Scabia:sem surpresas, sem mágoas
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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Marco Scabia, ex-marido de Daniela Mercury resolveu falar sobre o novo relacionamento da baiana com a jornalista Malu Verçosa à Caras Online nesta terça-feira (09). Durante o bate-papo, o italiano disse que foi o primeiro a saber da decisão e que não há mágoas entre ele e a artista.

“Daniela e eu sempre nos falamos tudo. Por isso, entre nós dois jamais haveria surpresas… Por outro lado, acredito que fui o primeiro a saber. E, conhecendo a personalidade determinada de Daniela, vejo isto como um passo normal.Antes de casarmos, Daniela e eu fomos amigos e agora voltamos a ser amigos. Não vejo motivo para me sentir magoado”, disse ele.

O empresário também foi enfático ao dizer que não se sente traído com a decisão e que o casamento terminou por um desgaste típico de qualquer casal. “Daniela começou o relacionamento quando nós dois já estávamos separados… Não houve traição.Nosso relacionamento acabou pelo desgaste típico de qualquer casal, pelo passar do tempo e porque sempre houve um fator que incomodou um pouco os dois: o lugar onde morar. Ela nunca se adaptou a São Paulo, Daniela é muito baiana. E, fora isso, sempre está com shows, indo daqui para lá…”, explicou Marco que contou ainda que não daria certo transferir seu negócio para a Bahia.

“Cheguei a cogitar isso, mas percebi que todos os meus negócios estão em São Paulo, que passaria a depender dela e esse não é o meu estilo. Levei vinte anos ‘semeando’ em São Paulo… Mas isso incomodava e só, claro que não foi decisivo. Decisivo mesmo foi o desgaste natural”, ressalta.

Scabia revelou ainda que conhecia Malu e que acha que ela vai ajudar Daniela a cuidar das filhas. “Conhecia socialmente. Ela estava junto com a Fabiana Crato, assessora de Daniela, e, portanto, vez ou outra eu a via, mas não com muita frequência e sem nenhuma intimidade. Se Daniela a ama, eu nem preciso ter opinião a esse respeito…Daniela é sensível e inteligente demais. Se ela escolheu a Malu, é porque ela tem todas as condições para integrar o núcleo familiar, ajudar a criar as nossas filhas, que hoje são o nosso maior interesse, como sempre foi. Eu avalio a Malu pela escolha da Daniela, pois não poderia emitir opinião por mim mesmo, porque, como já disse, nunca tive mais proximidade do que a eventual de alguma festa, lançamento, show…”, conta.

Marcou disse ainda que assim que decidiram se separar, foi Daniela quem teve o papel de contar aos filhos que eles não estariam mais juntos dali em diante.

“Aos poucos, as meninas foram sabendo, por pequenos gestos nossos, falas, aquelas coisas que criam clima, como quando da separação. Mas, na hora ‘H’, quem sentou e falou com elas foi Daniela. Ela é muito determinada e sabe como e quando falar. E com as nossas filhas tudo está bem, elas entenderam direitinho. No fim do ano elas se mudaram para a Bahia; deixaram São Paulo e foram para Salvador. O que demonstra que nada surgiu de um dia para outro. Eu vou todo final de semana, viajo sempre. Às vezes, pode haver um final de semana que, por conta de coisas de trabalho, eu não consigo ir, mas, no seguinte, não deixo de ir nem que o mundo caia”.

“Estou muito feliz, porque sei que ela está sendo feliz e é isso o que importa para mim. A mamãe de minhas filhas hoje voltou a ser feliz; o que mais eu poderia querer? Ela sempre foi uma grande mãe, mas não duvido que agora, feliz, vai ser melhor mãe ainda, se é que isso é possível…”, finalizou.

(Matéria original iBahia)

PETROLINA E JUAZEIRO – GERALDO AZEVEDO E MORAES MOREIRA

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA- COLUNA CONTEXTO (OPINIÃO)

Adiberto de Souza

O ‘Velho Chico’ não é mais aquele caudaloso rio que empurrava furiosamente o Oceano Atlântico, espalhando suas águas barrentas por quilômetros mar adentro. Represado para garantir a produção de energia elétrica e seriamente assoreado, em alguns trechos o São Francisco já não assusta ninguém.

