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De Juazeiro a Petrolina: elevada participação
surpreendeu organizadores

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Grazzielli Brito – Ação Popular

Os manifestantes do Vale do São Francisco que saíram às ruas das cidades de Juazeiro e Petrolina, na tarde e noite de ontem (20), fizeram bonito, pela grande participação popular e pelo caráter pacífico do movimento. Um número certo de participantes não foi divulgado oficialmente, mas pode-se dizer que mais de 15 mil pessoas saíram de suas casas, ou do facebook, como gostam de dizer, em protesto contra muitos problemas sociais que enfrentam.

O movimento nacional, impulsionado pela juventude brasileira, tem sim muitas causas. No Vale do São Francisco, como em outras regiões do país, essas causas estiveram estampadas em cartazes e faixas pelas ruas das duas maiores cidades do Vale. A concentração aconteceu na Praça da Bandeira em Juazeiro (BA) e foi até a câmara de vereadores de Petrolina (PE).

O estudante de ciências sociais, Rodrigo Vanderley, é um dos organizadores do movimento em Juazeiro, para ele a quantidade de pessoas foi uma surpresa. “Esperávamos umas duas mil pessoas. Mas, essa grande manifestação popular acontece porque as pessoas estavam ansiosas por um movimento deste. O povo nunca dormiu, ele sempre esteve acordado, só faltava colocar a cara na rua e reclamar pelos problemas. A gente precisa de uma democracia mais participativa”.

“Nossa manifestação não é contra político A ou B é uma manifestação plural, contra a estrutura política brasileira. Precisamos de uma reforma política abrangente”, completou Rodrigo.

Em relação a Juazeiro, Rodrigo levantou a bandeira da transparência na gestão do transporte público, o que iniciou os protestos nacionais. “Juazeiro está iniciando agora uma reforma urbana, que não faz sentido se Juazeiro só tem uma empresa que explora o serviço de transporte publico e sem licitação, o que é um crime e ninguém nunca fez nada”.

Outro estudante que foi às ruas com o rosto pintado de verde e amarelo desabafou a respeito dos problemas que a população das duas cidades enfrenta. “A gente vive há um tempo carente de educação, saúde. Todos os dias tem criança nascendo em corredor de hospital, em Petrolina e o prefeito vai gastar 8 milhões no São João. A gente quer respeito, não quer São João, quer saúde”, cobrou David Henriques estudante da UNIVASF.

O professor Jairton Fraga destacou a importância da manifestação. “A gente quer ter o poder de também poder dizer o que é certo e o que é errado nesse país, por isso essa voz nas ruas, esse movimento que assume um papel importante na história do país. Isso é resultado de anos e anos de insatisfação, de descaso, desrespeito, gestão pública fraudulenta, corrupção desenfreada. Quem é que suporta mais isso?”.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, de onde colabora com o BP

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