DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (21), o governador Jaques Wagner se mostrou confuso em relação aos motivos protestados nas manifestações que aconteceram na tarde desta quinta-feira (20) em Salvador e 15 cidades do interior do estado.

Segundo o governador, algumas atitudes dos manifestantes não deixam exposto o motivo principal de estarem fazendo o protesto. “É necessário saber qual é o real objetivo de estarem se movimentando. Depredaram lojas e bancos na Avenida Sete sem nenhuma necessidade”, disse.

Ainda de acordo com Wagner, é necessário valorizar o diálogo para resolver os problemas e valorizar a democracia. “Democracia se constrói com diálogo, com eleição, com participação política. Agora nessa sistemática que está, eu creio que vamos atrapalhar a democracia brasileira”, explicou.

Jaques Wagner pediu ainda que os manifestantes se organizem e elejam líderes para dialogar com o governo. Quanto a presença de militantes do Partido dos Trabalhadores, ele explicou que a intenção dos afiliados era apenas para auxiliar na arrumação do movimento.

Para finalizar, o governante ressaltou que os bloqueios policiais são feitos para preservar os patrimônios públicos, incluindo a Arena Fonte Nova, e que o esquema de segurança montado pela polícia será mantido com esse objetivo. Ele disse, porém, que os excessos cometidos por policiais serão apurados e punidos.

Antes da reunião com a imprensa, Jaques Wagner conversou com a presidente sobre o conflito nesta quinta-feira (20). Segundo ele, Dilma Rousseff se mostrou preocupada com a dimensão que o movimento tomou em Salvador e chegou a oferecer homens de tropas federais para reforçar a segurança na cidade. Mas, segundo Wagner, a Polícia Militar da Bahia está preparada para lidar e controlar este tipo de situação.

“Quero me colocar à disposição da juventude baiana para dialogar em nome do governo, mas esse despertar da cidadania não pode servir de guarda-chuva para os que não querem a democracia. Qual é a bandeira? É o fim da Copa? Precisa saber o que é que é. Senão, não tem como dialogar”, disse Jaques Wagner.


De Juazeiro a Petrolina: elevada participação
surpreendeu organizadores

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Grazzielli Brito – Ação Popular

Os manifestantes do Vale do São Francisco que saíram às ruas das cidades de Juazeiro e Petrolina, na tarde e noite de ontem (20), fizeram bonito, pela grande participação popular e pelo caráter pacífico do movimento. Um número certo de participantes não foi divulgado oficialmente, mas pode-se dizer que mais de 15 mil pessoas saíram de suas casas, ou do facebook, como gostam de dizer, em protesto contra muitos problemas sociais que enfrentam.

O movimento nacional, impulsionado pela juventude brasileira, tem sim muitas causas. No Vale do São Francisco, como em outras regiões do país, essas causas estiveram estampadas em cartazes e faixas pelas ruas das duas maiores cidades do Vale. A concentração aconteceu na Praça da Bandeira em Juazeiro (BA) e foi até a câmara de vereadores de Petrolina (PE).

O estudante de ciências sociais, Rodrigo Vanderley, é um dos organizadores do movimento em Juazeiro, para ele a quantidade de pessoas foi uma surpresa. “Esperávamos umas duas mil pessoas. Mas, essa grande manifestação popular acontece porque as pessoas estavam ansiosas por um movimento deste. O povo nunca dormiu, ele sempre esteve acordado, só faltava colocar a cara na rua e reclamar pelos problemas. A gente precisa de uma democracia mais participativa”.

“Nossa manifestação não é contra político A ou B é uma manifestação plural, contra a estrutura política brasileira. Precisamos de uma reforma política abrangente”, completou Rodrigo.

Em relação a Juazeiro, Rodrigo levantou a bandeira da transparência na gestão do transporte público, o que iniciou os protestos nacionais. “Juazeiro está iniciando agora uma reforma urbana, que não faz sentido se Juazeiro só tem uma empresa que explora o serviço de transporte publico e sem licitação, o que é um crime e ninguém nunca fez nada”.

