DEU NO JORNAL A TARDE

A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre) efetuará no próximo dia 10 de maio o pagamento da primeira parcela de contraprestação do estádio da Fonte Nova. Serão depositados R$ 8,5 milhões nos cofres do consórcio construtor do empreendimento (OAS / Odebrecht), correspondente a 26 dias de operação da Arena (de 5 a 30 de abril).

Os pagamentos serão sempre efetuados no dia 10 de cada mês. Isso durante 15 anos, conforme prevê o contrato de Parceria Público Privada (PPP) firmado entre as construtoras e o governo do estado da Bahia, em janeiro de 2010. Ao fim do tempo de embolso, o poder público terá aportado R$ 1,4 bilhões para cobrir o investimento do braço privado na demolição e construção da nova praça – serão cerca de R$ 99 milhões em repasses por ano.

“Os pagamentos vão ocorrer pois o estádio já está em pleno funcionamento. Ou seja, está fruível. E o contrato prevê o pagamento imediato, até para dar operação ao equipamento, que tem um custo elevado por conta da sua natureza”, diz Ney Campelo, secretário da Secopa.

Valores finais – O estádio da Fonte Nova foi orçado inicialmente em R$ 591,7 milhões. Contudo, por conta de novas exigências da Fifa, conforme justificou o consórcio, foram acrescidos novos itens em oito aditivos contratuais (gramado, tecnologia da informação, assentos etc). Em um novo arranjo financeiro, divulgado com exclusividade pela reportagem de A TARDE, em março deste ano, foi comprovado que a obra sofreu uma elevação de R$ 97,7 milhões. O novo valor passou para R$ 688,7 milhões.Este novo montante acrescido, porém, não entra na base de cálculo da contraprestação.

Segundo declarou à época o secretário Nilton Vasconcelos, titular da Setre, “Os aditivos já estavam previstos em caso de ajuste da Fifa. O valor inicial é o que acaba prevalecendo”, afirmou o gestor. Apesar disso, o Estado arcará também com estes custos extras. Até o dia 30 de junho (dia da final da Copa das Confederações), o poder público fará um aporte, em valor único, equivalente aos R$ 97,7 milhões na conta bancária do consórcio.

A OAS/Odebrecht utilizou duas linhas de crédito para construir a Arena Fonte Nova. Uma por meio do Banco do Nordeste, em R$ 250 milhões, e outra pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), com empréstimo de R$ 323,6 milhões. Para o banco estatal, o consórcio terá dois anos de carência até iniciar os pagamentos.

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Comentários

rosane santana on 4 Maio, 2013 at 8:58 #

E, com isso, a fatura de 2014 vai sendo liquidada! Ôba lá lá. Mas não é isso que o povo quer? O PT aprendeu rapidinho, rapidinho as lições do velho Cabeça Branca. Cláudio Leal, cadê você?


Luiz Guilherme on 21 junho, 2013 at 15:11 #

Sóa a Itaipava entrou com 100 milhões para ter seu nome no estádio (que já paga a diferença do custo original) , quantas outras empresas já tem garantido seu patrocínio ?? Os custos que os times pagarão ao estádio quando houver os jogos e diversos outras maneiras de se obter receitas com bem construído.. A Notícia deveria ter sido mais abrangente e sem ser tendenciosa.. Eu pessoalmente não assisto jogos de futebol nem ao vivo e nem por TV , mas, respeito quem gosta e afinal o estado precisava deste instrumentio.. O que tem que se trabalhar é para que ele se pague … Por exemplo as televisões que ganham rios de dinheiro com o futebol , deveria participar dos custos (pagando pela emissão) fortemente..


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