DEU NO PÚBLICO (LISBOA)

Tinha começado ontem à noite: um italiano levou o seu piano de cauda para o meio da praça Taksim. Era pouco antes da meia-noite, a hora em que se esperava o ataque derradeiro da polícia ao parque Gezi. Contingentes da polícia de intervenção posicionavam-se dos dois lados da praça – cercando a estátua de Ataturk e em frente ao Centro Cultural. No meio, sem ter para onde fugir, concentrava-se a multidão.

E de repente começou. O italiano, David Marcello, que vive na Alemanha e veio de lá com um piano de cauda no carro, atacou os acordes de Imagine. Havia holofotes apontando para ele e um sistema de amplificação sonora.

Em frente à polícia, armada de escudos e capacetes, Marcello, de máscara de gás ao pescoço, interpretou Let it Be, e várias sonatas. A polícia ia atacar a qualquer momento, mas, em vez do gás lacrimogéneo, o som do piano enchia a praça.

Foi assim durante horas. E a violência não começou.

Entusiasmado com o êxito da receita, Marcelo repetiu-a hoje. Desta vez, colocou o piano a poucos metros dos polícias, junto à estátua. A multidão sentou-se à sua volta, e ele tocou, toda a noite. Juntou-se-lhe uma cantora de ópera.

Ver as cabeças dos polícias encaixadas nos capacetes com um sorriso embevecido enquanto os dois jovens músicos tocavam O Sole Mio para uma multidão de manifestantes foi das cenas mais extraordinárias que alguma vez vi. Aqueles polícias que pouco antes tinham mandado 5 mil pessoas para o hospital, e que apenas esperavam a ordem de atacar de novo.

Por alguma razão misteriosa, ninguém acreditava que o ataque começasse no meio de uma peça musical. Por isso, imitando Sherazade, o segredo era não parar.

Já vim para o hotel, mas ainda os ouço lá na praça a cantar. O que vale é que aos italianos nunca falta repertório.

jun
13

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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O ex-presidente argentino Carlos Menem foi condenado a sete anos de prisão por tráfico de armas para a Croácia e Equador, crimes que aconteceram durante os seus mandatos presidenciais que abrangeram uma década e terminaram em 1999.

Para que a pena contra Menem seja efetivamente cumprida como ordenou o tribunal, foi pedido o levantamento da imunidade parlamentar do ex-presidente e atual senador da Argentina.

O canto em louvor ao santo católico do dia (13) vai para todos os seguidoros fiéis do glorioso portugues que assombrou a italiana cidade de Pádua com suas pregações e feitos miraculosos.

Vai tambem para os devotos de todas as cidades baianas onde Antonio é padroeiro e guia. Em especial para a gente querida de Santo Antonio da Glória, no vale do Rio São Francisco, onde o editor deste Bahia em Pauta -um ateu que acredita em milagres – aprendeu a confiar e ter fé no santo que o mundo católico festeja e louva nesta quinta-feira de junho.

(Vitor Hugo Soares)

jun
13
Posted on 13-06-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-06-2013


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Genildo, hoje, no site A charge Online

jun
13


Dulce:longo caminho da santidade
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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

Três supostos milagres da baiana Irmã Dulce (1914-1992) são a esperança do processo que pode transformá-la na primeira mulher nascida no Brasil a virar santa.

Beatificada há dois anos e meio, a religiosa precisa de mais um caso aceito pelo Vaticano para se juntar a Frei Galvão, o único santo do país, canonizado em 2007, pelo papa Bento 16.

Desde que Irmã Dulce virou beata, já chegaram mais de 3.000 relatos de graças alcançadas pela sua intercessão. Deles, três foram considerados consistentes e começaram a ser analisados por peritos, em Salvador.

Os casos estão distribuídos entre Sergipe, Ceará e Bahia. Os milagres investigados não são detalhados para não atrapalhar o processo de investigação, que corre sob sigilo.

O primeiro milagre atribuído à Irmã Dulce aconteceu em 2001. A sergipana Cláudia Cristiane dos Santos havia sido desenganada pelos médicos depois de dar à luz, em 11 de janeiro daquele ano.

Logo após o parto, em Itabaiana (SE), Cláudia apresentou um quadro gravíssimo de hemorragia. As possibilidades de tratamento se esgotaram ao longo das 28 horas em que a paciente foi submetida a três cirurgias. Cláudia, contudo, sobreviveu.

Pela versão que sustentou a beatificação pelo Vaticano, a mudança no quadro ocorreu porque o padre José Almi de Menezes rogou à Irmã Dulce, de quem era devoto, pelo salvamento da paciente.

Durante as orações, a hemorragia parou, o que se constituiu no milagre reconhecido pelo Vaticano.

Havia outro relato de milagre em São Paulo, mas os estudiosos identificaram uma intervenção médica e o derrubaram.