O quadro é tão grave que na divisa de Sergipe e Alagoas é possível atravessá-lo montado num cavalo.

Esta situação pode se agravar ainda mais, pois a Chesf deve reduzir a vazão, dos atuais mil e trezentos metros cúbicos por segundo, para apenas mil e cem metros cúbicos por segundo. Lamentavelmente, se continuarem tratando desta forma o moribundo Rio da Integração Nacional, quando o governo concluir as obras de transposição, não haverá água suficiente em seu leito para abastecer os enormes e longos canais. Lastimável!


Meggie Thatcher:amor e ódio dos britânicos
Th Gadan:Foto: Gerard Fouet/AFP/Getty Images

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Maggie! Fora!

Maria Helena RR de Sousa

Em um artigo no The Guardian de hoje, 9 de abril, assinado por Ian McEwan, leio uma descrição interessantíssima que talvez ajude a compreender o amor/ódio dos britânicos por sua Dama de Ferro:

“Maggie! Maggie! Fora! Fora! Fora!”, o cantochão da esquerda que dominou a cena política durante a década de 80, finalmente foi completa e inteiramente atendido. Nas incontáveis manifestações daqueles anos, uma estranha ambivalência tomava conta das ruas: um ‘Maggie’ que denotava intimidade, seguido de uma rejeição furiosa, quase uma ordem: ‘Fora!’. Para aqueles de nós que estavam decepcionados com a repulsa da primeira-ministra ao estado de Bem-Estar Social, não bastava detestá-la. Nós gostávamos de detestá-la. Ela nos forçava a decidir o que era verdadeiramente importante”.

Gostei do artigo porque descreve perfeitamente o que pude observar: aquele país esteve dividido, no período Thatcher, entre amor e ódio pela primeira mulher a realmente comandá-lo depois do fim das monarquias absolutas.

Assisti dois períodos diferentes do governo Thatcher. A admiração do povo pelo pulso da Dama de Ferro em enfrentar os generais argentinos que certamente acharam que uma mulher no comando seria barbada para eles – machismo ali é que o não faltava… – e depois, em 1990, as verdadeiras batalhas campais contra seu governo quando ela impôs as Poll Taxes.

Londres, a civilizada Londres, transformou-se da noite para o dia: quando o governo mexe excessivamente no bolso dos cidadãos e o povo tem brio, é o que acontece…

As poll taxes era realmente um absurdo: Thatcher pretendia trocar o imposto predial/territorial (parente do nosso IPTU) por uma taxa única a ser cobrada por habitante.

Resultado: recusa da população em fornecer dados, uma confusão dos diabos pelas ruas da Grã-Bretanha, mas essa Thatcher não levou!

Ainda ontem, a Inglaterra se dividiu em lamentos e festas. Aparentemente para o cidadão britânico não tem essa de morrer virar santo…

O serviço religioso ao qual a rainha comparecerá está marcado para 17 de abril. Acho que vai ser um dia e tanto!

Maria Helena RR de Sousa, articulista e cronista, mora no Rio de Janeiro, de onde colabora com o Bahia em Pauta

abr
09


Carla:sem poder se despedir
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DEU NA COLUNA DE DANIEL CASTRO – R-7

Foram dramáticos os últimos minutos da jornalista Carla Vilhena como apresentadora do Bom Dia São Paulo e do bloco paulista do Bom Dia Brasil, na última sexta-feira.

Carla soube pela imprensa, na véspera, que deixaria o telejornal, que apresentava desde meados de 2010, para se tornar repórter do Fantástico.

Na sexta, ela escreveu uma nota de despedida do público, mas foi proibida pela direção de jornalismo da Globo, enquanto apresentava o Bom Dia São Paulo, de ler o texto.

Abalada, Carla não conseguiu terminar sua participação no Bom Dia Brasil. Chorava tanto que teve de ser substituída, às pressas, por uma moça do tempo. Foi embora sem levar suas roupas e pertences, amparada por funcionários da Globo.

Desde ontem, o telejornal está sendo apresentado pela repórter Monalisa Perrone.

No final do mês, a apresentação do Bom Dia São Paulo caberá a Rodrigo Bocardi, ex-correspondente em Nova York.

