Uma seleção como as ruas e arquibancadas gostam

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DEU NO IG

Fred já conhecia o gosto de marcar um gol contra a Itália, marcara um em amistoso em março (2 a 2, em Genebra), mas em Salvador, para o público brasileiro, ele tinha de provar que as más atuações contra Japão e México não virariam regra. Dito e feito. Com dois gols seus, o Brasil fez 4 a 2 nos italianos na Fonte Nova e fez os baianos gritarem olé para comemorar o primeiro lugar do grupo A da Copa das Confederações.

A intenção do Brasil no início da partida contra Itália foi a mesma com que começou seus confrontos com Japão e México. Pressionar o adversário em seu campo e força-lo a errar. Contra os dois primeiros rivais a tática deu certo e antes dos 10 minutos de jogo o placar já mostrava vantagem para o Brasil. Contra a Itália, apesar da boa intenção, Neymar e companhia tiveram de suar mais.

Não que tenham faltado oportunidades. O Brasil fez Buffon trabalhar logo no primeiro minuto depois de chute forte de Hulk da grande área. A pressão brasileira seguia firme, com Hulk e Neymar segurando os avanços dos laterais italianos. A vontade em fazer valer essa pressão fez com o que Brasil também fosse mais violento que o habitual.

Talvez sem a tranquilidade do gol do início, ainda que melhor em campo, David Luiz e Neymar abusaram das faltas no início do jogo. Os dois receberam merecidamente o cartão amarelo. O zagueiro por entrada em Balotelli e o atacante por falta em Abate. O lateral-direito inclusive deixou o campo após a falta. Ravshan Ismatov, do Uzbequistão, ainda amarelou Luiz Gustavo por puxar a camisa de Bonucci.

Neste clima de marcação forte e sem o poder de pressão do início do jogo, o Brasil acabou se deixando levar pela tranquilidade do resultado. O empate não era mal resultado. O ritmo ficou ainda mais lento com as saídas prematuras de Montolivo, Abate e David Luiz. Nenhum jogador queria correr o risco de se lesionar a ponto de comprometer a competição.

Até a torcida esfriou. O início de jogo, com o Brasil no campo de ataque em todo o tempo não se repetia após o primeiro quarto do jogo. Os baianos fizeram muita festa mesmo quando conterrâneo Dante substituiu David Luiz aos 33 minutos do 1º tempo. Mal podiam esperar que a festa seria ainda maior antes do final do primeiro por conta do zagueiro do Bayern de Munique.

Alguns minutos depois de falhar na entrada da área do Brasil (Balotelli não teve domínio e desperdiçou a chance), Dante foi até área italiana já nos acréscimos para tentar se aproveitar de cobrança de falta de Neymar. E conseguiu. Ainda que impedido, aos 46 minutos, pegou rebote de cabeçada de Fred e tocou para as redes. Só faltou o Olodum para a festa ser completa.

O gol no fim do primeiro tempo mudou o cenário que se desenhava com um empate que era bom para o Brasil e que para a Itália não era desesperador. Atrás do placar, os italianos buscaram o empate logo no início do segundo tempo. E conseguiram após chutão de Buffon, um desvio magnífico de calcanhar de Balotelli e um chute perfeito de Gianeccheri.

Após o primeiro gol sofrido na Copa das Confederações o Brasil poderia se desesperar, mas Neymar não deixou. Ele já havia marcado contra Japão e México, nas duas antes dos 10 do primeiro tempo. Agora, na mesma marca, só que do segundo, ele mostrou que tem mais uma habilidade: a cobrança de falta. Com um toque preciso, achou o ângulo de Buffon e recolou o Brasil na frente. O goleiro nem saltou.

O clima de euforia tomou conta da Fonte Nova. Neymar foi ovacionado. Fora assim em Brasília, em Fortaleza e agora em Salvador. O camisa 10 da seleção conquistou definitivamente a confiança do brasileiro na seleção. Tal confiança aumentou quando Fred, que estava devendo nos primeiros jogos, recebeu belo passe de Marcelo, ajeitou, e como um legítimo centroavante estufou asa redes de Buffon aos 21 minutos.

