil entrou para matar. Pouco passava 1m30 de Jogo quando Hulk fez um cruzamento longo da direita para a área espanhola. Fred saltou com Arbeloa, caiu no gramado, a bola surgiu-lhe frente ao pé direito e, ainda no chão, chutou para gol.

A maioria dos mais de 70 mil presentes no Maracanã entrou em delírio e voltaria a saltar das cadeiras logo aos sete minutos num lance que voltou a ter como figura central Frederico Chaves Guedes (Fred). O atacante do Fluminense isola com um passe de calcanhar Óscar e este rematou forte levando a bola a roçar o poste esquerdo da baliza de Casillas.

A Espanha só aos 19m conseguiu chutar ao gol brasileiro, mas Júlio César defendeu bem um remate forte de Iniesta.

Aos 31m o Brasil, sempre dominador, voltou a estar em destaque, com Neymar a isolar Fred frente a Casillas, mas este permitiu a defesa do goleiro espanhol.

A Espanha voltou a dar um ar da sua graça aos 40m com Pedrito Rodrigues a levar à bola até perto da linha de gol , mas David Luís, com um corte perfeito evitou o empate. E o Brasil acabaria por ir para o descanso a ganhar por 2-0: aos 43m, Oscar, já dentro da área, deu para Neymar na esquerda e este, com um forte remate cruzado não desperdiçou.

Um resultado justo no intervalo para equipe mais organizada, mais motivada, mais ofensiva e com menos medo de arriscar.

A segunda metade começou como a primeira, com o Brasil a marcar logo início de jogo e novamente por Fred. À entrada da área espanhola, Oscar passa para a entrada da área, Neymar finge que vai tocar na bola, mas deixa passar para Fred, que, na esquerda, remata cruzado, para o fundo da meta.

“O campeão voltou” gritou-se nas arquibancadas, após o 3-0 do Brasil).

E a noite não estava mesmo para a Espanha. Aos 53m Marcelo faz penalti sobre Navas, Mas Sergio Ramos, chamado a marcar, chutou para fora.

Com tudo a correr mal para a Espanha, aos 67m Piqué é expulso por derrubar Neymar que surgiu isolado junto à área espanhola.

Até ao final da partida a Espanha ainda tentou o gol, mas o Brasil continuou senhor do jogo e foi um justíssimo vencedor.


Fonte Nova:torcedor em fuga do sol na vitória da Itália

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DEU NO UOL/FOLHA

NELSON BARROS NETO

DE SALVADOR

Em clima de fim de festa, os cerca de 43 mil torcedores que acompanharam a disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações sofreram com o calor de quase meio-dia da Bahia e levaram o clima de protestos no país para dentro do estádio da Fonte Nova. A reivindicação, porém, foi por mais bebida alcoólica.

Apesar dos lugares marcados no ingressos, as pessoas iam se movimentando nas arquibancadas à medida em que o sol subia na arena. Todos os ‘clarões’ no público coincidiam com as cadeiras que estavam batendo sol.

Os demais assentos, enquanto isso, ficavam aglomerados, com gente colada uma a outra, embora o estádio não estivesse lotado.

Também chamou a atenção a disputa particular entre as torcidas de Bahia e Vitória, durante toda a partida, provocando frisson, aplausos e vaias que não eram entendidos pelos jornalistas estrangeiros e pelos atletas.

Já na prorrogação, pouco antes do triunfo da Itália sobre o Uruguai nas cobranças de pênaltis, os gritos foram por “cerveja, cerveja!”.

A plateia se revoltou com a suspensão da venda de cerveja nas cantinas da Fonte Nova, que aconteceu em todos os jogos do torneio, nos minutos finais do segundo tempo.

“Como é que acontece isso numa partida que vai para a prorrogação. E ainda houve pênaltis depois”, criticou o estudante Julio Andrade, 23.

O coro por “cerveja” só foi menor que as vaias ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, na cerimônia de premiação aos italianos.

