Jaguaquara:agencias bancárias destruídas
(Foto: Blog do Marcos Frahm)
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DEU NO CORREIO E NO JORNAL NACIONAL (TV GLOBO)

Da Redação

Cerca de 30 homens explodiram duas agências bancárias na cidade de Jaguaquara, que fica a 336 quilômetros de Salvador, na madrugada deste sábado (20). Segundo a TV Bahia, o crime aconteceu por volta das 3h da madrugada.

Antes de explodir as agências, o grupo se dividiu para cercar as casas da delegada titular da cidade e do capitão da Polícia Militar. Segundo a TV Bahia, eles usaram carros para bloquear a saída das autoridades e monitorar a movimentação nas residências.

Na base do batalhão da PM, os bandidos usaram cadeados e correntes para impedir a saída dos policiais. Enquanto isso, parte do grupo já havia se deslocado para a agência do Banco do Brasil que fica na praça Dr. J J Seabra.

Lá eles realizaram três explosões que destruíram completamente a agência. No centro da cidade, os bandidos também usaram explosivos para entrar na agência do Bradesco. Todos os envolvidos na ação fugiram.


Tamerlan Tsarnaev, o irmão morto, em toto de abril de 2009,
quando praticava box no centro de artes marciais em Boston
Foto: Boston Globe

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DO “PÚBLICO” (LISBOA)

Dzhokhar Tsarnaev está internado sob forte proteção policial depois do cerco de quase três horas. O governador de Massachussets diz que o suspeito de 19 anos ainda não está em condições de ser interrogado.

O chefe da polícia de Watertown disse neste sábado que tudo leva a crer que os irmãos Tsarnaev, de 19 e 26 anos, agiram sozinhos. Ainda não se sabe de que crimes o irmão que sobreviveu será acusado.

A polícia encontrou seis bombas e armas depois do cerco que durou quase três horas. Dzhokhar Tsarnaev foi preso quatro dias depois do atentado que matou três pessoas e feriu mais de 170 na maratona de Boston. A morte do irmão mais velho e a prisão do irmão mais novo não respondem à pergunta central da investigação: o que motivou o ataque?

Neste sábado, a imprensa norte-americana noticiou que os serviços secretos russos contactaram as autoridades dos EUA, em 2011, para falar da possível simpatia que Tarmelan Tsarnaev, o irmão mais velho morto pela polícia ao tentar fugir, tinha com movimentos radicais islâmicos da república do Daguestão. Tarmelan passou seis meses na antiga república russa, onde há forte presença de movimentos islâmicos radicais.

É justamente nesta viagem (que incluiu uma passagem pela Tchetchénia) que as investigações estão se concentrando. Segundo o jornal The New York Times, o pai de Tarmelan disse que o filho teria viajado para renovar o passaporte. Mas o prolongamento da viagem – para o FBI – pode ser o primeiro passo para descobrir o que levou Tarmelan a participar no atentado à maratona.

Há dois anos, os russos alertaram, ainda segundo o The New York Times, para os riscos que o jovem poderia representar e pediu ao FBI para que monitorasse os seus passos – o que foi ignorado pela polícia federal norte-americana.

Neste sábado, o Presidente Obama esteve reunido com os principais conselheiros de segurança para ter mais informações sobre as motivações e possível existência de cúmplices.

A detenção de Tsarnaev e o iminente interrogatório sem que a polícia precise ler os seus direitos – como obriga a lei chamada Miranda (o direito de se manter calado ou de pedir um advogado) – provocou uma reação da associação de defesa das liberdades civis nos Estados Unidos, que se mostrou “preocupada”. Mas as autoridades alegaram motivos de “segurança pública” para poderem interrogar o suspeito sobre a existência de outras bombas, cúmplices ou de planos de outros atentados.

Um grupo de investigadores está no hospital à espera que o suspeito melhore, para que este seja imediatamente interrogado.

Ainda não se sabe de que os irmãos serão acusados. No estado de Massachussets não há pena de morte.

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Os Pais

Jorge Mautner e Gilberto Gil

Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!

Por isso não acham nada demais
Na semi-nudez de todos os carnavais
E na beleza estonteante e tão natural
Da moça que expressa no andar provocante
A força ondulante da sua moral
Amor flutuante acima do bem e do mal

Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!

Por isso não podem fugir do problema
Maior liberdade ou maior repressão
Dilema central dessa tal de civilização
Aqui no Brasil sob o sol de Ipanema
Na tela do cinema transcendental
Mantem-se a moral por um fio
Um fio dental!