Daí, com boa vantagem, o Brasil poderia controlar melhor as ações, mas pilhado com faltas constantes anotados pelo árbitro uzbeque, a seleção deu gás à Itália. Num erro de Ismatov, a Itália conseguiu diminuir aos 26. Ismatov anotara pênalti de Dante em Balotelli, mas na sequência da jogada, com todos parados, Chiellini chutou para o gol, que foi validado.

Felipão não perdeu tempo e fechou o time. Depois de tirar Neymar (quando o jogo ainda estava em 3 a 1) para colocar Bernard, ele sacou Hulk e colocou Fernando. Ainda que o empate fosse um resultado suficiente, o técnico preferiu não correr mais riscos.

Correu aos 33 minutos, quando Maggio acertou a trave após cobrança de escanteio. Tudo foi recompensado aos 44, quando após roubada de bola na intermediária italiana, Luiz Gustavo achou Bernard, que tocou para Marcelo e que no rebote de seu chute encontrou Fred. Fim de papo e o Brasil vai a Belo Horizonte.

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http://youtu.be/2RjaurZPaNo

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Porque hoje é sábado de Brasil e Itália na Bahia, que tal o bloco na rua e na Fonte?

(VHS)


DEU NA FOLHA

AGUIRRE TALENTO
ENVIADO ESPECIAL AO INTERIOR DO CEARÁ
NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

Anunciado há dois meses pela presidente Dilma Rousseff, o último pacote de medidas contra a seca, estimado em R$ 9 bilhões, demora a chegar ao semiárido.

A entrega de milho atrasou, cisternas estão abandonadas ou apresentam problemas, a oferta de carros-pipa não teve o aumento prometido e apenas 30% dos recursos para perfuração de poços foram liberados.

Máquinas de combate à seca estão quebradas
Parte do dinheiro já foi liberado, afirma ministério

Diante da maior seca dos últimos 50 anos, que afeta dez milhões de pessoas em 1.418 municípios do norte de Minas Gerais e do Nordeste, foram as poucas chuvas que aliviaram a situação. As precipitações fizeram crescer vegetação rasteira que alimentou os rebanhos, mas foram insuficientes para que houvesse colheita.

Para alimentar os animais, o governo havia prometido enviar 340 mil toneladas de milho em abril e maio.

Nesses dois meses, só 151 mil toneladas (44% do total) foram repassadas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Outras 138 mil toneladas foram enviadas em junho.

Em dez cidades do interior do Ceará que a Folha visitou há duas semanas, produtores rurais diziam que o milho ainda não havia chegado.

Na Bahia, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura também relatou atraso, sobretudo por falhas no transporte e distribuição, sob responsabilidade dos Estados. E, quando o milho chega, há menos do que o previsto.

“Minha cota seria de 20 sacos de milho, mas falaram que só vou ter dez”, disse o produtor Francisco Pinheiro, 34, de Milhã (311 km de Fortaleza). Ele e seu pai disseram ter vendido gado a preços baixos porque não tinham alimento para os animais.

CHUVAS

A previsão é que haja ainda menos chuva no semiárido no segundo semestre deste ano. Por isso, a chuva registrada até agora foi importante para encher cisternas.

O governo prometeu entregar 130 mil cisternas até julho e mais 110 mil até dezembro. Há, contudo, problemas nas cisternas de plástico que estão sendo entregues.

Em Canindé (118 km de Fortaleza), a reportagem localizou um depósito com cerca de 200 cisternas expostas ao calor. E moradores, que foram orientados a cavar buracos para as cisternas, esperam pela instalação há mais de três meses. “Gastei R$ 200 para cavar e até hoje a cisterna não veio”, diz o agricultor Joaquim da Silva, 73.

Sem chuva, as cisternas dependerão de carros-pipa contratados pelo Exército para distribuir água.

