Olivier Anquier: argumentos contestados
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DEU NA VEJA ONLINE

Os criadores do site BoicotaSP enviaram um comunicado, nesta terça-feira, respondendo às críticas do chef Olivier Anquier, publicadas em um artigo no jornal Folha de S. Paulo, na última segunda-feira. O BoicotaSP reúne reclamações a estabelecimentos que, segundo os consumidores, cobram um valor abusivo por produtos e serviços – o que, segundo Anquier, configura um ato de “neoterrorismo eletrônico covarde e destruidor”.

Anquier criticou o site argumentando que os preços são estabelecidos levando em conta uma série de fatores, que vão desde os serviços de segurança e manobristas, até custos com cozinha, estoque, contadores e fornecedores, sem falar na alta carga tributária que os estabelecimentos têm que pagar. Em seu texto, ele também reclama da agressividade do BoicotaSP, e diz que os donos de bares e restaurantes são “guerreiros da economia de serviços do Brasil”.

Em resposta às críticas, o BoicotaSP questiona o significado do termo “neoterrorismo”, usado por Anquier. “Chamar exercício democrático de covardia e neoterrorismo nos faz lembrar uma visão de mundo e de país da qual não gostamos de nos lembrar”, diz a nota. A equipe do site também reafirma que a plataforma foi feita para estimular o diálogo entre consumidores e estabelecimentos – no entanto, em vez do acordo, os donos de bares e restaurantes preferem fazer críticas, com “muitas justificativas retóricas e pouquíssima conversa de igual para igual”.

Para o BoicotaSP, o “boicote” dos usuários do site faz parte de uma postura válida e democrática. Reproduzindo um dos trechos da crítica de Anquier, a equipe do site defende três ideias básicas para construir uma cidade mais acessível. “A gente se vira, valorizando o consumidor com a liberdade de poder discutir a própria cidade e seus custos, a igualdade entre eles e os estabelecimentos que frequentam e, quem sabe, atingirmos a tão valorosa fraternidade entre quem consome e quem produz, todos caminhando na mesma direção: um país melhor para todos”, conclui o comunicado.

Entenda o BoicotaSP – Criado no começo de abril, a plataforma é alimentada com as queixas dos próprios usuários. No site, é possível encontrar relatos de milk shakes que custam 45 reais, cervejas “populares” de 14 reais e ingressos superfaturados, como as entradas do festival Skol Sensation, que chegam a 12,5 mil reais.

O site já conquistou mais de 39 mil fãs no Facebook. Por meio das redes sociais, os usuários também podem enviar seus “boicotes”. O sucesso foi tão grande que os criadores do site estão planejando criar um aplicativo do BoicotaSP para smartphones e ampliar a plataforma para todo o Brasil.

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Composição: Saul Barbosa/Orlando Santa Helena
Disco: O ar, o tempo e o vento
Voz de Nina Panceviskki

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Bahia em Pauta homenageia Ilhéus neste 4 de abril, dia do santo guerreiro dos católicos e do aniversário de fundação de uma das mais belas e marcantes cidades baianas, na costa ensolarada (às vezes também chuvosa) do sul baiano.

Vida e progresso, com felicidade de seu povo, à mui bela e digna cidade dos romances e escritos de Jorge Amado.

(Vitor Hugo Soares)

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Em palestra para estudantes na FGV (Fundação Getúlio Vargas), Graça Foster, presidente da Petrobras, destacou a experiência de quase 60 anos da estatal brasileira (PETR3; PETR4) em meio às incertezas quando ao futuro da OGX Petróleo (OGXP3), de Eike Batista. “Companhia de petróleo não é para qualquer um”, disse a presidente da Petrobras.

Segundo reportagem da Agência Estado, Graça não citou o dono do Grupo EBX, mas disse que “não é para qualquer executivo falar que vai fazer uma companhia de petróleo, chegar lá e fazer. Não é para dois, três anos.”

Ainda segundo a agência de notícias, a executiva elogiou as descobertas feitas por sua companhia no pré-sal, e ressaltou que a maior parte do crescimento da produção diária de petróleo pela empresa, estimado em aumentar para 4 milhões de barris ao final deste ano, virá do pré-sal. “A taxa de sucesso da Petrobras no pré-sal é de 84%. Se juntarmos com as outras áreas é de 64%. No mundo, uma excelente taxa é de 30%”, comentou Graça.

abr
23
Posted on 23-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-04-2013


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Regi, hoje, no Correio Amazonense


Do YouTube:

“De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do centro da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha.
No Candomblé Ogum é o Orixá guerreiro dono de todos os caminhos e encruzilhadas junto com seu irmão Exu, também é tido como irmão de Oxossi e uma ligação muito forte com Oxaguian de quem é inseparável, aparece como o Senhor das guerras e demandas, suas cores são Azul cobalto e o verde e na Umbanda sua cor é o vermelho.”

