Faixa que será exibida durante Corinthians x San José no jogo desta quarta-feira (10)
Reprodução
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DEU NA FOLHA/PODER

FÁBIO ZAMBELI
DO PAINEL

Um grupo de torcedores do Corinthians pretende exibir na noite desta quarta-feira (10), durante a partida contra o San Jose (Bolívia), no Pacaembu, mil faixas com o slogan: “Volta Lula. Eu era feliz e sabia”.

O material foi confeccionado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, em parceria com ala da Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do clube paulista.

O ex-presidente, torcedor do alvinegro, está em viagem pela Europa e só deve reaparecer em eventos públicos na próxima segunda-feira, em Belo Horizonte.

Lula, que foi presidente de 2003 a 2010, já afirmou que a candidata do PT à Presidência em 2014 é Dilma Rousseff, que tentará a reeleição. Dilma, no entanto, não tem boa relação com a central relação, que recentemente começou a se aproximar do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PE), cotado como adversário da petista na disputa do ano que vem.

abr
10
Posted on 10-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-04-2013

DEU NA FOLHA.COM/ PORTAL IMPRENSA

Nesta quarta-feira (10/4), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), atendendo à solicitação do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP), suspendeu as cerca de 50 demissões ocorridas no jornal O Estado de S. Paulo na última semana.

“Nesse momento todas as demissões estão oficialmente suspensas”, declarou Raphael Maia, coordenador do departamento jurídico do Sindicato. Na última segunda-feira (8/4), o SJSP organizou uma assembleia em frente à sede do Grupo Estado para discutir as demissões em massa de jornalistas.

Na próxima quinta-feira (11/4), será realizada uma reunião para negociar as demissões na sede do TRT. Maia afirmou que o Sindicato vai tentar reduzir o número de jornalistas demitidos e dar os benefícios adequados a todos os que ainda tiverem que se desligar da empresa. “Vai haver uma reunião amanha para discutir o que vai acontecer. Tudo vai ocorrer com o auxílio do Sindicato, e não do jeito que foi feito”, disse.

Uma situação parecida aconteceu em outubro do ano passado, quando as negociações para encerrar o Jornal da Tarde foram feitas em sigilo.

Procurado pela reportagem, até o momento o jornal O Estado de S. Paulo não respondeu aos contatos.

*Com supervisão de Thaís Naldoni


Deu no Observatório da Imprensa, de Mino Carta, no espaço Imprensa em Questão, reproduzido do blog do autor, 1/4/2013.

Bahia em Pauta também reproduz o texto, por considerar relevante uma reflexão na semana da imprensa sobre as palavras do professor de Comunicação da UFBA, Fernando Conceição.Confira!

(Vitor Hugo Soares)

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MÍDIA BAIANA

Jornalismo na Bahia, um epitáfio

Fernando Conceição

Reproduzido do blog do autor, 1/4/2013

É perceptível a “orfandade” de quem busca informação isenta, pluralista e de qualidade nos meios de comunicação jornalística na Bahia, estado com população de 14.175.341 habitantes (IBGE, 2012). Ainda que de tanta gente, mais da metade acima de 15 anos de idade – isto é, 52,5% – permaneça analfabeta (18,5%) ou funcionalmente analfabeta (34%). Dado pornográfico por si só, que tornaria condenável qualquer governante menos cínico.

A qualidade da mídia jornalística na Bahia – também o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com quase 10 milhões e 200 mil eleitores, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (TSE, 2012) – tem piorado a olhos vistos e ouvidos escutados. Ano após ano, desde que este escrevinhador se entende como gente (fim da década de 1970 para cá). Na democracia, é impossível escolher bem sem ser bem informado. A má qualidade informativa é péssima para a democracia. Ruim para toda a sociedade, que se torna refém, desprotegida dos desmandos das elites de poder econômico, político, religioso, militar.

Tem repercutido a publicação sobre a situação da mídia noticiosa 2013, relatório anual do Pew Research Center, do qual aqui tomamos de empréstimo o conceito de “orfandade”. O relatório vem sendo publicado desde 2004 por essa organização não-governamental e não-partidária mantida por The Pew Charitable Trusts. Por sua vez, essa é uma instituição que se declara independente e sem fins lucrativos, fundada em 1948 por herdeiros de Joseph Newton Pew (1848-1912), magnata da indústria de derivados de petróleo, óleos combustíveis e lubrificantes.

