Wilton Junior/AE – 20/08/2011
Imagem premiada foi registrada durante momento
de conflito entre o PT e o PMDB

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DEU NO ESTADÃO

RIO – O repórter fotográfico do Estado Wilton Junior conquistou o Prêmio Imprensa Embratel de melhor foto, com “Touché”, que retrata a presidente Dilma Rousseff durante cerimônia na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). Pela imagem, publicada em agosto de 2011, Wilton Junior recebeu também o Esso de 2012 e o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha do ano passado.

Este ano, o repórter fotográfico ganhou novamente o Rei de Espanha, desta vez com uma foto publicada em 24 de junho, que mostra um protesto indígena no Rio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Na foto, índios paramentados com cocar e outros adereços interrompem o tráfego de veículos no Aterro do Flamengo.

Wilton de Sousa Junior tem 39 anos, 21 de profissão e trabalha no Estado desde 2001.

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DEU NO GLOBO.COM

RIO – A juíza Simone Lopes, da 2ª Vara Cível do Rio, emitiu uma liminar que obriga a EMI a devolver ao músico João Gilberto as matrizes dos LPs “Chega de saudade”, “O amor, o sorriso e a flor” e “João Gilberto”, alguns dos mais importantes registros da bossa nova. Por conta de uma disputa judicial aberta entre as partes em 1992, os álbuns não são relançados há 21 anos. Por se tratar de liminar, a decisão pode ser contestada.

Ao se posicionar em favor do músico, a juíza usou como argumento a idade dele. “É evidente a urgência de viabilizar que João Gilberto, aos 81 anos, possa se debruçar sobre sua obra com os recursos tecnológicos contemporâneos e sob seu crivo de qualidade, havendo inegável risco de o artista já não ter condições para tanto, se esperar pelo julgamento final”, disse na liminar.

No processo, João Gilberto reclamava que a gravadora abusou “de seu suposto direito de detenção das gravações originais” para produzir cópias adulteradas sem seu consentimento. Em decisão anterior, o Supremo Tribunal de Justiça já havia reconhecido que a gravadora não poderia mais comercializar as versões adulteradas e remasterizadas das obras do artista.

A juíza ainda contesta os termos do contrato assinado entre a gravadora e o músico, ainda em início de carreira. “Resta claro que nenhuma das partes contratantes tinha a menor ideia da repercussão que a obra de João Gilberto teria, seja sobre a Música Popular Brasileira, seja em âmbito mundial”, pondera.

Para ela, “havia uma profunda desigualdade entre as partes contratantes”: “De um lado figurava uma pessoa jurídica da indústria fonográfica, dotada de poder econômico e detentora dos meios de produção em série aptos a veicular as criações artísticas. De outro, o artista jovem (26 anos de idade) ainda sem consciência da magnitude de seu potencial criativo, necessitando da gravadora para produzir, divulgar e vender seus discos e assim levar sua obra ao destinatário final que é o público”, completou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com

http://youtu.be/YUv6Y-jpuKI

Música de Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, “Meditação” foi gravada por João Gilberto para seu disco “O Amor, o Sorriso e a Flor”, lançado em 1960.

maio
02

http://youtu.be/mZytcae2rRE

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Bolero de Satã

De Guinga e Paulo César Pinheiro

Participação Especial de Cauby Peixoto

“Você penetrou como o sol da manhã
E em nós começou uma festa pagã
Você libertou em você a infernal cortesã
E em mim despertou esse amor
Atormentado e mal de Satã
Você me deixou como o fim da manhã
E em mim começou esse angústia, esse afã
Você me plantou a paixão imortal e malsã
Que me enraizou e será meu maldito final amanhã
E agora me aperta a aflição
De chorar louco e só de manhã
É a seta do arco da noite
Sangrando-me agora
São lágrimas, sangue, veneno
Correndo no meu coração
Formando-me dentro esse pântano de solidão”

maio
02
Posted on 02-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2013

Em entrevista ao influente jornal francês Le Monde, o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusa os Estados Unidos de não respeitarem a Venezuela e alertou para uma suposta escalada da extrema-direita em seu país na entrevista publicada hoje, 2.

