DEU EM O GLOBO

WASHINGTON – A Microsoft e o Twitter se uniram ao Google e ao Facebook para fazer eco ao pedido de mais transparência do governo americano, após a revelação da existência de programas secretos de vigilância eletrônica dos Estados Unidos. As gigantes de tecnologia querem apresentar detalhes sobre as solicitações secretas que recebem do governo de acesso a dados de usuários, amparadas sob o controverso Ato de Vigilância Estrangeiro (Fisa).

“Permitir uma maior transparência sobre o volume e pedidos de segurança nacional, incluindo as ordens da Fisa, iria ajudar os cidadãos a entender e debater estas questões importantes”, disse a Microsoft em um comunicado enviado por email para a agência de notícias Reuters.

O membro do Conselho do Twitter, Alex Macgillivray, usou a rede para manifestar o apoio da empresa.

“Gostaríamos de mais transparência na NSL (carta de segurança nacional) e o Twitter apoia os esforços para que isso aconteça”, postou.

A carta de segurança nacional é usada por agências dos EUA, como o FBI e a Agência de Segurança Nacional (NSA), para exigir o acesso a dados das empresas – que são proibidas de revelar que foram alvos de tal pedido.

Na terça-feira, o Google pediu ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos autorização para publicar o número total de solicitações de informação de segurança nacional feitas pelo governo, demanda também feita pelo Facebook.

Os programas secretos revelados pelos jornais “The Guardian” e “The Washington Post” tratam de um mega esquema de espionagem da NSA para obter registros telefônicos e informações de correios eletrônicos. O governo americano afirma que o programa não infringe a lei e que o Congresso estava ciente de todos os passos. A polêmica, no entanto, levantou temores também de que o serviço de inteligência dos EUA estivesse compartilhando informações sigilosas de cidadãos de outros países com outros governos.

Segundo o diretor da inteligência nacional do governo Obama, James Clapper, o Prism (nome do programa de vigilância), foi aprovado por um juiz e está sendo conduzido de acordo com as leis dos EUA. Apesar de reconhecer a existência do monitoramento, Clapper insistiu que a “fiscalização” é mais limitada do que as descritas nas reportagens.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/eua
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