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Postado em 17-04-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 17-04-2013 15:25

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MARIA APARECIDA TORNEROS

Do Rio de Janeiro para o BP

Ataque terrorista em Boston, ameaça de guerra nas Coreias, atentados suicidas no Iraque, terremoto no Irã, descongelamento dos polos terrestres, gripe aviaria contamina humanos na China, desastres violentos com transportes coletivos, no Rio e em Salvador, roubos audaciosos com assassinatos em troca de pares de tênis ou celulares, sequestros relampagos, julgamento dos assassinos da Juiza, dos criminosos do massacre em Carandiru, do ex goleiro Bruno e seus comparsas, as noticias aterrorizantes nos invadem e suprimem nosso real impulso de felicidade.

Talvez, o que nos reste, seja o consolo de que, no mundo pré globalizado, tudo isso acontecia mas a informação era escassa.

Agora, somos bombardeados com os fatos on line, ao vivo, é possivel acompanhar a queda das torres gêmeas em Nova York ou assistir ao resgates de criaturas mutiladas no atentado em Boston. Sem contar os inumeros casos de refens e seus algozes que em dado momento passam a ser estrelas do audio visual, enquanto o publico tenso vai vivenciando um fenómeno da vida moderna: estar plugado num processo extremo, pois ainda se somam as chamadas redes sociais, os smartphones, etc, etc.

Olhar para os proprios umbigos ate parece estranho pois enquanto se produz ou se trabalha, misturam-se em nós, os sentidos aguçados que atraves de adrenalina pura, se armam para viver perigosamente as tensoes e o estresse midiatico, que nos afeta, sem dó nem piedade.

Que sociedade a nossa, consumista das fortes emoções, embalada pela ansiedade cuja dinâmica tem escapes, como o alcoolismo, a obesidade, as diversas dependencias quimicas e emocionais, as lavagens cerebrais e fugitivas, que vao desde as praticas fanaticas de esportes, de religioes, etc, etc.

Uma panela de pressão parece ter sido usada para montar um dos artefatos detonados em Boston, o que demonstra que a segurança humana caminha na vulnerabilidade sutil que perpassa as mentes doentes dos que elegem o terror como caminho covarde para extravasar suas guerras internas , sobretudo sua sede de destruicao, vingança, ódio, ou o que o valha, em atos hediondos, isentos de comiseracao, sem piedade alguma, pois os alvos serao sempre as pessaoas inocentes atingidas porque lhes ocorre a falta de sorte, ao se encontrarem nos lugares errados, na hora errada. Os riscos podem ser calculados em tese, mas torna-se inviável a protecao de todos os cidados de bem, em todos os eventos ou em todas as ocasioes.

Sobram os medos, os esquemas de segurança, as estrategias da inteligencia, a paranoia da suspeicao, os gastos bilionarios com tecnologias ou armamentos detectores da previsibilidade de defesa, enquanto seres mortais e insanos engendram ataques de grande, medio ou pequeno porte, para atingir seus objetivos excusos, que mancham de sangue as calçadas, as escolas, as cidades, os ares, os ceus e a terra por onde caminha uma humanidade perplexa.

Prisioneira de um bem discutivel, que é o excesso agonizante de informação, a soedade americana e a audiencia mundial, se encontram entre surtos quando se irrompem pesadelos e traumas, paralizantes sensacoes de impotencia, atentados assinados por talibã s ou por neuroticos anonimos, por chefes militares engalanados de medalhas, pouco importa, pois os efeitos de bombas nucleares ou bombinhas de fundo de quinal, ao fim e a cabo, sconcorrem para ceifar vidas e mutilar pessoas , em todos os rincoes da Terra, como Afganistao, Iraque, Coreias, Africa, Americas, e na terra do Pentagono, lugar onde o Oscar vai para o efeito mas especial de violência estupida mas lucrativa, tal o poder economico da industria de armas de fogo no pais onde a informacao tenta ser sinonimo de democracia mas virou expressao de panico generalizado.

Maria Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida e colabora com o BP.

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