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Grande Mautner, profeta de seu tempo (e do nosso).

BOM SÁBADO!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
20

Um forte terremoto com magnitude de 6,6 sacudiu na madrugada deste sábado(20) a província de Sichuan, no sudoeste da China. O abalo fez pelo menos 152 mortos (balanço ofical mais recente) e deixou milhares de pessoas feridas, segundo informam os órgãos de comunicação estatais.

De acordo com as informações adiantadas no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o sismo teve uma magnitude de 6,6 (as primeiras informações diziam7,0) e situou-se a 50 quilómetros da localidade de Linqiong. O epicentro do abalo localizou-se a 12 quilómetros de profundidade, informou a mesma fonte.

Diante da intensidade do abalo as autoridades temem que o número de mortos e de feridos possa vir a aumentar nas próximas horas, diz a BBC na sua edição online. A Reuters refere mais de 2200 feridos, 147 dos quais com gravidade.

(Informações do “Público”, de Lisboa, CNN e agências internacionais)

abr
20
Posted on 20-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-04-2013


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Genildo, hoje, no portal de humor A Charge On Line

abr
20

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ARTIGO DA SEMANA

A presença cênica de Joaquim Barbosa

Vitor Hugo Soares

Na segunda-feira, 15, quatro dias antes de ser publicada a lista anual da revista Time com os nomes das 100 personalidades mais influentes do mundo – sempre aguardada nos quatro cantos do planeta com enorme e justa expectativa, apesar dos disfarces – um acaso me levou ao Canal Brasil, na rede privada de TV, que apresentava a primeira das duas partes do programa Espelho, conduzido por Lázaro Ramos.

Cheguei em cima da hora, mas a tempo de ver e me emocionar, como há muito não acontecia, com a produção da TV brasileira digna de ser inscrita a prêmio, desde já, entre as melhores de 2013. Aguardo a parte final, no começo da próxima semana, para confirmar a grata impressão com o conjunto da obra de arte e jornalismo.

Na frente do “espelho” apresentado em rede nacional, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Ele sim, em carne, osso e toda complexidade de sentimentos pessoais. O grande destaque do País e da América Latina na seleta e prestigiosa lista da revista norte-americana, apresentado como “o juiz brasileiro do Mensalão”. No programa ele foi muito mais que isso simplesmente.

Vale assinalar, diante da seleção de Time, que Barbosa assume o lugar frequentado até recentemente pelo ex-presidente Lula, ou pela atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff. Na lista deste ano, os dois ficaram de fora, embora o Brasil tenha dois nomes entre os mais influentes, segundo a Time. O outro é o gourmet Alex Atalla, de São Paulo.

Voltemos ao excelente “Espelho”, citado no começo deste artigo de opinião, cujo segundo capítulo, Canal Brasil, às 21he30, na próxima segunda-feira, seguramente estará cercado ainda de maior expectativa e interesse jornalístico e político, diante da conquista internacional de Barbosa. Confesso, depois do que vi esta semana, que mal posso esperar.

Lázaro, o mestre de cerimônia, por si só, é sempre uma atração especial, em qualquer cenário onde esteja: Uma das melhores aparições do palco e da tela na Bahia, ao lado de Wagner Moura, nas últimas duas décadas. Consagrado nacionalmente no teatro, cinema e televisão.

No mais recente Espelho, porém, o ator baiano teve diante de si um personagem invulgar e impressionante. Sentado enquanto aguentou a tortura das alfinetadas na coluna, que os rictos da face revelavam a cada instante nos flagrantes da câmera. Ou de pé, apoiado nos braços da poltrona presidencial, quando as dores tornaram-se insuportáveis.

Impressionante é mesmo a palavra. Tanto no campo específico de atuação do ministro, a Justiça, quanto no terreno profissional do grande ator que o entrevistava. Na verdade, um modelar, emblemático e brilhante exercício da arte da conversa e do entendimento pessoal e político entre pessoas civilizadas e verdadeiramente democráticas.

Algo cada vez mais raro de se ver, principalmente na Brasília que aniversaria neste domingo, 21, ocupada pelo desvairado pastor deputado Feliciano, eleito pela maioria de seus pares e partidos, para presidir a Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional.