Outro estudante que foi às ruas com o rosto pintado de verde e amarelo desabafou a respeito dos problemas que a população das duas cidades enfrenta. “A gente vive há um tempo carente de educação, saúde. Todos os dias tem criança nascendo em corredor de hospital, em Petrolina e o prefeito vai gastar 8 milhões no São João. A gente quer respeito, não quer São João, quer saúde”, cobrou David Henriques estudante da UNIVASF.

O professor Jairton Fraga destacou a importância da manifestação. “A gente quer ter o poder de também poder dizer o que é certo e o que é errado nesse país, por isso essa voz nas ruas, esse movimento que assume um papel importante na história do país. Isso é resultado de anos e anos de insatisfação, de descaso, desrespeito, gestão pública fraudulenta, corrupção desenfreada. Quem é que suporta mais isso?”.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, de onde colabora com o BP

iG – São Paulo

Com a diversificação da pauta de reivindicações, o Movimento Passe Livre publicou nota em que reforça que não convocará mais protestos e reforça sua posição ideológica de esquerda. Embora o texto apoie a luta por outras reivindicações, repudia violência.

Leia a íntegra:

“O Movimento Passe Livre (MPL) foi às ruas contra o aumento da tarifa. A manifestação de hoje (20) faz parte dessa luta: além da comemoração da vitória popular da revogação, reafirmamos que lutar não é crime e demonstramos apoio às mobilizações de outras cidades. Contudo, no ato de hoje presenciamos episódios isolados e lamentáveis de violência contra a participação de diversos grupos.

O MPL luta por um transporte verdadeiramente público, que sirva às necessidades da população e não ao lucro dos empresários. Assim, nos colocamos ao lado de todos que lutam por um mundo para os debaixo e não para o lucro dos poucos que estão em cima. Essa é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto.
O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.

Toda força para quem luta por uma vida sem catracas.

DEU NO UOL/ FOLHA

MARCEL RIZZO
MARTÍN FERNANDEZ
SÉRGIO RANGEL
ENVIADOS ESPECIAIS A SALVADOR

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), cancelou a recepção que daria na noite desta sexta-feira aos representantes da Fifa em Salvador.

O encontro seria realizado no Palácio da Ondina, sede do governo local. O cancelamento ocorreu por causa dos violentos protestos na noite de quinta-feira em Salvador.

Durante manifestações na capital, onde a seleção brasileira enfrenta a Itália no sábado, dois micro-ônibus usados pela Fifa foram apedrejados em frente ao hotel em que seus funcionários estão hospedados.

Manifestantes também atiraram pedras contra o hotel Sheraton, no bairro Campo Grande. A polícia usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e a Cavalaria para dispersar os manifestantes.

A presidente Dilma Rousseff também cancelou a viagem prevista para a Bahia nesta sexta-feira por causa dos protestos em todo o país.

Na última quinta-feira, manifestações em 25 capitais do país levaram um milhão de pessoas às ruas. Em ao menos 13 delas foram registrados confrontos.

Em Salvador, Dilma lançaria o Plano Safra do Semiárido. A mudança na agenda foi feita a pedido pelo próprio governador da Bahia.


Manifestação em Salvador, quinta-feira, 20
Foto:Marcia Dourado/Bahia em Pauta
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Povo na rua

Vera Felicidade

As crenças acomodam, mas também destroem quem nelas se posiciona.

A antítese ao marasmo, cooptação e arrendamento é o novo que acontece agora nas avenidas, praças e ruas da maior parte do Brasil.

Emerge a insatisfação diante das históricas mentiras apregoadas, manifestações com o povo nas ruas acontecem imprensadas entre festas, comemorações, gastos faraônicos das copas futebolísticas e opacas e ameaçadoras realidades caracterizadas por: transporte público caro e ruim, impostos régios, cidades insalubres e sem segurança, educação deficiente, sistema de saúde pública precário com imensos problemas logísticos e carência de profissionais, corrupção política, impunidade e justiça lenta etc.