Em abril, havia 4.746 carros-pipa em 777 cidades. Dilma prometeu ampliar a operação em 30%, para 6.170 carros-pipa. Dois meses depois, o Exército tem 5.220 carros-pipa contratados em 808 cidades –aumento de 10%.

A maior fatia do pacote (35%, ou R$ 3,1 bilhões) era uma estimativa de quanto o Planalto deixaria de arrecadar até 2016, ao renegociar a dívida de 700 mil produtores. Foram atendidos 39 mil produtores, com dívidas de R$ 510 milhões, apenas 16% do previsto.


Enzo:mais cedo na Fonte Nova , com avó e babá,
para ver o pai contra a Itália

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DEU NO UOL/F0LHA

LEANDRO COLON
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR
NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

Centenas de torcedores chegaram cedo aos arredores da Fonte Nova, em Salvador, para fugir de possíveis protestos antes do jogo de hoje da seleção brasileira contra a Itália, marcado para às 16h.

Entre os torcedores que anteciparam a chegada está a família do lateral Marcelo. Por volta de 12h, a sogra, a mulher do jogador, seu filho Enzo, de 3 anos, e a babá já aguardavam a abertura dos portões do estádio.

“Saímos bem cedo para evitar essas manifestações”, contou Margareth Alves, sogra de Marcelo.

Assim como eles, Tamara Pelegrini, 30, sua mãe, Meire Frans, 53, e o amigo Augusto Andrade, 22, mudaram a programação por causa dos protestos. “Iríamos sair às 13h de casa, mas saímos às 11h para não correr riscos”, disse Tamara.

O clima era de tranquilidade até as 13h nos arredores da Fonte Nova. A Polícia Militar trabalha com a possibilidade de haver manifestação contra o jogo a partir de 14h. Outros protestos devem ocorrer em Salvador neste sábado, mas, por enquanto, sem previsão de chegar ao estádio da Fonte Nova.

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CRÔNICA

Cartazes que eu levaria nos protestos

Janio Ferreira

Como eu sei que alagoanos, maranhenses e demais brasileiros não fugirão a luta e continuarão elegendo renans, sarneys, collors e semelhantes, fico me imaginando nas capitais onde estão acontecendo esses protestos e chego a conclusão de que também estaria nas ruas, com uma diferença. Apanharia mais da turma do Facebook do que da polícia. Explico.

Em São Paulo, aproveitando a época junina, agitaria fotos de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, com a frase: “ABAIXO O FORRÓ UNIVERSITÁRIO!”, seguido de um panfleto questionando o porquê de apenas essa vertente do nosso tradicional ritmo ter esse privilégio. Qual a grade curricular adotada? Será que as roupas coladas e o uso de chapéus Panamá contam pontos como uma espécie de um Enem de oito baixos? E por que até hoje ninguém se formou? Vou invadir o MEC!

No Rio de Janeiro, de havaianas e com um olho roxo por causa de um soco de um fã do Fala Mansa, aproveitaria o ambiente e empunharia dois cartazes. Em um escreveria: “ABAIXO A BOCA CHEIA DE DENTES DE REGINA CASÉ E OS BISCOITOS GLOBO!”, enquanto o outro diria: “ABAIXO NALDO, ANITA, LOURO JOSÉ E O MATE COM LIMÃO!”, o que provocaria uma forte reação de centenas de cariocas de sunga e funkeiros em geral. Coitado de mim.

Seguindo meu périplo “quem-sabe-faz-a-hora” com meio século de atraso, chego ao Recife todo quebrado pelos fãs do Esquenta, mas ainda com forças suficientes para empunhar uma cartolina com a frase: “DA MANGA ROSA QUERO O GOSTO E O SUMO E DO GALO DA MADRUGADA O SOBRECU ASSADO!”, o que me faria levar vários cascudos do Homem da Meia-Noite e da Mulher do Dia, só me restando correr para Salvador. Lá, já desço do avião com um: “NÃO AGUENTO MAIS O BATUQUE DO OLODUM NOS INTERVALOS DOS JOGOS DO BRASIL!”, para, mais tarde, brandir um cartaz com Daniela Mercury beijando sua esposa na boca, seguido por uma montagem com imagens de Bell dando um selinho em Durval Lelys, e de Jaques Wagner bitocando ACM Neto, com a frase: “A BAHIA SEMPRE FOI VANGUARDA!