Órfão está quem busca informação de qualidade na terceira mais populosa capital do Brasil, Salvador. Aliás, onde existem apenas três jornais impressos diários: A Tarde, o mais antigo, Correio, o mais suspeitoso, e Tribuna da Bahia, o mais dissimulado.

Jornais? Raquíticos em tiragem (somando, os três não vendem 100 mil exemplares diários), indigentes em circulação (nenhum cobre sequer metade do território estadual), subnutridos em noticiário. Pegue-se hoje em dia qualquer edição de A Tarde, veículo caro à mentalidade dos habitués na leitura de jornais: é vergonhoso no que seus responsáveis estão transformando sua memória.

Assim é o atual padrão do noticiário da TV e do rádio locais, a maioria com departamentos de jornalismo esquálidos. As redações se transformaram em ambientes anódinos, onde se explora o trabalho de gente semianalfabeta, considerável parte “estagiária” escravizada como se já profissionais formados.

E as escolas de jornalismo, fazem o quê?

É aqui que entra a irresponsabilidade da política de formação de jornalistas no país. Na Bahia, por exemplo, que papel têm desempenhado nesse quadro os cursos e as faculdades que ofertam a habilitação em Jornalismo?

Se até 1998 somente era possível cursar Jornalismo na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, em 2012 o Ministério da Educação tinha cadastradas no estado 13 instituições que ofertavam essa habilitação, nove outras que ofertavam Comunicação com Jornalismo, e uma última Comunicação e Jornalismo Multimeios. Vinte e nove instituições ofertam hoje algum tipo de habilitação genérica (bacharelado?) em Comunicação Social na Bahia, a esmagadora maioria privadas e particulares.

Haveria tantos “professores” qualificados, na capital e por todo o interior, para prover esseboom do mercado estudantil em jornalismo? Esses cursos e faculdades possuem as condições necessárias – com laboratórios, equipamentos, produtos experimentais, acompanhamento dos egressos etc – de funcionamento? O mercado formado pelas empresas tradicionais de produção e tratamento noticiosos teria como absorver a mão de obra que sai a cada ano dessas escolas?

A resposta a essas perguntas é um rotundo não.

E curioso é constatar a mudez da mais importante Faculdade de Comunicação da Bahia, a Facom/UFBA. Que bem poderia encetar um debate profundo sobre a crise no jornalismo baiano. Crise que talvez seja consequência da crise de identidade (praticar jornalismo ou odiar jornalismo? – eis a questão…) dos próprios cursos de Jornalismo, já considerados descartáveis em julgamento histórico do Supremo Tribunal Federal.

Descartáveis seríamos também nós, os professores desses cursos? Assim como os sindicatos de jornalismo e, mais paroquiano ainda, a esclerosada Associação Bahiana (assim mesmo, com “h”) de Imprensa?

Que contribuição a chamada “academia” pode dar a esse debate? Se é que pode dar alguma, além de encantar-se com o próprio umbigo e ficar bajulando donos de rádios, TVs e jornais com projetinhos voluntaristas e submissos.

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Fernando Conceição é jornalista, professor associado na Universidade Federal da Bahia com pós-doutorado na Universidade Livre de Berlim, doutor e mestre em Ciências da Comunicação na Universidade de São Paulo

http://youtu.be/R8_dWmNQmv8

Dá-lhe, Chico!

(VHS)


Eduardo Campos vem aí

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O meu pai era paulista, meu avô pernambucano, o meu bisavô mineiro, meu tataravô baiano… (Chico Buarque de Hollanda)

Eduardo Campos, governador de Pernamco e nome cotadissimo para disputar a presidência da República em 2014, apesar dos contrários que não são poucos, confirmou desembarque em Salvador dia 18 próximo, para receber título de Cidadão Baiano, entre “otras cositas más” do balaio de mimos políticos da terra.

Presidente Nacional do PSB, Eduardo Campos vem aí com o verbo afiado, como nos melhores tempos do avô Miguel Arraes. Na agenda, uma palestra na Associação Comercial, pela manhã, à tarde, 15h, o líder político pernambucano em ensaios de vôos nacionais, receberá Título de Cidadão Baiano na Assembleia Legislativa, proposto pelo deputado Cacá Leão (PP).

