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Postado em 11-04-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 11-04-2013 11:07

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DEU NO “PÚBLICO”, DE LISBOA

Os convites formais só serão feitos nesta quinta-feira ao final do dia, mas já se sabe que a Presidente argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, não vai receber nenhum. Isabel II e os ex-primeiros-ministros Tony Blair e Gordon Brown, por seu turno, confirmaram que estarão presentes do funeral de Margaret Thatcher, na quarta-feira.

A ausência de convite a Kirchner está confirmada, escreve o diário Independent, adiantando que a cerimónia incluirá um tema musical evocativo da guerra das ilhas Falklands, Malvinas para os argentinos. Em 1982, depois da invasão argentina, Thatcher recusou todos os apelos de negociação e ganhou a guerra.

Recentemente, Kirchner pediu a Londres a reabertura de conversações sobre as ilhas (que ficam a 75 minutos de avião da ponta Sul da Argentina), o que David Cameron recusou. Entretanto, realizou-se um referendo e a maioria dos 3 mil habitantes afirmou continuar a identificar-se como “ilhéus das Falklands”, ou seja, britânicos.

Para além de Kirchner, sabe-se que o ex-líder soviético Mikhail Gorbatchov não estará presente na cerimónia marcada para a catedral de São Paulo. Gorbatchov, de 82 anos, não pode deslocar-se a Londres por razões de saúde, disse o seu porta-voz.

A par de Gorbatchov, a baronesa partilhou o palco político da década de 1980 com Ronald Reagan. Também já se sabe que Nancy Reagan, a viúva do antigo Presidente dos EUA, não estará presente no adeus oficial à baronesa: “Infelizmente, ela já não está em condições de fazer uma viagem deste tipo”, informou a porta-voz da Fundação Presidencial Ronald Reagan.

Quem estará em Londres é F.W. De Klerk, o último presidente do apartheid na África do Sul. O homem que ordenou a libertação de Nelson Mandela lembrou Thatcher como “não só um dos maiores primeiros-ministros britânicos, mas uma daquelas líderes cujas políticas e abordagens tiveram um impacto significativo nas políticas de todo o mundo”.

Dez membros do pessoal do hotel Ritz, onde Thatcher esteve desde o Natal e até morrer, na segunda-feira, já foram convidados para o funeral.

O cortejo fúnebre de Thatcher promete tornar-se uma dor de cabeça para a polícia londrina, que receia que a cerimónia seja perturbada por protestos. Segundo o Independent, a polícia está a monitorizar as redes sociais para perceber que acções de contestação estão a ser planeadas e admite-se o recurso a “detenções preventivas” – que as autoridades dizem servir para evitar “riscos de segurança”.

A polícia metropolitana cancelou as folgas e há um comando especial montado para gerir o dia, enquanto grupos anarquistas ameaçam dar uma festa em Trafalgar Square.

Os custos com o policiamento prometem ser uma importante fatia do custo com o funeral (que poderá ultrapassar os 10 milhões de euros), mas as forças de segurança vão estar também atentas às festas que estão a ser organizadas para o mesmo dia em várias cidades. Algumas das festas de rua organizadas após a morte de Thatcher terminaram em escaramuças com a polícia e foram duramente criticadas pelos líderes políticos, mas os organizadores prometem voltar à carga.

“Odiamos tudo o que ela fez”, disse ao jornal um líder sindical de Durham, onde Thatcher mandou encerrar a mina que era o sustento de centenas de famílias.

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