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Rebelo(PC do B)e a revolta na Fonte Nova:”não é boa notícia”,
diz mistro no encontro com empresários em Comandatuba(BA)

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DEU NO CORREiO

Instrumento musical criado por Carlinhos Brown para ser a sucessora da sul-africana vuvuzela, que foi sensação na Copa de 2010, a caxirola “estreou” neste domingo, durante o clássico entre Bahia e Vitória – vencido por este último por 2 a 1 -, na Arena Fonte Nova, em Salvador. E o artefato, um dos símbolos do Mundial de 2014 que acontecerá no Brasil, acabou sendo utilizado para atos de vandalismo.

Distribuídos na entrada do estádio aos cerca de 30 mil torcedores que assistiram ao jogo, os instrumentos, uma espécie de chocalho para colocar na palma da mão, viraram arma de protesto dos torcedores do Bahia pouco antes do intervalo, quando o time perdia por 2 a 0. Revoltados, eles atiraram as caxirolas no gramado – por vezes perto de jogadores que não estavam agradando.

A notícia chegou ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que participa do 12º Fórum de Comandatuba, um dos principais encontros empresariais do Brasil, no resort Transamérica Ilha de Comandatuba, em Una, no litoral sul da Bahia. Ao ser informado sobre o ocorrido com o instrumento, que recebeu as chancelas do ministério e da Fifa para ser produto oficial da Copa, ele ficou sem reação.

Depois de alguns segundos pensativo, Aldo Rebelo limitou-se a dizer: “Não é boa notícia”. Na sequência, ele tentou minimizar o fato. “Não necessariamente vai acontecer algo semelhante se o Brasil estiver perdendo uma partida na Copa”, afirmou o ministro.


Humilhação:Torcida joga caxirolas de Brown contra time do Bahia

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DEU NA FOLHA

Menos de um mês após a humilhante derrota de 5 a 1, no Ba-Vi que marcou a inauguração da Arena Fonte Nova, o Bahia voltou a ser derrotado pelo Vitória na tarde deste domingo, no mesmo local, em duelo válido pela última rodada da segunda fase do Campeonato Baiano. Desta vez, os rubro-negros venceram de forma apertada: por 2 a 1.

Revoltados, torcedores tricolores começaram a atirar caxirolas – espécie de chocalho criado para ser a vuvuzela brasileira durante a Copa de 2014 – dentro de campo, ainda no primeiro tempo, o que pode prejudicar o Bahia na sequência da competição caso seja aplicado algum tipo de punição.

Apesar da derrota, o Bahia está classificado para as semifinais do Estadual. Enfrentará o Juazeiro, que terá vantagem de jogar a segunda partida como mandante, já que terminou na primeira colocação do grupo.

Já o Vitória, apesar do resultado positivo, também ficou em desvantagem na semifinal, já que terminou na vice-liderança da sua chave, atrás do Juazeirense.

Quem abriu o placar na Arena Fonte Nova foi Michel, aos 20min. Renato Cajá cobrou escanteio na área, Victor Ramos cabeceou na trave; no rebote, a defesa do Bahia ficou parada e o volante encheu o pé para balançar as redes.

Já o segundo veio aos 32. Cajá lançou para Maxi, que deixou de calcanhar para Mansur. O lateral mandou para as redes e marcou um belo gol na Arena Fonte Nova.

O Bahia descontou logo após o intervalo, aos 7min. Após cruzamento na área, Deola falhou e Titi mandou para as redes, ‘colocando fogo’ na partida e reanimando a torcida tricolor.

Aos 37min, Deola se redimiu e, com a ponta dos dedos, evitou o que seria o gol de empate do Bahia, após cruzamento de Talisca que surpreendeu o goleiro rubro-negro.

abr
28
Posted on 28-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-04-2013


Piaf, sempre Piaf.

BOA TARDE

(vhs)

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No picadeiro

Janio de Freitas

O ato cogerador da ‘crise’ é de Gilmar Mendes, a pedido de um partido do próprio Congresso, o PSB

A “crise” entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso não está longe de um espetáculo de circo, daqueles movidos pelos tombos patéticos e tapas barulhentos encenados por Piolim e Carequinha. É nesse reino que está a “crise”, na qual quase nada é verdadeiro, embora tudo produza um efeito enorme na grande arquibancada chamada país.

