Dinei: o dono do jogo na goleada histórica
===========================================================

Mantendo a escrita de não perder para o Bahia desde fevereiro de 2011 e invicto na casa do adversário nos dois clássicos, o Vitória goleou o rival mais uma vez e abriu bela vantagem na final do Campeonato Baiano. O rubro-negro venceu a partida por 7 a 3 na tarde deste domingo, 12, com show de Dinei e Renato Cajá e colocou uma mão na taça na corrida pelo seu 27º título estadual.

Com três assistências do camisa 10 no primeiro tempo e quatro gols do centro-avante, o Leão passeou em campo e marcou o primeiro gol logo no primeiro lance de ataque, em cobrança de falta que Gabriel Paulista mandou para o fundo das redes. Dinei, Fabrício e Biancucchi completaram a goleada. Fernandão, com dois gols, e Adriano Michael Jackson marcaram os gols do Tricolor.

Os dois times voltam a campo no próximo domingo, 19, para decidir o campeonato no Barradão. O Vitória pode perder até por quatro gols que ainda assim é campeão. Antes disso as equipes jogam pela Copa do Brasil. O Bahia vai enfrentar o Luverdense quarta-feira, 15, precisando reverter um resultado adverso de 2 a 0. Já o Vitória vai fazer a primeira partida da segunda fase da competição contra o Salgueiro, em Pernambuco, também na quarta.

A primeira consequência do desastre tricolor esta tarde na Fonte Nova foi a queda de Joel Santana. O técnico do Bahia se despediu do time ainda no vestiário.”Tem coisas que nã dá para explica. O melhor é ir para casa, como estou fazendo agora. Adeus, Não tenho mais nada a declarar”, disse Joel, e foi embora.

(Com informações e imagem do portal A Tarde)

O cantor Netinho segue internado em estado grave, mas já respira sem a ajuda de aparelhos, segundo informou neste domingo (12) a assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O cantor, de acordo com boletim médico divulgado às 11h50, “apresentou melhora clínica e laboratorial, respira sem a ajuda de aparelhos, com estado de consciência preservado.”

No sábado (11), Netinho já havia apresentado “discreta melhora clínica e laboratorial”, mas ainda respirava com a ajuda de aparelhos. O cantor chegou a apresentar febre alta, mas o quadro foi controlado. O paciente está sendo atendido pelas equipes dos médicos Roberto Kalil Filho, Raul Cutait e David Uip. Segundo o hospital, seu estado de saúde é grave, mas considerado estável.

Netinho chegou ao Sírio-Libanês por volta das 3h20 de sexta-feira (10). Ele deixou a Bahia em um avião UTI, que pousou no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, por volta de 2h40.

http://youtu.be/g-asDtYtOgY

===============================================================

DEU EM O GLOBO (REPRODUZIDO NO SITE CONTEÚDO LIVRE)

O passado

Caetano Veloso

Eu queria somente dizer que me fez mal ter visto um filme português legendado em português brasileiro no Canal Brasil
No domingo passado escrevi aqui de modo tão confuso que peço desculpas a quem me leu; peço a quem não leu que não leia; e resumo: eu queria somente dizer que me fez mal ter visto um filme português legendado em português brasileiro no Canal Brasil (as legendas não reproduziam as frases ditas pelos atores, mas as substituíam pelo que os tradutores acreditavam ser o equivalente em português brasileiro coloquial). O resto eram digressões na maioria das vezes impertinentes. Recebi alguns e-mails por causa disso. Só posso dizer que eu gostaria de escrever do modo desencanado de Daniel Galera, ou com a organização de nível acadêmico de Zé Miguel Wisnik, ou com a argumentação bem esquematizada à Francisco Bosco. Para não falar na inveja que tenho do humor rápido de Verissimo ou da verve sintática de Ubaldo. Bem, não vou falar mais nomes porque seriam muitos, sobretudo entre aqueles que são precípua ou exclusivamente jornalistas. Mas não posso negar que amo advérbios de modo, parênteses, travessões e períodos longos. Jorge Mautner sempre me diz que, num artigo sobre a tradução americana de “Verdade tropical”, algum resenhista anglófono citou Faulkner a meu respeito. Eu não me lembro de ter lido nada disso. Sigo Mautner como a um mestre, mas isso não quer dizer que acredito que tudo o que ele diz seja fato. Ele está sempre no nível do mito.

