Barack Obama e Michele na Casa dos
Escravos, na Ilha de Gorée, Senegal

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A Ilha de Gorée, ponto de partida dos navios de escravos para várias partes do mundo, incluindo o Brasil, inspirou também uma das mais fortes e comoventes composições de Gilberto Gil:”La Lune de Gorée”, já executada na ONU. Confira e reflita.

(Vitor Hugo Soares)

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O presidente americano, Barack Obama, visitou nesta quinta-feira, com sua esposa Michelle e suas duas filhas, a ilha senegalesa de Gorée, que simboliza o tráfico negreiro, em uma etapa carregada de emoção, que, segundo ele, “dá mais motivação para defender os direitos humanos”.

“Isto é um testemunho do que pode acontecer quando nós não somos vigilantes o bastante na defesa dos direitos humanos”, declarou Obama depois de ter visitado a Casa dos Escravos da ilha e sua conhecida Porta “Sem Retorno” na entrada do Oceano Atlântico.

De lá que saíram para os Estados Unidos milhares de africanos arrancados de sua terra.

“É um momento muito forte”, afirmou Obama, acrescentando: “Evidentemente, para um afro-americano, um presidente afro-americano, ter a possibilidade de visitar este local, dá mais motivação para defender os direitos em todo o mundo”.

Barack Obama, de pai queniano, estava acompanhado em Gorée seu esposa, Michelle, uma descendente de escravos, e de suas filhas Malia e Sasha.

Antes dele, seus antecessores Bill Clinton e George W. Bush também tinham visitado o local em 1998 e em 2003, respectivamente.

A visita de Obama ao Senegal ocorre no momento em que o herói da luta contra o apartheid na África do Sul, Nelson Mandela, de 94 anos, luta pela vida em uma clínica de Pretória. O primeiro presidente negro sul-africano visitou a ilha em 1991, um ano depois de sua libertação, após ter passado 27 anos nas prisões do regime racista.

Goreia e a Casa dos Escravos são conhecidas por terem sido o ponto de partida de vários escravos negros acorrentados e transportados de navio para os países do continente americano por vários séculos.

A ilha fica localizada a quatro quilômetros de Dacar, e, apesar de uma polêmica sobre o número de escravos que passaram por lá, ela continua sendo um símbolo do tráfico negreiro e recebe milhares de visitantes todos os anos.

(Com informações da UOL)
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jun
27
Posted on 27-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2013

DEU NO FACEBOOK

A Verdade Nua & Crua compartilhou a foto de AnonymousBrasil.

BOA TARDE!

(vhs)

Os protestos realizados nas últimas semanas no Brasil voltam a ocupar as ruas da cidade de Fortaleza, no Ceará, nesta quinta-feira (27). Cinco mil manifestantes estão na Avenida Brasil, interditando as vias que dão acesso ao Estádio do Castelão, que a partir das 16h recebe a partida da semifinal da Copa das Confederações, entre Espanha e Itália.
Os manifestantes estavam sendo contidos por uma cerca montada pela Polícia Militar (PM) do Ceará, que foi derrubada pelo grupo. No local estão a Tropa de Choque e a Cavalaria. Uma Comissão Interinstitucional formada pelo Ministério Público do Ceará, da Defensoria Pública do Estado, da Ordem dos Advogados do Brasil, Secretaria de Segurança e Guarda Municipal também acompanham o protesto.
Por volta das 12h50 a situação começou a ficar complicada. Algumas pessoas estão jogando pedras e garrafas contra os policiais, que no primeiro momento não revidaram a ação, no entanto, agora os agentes lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão. “Viemos aqui para pedir a PM para ter paciência e não atacar os manifestantes. Faz parte da corporação policial aceitar alguns tipos de agressões, mas não revidar. Em último caso usar bala de borracha da cintura pra baixo”, afirmou o observador do Ministério Público, Elder Ximenes.
O grupo protesta pelo passe livre, melhoria no transporte público e contra os gastos públicos na Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014.
Com informações de Luiz Mendes

jun
27
Posted on 27-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2013


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Bom dia Brasil!

Maria Aparecida Torneros

Bom dia, meu país indignado e guerreiro!
De lutas e de histórias, lugar de gente pacífica,
Em meio à guerra urbana, vespeiro,
Pedaço de terra imensa e fértil,
Nação que se forma , se repensa,
Povo bravo, gente sonhadora,
Muitas vezes enganada, ludibriada,
Esperançosa, espremida e festeira,
Filhos que nao fogem à luta,
Que enfrentam os filhos da outra,
População que se orgulha em maioria,
Tem bom senso, bom humor e boas intenções,
Bom dia a quem acredita que pode mudar
Para melhor e corrigir tudo, tantos senões,
Um sol que nos alcance e nos ilumine,
Brasil, bom dia, com glória,
Ó Pátria amada, salve,

Salve seus filhos,
Gentil Pátria,
Com clamor, rumo à vitória!