Não é verdade, como está propalado, que o Congresso, e nem mesmo uma qualquer de suas comissões, haja aprovado projeto que submete decisões do Supremo ao Legislativo. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nem sequer discutiu o teor do projeto que propõe a apreciação de determinadas decisões do STF pelo Congresso. A CCJ apenas examinou, como é de sua função, a chamada admissibilidade do projeto, ou seja, se é admissível que seja discutido em comissões e eventualmente levado a plenário. A CCJ considerou que sim. E nenhum outro passo o projeto deu.

Daí a dizer dos parlamentares que “eles rasgaram a Constituição”, como fez o ministro do STF Gilmar Mendes, vai uma distância só equiparável à sua afirmação de que o Brasil estava sob “estado policial”, quando, no governo Lula, o mesmo ministro denunciou a existência de gravação do seu telefone, jamais exibida ou comprovada pelo próprio ou pela investigação policial.

De autoria do deputado do PT piauiense Nazareno Fonteles, o projeto, de fato polêmico, não propõe que as decisões do STF sejam submetidas ao Congresso, como está propalado. Isso só aconteceria, é o que propõe, se uma emenda constitucional aprovada no Congresso fosse declarada inconstitucional no STF. Se ao menos 60% dos parlamentares rejeitassem a opinião do STF, a discordância seria submetida à consulta popular. A deliberação do STF prevaleceria, mesmo sem consulta, caso o Congresso não a apreciasse em 90 dias.

Um complemento do projeto propõe que as “súmulas vinculantes” -decisões a serem repetidas por todos os juízes, sejam quais forem os fundamentos que tenham ocasionalmente para sentenciar de outro modo- só poderiam ser impostas com votos de nove dos onze ministros do STF (hoje basta a maioria simples). Em seguida a súmula, que equivale a lei embora não o seja, iria à apreciação do Congresso, para ajustar, ou não, sua natureza.

O projeto propalado como obstáculo à criação de novos partidos, aprovado na Câmara, não é obstáculo. Não impede a criação de partido algum. Propõe, isso sim, que a divisão do dinheiro do Fundo Partidário siga a proporção das bancadas constituídas pela vontade do eleitorado, e não pelas mudanças posteriores de parlamentares, dos partidos que os elegeram para os de novas e raramente legítimas conveniências. Assim também para a divisão do horário eleitoral pago com dinheiro público.

A pedido do PSB presidido pelo pré-candidato Eduardo Campos, Gilmar Mendes concedeu medida limitar que sustou a tramitação do projeto no Congresso, até que o plenário do STF dê a sua decisão a respeito. Se as Casas do Congresso votassem, em urgência urgentíssima, medida interrompendo o andamento de um processo no Supremo Tribunal federal, não seria interferência indevida? Violação do preceito constitucional de independência dos Poderes entre si? Transgressão ao Estado de Direito, ao regime democrático? E quando o Supremo faz a interferência, o que é?

Ao STF compete reconhecer ou negar, se solicitado, a adequação de aprovações do Congresso e de sanções da Presidência da República à Constituição. Outra coisa, seu oposto mesmo, é impedir a tramitação regimental e legal de um projeto no Legislativo, tal como seria fazê-lo na tramitação de um projeto entre partes do Executivo.

O ato intervencionista e cogerador da “crise”, atribuído ao STF, é de Gilmar Mendes -e este é o lado lógico e nada surpreendente do ato. Mas o pedido, para intervenção contra competência legítima do Congresso, foi de um partido do próprio Congresso, o PSB, com a aliança do PSDB do pré-candidato Aécio Neves e, ainda, dos recém-amaziados PPS-PMN.

Com o Congresso e o STF, a Constituição está na lona.


Mãe Stella em foto de Margarida Neide (A Tarde Online)

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ENTREVISTA DE MÃE STELLA AO JORNAL A TARDE, PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DESTE DOMINGO, 28. NAS BANCAS.

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Marjorie Moura

A cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia (ALB), cujo patrono é Castro Alves, passa a partir de agora a ser ocupada por uma nobre personalidade, Maria Stella de Azevedo Santos, a mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Enfermeira de formação, é autora de cinco livros que tratam da herança cultural africana e sua interpretação. Por seu trabalho, ganhou o prêmio jornalístico Estadão em 2001, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em 2009, e da Universidade Federal da Bahia, em 2005. Foi agraciada com a Comenda Maria Quitéria (Prefeitura de Salvador), Ordem do Cavaleiro (Governo da Bahia) e Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Marjorie Moura – O candomblé é conhecido pela oralidade, pela transmissão dos conhecimentos de forma oral. A senhora rompeu esta tradição ao escrever sobre a tradição africana. Como se sente diante deste reconhecimento com sua eleição para a ALB?