Durante muito tempo a sociedade brasileira vem sendo sedada sob várias formas, desde o “milagre brasileiro” até a classificação de quinta economia mundial. Isto criou esperanças, sonhos e ilusões. A espera limita, cria revoltas, quebra sedações especialmente nos mais jovens, disponíveis para novas vivências, para a ação, para a antítese, principalmente quando encontram contextos onde isto pode se realizar. A mobilidade e interação proporcionada pelas novas tecnologias, pela ampliação democrática através de suas redes sociais é um espaço ainda não tragado, não engolido pelos poderes constituidos e obsoletos. As redes sociais não são vetores determinantes de mudança, são contextos onde a mudança é tecida, dialogada, constituindo-se assim em uma alavanca dinamizadora de acontecimentos e mobilizações.

Esta última semana devolveu o Brasil ao seu povo. Passeatas, protestos, silêncio, brados e ruídos significam o rompimento, a quebra dos filtros politicamente institucionalizados como negociadores do que é bom para o povo.

Ver nos estádios cartazes, “não somos contra a seleção, somos contra a corrupção”, mostrou o corte cirúrgico perfeito, realizado sobre a cooptação acontecida nos anos 70 pelo “pra frente Brasil, viva a seleção”. Esta cooptação era clara para poucas pessoas não alienadas, não aprisionadas (algumas mais tarde mortas pela repressão do governo de ditadura da época). Torcer pela seleção brasileira era uma maneira de fazer de conta que tudo ia bem, tanto quanto de negar os porões da ignomínia. Agora podemos torcer pela seleção brasileira, sem esconder, sem esquecer. Não precisamos de senhores, não somos mais escravos do medo, da conivência e conveniência.

O novo – povo na rua mobilizado, protestando – significa. Isto é um início, pode ter continuidade ou não. Tudo vai depender da consistência, da continuidade dos propósitos motivadores.

Nada que resulta de votação comprometida, acertos e negociações, pode ser aceito. Nenhuma bancada, grupo ou governo pode representar ou defender o que nos aliena e destrói em função de interesses pessoais ou de suas agremiações.

Incoerência e inconsistência já não mais podem ser mantidas em função do angariado por bancadas baseadas em votos numericamente decisivos, mas ilegítimos. A sociedade laica e democrática não mais aceita segmentos religiosos determinando leis, regras e comportamentos. Direitos humanos têm que ser representados por pessoas humanizadas e não por arautos, avatares demoníacos ou divinos.

A mudança decorre de um processo e quando se estabelece é o novo, pode ser abertura para sanar problemas, tanto quanto pode ser cooptada como “sangue novo”, revitalizador do já despropositado, desgastado e superado.

Esta movimentação – a mobilidade do povo na rua – conseguiu descentralizar o interesse, o foco da festa. A Copa das Confederações não foi mais um divertimento para aumentar a sedação, ela transformou o projetado panem et circenses em uma arena onde o velho e o novo, o legítimo e o ilegítimo se defrontam, estruturando questionamentos criadores de uma integração entre jogadores e torcedores, por exemplo, um contexto onde antes de sermos jogadores e torcedores, somos brasileiros com lucidez, reivindicando honestidade e seriedade no fazer político.

Não somos mais o país do futuro, do carnaval nem do futebol; somos um país que se transforma, onde carnaval e futebol são apenas eventos. Riqueza e probreza, privilégios e impedimentos, políticas e negociações são questionadas.

Pela mobilização contínua que transforma!
Vera Felicidade é psicóloga gestaltista`.
http://www.psicoterapiagestaltista.blogspot.com/


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DEU NA UOL/FOLHA

Jornais e canais de televisão internacionais destacaram nesta sexta-feira o crescimento dos protestos no Brasil. O número de manifestantes e a mudança do rumo dos atos, que saíram das tarifas de transporte e passaram a outras demandas. .

Com destaque na primeira página, o jornal americano “The New York Times” afirma que há semelhanças entre os protestos brasileiros e outras manifestações contra os governos e a corrupção no mundo, como o Occupy Wall Street e outros atos na Índia, em Israel e na Grécia.