REQUISITOS

São quatro os requisitos: ser instantâneo, perfeito, duradouro e inexplicável. “Ou seja, a graça deve ocorrer logo após o apelo e a pessoa deve voltar à condição que tinha antes da enfermidade, sem apresentar sequelas nem algo que encontre base científica”, diz o historiador Osvaldo Gouveia, membro da comissão de canonização.

Por exigência do Vaticano, os nomes dos peritos e dos envolvidos nos milagres são mantidos em sigilo. Eles são médicos que já trabalharam no reconhecimento do primeiro milagre e da derrubada das outras hipóteses.

Um outro relato –a cura de um garoto diagnosticado com leucemia– é dado como certo, porém não é considerado por datar de 2006. Segundo o Código Canônico, alguém só pode se tornar santo graças a um milagre ocorrido após a beatificação.

Apesar do otimismo da comissão, o arcebispo primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, diz que tradicionalmente a fase de estudos demora cinco anos. E que, depois, toda a documentação terá de ser averiguada de novo em Roma. “Eu, pessoalmente, não acredito que saia logo. Não fico iludindo ninguém, porque sei que nesses casos tem que ser um milagre muito forte, contundente”, afirma.

Por causa disso, a comissão decidiu que a estratégia será evitar “perda de campo” e “desgaste” com o Vaticano. “Só vamos enviar para lá quando estivermos muito convictos, para não correr risco de sermos desclassificados de imediato. Vamos evitar a pressa pelo entusiasmo”, diz Gouveia.

Irmã Dulce, que hoje estaria com 99 anos, ficou conhecida pela dedicação aos pobres e doentes, de acordo com o cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, baseado em Salvador e um dos cinco brasileiros que participaram do conclave que elegeu o papa Francisco, em março.

A instituição de caridade fundada por ela em 1949 realiza atualmente 5,5 milhões de atendimentos por ano na capital baiana.

Deu na coluna Gente & Negócios, editado pela jornalista Sara Barnuevo, na Tribuna da Bahia

O Grupo Américo Amorim (AA), que tem como presidente o homem mais rico de Portugal, pretende lançar um empreendimento turístico na Península de Maraú, num terreno de 2,5 mil hectares. O projeto, que está em fase de licenciamento ambiental, prevê a construção de três hotéis, vilas, apartamentos, campos de golfe e de polo, além de um espaço hípico. Previsto para ser construído em seis etapas, num prazo de dez a 12 anos, o empreendimento tem como sócio a família paulista Ruas, dona de uma frota superior a 4 mil ônibus urbanos e fabricante de carrocerias.

Orçado em cerca de 500 milhões de dólares, o projeto deve ser iniciado no prazo de dois anos. “Estamos buscando parceiros, como fundo de investimento, para começar as obras”, adianta o responsável imobiliário do Grupo AA no Brasil e em Portugal, Antonio Meirelles. Segundo o executivo três redes hoteleiras já mostram interesse em se instalar em Maraú. Entre elas estão a brasileira Fasano, a norte-americana Four Seasons e a cingapurense Aman, tida como uma das redes de alto luxo no mundo.

Mas enquanto o projeto de Maraú não é iniciado, o grupo português lançou a segunda etapa do Condomínio Piscinas Naturais, em Praia do Forte, um exclusivo empreendimento de 110 hectares, com 505 lotes de 544 a 800 metros quadrados, com preço entre 600 mil a R$ 1,5 milhão.O grupo português investiu R$ 45 milhões na aquisição do tereno, em 2007, infraestrutura de acesso e construção de um clube (com quadra de tênis, fitness, espaço gourmet e salão de festas). O foco do empreendimento em Praia do Forte são os paulistas e a classe A de Salvador. A cantora Ivete Sangalo, por exemplo, desembolsou R$ 3 milhões por dois lotes frente ao mar no novo condomínio. Já em Maraú, o projeto é direcionado a europeus e norte-americanos.

“Durante 17 anos, o Sr. Amorim passou o Réveillon em Praia do Forte”, destaca Manoel Rodrigues, da Siravol Incorporadora, ao justificar a escolha da Bahia para lançamento dos empreendimentos imobiliários do Grupo AA. “É um investimento grande considerando que o Brasil é um país onde as coisas não são fáceis e as licenças são demoradas”, pondera. O Grupo Américo Amorim tem negócios no Brasil, Moçambique e Angola em diversos setores da economia. Tem parcerias com a Petrobrás, via Gal Energia, petrolífera portuguesa da qual o Grupo AA é o maior investidor privado, além de capital no Banco Luso Brasileiro. Mas o core business é a indústria da cortiça. Para se ter uma ideia 70% dos champagnes comercializados no mundo levam rolha do Grupo Américo Amorim.

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