O jornal será totalmente reformulado, com mais entradas ao vivo.

abr
09
Posted on 09-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-04-2013


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Enio, hoje, na Gazeta de Alagoas

abr
09

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Descanse em paz, Baronesa !

(VHS)


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OPINIÃO POLÍTICA

Margareth Thatcher

Ivan de Carvalho

Margareth Thatcher, que morreu ontem, aos 87 anos, de um acidente vascular cerebral, foi sem dúvida uma das mais importantes lideranças políticas mundiais do século XX e se consideradas apenas as mulheres, a mais importante e destacada. Como primeira-ministra britânica, em tempos de paz não teve concorrência no século passado. Se considerados também períodos de guerra é preciso reconhecer a enorme relevância do primeiro-ministro Winston Churchill, do mesmo partido que o dela, o Conservador.

Internamente, ela fez o que se pode chamar de uma revolução liberal na Inglaterra, que estava economicamente caindo aos pedaços, praticamente sob o domínio dos sindicatos, com um Partido Trabalhista atrelado e fortemente submisso a eles. Iniciou seus 11 anos ininterruptos de governo, que terminaram somente em 1990 com uma manobra interna em seu Partido Conservador, por causa de uma mudança tributária polêmica que ela pretendia fazer.

Mesmo assim, o Partido Conservador bateu o trabalhista nas eleições e conseguiu permanecer mais cinco anos no poder, sob a liderança do primeiro-ministro John Major. Thatcher, adotou internamente a economia política liberal e lançou a proposta global de recuperação econômica mediante a proposta da economia liberal de mercado.

Thatcher iniciou seus 11 anos de governo com uma traumática queda de braço, que durou um ano inteiro, entre o governo e o Sindicato dos Mineiros. O governo venceu e o sindicalismo britânico, que trava a economia do país, nunca mais voltou à posição dominante que assumira, controlando o Partido Trabalhista, que pouco mais à frente, com Tony Blair, mudou radicalmente de linha, abandonando de vez a ideologia dita “de esquerda” e adotando o pragmatismo com matizes social-democratas.

A ação política internacional de Margareth Thatcher foi simplesmente espetacular. Ela sozinha iniciou uma retórica e um jogo duro contra o império comunista representado pela União Soviética e seus satélites. Era uma luta desigual enquanto governava os Estados Unidos Jimmy Carter, um presidente correto e ético, mas fraco e colecionador de fracassos, como a captura da embaixada americana pela Guarda Revolucionária do Irã, com numerosos reféns que ficaram presos ali por meses e ainda a desastrada operação militar secreta para resgatá-los.

A maré virou com a eleição de Ronald Reagan para a Presidência dos Estados Unidos. Ele entrou disposto e conseguiu restaurar o que chamava de “majestade da Presidência”. Como que por milagre o governo do Irã libertou os reféns às vésperas de sua posse – “Se eu fosse presidente do Irã, eu libertaria os reféns antes que eu tomasse posse” – advertira Reagan, numa declaração um tanto irônica que os chefes iranianos instantaneamente entenderam.

Bem, a dupla Thatcher-Reagan logo tornou-se um trio no qual se integrou um aliado valioso, corajoso e estrategista de primeira linha, o papa João Paulo II. A ação conjunta e bem coordenada convenceu a liderança soviética de que não tinha como, condições econômicas e tecnológicas para fazer frente à corrida militar desencadeada por Ronald Reagan. Surgiu um líder lúcido e sensível, Mikhail Gorbachev, tentou uma grande reforma interna, mas as resistências reacionárias inviabilizaram uma liberalização política e econômica gradual e deram o empurrão final para a ocorrência de fatos que fizeram desmoronar o império soviético em toda a Europa Oriental e finalmente levaram à extinção da própria União Soviética.

Thatcher, ainda no governo, estimulou esse desmoronamento e, em 1989, pôde comemorar a histórica e emblemática queda do Muro de Berlim. Já fora do governo testemunhou a extinção da URSS, ação liderada por Yeltsin, já presidente eleito da Rússia. Difícil é saber se isto foi melhor para o mundo (especialmente ante a sucessão de Yeltsin por Vladimir Putin, o homem da KGB, a organização hoje no comando da Federação Russa) ou se seria melhor que Gorbachev se mantivesse no comando e a URSS se desfizesse suavemente.
Mas isso não dependia dela, Thatcher.

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