Na tela, o artista com pleno domínio do palco e da cena – embora às vezes precisando medir em excesso as palavra, para não mexer demais nas dores da alma do entrevistado, evitando assim colocar a prosa em risco insuperável. À frente do apresentador, o ministro presidente da suprema corte do País. Claramente, ”um tipo sisudo, trancado e de pouca conversa”, como ainda se costuma dizer nas barrancas do São Francisco, o rio da minha aldeia. Mas com a força inegável dos grandes personagens no gestual e nas palavras.

O primeiro Espelho da série TV Brasil mostrou, principalmente, a figura de Joaquim Barbosa em seus labirintos humanos, desde a infância. Um tímido consumado. Mas do tipo que adora viajar e tem nas viagens o seu confesso hobby principal, seguido da música popular e erudita e da leitura de autores como Lima Barreto (“meu autor preferido”) e Machado de Assis. Um cidadão do mundo, que assume ter sido um roqueiro na juventude. “Afinal, eu vivo há muito tempo em Brasília”, acrescenta o magistrado a título de explicação.

E então, um momento especialmente pungente entre outros do breve programa: o entrevistado fala da primeira escola pública em que estudou na cidade natal, o desvelo da mãe, os altos e baixos do pai e da família em Minas Gerais. A opção por Brasília, quando tudo degringola, em lugar de Belo Horizonte, para seguir os estudos até chegar à Universidade (UNB). De pé, o ministro Barbosa fala da opção pelo Direito, como carreira: “Pensei até em ser ator, e acho que poderia ter sido um ator razoável, se tivesse tido os meios na época, mas nunca tive a menor dúvida de que era isso, a justiça, o que eu sempre quis”.

Então outra intervenção de Lázaro Ramos, que apanha o ministro Joaquim Barbosa com a guarda aberta, e que produz a cena que por si só valeria um programa inteiro.

“Mas o ministro sabe que tem presença cênica?”, diz o ator baiano, meio constatando, meio interrogando, e acrescentando que se vê representando um filho do entrevistado em um palco.

“Mesmo? Veja só!”, balbucia o tímido Joaquim, sem esconder o contentamento e a emoção à flor da pele.

Bonito de ouvir, e, principalmente, de ver. Ajuda também a entender a presença do nome do ministro Joaquim Barbosa no ranking das pessoas mais influentes do mundo, divulgado esta semana pela Time.

Pena que o clima é quebrado , de repente, com um “volte na próxima semana”. Ainda assim, palmas para este Espelho de Lázaro e Joaquim.

Vitor Hugo Soares, jornalista, edita o site blog Bahia em Pauta, em Salvador.
E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Deu no Purepeople

Dominguinhos já fica de pé em um aparelho e consegue produzir alguns sons durante o tratamento com a fonoaudióloga”, contou ao Purepeople a mulher do sanfoneiro, Guadalupe Mendonça, nesta quinta-feira (18). O músico já saiu do CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e está em um quarto do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Sempre ao lado de Dominguinhos, Guadalupe assume que o trabalho diário junto da filha do casal, Liv Moraes, para a recuperação do artista é necessário, mas cansativo.

“Ele já está há quatro meses nesta situação e o tempo total do tratamento deve levar sete anos. É tudo muito cansativo, exaustivo, não é fácil estar no nosso lugar. A sobrecarga para mim é muito grande, estou exaurida, não tenho mais idade para ter energia focada em outras coisas, é tudo para ele”, declarou. “Tem dias que subo na cama com ele e choro, mas Domingos me tranquiliza do jeito dele. Pelo olhar eu já entendo tudo”. O músico aplicou botox nas glândulas salivares para que não engasgue com a saliva, o que o deixou sem expressões na mandíbula, conforme explicou Guadalupe: “Ele não consegue sorrir, por exemplo”.

Em apenas um mês fazendo inúmeros tratamentos diferentes e com todo o carinho das duas, Dominguinhos já consegue engolir sozinho e está consciente do que está acontecendo. “O quadro da consciência só melhora. Ele estava em estado de torpor, e quando foi se dando conta das coisas teve uma arritmia, o que já foi normalizado. Por questões emocionais, a glicose também sobe um pouco, o que preocupa por ele ser diabético. Mas os fãs podem ficar tranquilos, ele só melhora a cada dia e é muito forte. Está correndo atrás do prejuízo”.

Otimista e confiante na recuperação do marido, Guadalupe revela que está se preparando para fazer a adaptação de um quarto em seu apartamento de São Paulo para receber o sanfoneiro, assim que ele receber alta. Ela também conta que muitas pessoas que se diziam amigas de Dominguinhos sumiram após as complicações de saúde do músico.

