Bombas daPM no caminho da manifestação
em Salvador
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José Ricardo Leite
Do UOL, em Salvador

A Polícia Militar agiu para tentar dispensar o protesto ainda antes da chegada do grupo de manifestantes à Arena Fonte Nova, em Salvador. Quando os ativistas chegaram à região do Dique do Tororó, a cerca de um quilômetro do estádio baiano, uma barreira policial estava armada e a PM usou bombas de efeito moral. Como resposta, os ativistas colocaram fogo em um ônibus.

Os manifestantes chegaram a abrir um diálogo com a polícia para tentar amenizar a situação, mas alguns deles tentaram passar pela barreira, o que deu início novamente ao confronto com balas de borracha e bombas de efeito moral.

Houve muita correria entre os manifestantes e alguns chegaram a passar mal por conta dos efeitos das bombas. Um grupo pequeno reagiu atirando pedras nos policiais e em um ônibus, mas a maior parte dos ativistas não entra em confronto e segue no local.

A manifestação começou na Praça Campo Grande por volta das 15h e a ideia era que o grupo caminhasse até o estádio para pedir mais transparência nas obras para a Copa do Mundo na cidade e criticando a PEC 37, Proposta de Emenda Constitucional 37/2011.

O grupo, formado em sua maioria por jovens, iniciou o ato de maneira pacífica. No seu início, a manifestação era acompanhada de longe por apenas vinte policiais, que integram uma base policial a cerca de 200 metros da praça.

Entoando gritos como “Ôôô, o gigante voltou, ôôô o gigante acordou” e “da Copa eu abro mão, quero dinheiro para saúde e educação”, o grupo de jovens liderados pelo Movimento Estudantil inicia a manifestação, que vai recebendo mais adeptos.

Nádio Pinto, um dos líderes do protesto e funcionário do setor de saúde de Salvador, não poupou nem os jogadores da seleção. Empunhando um megafone, ele criticou os salários dos atletas e condenou Ronaldo pela polêmica declaração de que “Copa não se faz com hospitais”.

“Queremos educação! Queremos dizer não para a Copa do Mundo porque os vagabundos dos jogadores estão com o bolso cheio de dinheiro. Aquele desgraçado do Ronaldo falou que Copa não se faz com hospitais porque ele tem plano de saúde caro”, gritou.

A Arena Fonte Nova recebe às 19h desta quinta-feira a partida entre Nigéria e Uruguai. Segundo o jornal “Tribuna da Bahia”, a Praça Campo Grande é apenas o local de concentração do protesto e os manifestantes pretendem caminhar até o estádio que recebe seu primeiro jogo na Copa das Confederações.

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