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O Conselho Consultivo do IPHAN aprovou, por unanimidade, o registro da Festa de Nosso Senhor do Bonfim no rol dos bens protegidos como Patrimônio Imaterial do Brasil. O evento, apontado como uma das grandes marcas do espírito festivo e do sincretismo religioso dos baianos, junta-se ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano, ao Ofício das Baianas de Acarajé e à Capoeira no acervo baiano baiano acolhido no país.

A celebração, realizada sem interrupção desde o ano de 1745, atrai para a capital baiana o maior número de visitantes, depois do carnaval, e articula duas matrizes religiosas distintas, a católica e a afro-brasileira, assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana. A Festa do Bonfim, que ocorre desde o século XVIII e possui origem na Idade Média (península ibérica), tem fundamento na devoção do Senhor Bom Jesus, ou Cristo Crucificado. Embora se recrie a cada ano, seus elementos básicos e estruturantes permaneceram os mesmos, ou seja, a Novena, o Cortejo, a Lavagem, os Ternos de Reis e a Missa Solene.

O Superintendente do IPHAN na Bahia, Carlos Amorim, destaca que a Festa do Bonfim é uma referência cultural fundamental na formação da identidade, afirmação da baianidade, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos constituidores da sociedade soteropolitana. Sob todos os aspectos, afirma, a Festa do Bonfim dá noção exata da ideia de Recôncavo, sua profunda relação com a Bahia de Todos Santos e seus saveiros, como o Sombra da Lua – que é tombado, e sobretudo com a Cidade do Salvador, o bairro do Comércio e a Cidade Baixa.

A festa ?

A celebração que integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo da cidade de Salvador reúne ritos e representações religiosas (além de manifestações profanas e de conteúdo cultural), durante onze dias do mês de janeiro, iniciando-se um dia após o Dia dos Santos Reis, e encerrando-se no segundo domingo depois da Epifania, no Dia do Senhor do Bonfim.

Um dos pontos altos da Festa, e que a individualiza no conjunto das Festas de Santo e Festas de Largo da cidade de Salvador, é a Lavagem do Bonfim, que se segue ao Cortejo, realizada por baianas e filhas de santo e acompanhada por um enorme contingente de moradores, turistas e de devotos do Senhor do Bonfim.

Os rituais e celebrações da Festa ocorrem em diversos espaços da cidade de Salvador, tendo seu ponto focal na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, situada na Colina Sagrada, na península de Itapagipe. Esta igreja, construída para abrigar a imagem do Senhor do Bonfim que foi trazida de Portugal no século XVIII, é monumento tombado pelo IPHAN desde 1938, registrado no Livro de Belas Artes. Como Festa de Largo, incorpora práticas religiosas do catolicismo e do Candomblé, associando o culto dos orixás ao culto católico tradicional.

(Com informações da assessoria do IPHAN)

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