Por favor, joguem minhas cinzas nas águas do São Francisco

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, do lado baiano do Vale do São Francisco

jun
22
Posted on 22-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-06-2013


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Bruno, hoje, Tribuna do Norte (RN)

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Luiz Gonzaga: Porque ainda não inventaram nada melhor para ouvir em um sábado junino, nos festejos de São João. De antes e de agora. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO IG

Um dia após a onda de manifestações que levou mais de 1 milhão às ruas, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (21) em pronunciamento à nação que está ouvindo as vozes da rua que pedem mudança e condenou a violência de uma minoria que participa dos protestos. “Meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança. Estou ouvindo vocês, mas não vou transigir com a violência”. A presidente anunciou um Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo, defendeu os gastos da Copa de 2014 e convocou governadores e prefeitos a somar esforços e selar um “grande pacto” para melhorar os serviços públicos no País.

“A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática. Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. E disso eu não abro mão. Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade, ela quer escolas de qualidade, ela quer atendimento de saúde de qualidade, ela quer um transporte público melhor e a preço justo, ela quer mais segurança. Ela quer mais. E, para dar mais, as instituições e os governos devem mudar”, disse Dilma em cadeia nacional.

Sobre a Copa, a presidente afirmou que o dinheiro gasto nas arenas é “fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e pelos governos que estão explorando esses estádios”. “Jamais permitiria que esses recursos saíssem do Orçamento público federal prejudicando setores prioritários como saúde e educação”, afirmou.

Dilma disse também que é um erro prescindir de partidos como muito se defendeu nas manifestações e que quer contribuir para a reforma política com maior participação da sociedade. “Quero contribuir para reforma política para ampliar a participação. É equívoco achar que um país pode prescindir de partidos e do voto popular. Precisa ter mais mecanismos de controle”, afirmou ao defender transparência e “oxigenação do sistema político”.

Dilma cobrou do Congresso a aprovação de 100% dos royalties do petróleo para a educação. E também citou a medida que trará médicos do exterior para ajudar no atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde).

A presidente afirmou que irá receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos dos trabalhadores e das associações populares: “Temos de aproveitar o vigor dessas manifestações para produzir mais mudanças”

Em mais de um momento, Dilma fez questão de elogiar os protestos e condenar os atos de vandalismo. “Os manifestantes têm o dever e o direito de se manifestar e propor mudanças, lutar por qualidade de vida, mas precisam fazer isso de forma pacifica e ordeira. O governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus, e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos”, afirmou Dilma sobre os atos de vandalismo durante os protestos.

O pronunciamento foi decidido após reunião de Dilma com ministros ao longo do dia para avaliar a violência dos últimos protestos. Ela chegou ao Palácio do Planalto às 9h15 e pouco depois começou a reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que estava marcada para as 9h30. Dilma se reuniu também com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o da Educação, Aloizio Mercadante.

Mais cedo, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, disse nesta sexta-feira que Dilma estava preocupada com os atos de vandalismo. “As manifestações acabam sendo palco de vandalismo. É triste ver a Esplanada como amanheceu”, disse o ministro se referindo aos estragos provocados no Palácio do Itamaraty e em outros prédios públicos. “Não iremos aceitar e no momento oportuno a presidente irá se manifestar”, disse o ministro.

Na quinta-feira, mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas em várias capitais – Brasília , São Paulo e Rio de Janeiro entre elas – e em várias cidades em protestos tensos que terminaram com a morte de um adolescente em Ribeirão Preto, diversos feridos e locais depredados e saqueados.

A invasão ao Palácio do Itamaraty deixou as autoridades palacianas “assustadas” e “chocadas”. Elas consideraram este fato “muito grave”. Houve episódios de violência em cidades como Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belém e Campinas

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