A torcida de Salvador já havia ficado famosa, pouco antes da Copa das Confederações, por arremessar as chamadas caxirolas no gramado em um clássico Ba-Vi. Por causa do episódio, o instrumento musical inventado pelo baiano Carlinhos Brown acabou proibido pela Fifa.

jun
30
Posted on 30-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-06-2013

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DEU NO PÚBLICO (LISBOA)

Maria Rita celebrou a música da mãe de forma triunfal. “Redescobrir Elis Regina” quase encheu a sala do MEO Arena (ex-Pavilhão Atlântico) em Lisboa, na noite de ONTEM, sábado, 29 de Junho .

Estava escrito nas estrelas; não nas de azul prateado que Maria Rita trouxe estampadas no seu segundo vestido branco, mas nos astros, aqueles por onde andará Elis Regina enquanto por cá ainda a cantam e ouvem: Redescobrir foi, em Lisboa como o terá sido certamente no Porto, na véspera, a remontagem peça por peça do espetáculo original. Quem o ouvira e vira em CD e DVD sabia exactamente ao que vinha. E, no entanto, há uma estranha surpresa, misturada a uma sutil comoção, ao assistir ao renascimento em palco do belíssimo repertório que Elis moldou e a filha, Maria Rita, celebra agora cantando.

Em Imagem, no início, há a voz de Elis gravada que se faz ouvir enquanto Maria Rita deixa por momentos a ribalta: “Enquanto a nossa meta/ não for atingida/ Continuamos gritando o nosso canto/ Enquanto nossa música não voltar ao que é/ Nós lutamos, faz escuro mas nós cantamos/ O amanhã tá breve/ Vamos cantar logo, logo, o que é nosso/ Porque mais que nunca/ É preciso cantar o que é nosso”. E se em 1968, quando a voz de Elis foi gravada (no programa Dois na Bossa, mítica parceria com Jair Rodrigues), fazia na verdade “escuro” devido à ditadura militar, hoje há uma nebulosa claridade. Maria Rita havia de lembrá-lo mais adiante. Mas, por enquanto cantava “o que é nosso”: o Arrastão de Edu e Vinicius e essa pérola de Belchior chamada Como nossos pais, espécie de statement que a filha tomou da mãe, em duplo sentido: “É você que ama o passado e que não vê/ Que o novo sempre vem”. Soa a Elis, mas é Maria Rita. Houve um “novo” nos anos 60, há um “novo” agora ou amanhã. É ele o futuro passado.

No disco não há (pesavam no tempo e foram cortadas) mas no palco Maria Rita fala por várias vezes, a espaços, contando histórias, lembrando pormenores, explicando. Mais filha que cantora, já por aí se escreveu e ela repete a cada nova noite. Alva figura contra um fundo azul de céu (que há-de, no cenário, tomar outras cores), quase evocando a figura de um anjo, Maria Rita fala da mãe como se ela estivesse, algures, a vê-la. Para lembrar que também ela teve o seu início, os seus passos inseguros, e como depois ganhou o direito de cantar com os seus antigos ídolos – e ela lembrou três: Ângela Maria, Cauby Peixoto e Tom Jobim. Por isso, a filha-cantora pediu ao público que cantasse, dançasse, batesse palmas, mas sobretudo celebrasse a arte de Elis, sua mãe.