“Ele não podia receber visitas no CTI, mas ninguém também o procurou. Quase todos sumiram. Só quem sempre está aqui é Mestrinho (sanfoneiro da cantora Elba Ramalho), que colabora e ajuda a cuidar dele. Teve uma vez que Mestrinho disse: ‘Eu aprendi tudo com o senhor’. Dominguinhos reagiu na hora com o olhar. Além de mim e Liv, só quem se comunica com o Domingos pelo olhar é o Mestrinho”. O sanfoneiro também recebeu a visita de Jair Rodrigues e da mulher, Clodine, e do humorista Tom Cavalcante.

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OPINIÃO POLÍTICA

A renúncia

Ivan de Carvalho

A investigação do atentado terrorista que matou e feriu pessoas na segunda-feira, na maratona de Boston, está conduzindo a um dos piores desfechos possíveis.

De todos os desfechos possíveis, o menos ruim – melhor dizer, o menos nocivo – seria que o ato terrorista, composto por duas explosões de material posto em panelas de pressão, houvesse sido cometido por um americano comum que de alguma forma houvesse perdido o juízo.

Mas o noticiário não está apontando esse rumo. Surgiram dois suspeitos, irmãos, um dos quais foi baleado e morreu, segundo informações, já em um hospital. O outro estava foragido até o início da noite de ontem e uma grande caçada foi montada em amplas áreas da cidade americana contra ele.

A dupla teria se envolvido em alguns incidentes violentos de natureza criminosa posteriores à maratona e isto desencadeou uma perseguição policial. Durante esta perseguição e tendo ferido o irmão mais velho enquanto o outro conseguia escapar, a polícia os declarou suspeitos do atentado de segunda-feira.

E aí é que o caso adquiriu cores ainda mais sombrias do que as que teria caso se tratasse de algum americano “surtado”, para usar uma palavra da moda. Um dos dois, o mais velho, é originário da Federação Russa, da província do Daguestão, vizinha da conturbada, dominada, rebelde e aflita República da Tchetchênia. O mais moço é do Quirguistão, ex-república soviética. O irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, tinha o Green Card, que dá direito permanente de morar nos EUA, o outro, Dzhokhar, de 19 anos, chegara bem antes, em 2002 obteve depois a cidadania americana.

Estava aí o primeiro elemento complicador. Um não era americano e chegara ao país há quatro anos, o outro é americano, mas naturalizado. Para complicar, eles mantinham uma página em um site de relacionamento russo e davam como seus idiomas o russo, o inglês e o tchetcheno. Defendiam o separatismo tchetcheno (que produziu atentados terroristas na Rússia e sofreu por parte desta um esmagamento militar implacável). A página dos irmãos na Internet, segundo as notícias, alinhava-se ao radicalismo islâmico.
Não precisava mais nada. Assim mesmo, ainda tem. Dzhokhar Tsarnaev tornou-se cidadão americano em 11 de setembro do ano passado. Também em 11 de setembro, mas de 2001, aconteceram os ataques contra o World Trade Center e o Pentágono.

Mera coincidência, claro. Aliás, as coincidências em torno dessa data de 11 de setembro (o famoso 9/11) chegam a ser abusivas, de tão fartas, segundo demonstraram pesquisadores do assunto. Você pode verificar isso na Internet, usando um site de busca. Frequentam até o que se denominou “o livro secreto de Nostradamus”, obra de gravuras atribuída ao grande vidente francês.

Depois do 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos já não sãos os mesmos.

As alegações ou necessidades de segurança têm levado a sociedade americana a abrir mão de direitos que tinha como intocáveis. E existe agora o Patriot Act, que entre muitas coisas permite ao presidente decretar a lei marcial sem autorização do Congresso. A liberdade nos EUA já não é a mesma de antes no dia a dia, pequenos embaraços se multiplicam, e as ameaças em potencial à liberdade são gigantescas.

Coisas estranhas acontecem, a exemplo da construção de 800 “centros” ou abrigos, que em tudo podem ser chamados de “campos de concentração”, com capacidade para 50 mil pessoas cada um, junto aos quais se empilham milhares de caixões de defunto, de material plástico e com capacidade para três corpos adultos cada um.
Os atentados na maratona de Boston (cidade que chegou a ser paralisada pelas autoridades para a espetacular caçada policial) levaram aos americanos um reforço ao choque de 2001. E talvez também um reforço à disposição deles de continuar renunciando, em fatias, à sua liberdade.

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