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Olhaí, Maria Olívia

Hoje aí no Rio de Janeiro que você ama tanto , seja mais que nunca uma representante deste site blog baiano nas festas em louvor ao santo guerreiro dos católicos, o Ogum abridor de caminhos dos terreiros de candomblé .

Peça por todos e por nós.

Viva Jorge!

Viva o Rio e a também linda Ilhéus, no sul baiano, no dia do santo e poderoso padroeiro das duas belas e simbólicas cidades brasileiras.

Para os devotos e para os ateus que acreditam em milagres, com este editor do BP.

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Matando no peito

Ivan de Carvalho

Esse tipo de coisas talvez só aconteça no Brasil.

O ex-ministro José Dirceu disse no começo deste mês que foi “assediado moralmente” durante seis meses pelo então ministro do STJ, Luiz Fux, que pretendia ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Dirceu garantiu que Fux prometeu absolvê-lo.
Há algum tempo, quando a campanha de Luiz Fux para chegar ao STF foi tema de noticiário, o hoje membro deste tribunal admitiu que realmente procurou pessoas em busca de apoio, entre elas José Dirceu. Mas Fux nega que haja prometido absolvição a alguém e mais especificamente a Dirceu no processo do Mensalão.

Fux admitiu que, em algum momento, quando o Mensalão foi posto na conversa por um de seus interlocutores, comentou como resposta: “Isso eu mato no peito”. Explicou à imprensa que isso significava que julgaria sem dificuldade, pela ampla experiência que tinha como magistrado. Se – aqui já é observação deste repórter – entenderam que matar no peito era absolver, que bom para Fux e que azar para os interlocutores menos inteligentes.

Aliás, se Luiz Fux houvesse “assediado moralmente” José Dirceu, inclusive com a promessa de absolvê-lo, o ex-ministro deveria, se alguma comprovação pudesse fazer, denunciar de público ou nas instâncias formais adequadas o então ministro do Superior Tribunal de Justiça. Se não conseguisse obter prova desse “assédio” e especialmente da oferta de absolvição, Dirceu poderia ter usado sua ainda enorme influência política para evitar que alguém que faz esse tipo de jogo fosse afinal elevado à Suprema Corte do país. Isto sim, seria patriotismo e espírito público.

Volto aos fatos. E o que dentre eles mais chama a atenção é que, já ministro do STF, durante todo o julgamento do Mensalão Luiz Fux fez exatamente o contrário do que Dirceu disse que ele havia antecipado que faria. Fux não só votou pela condenação de Dirceu nos dois crimes pelos quais ele foi condenado – formação de quadrilha e corrupção ativa – como foi um juiz duro em todo o julgamento, dando sempre apoio firme ao ministro-relator Joaquim Barbosa.

Só para se ter uma idéia bem nítida do entendimento do ministro Luiz Fux, refletido em seus votos. Segundo ele, José Dirceu comandou uma quadrilha que tinha como finalidade viabilizar “um projeto de poder de longo prazo de ilicitude amazônica”. Foi assim que Fux matou no peito.

Com a publicação, ontem, do acórdão de 8.405 páginas com os votos dos ministros do STF no processo do Mensalão, começa a partir de hoje a correr o prazo de dez dias para os advogados de defesa dos réus não absolvidos apresentarem embargos de declaração e/ou infringentes. A aposentadoria de ministros no curso do julgamento, modificando a composição do STF, está criando bastante expectativa quanto ao julgamento de embargos infringentes, que poderão ser usados por 12 dos réus com sentenças condenatórios, inclusive José Dirceu. Os embargos infringentes, eventualmente, podem transformar uma condenação em absolvição.

Essa expectativa não é apenas popular. Ela existe também nos meios jurídicos. Um elemento novo no julgamento dos embargos será o novo ministro Teori Zavascki, que não votou no julgamento. Ele foi pinçado pela presidente Dilma Rousseff no Superior Tribunal de Justiça e nomeado, após a aprovação do Senado, por ela para o STF.
Do STJ é também a ministra (baiana) Eliana Calmon, que se destacou com sua atuação como corregedora do Conselho Nacional de Justiça, cargo que ocupou até recentemente. Ontem ela disse acreditar que, depois de acompanhar “todo o processo como se estivesse assistindo a uma novela”, a população “vai ficar frustrada se as decisões do Supremo Tribunal Federal não forem cumpridas pelos condenados na Ação Penal 470, o processo do Mensalão”. Ela acrescentou que, como cidadã, também estará frustrada. “O STF terá que dar uma satisfação ao público, se o que decidiu vale ou não”.

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