Vida de bailarina e Bolero de satã, a voz embebida de amores e venenos, foram prólogo para a beleza única de Águas de Março, obra maior de Jobim, e para os sentimentos diversos espraiados em Saudosa maloca, Agora tá e Ladeira da preguiça. Vou deitar e rolar (Quaquaraquaquá) e Querelas do Brasil trouxeram para a voz de Maria Rita a ironia típica de Elis, um misto de açúcar e fogo, isto antes de chegar à solenidade etérea de O bêbado e a equilibrista, que o Brasil transformou em hino da amnistia no final dos anos 70 e volta a ouvir-se nas ruas, nos protestos de hoje. Ocasião para Maria Rita falar de novo (a voz, sem música, devido à inadequada acústica da sala, soa sempre com eco, como numa nave de igreja). Para contar a história da canção, para lembrar como a mãe agia com consciência social no seu tempo e falava, apesar da ditadura. Tudo isto para lamentar que no hoje, quando o Brasil está num “momento de acordar” (aqui a assistência aplaudiu muito), os artistas que supostamente têm liberdade de falar, não falem. Mais aplausos. E Maria Rita a concluir que Elis deverá estar “bastante satisfeita” com o que está a acontecer no Brasil agora. Por isso, cantou mais duas canções que revelam a “mulher-cidadã”: Menino, o primeiro tema de Milton a soar na noite, e Onze fitas, de Fátima Guedes. Poderosas e imortais.

Virar de página, para a tempestade dos sentimentos: Me deixas louca, Tatuagem e Essa mulher. Antes desta, porém, Maria Rita veio de novo explicar-se. E contou que não foi fácil a sua relação com as canções da mãe. Em pequena, não as entendia; na adolescência, entendia e não gostava; e, finalmente, na idade adulta, quando deixou de ver os pais como super-heróis e percebeu que eram humanos, entendeu-as e gosta muito. Como prova, cantou: Se eu quiser falar com Deus, sublime composição de Gil numa não menos sublime criação vocal de Elis. A voz tremeu, no final, e isso disse-nos tudo.

Depois veio a fase rítmica, a pulsão do rock. Alô, alô, marciano e Doce de Pimenta, ambas de Rita Lee, com Aprendendo a jogar pelo meio. E Maria Rita aproveitou para contar como Elis tinha conhecido Lee, soube que ela tinha sido presa e foi fazer um barulho dos diabos à cadeia, não porque a conhecesse, mas porque eram ambas artistas e aquilo não podia ser. Tornaram-se amigas, mas só depois (há mesmo quem diga, disse a filha de Elis no palco, que o seu nome Rita pode ter “nascido” do nome de Rita Lee).

E houve, há ainda e sempre, Milton Nascimento. Que Maria Rita recordou como o nobre compositor e cantor que Elis adorava, dizendo até que se Deus cantasse cantaria com a voz dele, admiração partilhada por Milton que tanto compôs para ela. Tinham, juntos, uma amizade fortíssima que ele não exibe por pudor e honestidade, mas que Maria Rita (que também teve a mão de Milton no início da sua carreira) entende e admira. Cantou, assim, em jeito de homenagem aos dois, Morro velho, O que foi feito devera e Maria, Maria, entoada pela assistência por entre palmas sincopadas.

Vinte e quatro canções passadas, veio então o encore: ou melhor, vieram mais quatro. Primeiro Fascinação, com a sala em delírio, depois Romaria (que muita gente cantou juntamente com ela, pelo menos o refrão: “Sou caipira, Pirapora…”) e a festiva Madalena, já com parte da assistência que quase enchia a ampla (e de algum modo desconfortável) sala do antigo Pavilhão Atlântico da Expo, hoje MEO Arena, em pé, a aplaudir de novo.

Redescobrir, de Gonzaga Jr., prolongou a festa até ela se escoar na memória, já que a canção se entranha como uma ladainha ou uma prece: “Como se fora brincadeira de roda/ Jogo do trabalho na dança das mãos/ O suor dos corpos na canção da vida/ O suor da vida no calor de irmãos.” E assim se fez música o silêncio que ficou.

Elis por uma noite, Maria Rita é já ela própria no resto da vida. A mãe quereria assim.