É como dizia o notável cronista do cotidiano e deputado pessedista de primeira linha, Raimundo Reis:

“No coração do baiano sempre cabe mais um”

Aí está uma visita que vale a pena anotar na agende.

E conferir passo a passo!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
10
Posted on 10-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-04-2013


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Frank,hj, A Notícia (SC)

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Orquestra de Bert Kaempfert, em On the sunny side of the street, botando para bailar, no BP!

BOA QUARTA-FEIRA PARA OUVINTES E LEITORES

(Gilson Nogueira)

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OPINIÃO POLÍTICA

A guerra continua

Ivan de Carvalho

Não existe a ilusão de que a guerra acabou, mas a primeira e sensacional batalha teve seu desfecho ontem: o deputado Marco Feliciano, do Partido Social Cristão, permanecerá na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, cargo para o qual foi eleito por unanimidade, com 11 votos em um total de dezoito – preferiram se retirar ou não votar os outros sete.

Não se trata de um desfecho sem importância, uma coisa eventual, pois o contexto em que se insere a questão é de grande magnitude política no país. Demonstração disso é a mobilização que houve em vários setores da sociedade, numa e noutra direção, uns “exigindo” a saída do deputado Marco Feliciano do cargo, outros apoiando sua permanência.
O deputado Marco Feliciano, no exercício da sua atividade de pastor evangélico da denominação Avivamento em Cristo, passou a ser alvo de intensa campanha adversa a partir do momento em que foi eleito presidente da CDHM da Câmara dos Deputados, uma comissão cuja presidência, na divisão segundo os critérios de proporcionalidade, estava ao alcance do PT, que a vinha presidindo há muitos anos, mas desta vez preferiu outra, deixando assim a CDHM para o PSC.

Feito isto, o PT tentou, como se diria em linguagem diplomática, “intervir nos assuntos internos” do PSC, aconselhando esta legenda a não indicar Marco Feliciano para a presidência. Mas o PSC, este pequeno aliado do governo e do PT, resolveu que isto era um desaforo, uma intromissão indébita e, entre os dois nomes que desejariam o cargo, indicou exatamente Feliciano.

Pronto. Começou aí uma guerra. Aparentemente – e se sabe que as aparências enganam – de um lado, contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da CDHM, ativistas do movimento LGBT e alguns outros setores, acusando o deputado Feliciano de “homofobia” e buscando acrescentar-lhe uma visão “racista”, com base do que, como pastor evangélico, se referira a uma maldição de Noé contra um de seus netos, filho de Cam, após o neto o ter visto nu – e o amaldiçoado, desorientadamente, emigrou para a África. Então, em um dos seus cultos, Feliciano disse que há uma “maldição” sobre a África.

De certo modo, chegou-se a uma tentativa de punir (com a retirada do deputado Feliciano do cargo) o exercício – adequado ou não, esta é uma intrincada questão sobre a qual não tenho capacidade de opinar – de liberdade religiosa por um pastor evangélico. Isso no caso da acusação de “racismo”. No caso de declarar a prática homossexual um pecado (com o indispensável e total respeito à pessoa que use seu livre arbítrio para se envolver nessa prática) é mais fácil opinar, pois a Bíblia, em vários de seus livros, trata do assunto de modo muito claro. E o deputado é pastor.

Na verdade, estas são questões dentro de um contexto maior. Há um movimento amplo no país para se por na lei penal o crime de “homofobia”, que por enquanto não existe, como para por na lei civil o “casamento homossexual”, depois de já se haver conseguido em decisões judiciais a “união civil”. A adoção de crianças por casais homossexuais é outro ponto da agenda – e vem com ele, atrelada, a influência que a convivência e a educação nessa “família” homossexual exercerá sobre a orientação sexual da criança adotada.

Mas a cereja do bolo – aquilo que está inclusive inscrito com letras vermelhas de sangue nas diretrizes programáticas do PT desde o seu 3º Congresso Nacional e que também é defendido por um número enorme de pessoas no Brasil – é o aborto. E a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados pode ser um instrumento relevante nessa batalha entre a vida e a morte. Hoje, por sua composição, a CDHM (não só pelo seu presidente, deputado Marco Feliciano, mas pela maioria de seus integrantes) estará do lado da vida.

Daí esse barulho todo e a guerra que prosseguirá, mesmo após o desfecho da primeira batalha, que excluiu, ontem, o afastamento do deputado Feliciano da presidência da comissão.

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