“Obama não nos respeita”, afirma Maduro na entrevista, que o diário francês apresenta como a “primeira a um meio de comunicação social internacional desde as eleições” de 14 de abril, onde foi eleito por uma diferença de apenas 225 mil votos para o seu mais direto adversário, Henrique Capriles.

Nicolás Maduro assegura que nos Estados Unidos “há um grupo ultraconservador e terrorista” que por vezes escapa ao controlo de Washington e tem como membros Roger Noriega, ex-secretário de estado da administração Bush, o embaixador John Negroponte e o antigo embaixador dos Estados Unidos na Venezuela Otto Reich.

Maduro diz que os Estados Unidos “são governados por um aparelho militar, industrial, midiático e financeiro” e que o presidente Barack Obama, que “sorri mas bombardeia”, tem apenas uma imagem diferente da do seu antecessor George W. Bush.

“Nesse sentido, serve melhor os objetivos de dominação mundial dos Estados Unidos”, afirma.

O recém-eleito presidente venezuelano justifica ainda as suas boas relações com governos considerados ditatoriais em países como a Líbia de Muammar Kadhafi, a Síria de Bashar al-Assad, a Bielorrússia de Alexandr Lukashenko ou o Irão de Mahmoud Ahmadinejad.

(No Diário de Notícias, Lisboa)


Stuart Hall:demitido hoje pela BBC
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O apresentador e comentarista da BBC Stuart Hall, 83 anos, admitiu a culpa em 14 casos de abusos sexuais, um deles envolvendo uma criança de 9 anos. A cadeia de televisão já veio a público repudiar o comportamento do colaborador e mostrar solidariedade com as vítimas.

Os casos que chegaram ao tribunal britânico aconteceram entre 1967 e 1985 e em tribunal o comentarista é descrito como um “predador oportunista”. Stuart Hall começou por considerar as acusações como falsas mas acabou por admitir que as mulheres que o acusavam diziam a verdade.

O procurador do ministério público inglês Nazir Afzal disse que Stuart Hall foi levado a tribunal porque “a prova das vítimas estabelecia um padrão de comportamento que nenhuma explicação inocente podia ser dada”. E continuou: “As vítimas não se conheciam e quase duas décadas separam a primeira e a última tentativa de abuso mas quase todas as vítimas, incluindo uma que tinha nove anos na época dos acontecimentos, davam versões muito semelhantes. Fosse em privado ou em público, Hall aproximava-se a pretexto de ajudar a vítima”.

Hall saiu em liberdade do tribunal e conhecerá a sentença no dia 17 de junho e através de uma agência de comunicação admitiu a sua culpa e pediu desculpa “lamentando profunda e sinceramente” os seus atos, às vítimas e à família.

O locutor tinha sido suspenso da BBC, onde trabalhava em dezembro, quando as acusações vieram a público e foi despedido formalmente esta quinta-feira, dia 2. A estação de televisão declarou-se “estarrecida” com os factos. “Continuaremos a trabalhar com a polícia nesta e em outras investigações que levem a cabo”, disse um porta-voz da BBC, citado numa notícia da própria estação.

(Com informações do Diário de Notícias. de Lisboa, e agências internacionais de notícias)

maio
02
Posted on 02-05-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2013


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Cayton, hoje, no jornal O Povo (CE)

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Finissima performance de uma grande intérprete. Confira!

BOA QUINTA-FEIRA!!!

