DEU NO CORREIO

Alexandre Lyrio
alexandre.lyrio@redebahia.com.br

O serviço de inteligência da PM está participando de reuniões dos grupos que organizaram as manifestações que, desde a semana passada, ocorrem na Bahia. Infiltrados nas reuniões que decidem os rumos das passeatas, eles estão filmando e fotografando pessoas identificadas como lideranças. A revelação foi feita por um capitão da PM à Agência Pública, agência de reportagem e jornalismo investigativo.

Segundo a reportagem publicada ontem no site da agência (www.apublica.org), o oficial pediu para que seu nome não fosse revelado por temer punições do comando da corporação. Segundo o capitão, o acompanhamento dos movimentos pela Coordenadoria de Missões Especiais (CME), a central de inteligência da PM, começou a ser realizado antes mesmo do primeiro protesto em Salvador, dia 17 de junho.

pOLICIAIS criaram perfis falsos no Twitter e Facebook e se infiltraram em grupos com o objetivo de obter informações sobre as manifestações, os locais das reuniões, o trajeto das passeatas e os possíveis líderes. “A gente busca saber quem é o líder, porque se ele for neutralizado o movimento perde a cabeça. Isso é estratégia militar para qualquer situação do gênero: a gente identifica para ter um norte na negociação”, explicou o oficial da PM.

Os infiltrados da PM atuam não apenas na investigação prévia, mas também durante os protestos. “Encontramos vários coquetéis molotovs. Fomos descobrindo isso na hora. Até porque, a manifestação surgiu pacífica”. O oficial disse ainda que os agentes de inteligência tentam influenciar os manifestantes. “Tentam identificar os pacíficos e sensibilizá-los para que eles mesmos retirem ou censurem os radicais”

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Comentários

INACIO GOMES on 30 junho, 2013 at 1:50 #

melhor negocio faria o serviço de inteligência da policia baiana se tivesse empregando seu tempo e os recursos públicos na identificação dos desordeiros e vândalos infiltrados nos movimento populares que tomaram conta das ruas. Infiltração para identificar lideranças populares foi pratica que imaginávamos soterrada como fim da ditadura civil militar de 64.Pelo visto o ontem e o hoje são irmãos siameses na Bahia. Cabe perguntar ás autoridade policiais que quando invadem favelas de lá se retiram com os camburões cheios de moradores locais, para investigação, é claro. Quantos baderneiros já foram presos ? Cabo Anselmo foi o que não faltou em 64. Hoje devem existir ás dezenas. Tem razão Frei Beto: ” as urnas mudamos governos; dificilmente afetam o poder”


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