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A ex- ministra do meio ambiente e ex-senadora Marina Silva falou nessa sexta-feira (10) à Rádio Metrópole sobre a criação do partido Rede Sustentabilidade. Ela está em Salvador para captar assinaturas que viabilizem a existência da nova legenda. Para o partido ser criado são necessárias 550 mil assinaturas, mas a equipe arrecadou até agora cerca de 300 mil assinaturas. Durante a entrevista, ela relatou algumas agruras nesse caminho, como o Projeto de Lei que dificulta o acesso de novas legendas a ter acesso ao fundo partidário e tempo de propaganda.

“Essa atitude do governo de fazer uma lei de encomenda para impedir a nossa criação, para tirar o tempo de rádio e televisão e o fundo partidário, também aumentou a solidariedade das pessoas conosco. Elas veem que é uma coisa desmedida e injusta. Estão fazendo uma lei, movendo céus e terras para nos tirar 35 segundos de propaganda. Por que o partido do prefeito Kassab (PSD), que foi para a base do governo teve o direito de se organizar, de criar e ninguém fez isso? E por que um grupo que defende há mais de 30 anos defende o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a justiça social está fazendo uma lei de encomenda para tirar 35 segundos?”

Alguns dos objetivos do partido é trazer novas ideias e novas políticas, defendendo bandeiras como a ética na política, preservação da natureza, desenvolvimento aliado à sustentabilidade, além de saúde e educação de qualidade. “Cada vez mais, as pessoas estão ficando enfastiadas dessa polarização na política e está atrás de quem queira discutir proposta, queira discutir ideias”, pontua. Ela ainda falou sobre os motivos que as levaram a deixar o PV e posteriormente criar a própria legenda

Veja no portal Metro1 a integra da entrevista de Marina

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” Batidinha”, de Tom Jobim, com ele, no violão, e violinos, direto do precoso arquivo do You Tube para ouvintes e leitore do BP.

BOM DIA!

(Gilson Nogueira)


DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Os trabalhos de remoção dos escombros do prédio no Bangladesh que albergava diversas unidades têxteis e desmoronou no final de abril irão prolongar-se uma semana, disse hoje à agência EFE fonte oficial do Ministério do Interior.

«Ainda há muitos cadáveres entre os escombros. Houve gente que tentou chegar aos andares mais baixos [o prédio tinha nove andares] para conseguir sair do edifício», disse Udín Khandaker, funcionário do Ministério do Interior do Bangladesh, que dirige uma investigação sobre o acidente.

De acordo com o responsável, «no prazo de uma semana ficarão concluídos os trabalhos de remoção dos escombros, espera-se que antes da próxima sexta-feira».

O edifício, onde operavam cinco fábricas de roupa que forneciam a conhecidas marcas ocidentais, como a britânica Primark e a espanhola Mango, desabou a 24 de abril nos arredores da capital do Bangladesh, Daca.

De acordo com os últimos dados oficiais, o desmoronamento provocou 1.022 mortos e 2.437 feridos.

Udín Khandaker disse que, no âmbito da investigação, já foram presas dez pessoas, estando entre estas o dono do edifício, quatro proprietários de fábricas, engenheiros e peritos municipais.

maio
10
Posted on 10-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-05-2013


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Aroeira, hoje, no Brasil Econômico (SP)

maio
10

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Era Um Garoto Que Como Eu

Os incríveis

Composição: Migliacci e Lusini – versão: Brancato Júnior

Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
Girava o mundo sempre a cantar as coisas lindas da América
Não era belo mas mesmo assim havia mil garotas a fim.
Cantava Help and Ticket to ride, oh! Lady Jane and
Yesterday
Cantava viva à liberdade, mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra o separou, fora chamado na América.
Stop! Com Rolling Stones, stop! com Beatles songs.
Mandado foi ao Vietnã, brigar com vietcongs.
Tatá-ratatá…

Era um garoto que como eu amava os Beatles e os
Rolling Stones
Girava o mundo mas acabou, fazendo a guerra do Vietnã
Cabelos longos não usa mais, nem toca a sua guitarra e
sim
Um instrumento que sempre dá a mesma nota ra-tá-tá-tá
Não vê amigos, nem mais garotas, só gente morta caída
ao chão
Ao seu país não voltará, pois está morto no Vietnã.
Stop! Com Rolling Stones, stop! com Beatles songs
No peito um coração não há, mas duas medalhas sim.