Viajando muito por causa do show do “Abraçaço”, não tenho visto os filmes que quero ver. Se eu pudesse, ia ao cinema todos os dias. Na verdade, eu fazia isso quando tinha 18, 19, 20 anos. Também quando tinha 12, 14, 15 (não é que pulei os 13 como fazem os hotéis americanos ou americanizados, por uma superstição chocante num mundo tão exibidamente desencantado como é o mundo dos hotéis de muitos andares. Não. Pulei os 13 porque correspondem ao ano que passei no Rio, quando ia pouco ao cinema, talvez menos do que ao auditório da Rádio Nacional: não havia cinema em Guadalupe, e eu não saía sozinho nesta cidade enorme). Se eu tivesse visto algum filme, escreveria aqui sobre ele. Gosto de escrever sobre cinema. Posso ter opiniões peculiares, para não dizer esquisitas, mas sei falar sobre o que se vê na tela, se ouve na sala e se sente (eu sinto) no coração. Dos livros que estou lendo não dá para falar. Além de ler e reler Bessa-Luís (e aqui aproveito para pedir desculpas a meus amigos portugueses que porventura tenham lido meu artigo sobre as legendas, já que para eles minhas elucubrações devem ter parecido ainda menos compreensíveis), acabei de ler um livro de Mangabeira Unger que tem o provocativo título “A religião do futuro”. Na verdade já terminei essa leitura há mais de um mês, mas ainda volto a alguns trechos para conferir e estudar, de modo que é como se estivesse ainda acabando de ler. E estou lendo um outro, chamado “A nova mente da máquina”, uma série de ensaios que falam de cosmologia e física quântica mas que são, na verdade, sobre psicanálise. O autor é Aristides Alonso. Ambos os livros são difíceis. Não posso comentar aqui como quem comenta o filme que viu ontem. Curiosamente certas questões cosmológicas aparecem nas duas diferentíssimas obras de maneira similar. (Aliás, li também a introdução de um outro livro de Mangabeira, que trata exclusivamente de cosmologia, sobre o qual seria mais difícil falar do que sobre “A nova mente da máquina” ou “A religião do futuro”.)

Por falar nisso, quando eu aprendi a ler e a escrever, sobretudo quando aprendi coisas mais complexas sobre leitura e escrita, as palavras de um título vinham, como ainda vêm em inglês, todas com iniciais maiúsculas. Ainda hoje às vezes sigo essa antiga regra que não sei quando foi abolida. Assim como nomes comuns que compunham nomes próprios, como Avenida Delfim Moreira, que, não percebi quando, virou avenida Delfim Moreira. Mesmo no meio de uma frase, escrevia-se Dr. Fulano, Sr. Beltrano, Padre Sicrano. Hoje (eu acho) é tudo com minúscula. Será que a gente escreve mesmo santo Tomás de Aquino? Sou um menino dos anos 1950, me assusto com isso. Mas não quero falar de língua e regras de escrita: estou traumatizado com o artigo do último domingo. Penso que, se eu deixar, vou escorregar pelas observações minuciosas mas cheias de erros. Bagno vai rir mais de mim.

Se eu não fosse cantar no dia 15, no Circo Voador, pela diversidade sexual, eu iria, antes do “Abraçaço” na Concha Acústica de Salvador, para Santo Amaro, participar da festa do 13 de Maio, que se estende até o dia 18. Um dos maiores orgulhos de minha vida é Santo Amaro festejar a abolição da escravatura desde 1889. Dia 18 canto no Recife. Vou tentar correr até minha cidade no dia 16. Se não der, terei cantado pela diversidade sexual aqui. É sempre a abolição.

maio
12
Posted on 12-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2013


=================================================
Mariano, hoje, no portal de humor A Charge Online

maio
12
Posted on 12-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2013


=================================================================

MÃE

Regina Soares

A minha tem nome com cheiro de terra, de índio, fonte e doçura de mel,

– JANDIRA.

Pariu sete, mimou, lavou, beijou, alimentou, criou, preparou,

– LIBERTOU.

Fortaleza, remanso, caudaloso rio, lugar seguro, abertura, acolhimento, música, romance,

– LOUVOR A DEUS.

Minha mãe me ensinou a ser mãe e avó, me preparou para a vida, confiou nas minhas

– ESCOLHAS.

Luz que segue em mim, nos meus dias, nos meus passos e ações.

Presença, além daquele beijo de despedida, beijando-lhe as mãos da benção, o sussurro:

– “SEJA FELIZ, MINHA FILHA!”

Regina Soares, advogada, especializada em eleições americanas, mora em Santa Rosa, no vale dos vinhedos da Califórnia, costa do Pacífico, oeste dos EUA, sempre plugada na Bahia

maio
12
Posted on 12-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2013

=========================================================

Bom domingo das mães para os que ainda as tem, e para os que (como este editor do BP) sentem saudades.

