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Postado em 11-05-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 11-05-2013 12:31


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Aroeira, hoje, em O Dia (RJ)

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Comentários

inacio gomes on 11 Maio, 2013 at 22:31 #

“mas eu não sabia “e “estava cumprindo ordens” foram frases muito ouvidas, no passado, no Tribunal de Nuremberg após o termino da segunda guerra mundial. No Brasil de hoje continuam sendo habitualmente repetidas. A primeira ,por muitos dos que estão no poder e a segunda pelos torturadores á exemplo do Coronel Ustra que, por sinal, a repetiu , ontem, em seu depoimento na Comissão da Verdade. Na oportunidade deu murro na mesa, agrediu moralmente o medico Efraim Mott, vereador em São Paulo e por ele torturado no DOI-Codi/SP, agrediu a Presidente , Comandante em Chefe das Forças Armadas e, assim, sua comandante mesmo com ele na reserva. Somente um torturado ali tinha comparecido disposto a denunciar o torturador. Na sessão um quase silencio. Hoje, no resto do pais, o silencio total se considerarmos a insignificância da reação da sociedade. Lembra Luther King: ” o eu me preocupa não são os gritos dos maus. È o silencio dos bons”. Silencio com tal intensidade, especialmente no caso da maioria dos que , hoje, estão no poder. que não lhes permite ouvir os gritos de terror dos torturado pela ditadura nem o pranto de dor dos familiares daqueles por ela ” desaparecidos e suicidados”. Enquanto isto as “mães da Praça de Maio” hoje transformadas em avós continua comparecendo á mesma praça para exigir a punição dos torturadores. Isto na Argentina que já condenou um Presidente e diversos generais e almirantes. A Guatemala, por sua vez, é noticiado pelo jornais de hoje, condenou o ex-ditador Efraim Montt a 80 anos de prisão por pratica de tortura. Não se quer vingança. O que se deseja é que os gritos de dor dos torturados sejam ouvidos hoje como um alerta para que não se permita amanhã o mesmo crime seja praticado . Enquanto condeno o silencio de todos nós tenho que reconhecer que o “heroico” coronel Ustra não negou a sua historia. Manifestou orgulho por tudo que tenha feito. Deu murro na mesa. Agrediu moralmente o vereador por ele torturado. Botou o dedo na cara de Presidente da Comissão da Verdade. Disse que cumpria ordens dos superiores hierárquicos e que em seu lugar ,alie deveria estar o Exercito que deu cobertura a tudo que foi feito . Foi o recado para a hipótese improvável dos “companheiros ” resolvesse abandona-lo á sua sorte. Assistimos a uma verdadeira sessão de tortura na qual estava no “pau de arara” a memoria de todos aqueles presos políticos por ele torturados no passado. Tinha razão De Gaulle: “Brasil, este não é um país serio”. Nem um pouco dizem os que hoje não estão roucos pelo silencio.


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