DEU NO IG

A tarifa de ônibus, Metrô e trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltará a ser de R$ 3,00 em São Paulo. O anúncio da redução do valor, que havia sido reajustado para R$ 3,20 em 2 de junho, foi realizado nesta quinta-feira pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin, no Palácio Bandeirantes. Eles atendem à reivindicação do Movimento Passe Livre, que organizou seis protestos na capital paulista pela revogação do aumento.

No anúncio, Alckmin afirmou que para poder revogar o reajuste terá que cortar outros investimentos. Haddad disse que é preciso abrir um diálogo sobre as consequências da decisão tomada.

A primeira manifestação pela redução da tarifa aconteceu no dia 6 de junho e reuniu 2 mil estudantes, do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, até a avenida Paulista. Na segunda manifestação, no dia 7, o grupo caminhou do Largo da Batata até a avenida Faria Lima, passou pela Eusébio Matoso, em frente ao shopping Eldorado, e entrou na Marginal Pinheiros, em direção à Cidade Universitária. Em ambos, a Tropa de Choque atuou para dispersar manifestantes. O terceiro protesto, no dia 11, na região central e avenida Paulista foi o primeiro que terminou com detenções e feridos, e o quarto ato foi marcado pela maior tensão entre manifestantes e policiais militares, que reeprenderam a manifestação na mesma região com bombas e balas de borracha, deixando feridos e um saldo de mais de 230 detidos.

Nesta semana, segunda-feira (3), mais de 65 mil pessoas tomaram as ruas da cidade em um protesto pacífico sem repressão policial e atos ocorreram em várias capitais do País. Ontem, em mais um protesto, 50 mil pessoas participaram, mas o clima de paz não se repetiu e um grupo pequeno cometeu atos de vandalismo.

jun
19

DEU NO G1 (DO TWITTER)

Nathalia Passarinho

Do G1, em Brasília

A aprovação do governo Dilma Rousseff passou de 63% para 55% entre março e junho, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quarta-feira (19). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O percentual de 55% é o dos entrevistados que consideram o governo “bom” ou “ótimo”, de acordo com o levantamento. O Ibope ouviu 2002 pessoas com mais de 16 anos em 142 municípios entre os últimos dias 8 e 11 deste mês.

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Está feito o convite abraçado pelo Bahia em Pauta:

Todos na rua, “que a rua é a maior arqibancada do Brasil”

Vamos lá que ainda há tempo. E espaço para todos!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO IG

A população de Fortaleza, assim como a das principais cidades brasileiras, foi às ruas na última semana para protestar. Mas ela também fez festa. Desde domingo, quando a seleção brasileira chegou à cidade, houve muito carinho aos comandados de Luiz Felipe Scolari. As manifestações de apoio ao time se espalharam pela cidade. E a retribuição da seleção poderá ser dada a partir das 16h, quando começa o segundo compromisso do “time do povo”, como gosta de dizer Felipão, na Copa das Confederações contra o México. Uma vitória encaminha a classificação para as semifinais.

Mais de 4 mil torcedores foram ao treino da seleção na segunda-feira. Na terça-feira, proibidos de acompanhar a atividade no Castelão, palco do jogo desta quarta-feira, uma multidão se espremeu para ver ao menos o ônibus da delegação passar. “Estamos melhorando nosso jogo e podemos fazer mais uma boa partida para retribuir um pouco esse carinho”, disse Felipão, que tem um histórico de boas lembranças em Fortaleza.

Os torcedores que acompanharam as atividades do Brasil em Fortaleza não devem ter acesso ao jogo. Mais humildes, eles não têm condições de pagar R$ 130 (valor da entrada mais barata para o jogo). Essa é a nova realidade dos estádios da Copa, que acabou por elitizar quem frequenta os jogos. Foi assim em Brasília, no sábado.

jun
19
Posted on 19-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-06-2013


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)


Dilma fsla dos protestos em ato sobre mineração

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OPINIÃO POLÍTICA
Dilma sai da frente

Ivan de Carvalho

A presidente Dilma Rousseff, denotando certa pressa – já que aproveitou um evento que nada tinha a ver com o assunto, ontem cedo – leu uma declaração próxima da perfeição. Implicitamente utilizando sua história de lutadora, na clandestinidade, contra o regime militar, disse que o grande movimento popular de rua que se ampliara na véspera pelo país precisava ser ouvido e está sendo ouvido (por ela e seu governo).