(Vitor Hugo Soares)

maio
12
Posted on 12-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2013

================================================================
DIÁRIO DE MÃE

Maria Aparecida Torneros

QUANDO ESTAVA GRÁVIDA, AOS 3 MESES DE GESTAÇÃO, FUI SURPREENDIDA, PELA PRIMEIRA VEZ, COM UMA CAMBALHOTA DO MEU BEBÊ , O QUE ME EMOCIONOU DEMAIS. EU QUERIA DIZER A ELE O QUE ESTAVA SENTINDO. MAIS QUE DEPRESSA PEGUEI UM CADERNO VAZIO E INICIEI UM DIÁRIO, NUMA CONVERSA MANTIDA, NAS PÁGINAS SOLITÁRIAS, ENTRE EU E ELE, POR 30 ANOS. ISSO MESMO, MEU FILHO NASCEU, CRESCEU, APRENDEU A LER, FOI MORAR SOZINHO AOS 19, E EU AINDA ESCREVIA PARA ELE, MESMO QUE ESPORÁDICAMENTE, POR MUITAS VEZES. NAS NOSSAS VIDAS, QUANDO AS DATAS IAM MARCANDO MOMENTOS GLORIOSOS OU DIFÍCEIS, EU ME DISPUNHA A NARRAR, EM TOM COLOQUIAL, SINCERO, ATÉ INTENSO, TUDO O QUE SE PASSAVA. ERAM ELOGIOS E PODIAM SER LAMENTOS, MAS FORAM CONFISSÕES DENSAS, O QUE ME LEVAVA A QUESTIONAR SE UM DIA EU MOSTRARIA AO MEU MENINO AQUELA TORRENTE DESNUDADA DE SENTIMENTO MATERNO E, AO MESMO TEMPO, O ACOMPANHAMENTO DA SUA INFÂNCIA, ADOLESCENCIA E AS PREOUPAÇÕES QUE EU DESABAFAVA NAS LINHAS E ENTRELINHAS.
QUANDO PERDI MEU PAI, QUE SEMPRE CONSIDEREI MEU MELHOR AMIGO, MEU FILHO JA IA COMPLETAR 30 ANOS. ENTÃO, DECIDI ESPERAR MAIS UM ANINHO E TERMINAR O TAL DIÁRIO, QUE É PRATCAMENTE UM LIVRO, POIS , AGORA, DALI PARA A FRENTE, EU TERIA A AMIZADE DE UM HOMEM FEITO PARA SEGUIR A VIDA, SEMPRE TORCENDO POR SUA FELICIDADE E VIBRANDO COM SUAS REALIZAÇÕES.
NO DIA EM QUE MEU BEBEZÃO FEZ 31 ANOS, ENTREGUEI A ELE O TAL DIÁRIO.
ELE FOLHEOU DIANTE DA FAMILIA PRESENTE ALMOCO, NO RESTAURANTE. DEU PEQUENAS RISADAS, PORQUE, NAS PRIMEIRA PAGINAS, HÁ A IMAGEM DA IMPRESSAO DIGITAL DO SEU PEZINHO MINUSCULO NO DIA EM QUE NASCEU, ALÉM DE MUITOS REGISTROS ONDE COLEI CARTÕES, BILHETES ELE PRA MIM AINDA PEQUENINO, EPISÓDIOS ENGRAÇADOS QUE VIVEMOS, OUTROS BARRA PESADA, MAS SEI QUE DEPOIS CALMAMENTE, ELE LEU BOA PARTE, OU TALVEZ TENHA LIDO TUDO.
DEIXEI REGISTRADOS OS ARROUBOS DE MÃE BOBA E CORUJA, MAS, ALGUMAS PALAVRAS DE CONSELHOS E MUITOS ELOGIOS POIS EU OBSERVEI CADA EVOLUÇÃO DA SUA VIDA, E PARTICIPEI, MESMO QUE DE LONGE, NA FASE ADULTA, DE TODOS OS SONHOS, OS AMORES, CASAMENTOS, ESTUDOS, ESCOLHAS PROFISSIONAIS, E, HOJE, AOS 35 ANOS, CURSANDO ASTRONOMIA, ELE JÁ É PROFESSOR DE RACIOCINIO LOGICO, FICO TORCENDO SEMPRE POR SEUS BONS ENCONTROS NA VIDA. AQUELE BB QUE PULOU NA MINHA BARRIGA, SÓ ME TRAZ ENERGIAS POSITIVAS, SEGUE ME EMOCIONANDO, POUCO NOS VEMOS NO DIA A DIA, EM FUNÇÃO DA VIDA AGITADA, MAS QUANDO ESCREVI O TAL DIÁRIO, DEIXEI LÁ , COMO PUDE, PALAVRAS QUE SERÃO ETERNAMENTE PEQUENAS PARA EXPRESSAR A GRANDEZA DO MEU AMOR POR MEU FILHO. COISA DE MÃE, OU MELHOR, DE MÃE QUE AMOU ESCREVER UM DIÁRIO PARA UM UNICO LEITOR.

CIDA TORNEROS, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. Escreveu o Diário de Mãe durante 3o anos.

  • Arquivos

  • Maio 2013
    S T Q Q S S D
    « abr   jun »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031