(vhs)

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OPINIÃO POLÍTICA

O paradoxo da greve de fome

Ivan de Carvalho

Em 1981, dez ativistas da luta pela independência da Irlanda do Norte, presos no Reino Unido, então comandado pela primeira-ministra Margareth Thatcher, fizeram uma greve de fome para conseguir que o governo não os considerasse presos comuns, mas prisioneiros políticos. O movimento praticava atentados terroristas.

Thatcher rejeitou a exigência e decidiu que lhes seria oferecida alimentação normal e, se necessário, administrada alimentação por todos os meios tecnológicos disponíveis, desde que os presos concordassem em ser alimentados. Seu governo avisou publicamente e a cada um dos grevistas de fome que, enquanto conscientes, eles poderiam optar por alimentar-se ou ser alimentados, mas se perdessem a consciência por inanição sem autorizar a alimentação, esta não seria administrada à revelia da vontade deles, antes manifestada. Não haveria alimentação compulsória. A vontade dos grevistas seria respeitada, dizia o governo.

No dia 5 de maio de 1981, após 66 dias de greve de fome e sem haver autorizado a alimentação, morreu o primeiro dos grevistas, Bobby Sands, de 27 anos. Na sequência, morreram os outros nove grevistas do grupo. Uma montanha de críticas desabou sobre a primeira-ministra Thatcher e seu governo em todo o mundo, ainda mais que na época ainda estava muito ativa a propaganda comunista dirigida desde a URSS, que demonizava Thatcher. Insensível, malvada, a Bruxa Má do Oeste.

Agora, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enfrenta outra greve de fome na prisão para prisioneiros da guerra do Afeganistão suspeitos de ligação com o terrorismo, em Guantânamo, Cuba. Obama prometeu e tem tentado fechar a prisão, levando os presos para território americano, mas o Congresso vem atrapalhando.
E então prisioneiros de Guantânamo iniciaram, no começo de fevereiro, uma greve de fome. Ainda não morreu nenhum. Os grevistas estão sendo alimentados compulsoriamente. Um grupo extra de médicos e enfermeiros foi enviado para o campo de detenção na base naval americana de Guantânamo para cuidar da ingestão, pelos prisioneiros, de alimentos líquidos e pastosos (através de sonda nasal) de modo a não deixar que algum prisioneiro morra.

Aí começou a complicar. Advogados americanos lançaram um alerta de que alimentar os prisioneiros pode ser uma forma de tortura. Então a Associação de Médicos dos Estados Unidos manifestou o receio de que essa prática viole o Código de Ética profissional (e dos demais profissionais de saúde, naturalmente). Números oficiais talvez já ultrapassados dão conta de que dos 166 prisioneiros em Guantânamo, 100 estão fazendo greve de fome. Advogados estimam o número atual de grevistas em 130.

Estava pronto o cenário para a ONU interferir. E foi o que fez o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da organização. “A alimentação forçada nunca é aceitável”, afirmou Rupert Colville, porta-voz da alta comissária, Navi Pillay. “A alimentação acompanhada por ameaças, coerção e com o recurso da força ou imobilização física é uma forma de tratamento desumano e degradante”, disse Colville, citando um documento da Associação Médica Mundial. Esse documento acrescenta: “Assim como é inaceitável a alimentação forçada de alguns detentos com o objetivo de intimidar ou de obrigar os outros em greve de fome”.

Parece que os dois casos de greves de fome – o dos irlandeses do norte no Reino Unido e o dos prisioneiros de Guantânamo, muitos deles presos há dez anos sem culpa formada – deixam uma questão em aberto. Houve em 1981 ataques severos à decisão do governo britânico de não alimentar à força ou contra a vontade os presos em greve de fome e surgem agora ataques também severos à decisão do governo americano de alimentar compulsoriamente os presos de Guantânamo em greve de fome, quando houver risco para a vida deles.

Qual das duas seria a conduta correta nestas situações? Ou haveria uma terceira via – atender às reivindicações dos presos? Quanto a essa terceira via, cumpre assinalar a preliminar: cada caso é um caso.

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