Tatá-ratatá…
Ra-tá-tá-tá tá-tá


Claudio Fonteles:”uso comprovado de napalm”

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DEU NO GLOBO.COM

BRASÍLIA e RIO – Relatórios da Comissão Nacional da Verdade divulgados nesta quinta-feira atestam que o Estado usou força desproporcional na ação militar de repressão à Guerrilha do Araguaia. Para a comissão, o Estado promoveu uma “eliminação sumária e total” dos militantes do PCdoB, que dispunham de armamentos obsoletos para o confronto.

De acordo com um relatório feito em novembro de 1972 pelo tenente-coronel Flarys Guedes Henriques de Araújo, em pelo menos três bombardeios da Guerrilha, o Exército fez uso de napalm. “As missões pretendidas pelo CMP aqui mencionadas no item 1 foram executadas no decorrer das operações; há a acrescentar àquele repertório o bombardeio de três áreas com bombas napalm e de emprego geral”, informa o relatório.

— Há a comprovação do uso de napalm em três operações. Uma coisa terrível — afirmou o conselheiro da Comissão Verdade Cláudio Fonteles, autor dos trabalhos divulgados ontem.

Segundo Fonteles, os relatórios militares apontam que, de um lado, havia 2.453 soldados contra apenas 57 opositores do regime militar. Os números são de 1972, ano da maior repressão na região.

“Está cristalino que as forças de repressão do Estado, diante do acanhado grupo de opositores políticos, adotou postura de eliminação dessas pessoas. A brutalidade estampada na gritante desproporção de forças e o tratamento deferido aos opositores — eliminação sumária ou aprisionamento ao completo arreio do sistema legal — marcam o desatino do Estado ditatorial militar”, afirma Fonteles, em suas conclusões.

Os relatórios do conselheiro se embasaram em documentos do general Antônio Bandeira, que chefiou as tropas do Exército no Araguaia, no comando da 3ª Brigada de Infantaria. Bandeira classificava as manobras militares na região como “exercício de adestramento” da tropa e admitia que os guerrilheiros eram mal aparelhados. O oficial afirmou num de seus relatórios secretos: “Os terroristas utilizavam armas obsoletas e sofriam grande carência de munição. Sua instrução de tiro era levada a efeito sem gasto de munição, por economia”.

Os documentos do general detalham a eliminação dos guerrilheiros, com data e local de suas mortes. São os casos dos militantes Bergson Gurjão, Maria Lúcia Petit, Kleber Lemos da Silva, Dower Morais Cavalcanti, Luzia Reis Ribeiro e Dagoberto Alves da Costa.

Outro texto de Fonteles divulgado ontem trata da atuação da Marinha em manobras conjuntas com o Exército no Araguaia. Nesse texto, as ações dos militares são tratadas como “operação limpeza” na área. Nos relatos oficiais há um capítulo, chamado Sepultamento, em que os militares destacam que “mortos inimigos serão sepultados na selva, após identificação”. Outro trecho diz que, antes dos enterros, eram feitas fotografias e colhidas impressões digitais das vítimas.

Em outro relatório, baseado em documentos produzidos pelo Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa), Fonteles concluiu que os desaparecidos políticos Fernando Santa Cruz de Oliveira e Eduardo Collier foram presos por agentes da Aeronáutica, torturados e mortos. Os dois eram militantes do Ação Popular Marxista-Leninista (AMPL), e desapareceram em 23 de fevereiro de 1974, em Copacabana, no Rio. Até agora, acreditava-se que eles tinham sido presos por agentes do DOI-Codi do Rio. Segundo Fonteles, o governo militar engendrou uma versão mentirosa e passou informações falsas à Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o que havia acontecido com os dois.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais

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