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Postado em 15-04-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-04-2013 01:16


Maduro comemora com eleitores em Caracas

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DEU NO GLOBO.COM

CARACAS — Com 99,12% das urnas apuradas, e após uma espera de mais de quatro horas, o Conselho Nacional Eleitoral divulgou na madrugada desta segunda-feira a vitória do candidato Nicolás Maduro, como novo presidente da Venezuela. O candidato chavista teve 50,66 dos votos e o opositor Henrique Capriles ficou com 49,07%. Participação dos eleitores foi de 78,71%.

– Hoje podemos dizer que temos uma vitória eleitoral justa, legal, popular – afirmou o candidato logo após a divulgação dos resultados, em um palaque em frente ao Palácio Miraflores.

Os centros de votação começaram a fechar às 18h (19h30 de Brasília) após 12 horas de votação. Segundo as Forças Armadas, 43 pessoas foram detidas.

– Depois de uma intensa jornada eleitoral, queremos felicitar o povo venezuelano por uma jornada de votação tranquila e pacífica que decidiu o destino do país – afirmou Tibisay Lucena, presidente do CNE.

Antes de votar, Maduro convocou uma coletiva de imprensa transmitida ao vivo pelos principais canais públicos, onde aproveitou para reiterar suas promessas de campanha. A transmissão, no dia da votação, provocou indignação nas redes sociais. Os chavistas também fizeram uma força-tarefa para levar os partidários às urnas. Na chamada operação reboque, foram disponibilizados transportes para eleitores que apoiam o candidato governista e até ligações telefônicas estão sendo feitas para que nenhum chavista deixe de votar.

O candidato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e presidente interino desde a morte de seu mentor, em 5 de março, iniciou sua carreira política longe dos quartéis, ao contrário de muitos dos homens que estiveram perto de Chávez em seus 14 anos de governo. Maduro foi motorista de ônibus e piloto de trem do metrô de Caracas, além de líder sindical. Conheceu o então tenente-coronel Hugo Chávez durante sua prisão, após o levante militar de 1992. Como muitos outros dirigentes de esquerda, buscou aproximar-se do oficial, que começava a surgir como liderança opositora. Foi nessa época que conheceu sua mulher, Cilia Flores, atual advogada-geral da nação e, em 1992, uma das defensoras de Chávez.

Maduro sempre foi um soldado leal à revolução de Chávez. Hoje, diz ser seu “filho”, e atribui a ele tudo o que aprendeu sobre política. O atual presidente venezuelano nasceu em Caracas, numa família humilde que vivia na favela de El Valle. Não tem estudos universitários, e sua falta de formação acadêmica é um dos pontos mais questionados de seu currículo pela oposição. Nos últimos dias de campanha, o candidato do PSUV cometeu alguns erros de geografia, o que redobrou os ataques opositores.

Durante todo o tratamento realizado por Chávez para combater um câncer diagnosticado em junho de 2011, Nicolás Maduro acompanhou o presidente e sua família. O então ministro das Relações Exteriores da Venezuela, cargo para o qual foi designado em 2006, esteve com ele em Cuba e foi um dos poucos que tiveram acesso à intimidade do chefe de Estado. Aos 50 anos, Maduro tornou-se braço-direito do “comandante supremo” da revolução alardeada por Chávez e, em dezembro de 2012, foi escolhido seu sucessor.

Durante a campanha, Maduro recebeu o apoio de líderes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente argentina, Cristina Kirchner. O candidato do Palácio de Miraflores tem um excelente relacionamento com muitos governos da região, principalmente de Brasil, Argentina, Bolívia, Peru e Cuba, o que lhe garante um importante respaldo. E, internamente, ganhou o polêmico apoio das Forças Armadas.

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