A rede de televisão americana CNN destacou que os protestos continuam no país, com o questionamento dos gastos para a Copa e a crítica à corrupção.

O canal também publicou em sua página uma análise do editor-executivo da “Época” Rogério Simões, dizendo que o aumento da tarifa foi o estopim para uma revolta maior contra promessas que não foram cumpridas pelo governo.

O britânico “Guardian” destacou a reunião de emergência convocada pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta para discutir o efeito dos protestos. E também fez referências às declarações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, em que pediu aos brasileiros que não associem os protestos ao futebol.

A vigilância das redes sociais pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) foi um dos destaques do espanhol “El País”. Na reportagem, a publicação também informou sobre a preocupação do PT e do governo com a falta de controle das manifestações.

Para o argentino “La Nación”, “a festa no Brasil se transformou em um pesadelo”, em referência à Copa das Confederações e aos protestos. O “Clarín” e o chileno “La Tercera” destacaram os números das manifestações, de mais de um milhão de pessoas em dezenas de cidades do país.

A rede de televisão Telesur, sediada em Caracas, destacou informações de grupos políticos de esquerda que acusam agremiações de direita de quererem usar os protestos para um golpe de Estado.

jun
21
Posted on 21-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-06-2013


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde(BA)


Megaprotesto no Rio reuniu mais de 300 mil
pessoas, segundo PM.Sem carona para a CUT
Foto:Reuters
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OPINIÃO POLÍTICA

Carona maliciosa

Ivan de Carvalho

A Avenida Presidente Vargas, uma das duas mais importantes do Rio de Janeiro, tem três quilômetros de extensão. Ontem, foi completamente ocupada pelos manifestantes, uma das maiores manifestações já ocorridas na história da cidade, e isto foi apenas o ato maior de não menos de oitenta manifestações de rua realizadas no Brasil, em capitais, cidades de regiões metropolitanas e outras.

O movimento popular deflagrado pela espoleta do aumento dos preços de passagens de ônibus, metrô e trem em São Paulo e rapidamente assimilado pelo restante do país levou a presidente Dilma Rousseff a cancelar duas viagens, a primeira à Bahia e a outra, que começaria na segunda-feira, ao Japão.

A razão dos cancelamentos é a onda de manifestações populares, cuja irrupção e força surpreendeu o país e persiste – até ontem num crescendo – não sendo ainda possível quando a população envolvida vai considerar que passou completamente sua mensagem aos governantes. Estes, no entanto, têm motivos de sobra para a mais profunda preocupação. Resta saber se vão optar por ouvir “a voz rouca das ruas” e buscar dar-lhe consequência ou se optarão pelo engano, pela embromação.

Um mau sinal foi a orientação discreta dada pelo PT e seu braço sindical, a CUT, para que militantes seus se infiltrassem nas manifestações, pegando uma carona no movimento alheio. Isto se concretizou ontem nas manifestações de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.

A primeira começou sob tensão porque partidos como o PT e o PSTU levaram bandeiras e carros de som para o ponto de concentração, numa óbvia tentativa de sequestrarem o movimento popular. Foram confrontados com gritos de “sem partido, sem partido” pelos manifestantes de verdade, que buscaram ficar longe da minoria de militantes partidários para evitar que o movimento popular fosse associado às bandeiras que os adeptos daqueles partidos carregavam.

Em São Paulo, um pequeno grupo com bandeiras do PT e de seu braço sindical, a CUT, foi alvo de manifestações de desagrado e de vaias, mas não desgrudou da passeata. Diferente do que ocorreu no Rio de Janeiro, onde os manifestantes foram mais criativos – convenceram com argumentos fortes os militantes da CUT que levavam bandeiras a fazerem uma passeata paralela, de modo a não confundir as coisas.