Depardieu com Putin, na chegada à Russia
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Os franceses não concordam com a saída do ator Gérard Depardieu do país por razões fiscais: 63% segundo uma pesquisa divulgada neste domingo no jornal Le Parisien/Aujourd’hui

Os simpatizantes da esquerda são os que mais condenam a saída do ator do país e o seu exílio na Rússia por questões fiscais (92%), enquanto os inquiridos que se identificam com a direita aprovam (60%). Mas, de maneira geral, seis em cada dez franceses dizem ter uma “má opinião” do intérprete de Cyrano de Bergerac; contra 37% que tem uma “boa opinião”.

O ator que brevemente vai encarnar o personagem de Dominique Strauss-Kahn, o ex-responsável do FMI apanhado num escândalo sexual, na tela, é impopular à esquerda (84%) e mais popular à direita (60%). Para 72%, Depardieu continua a ser um “monstro sagrado” do cinema.

A sondagem feita a 999 pessoas, que representam a população francesa com mais de 18 anos, foi realizado por telefone e Internet entre os dias 26 e 27 de junho, na França.
1

jun
30
Posted on 30-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-06-2013


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Miguel, hoje, no Jornal do Comércio (PE)

GERALDINOS E ARQUIBALDOS

Mamãe não quer, não faça
Papai diz não, não fale
Vovó ralhou, se cale
Vovô gritou, não ande

Placas de rua, não corra
Placas no verde, não pise
No luminoso, não fume
Olha o hospital, silêncio

Sinal vermelho, não siga
Setas de mão, não vire
Vá sempre em frente, nem pense
É contramão

Olha cama de gato
Olha a garra dele
Cama de gato
Melhor se cuidar

No campo do adversário
É bom jogar com muita calma
Procurando pela brecha
Pra poder ganhar

Acalma a bola, rola a bola
Trata a bola, limpa a bola
Que é preciso faturar

E esse jogo tá um osso
É um angu que tem caroço
É preciso desembolar

E se por baixo não tá dando
É melhor tentar por cima
Ui, com a cabeça dá

Você me diz que esse goleiro
É titular da seleção
Só vou saber, mas é quando eu chutar

Matilda, matilda
No campo do adversário
É bom jogar com muita calma
Procurando pela brecha
Pra poder ganhar


Deu na Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff está “muito tranquila” com a pesquisa que mostrou queda de 27 pontos porcentuais na popularidade de seu governo. A informação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve reunido com a presidenta no início da tarde deste sábado. “Eu, particularmente, acho que essa pesquisa deve ter afetado a popularidade de todos os governos, não apenas o governo federal”, afirmou o ministro ao explicar que as manifestações não foram feitas contra Dilma, mas sim por uma pauta de reivindicações ampla

A pesquisa, realizada pelo Datafolha, mostra que a avaliação de “ótimo” ou “bom” para o governo Dilma caiu de 57% para 30% nas últimas três semanas. “A presidente está muito tranquila, muito calma, ela reconhece que tem uma mudança e acha que a receita, o remédio para isso é nós trabalharmos bastante. Já estamos trabalhando”, afirmou Paulo Bernardo.

O ministro disse ainda que o governo precisa entender os pontos das manifestações e dar respostas, dar solução quando tiver, ou dizer que não há solução quando não tem. “Quem vai reverter ou não a pesquisa é o povo. É evidente que a pesquisa reflete um momento. Nós achamos que precisamos reconhecer quando há problema”, disse.

Também estiveram com a presidenta no Palácio da Alvorada os ministros Aloizio Mercadante, da Educação, e Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

Durante o almoço, também entrou em pauta o plebiscito. “Achamos que tem uma complexidade muito grande. Tem gente contra, gente a favor. Mas o plebiscito é uma resposta para um quadro de incerteza política, onde você não consegue fazer avançar uma reforma política”, afirmou Paulo Bernardo.

Sobre o prazo da realização da consulta popular, o ministro não apresentou definições. “Será resultado das articulações com todas as partes envolvidas. O governo acha que, dada a magnitude das manifestações, é urgente fazer uma reforma política”, disse. Para ele, chamar o povo para opinar pode ser a solução para um tema que está parado no Congresso por dividir opiniões na classe política

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