Mãe Stella – Vejo tudo isso como uma evolução, uma grande evolução. O povo vai crescendo, se conscientizando sobre a verdade de nossa cultura e chegamos aqui. Os praticantes da religião do candomblé eram vistos como analfabetos pela sociedade porque falavam outra língua e vinham de um novo mundo. O destino da escravidão nos trouxe ao Brasil e nossa cultura e tradição vieram junto e sobreviveram a tudo. Hoje isso é reconhecido na academia como um legado que não pode ser dissociado da cultura brasileira.

Marjorie Moura – Inclusive até palavras desta língua que era desconhecida fazem parte hoje de nosso vocabulário…

Mãe Stella – É claro, assim como as palavras indígenas também foram incorporadas ao nosso dia a dia. Assim com tem gente que fala palavras estrangeiras. A cultura é assim, cheia de influências que vêm de todos os lados.

Marjorie Moura – O fato de a senhora ter sido escolhida para ocupar a cadeira cujo patrono é Castro Alves e que teve como último ocupante o professor Ubiratan Castro tem um significado especial?

Mãe Stella – Nada poderia ser mais especial. Castro Alves tem uma poesia vigorosa e foi uma das primeiras vozes no Brasil a se levantar contra a escravidão. A força dos versos de “Navio Negreiro” calou fundo na sociedade brasileira ao reconhecer nos escravos africanos pessoas iguais a qualquer outra. Depois, a contribuição do professor Ubiratan Castro para a preservação de nossa cultura. Diante disso, ninguém nunca pensaria que uma mãe de santo poderia chega a ocupar este posto. Isso mudou pela nossa luta, mas também por meus livros, porque o que a gente não escreve o tempo leva.

Marjorie Moura – Seus títulos lhe levaram a esta eleição?

Mãe Stella – Com certeza, mas os títulos, e foram muitos, são muito justos e resultado de muito trabalho. A gente se entregou muito, se empenhou muito para chegar até aqui.

Marjorie Moura – Tem gente sonhando com cânticos de suas filhas de santo e toques de atabaques em sua posse. Falaram até que Jorge Amado ficaria feliz em assistir. Ela já foi marcada?

Mãe Stella – A posse vai depender da academia e ainda não foi marcada porque estas cerimônias têm seu ritmo próprio e não sei como vai ser a organização. Mas é certo que o evento pode ter algum toque da religião africana porque ela é muito forte e vai agradar a muita gente, não é? (risos).

abr
28
Posted on 28-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-04-2013


Pelicano, hoje, no Bom Dia (SP)

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” Nas Asas da Canção ” : Nelson Sargento e Dona Iv one Lara cantam o samba que fizeram juntos.

Poesia e melodia à toda prova!

Bom domingo a todos

(Gilson Nogueira)


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O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão pelos crimes dehomicídio e ocultação do corpo de Eliza Samudio. De acordo com a sentença, o réu foi condenado a 19 anos de pena em regime fechado pelo homicídio de Eliza Samudio e mais três anos em regime aberto pela ocultação do cadáver, além dos e 360 dias multa. A juíza Marixa Fabiane Rodrigues afirmou que o réu não poderá recorrer em liberdade.

Durante a leitura da sentença, a juíza afirmou que a culpabilidade era grave e que o réu “praticou o crime perfeito, pois a ocultação se perpetua até hoje e poderá ser perpetuado para sempre”. Ainda de acordo com a sentença, Bola executou e ocultou o corpo de Eliza Samudio certamente para ser pago. “Ao fazer crer que Eliza não havia perecido, Marcos Aparecido dos Santos tratou de ocultar seus restos”, disse a juíza

“Como foi aluno de escola preparatória da escola militar de São Paulo, Marcos Aparecido dos Santos tinha plena consciência da culpabilidade de seu ato, mas desprezou à vida humana e cometeu um crime feito com atos preparatórios”, disse.

Sobre os antecedentes criminais, a juíza afirmou que o réu embora tecnicamente primário responde por outros delitos como homicídio culposo e tortura é que é “de fato uma pessoa agressiva e impiedosa”. “Utilizava de modo oficial a farda oficiosa”, disse a juíza durante a leitura da sentença. Marixa reiterou que Eliza foi morta por asfixia.

O julgamento de Bola começou na última segunda-feira, 22 de abril. Neste sábado, o julgamento entrou na reta final e a fase dos debates foi encerrada às 20h35, momento em que os jurados entraram na sala reservada com a juíza, o promotor de Justiça, a defesa e servidores da Justiça. Às 22h45, a juíza começou a ler a sentença que condena Bola a 22 anos de prisão.

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