Confundir a nação é tudo que o PT e a CUT querem ao tentar infiltrar-se, ainda mais com bandeiras, nessas manifestações populares. Ora, se o PT, que é o partido no poder federal e em uma grande parte das outras instâncias, exibe suas bandeiras nas manifestações de protesto, em muitas mentes pode-se se instalar a confusão sobre a origem, as razões e as finalidades do movimento popular em curso. Desde o princípio que as manifestações têm rejeitado qualquer identificação com organizações que tirem o caráter independente e espontâneo do movimento.

Em Salvador, a manifestação acabou, em parte, envolvendo-se em episódios de violência. Fica difícil apontar qual o lado (manifestantes, polícia ou manifestantes dissidentes) começou algum incidente de violência aqui ou ali. Nesse aspecto, a única coisa que ficou clara foi que a primeira iniciativa de violência foi da polícia.

A manifestação, saindo do Campo Grande, onde seus integrantes se haviam concentrado, seguiu pela Avenida Joana Angélica até atingir o Colégio Central da Bahia. Aí, parou para decidir o que fazer, já que divisou pouco mais adiante uma barreira policial evidentemente posicionada para não deixar a passeata avançar em direção ao estádio da Fonte Nova, o alvo previamente anunciado. Foi neste momento que a polícia começou a lançar bombas de gás e de “efeito moral”. A reação aconteceu na forma de pedras e garrafas lançadas por manifestantes e, daí em diante, incidentes ocorreram em alguns pontos do entorno da Fonte Nova, a exemplo do Dique do Tororó e do bairro da Saúde.

O impasse na caminhada dos manifestantes em direção ao estádio da Fonte Nova era previsto. Isto porque o Estado está comprometido a proteger o que podemos chamar de “perímetro da Fifa”, representado pelo limite de dois quilômetros a partir do estádio. Os manifestantes pretendiam ultrapassar esse perímetro.
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Vamos com o canto de Gonzaguinha:

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos muito, nós podemos msis
Vamos lá fazer o que ser´s”.

Ótima sexta-feira !

(Vitor Hugo Soares)


Protestos dão susto em Brasília

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Tania Monteiro –

O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff convocou para a manhã desta sexta-feira, 20, uma reunião com ministros mais próximos, entre eles o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Justiça, para fazer uma avaliação das manifestações realizadas no País. A invasão ao Palácio do Itamaraty deixou as autoridades palacianas “assustadas” e chocadas”. Elas consideraram este fato “muito grave”. Na pauta, o mapeamento da extensão das manifestações e medidas emergenciais que podem ser tomadas para arrefecer o movimento.

Dilma estuda fazer um pronunciamento em rede nacional para falar sobre os protestos

Dilma e os ministros farão nova avaliação sobre a necessidade de um pronunciamento da presidente em cadeia nacional de rádio e televisão, o que havia sido inicialmente descartado na noite desta quinta.

Dilma Rousseff deixou o palácio do Planalto em direção ao palácio da Alvorada às 20h28, quando considerava que o ambiente estava relativamente calmo. Imediatamente após sua saída do Planalto, houve a invasão ao Itamaraty, com a destruição. Dilma, que passou o dia em seu gabinete despachando com ministros, chegou a acompanhar a movimentação em todo o País, pelo noticiário da TV, em vários momentos.

Reunião. Por volta das 19 horas, a direção Secretaria-executiva da Secretaria Geral da Presidência promoveu uma reunião no quarto andar do Planalto, com assessores da secretaria da Juventude, na qual foram avaliadas reivindicações dos manifestantes de todo o País. A realização da reunião, com apresentação de slides onde podiam ser vistos tópicos em análise sobre a organização dos protestos, foram flagrados pela TV Record. De acordo com a assessoria da Secretaria-Geral, as reivindicações que estavam sendo analisadas serão apresentadas na manhã desta sexta-feira, a Gilberto Carvalho, em uma reunião. Os slides que estavam sendo exibidos apresentavam como tópicos das reivindicações dos manifestantes os seguintes dizeres: “Brasil precisa mudar”, “Corrupção”, “manifestações em todo o Brasil”.

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