Foi uma iniciativa inteligente. A amplitude que o conjunto de manifestações ganhara, bem como a ampliação de sua pauta, tornou-o uma coisa muito séria, distante anos luz de um mero protesto por causa de aumento de 20 centavos nos preços das passagens de ônibus na cidade de São Paulo, bem como de metrô e trens metropolitanos.

A idéia e o texto do discurso podem ser questionados – a presidente respira frequentemente inspiradores ares baianos –, mas não a vocalização. Ao ler as palavras da declaração, ela não apoiou o movimento, mas deixou claro, sem entrar em detalhes, que entende sua dimensão ampla, nos dois sentidos – o da participação e o das razões que o inspiram. Colocou-se numa situação de atenta compreensão da mobilização popular, elidindo qualquer sinal ostensivo de estar nadando contra a corrente.

A presidente executou uma manobra inteligente no esforço para resguardar sua imagem ante essa inesperada irrupção de manifestações de rua, que tem segura repercussão no recesso dos lares e além das fronteiras do país. De certo modo, pode-se dizer que ela tratou de “sair da frente” em um esforço para não se tornar alvo, ao menos pessoalmente.

Mas há uma questão de fundo, ou de mérito, que não pode ser elidida: a pauta do movimento já inclui os gastos tão exorbitantes quanto desnecessários com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014, para não falar ainda das Olimpíadas de 2016, invenções do ex-presidente Lula que o governo Dilma vai tocando, aparentemente da pior maneira possível (é copioso o noticiário que leva a essa conclusão). Isso, enquanto o sistema público de saúde, à míngua de recursos e mal administrado, cai aos pedaços, a educação patina, a violência criminosa se afirma, transformando os cidadãos em prisioneiros do medo.

Há também a questão permanente, mas cada vez mais aguda, da má utilização quase geral dos recursos públicos, por desperdício, incompetência, negligência e corrupção.

Mas de todos os fatores, se tomados isoladamente, talvez o que mais esteja contribuindo para o crescimento das manifestações de rua seja a inflação, ou seu efeito mais imediato, a elevação dos preços de produtos e serviços, sentida a cada dia pelos consumidores-cidadãos. Este fator, junto com outros percalços na economia, aumentou o grau de pessimismo dos brasileiros com o desempenho econômico do país no futuro próximo e está insuflando uma insatisfação difusa que impulsiona muitas das pessoas para, afinal massivamente, deixarem suas casas e irem para as manifestações de rua.

Um ponto importante nessas manifestações é o momento em que acontecem. Não há indícios fortes de que o momento foi planejado, porque ele foi deflagrado em São Paulo, quando o prefeito Fernando Haddad, do PT, e o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, anunciarem, respectivamente, o aumento dos preços das passagens de ônibus e dos trens e metrô. Também o fato de o movimento haver nascido nas redes sociais da Internet, de forma aparentemente espontânea, dá a entender que não houve um planejamento, mas sim uma idéia, um impulso e a ação para dar-lhes consequência.

No entanto, se fosse planejado, o momento não poderia ser melhor que o escolhido. Por causa da Copa das Confederações, o país está sendo cheio de representantes da mídia estrangeira. Então acontece algo surpreendente, não esperado, impactante. Somos um dos maiores países do mundo, com destaque para tamanho do território, da população e da economia. A presença da mídia estrangeira reforça muito a repercussão das manifestações no exterior. E a Copa das Confederações põe o país no foco de veículos de comunicação de outros países. Para o bem e para o mal.

No mais, só para não deixar passar batido: hoje também tem.

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Astrud Gilberto, bossa na veia e na voz, em noite de torcer pelo Brasil.

Em Fortaleza e nas ruas do País, onde milhares de vozes gritam não apenas pelo futebol da Copa das Confederações.

A sugestão e garimpagem musical é de Gilson Nogueira.

BOA QUARTA-FEIRA

(Vitor Hugo Soares)

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