Cida Torneros -Jornalista, escritora, poeta, colaboradora de origem do BP. Mora no Rio de Janeiro, mais propriamente em Vila Isabel. Melhor ainda: Brasil e Espanha em sangue misturado, pulsando em pleno coração do samba. Edita o Blog da Mulher Necessária (Blog da Cida)

Maravilha, Regina. BP agradece pela sugestão.

Força, saúde, bola pra frente. Como dizia o sábio e querido colega do JB, João Saldanha:

“Vida que segue”

(Vitor Hugo Soares)

jun
27
Posted on 27-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2013


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Amarildo, hoje, na Gazeta (ES)


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OPINIÃO POLÍTICA
Ainda o movimento popular

Ivan de Carvalho

As manifestações populares persistem. São diárias, já houve maiores – em São Paulo e no Rio de Janeiro – do que as últimas, mas ainda assim em Belo Horizonte, ontem, mais de 50 mil pessoas se reuniram para uma manifestação na Avenida Antonio Carlos.

Ainda que desnecessário, cito as principais causas dessa insatisfação difusa. O aumento de preços dos produtos e serviços causados por uma inflação que muitos consideram maquiada nas estatísticas oficiais para parecer menor do que é. O raquitismo que impregnou o crescimento do PIB no ano passado e ameaça fazê-lo outra vez este ano. A situação calamitosa em que está o sistema público de saúde, a insegurança pública que se aprofunda a cada dia, a vergonha da educação pública, a corrupção e a impunidade da quase totalidade dos crimes, não importa se de corrupção se na área de corrupção ou nas outras.

As manifestações populares em curso foram desencadeada pelo MPL – Movimento Passe Livre, em São Paulo. Estudantes que protestavam contra o aumento dos preços das passagens no transporte coletivo (ônibus urbanos, metrô e trem) em São Paulo e reivindicam, num prazo mais longo, a gratuidade do transporte coletivo urbano. Uma meta tão inalcançável na situação brasileira quanto ousada.

O MPL funcionou, em verdade, apenas como espoleta para a deflagração do amplo e persistente movimento popular que está abalando a República. Com o problema representado pelos tumultos e o risco de fracionamento do movimento – devido à diversidade de bandeiras e à insinuação, já feita pelo MPL paulista, de um viés ideológico (abjurando reivindicações supostamente “conservadoras”, como a redução da maioridade penal para 16 anos) – a mobilização popular pode ser, ou não, abreviada. Como já disse ontem, dividir é perder.

Há também esforços nervosos do governo – da presidente Dilma Rousseff e auxiliares, do Congresso Nacional e de governadores – que faz o que pode na tentativa de evitar o atropelamento. A presidente produz shows de marketing político em série, envolve os governadores e prefeitos em sua própria representação e trata principalmente de empurrar a responsabilidade para o Congresso, que lhe tem sido tão dócil.

Mas tão dócil, infinitamente tão dócil que, quando votou a lei complementar que regulamentou a emenda constitucional 29 (dia 7 de dezembro de 2011, no Senado), sobre as fontes de financiamento do SUS, estabeleceu que os Estados contribuiriam com 12 por cento de suas receitas para a saúde, enquanto os municípios, 15 por cento. Houve um grande debate no Congresso e nos setores ligados à saúde, numa intensa luta para que a União ficasse obrigada a contribuir com dez por cento de sua receita. Mas a presidente Dilma Rousseff, seu governo e seus aliados no Congresso rejeitaram isso. A União, pelo que decidiu o Congresso com sanção presidencial, aplica o que empenha no ano anterior para o setor, mais a variação do PIB de dois anos atrás para o ano anterior (por exemplo, a variação do PIB de 2010 para 2011). Este era o esquema que já vinha sendo seguido pelo governo federal. Síntese: a União se recusou a aumentar sua contribuição para a saúde, certamente baseada na máxima lulista de que “o SUS é um sistema quase perfeito”.

Agora, preocupadíssimo com o movimento popular e depois de ouvir Dilma Rousseff sugerir que a “corrupção dolosa” – entre aspas, não foi eu quem falou isso – seja considerada crime hediondo, o Senado decidiu, ontem, considerar crimes hediondos a corrupção ativa, corrupção passiva, concussão, peculato e excesso de exação. Esqueceu, infelizmente, a tal de “corrupção dolosa”, uma pena. O projeto vai agora para a Câmara, que na véspera já aprovara projeto que destina 75 por cento (Dilma queria cem por cento) dos royalties do petróleo do pré-sal para educação e 75 por cento para a saúde e que será remetido ao Senado. Aprovado, pode começar a resolver alguns problemas do SUS a partir do início da próxima década, se não houverem todos morrido à espera.

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