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Postado em 06-04-2013
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 06-04-2013 12:45


João Santana:no marketin político
como um psicanalista.
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Fernando Rodrigues (Colunista da Folha de S. Paulo)

Marqueteiro de Lula e Dilma amplia suas operações no exterior

O marqueteiro João Santana continua a expandir seus negócios internacionais. Seus próximos destinos são Panamá e Itália, segundo revelou em uma entrevista ao repórter Simon Romero, que publica um perfil do brasileiro na edição de hoje (6.abr.2013) do jornal “The New York Times”.

No Panamá, Santana afirmou que deve fazer a campanha presidencial do “Cambio Democratico”, partido de centro-direita daquele país. Essa é uma novidade em sua carreira recente. Seus trabalhos têm sido até agora sempre para políticos que se posicionam do centro para a esquerda no espectro político.

A operação italiana não foi muito esclarecida na reportagem do “NYTimes”. O jornal cita apenas “um operação na Itália para começar a administrar campanhas na Europa”.

Num dado momento da entrevista, Santana define seu trabalho: “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a ter sexo sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”.

Natural de Tucano, no interior da Bahia, Santana tem 60 anos. Jornalista de formação, começou no marketing político em associação com Duda Mendonça. Os dois romperam em 2001.

Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez até hoje. No Brasil, ganhou com Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010). No exterior, pela ordem, teve sucesso com Maurício Funes, em El Salvador (2009), Danilo Medina, na República Dominicana (2012), José Eduardo dos Santos, em Angola (2012) e Hugo Chávez, na Venezuela (2012).

Perdeu na Argentina, com Eduardo Duhalde (1999), quando “ainda era associado a Duda Mendonça”, costuma dizer.

No momento, o marqueteiro tem uma relação formal com o PT. Mas como revelou reportagem da Folha em 31.mar.2013, também presta uma “contribuição gratuita” à presidente Dilma Rousseff: ajuda na formatação e gravação de depoimentos importantes, opina nas propagandas estatais que enaltecem o governo e dá conselhos constantes ao Planalto.

Econômico na hora de dar entrevistas, Santana falou em 2006, 2010 e 2012 ao jornal “Folha de S.Paulo”.

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Comentários

rosane santana on 6 Abril, 2013 at 13:04 #

Palmas e sucesso para Patinhas. Puro mérito, quem o conhece sabe disso.


vangelis on 6 Abril, 2013 at 21:06 #

Ele começou no marketing político na campanha de 1985 de Mario Kertész, que derrotou Marcelo Cordeiro numa disputa ferrenha de bate chapa dentro do PMDB, para prefeito de Salvador. Deixou o jornalismo, entrou no governo com o cargo de Secretario de Comunicação.
O jornal A Tarde logo de inicio fazendo oposição a Mario denuncia uma vultosa transferência de verba entre a Renurb, que estava sob comando de um empresário que foi um dos financiadores de campanha, e a Secretaria de Comunicação alegando que o destino do capilé era para pagar as despesas da cara campanha de Mario. O jovem jornalista indicado pelo diretor do jornal Jorge Calmon (R.I.P.) para as matérias investigativas foi o Fernando Conceição, acredito que hoje ele é professor da Facom-UFBA.
Com o fim do governo de Mário, debaixo de muita denuncia de malversação do caiambá público, este lhe dá uma bolsa de estudos para a terra do Tio Sam, aonde vai se aperfeiçoar na língua saxônica e marketing político na cidade de Alexandria, vizinha à Washington.
De volta ao Brasil não mais retorna ao jornalismo, a partir daí é que ele começa a trabalhar com o Duda…
A propósito, talento e muita inteligência não lhe faltam. Todavia para que serve tudo isso dedicado a esse espectro obscuro da política com esses financiamentos de campanha onde as barganhas se põem na frente do interesse público aonde a primeira vítima é a ÉTICA?
Patinhas já foi um bom poeta…
P.S.: Ressalvas que também podem ser corrigidas se não estiverem na ordem correta, com a palavra o Professor Fernando Conceição.
http://www.youtube.com/watch?v=ZOFA6jXoliU


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:09 #

Caro Vangelis, eu era a chefe de redação da Secretaria de Comunicação à época, convidada por Patinhas. Tinha 24 anos.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:13 #

Patinhas tem uma capacidade de aceitação do outro, de respeito ao outro, generosidade e lealdade sraras. Todos que trabalham com ele percebem isso. Nunca se impôs com socos, murros na mesa. É amado e querido. Isso e a sua imensa capacidade de trabalho, cultura e inteligência fazem dele o homem de sucesso que é.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:15 #

Ressalto ainda que a briga entre Fernando e Mário é antiga. Anterior mesmo à segunda gestão de MK. Data de 83/84, quando eu era repórter de política do extinto Jornal da Bahia.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:21 #

Outro detalhe: Ele não participou da campanha de MK, em 1985, para a qual trabalhei a convite de Oldack Miranda, coordenador de jornalismo. Neste período, Patinhas estava chefiando a sucursal do Jornal do Brasil, em Brasília. Pediu demissão do cargo para assumir a função de secretário de Comunicação. Depois voltou pra Brasília e chefiou a sucursal da Isto é, onde ganhou um prêmio ESSO, com a matéria de Egberto. Sua entrada no markleting político foi nos anos 90. A campanha de MK, em 1985, foi comandada por Duda. Waltinho Queiroz fez o histórico jingle “Deixa o coração mandar”, que arrebatou a soterópolis.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:26 #

Ele passou um ano em Boston. Isso é o que sei.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:32 #

E mais: Jorge Calmon, sabendo da briga entre Fernando e MK, iniciada no JBa, colocou aquele no encalço do prefeito que não se dobrou à velha mania do falecido editor chefe de A TARDE, Jorge Calmon, de dar pitaco na administração pública municipal. Aliás, essa postura do jornal surtiu efeito até recentemente, quando Silvio Simões impediu a posse de Sérgio Matos, seu desafeto, como secretário de Comunicação de João Henrique.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:35 #

Calmon era ligado a ACM, então, com o qual MK havia rompido. Era essa a razão de ter dado carta branca a Conceição para atacar Kértesz. Na velha Tarde, nenhum jornalista investigava nada se não tivesse o aval do editor-chefe, que comandou o jornal por 60 anos, com anunência da matriarca Regina, sócia majoritária. E Calmon, por sua vez, tudo fazia para agradar a ACM.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 0:57 #

EM TEMPO: Apesar de sobrenomes iguais, não tenho nenhum parentesco com Patinhas. Ambos temos descendência africana, o que, muito provavelmente, explica o Santana e não o SANTA’ANA, de origem portuguesa. Para quem não sabe, os escravos desembarcados no Brasil, nos portos da Bahia e Rio de Janeiro, durante 300 anos de colonização portuguesa e parte do século XIX, pós-independência, eram rebatizados por seus proprietários com nomes de santos católicos. Daí o Santana.


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 1:05 #

Correção: ascendência africana.


vangelis on 7 Abril, 2013 at 11:24 #

Não foi escrito que ele comandou, e sim começou no marketing político nessa campanha, junto com Wally, Risério, Gil, e entre muitos, intelectuais de esquerda como Passarinho, Sergio Santana, que também não é parente do outro Santana. O momento era muito interessante da abertura democrática com a força do PMDB.
Muitos estiveram com o Marcelo Cordeiro por ser oriundo da esquerda, ninguém esperava que um ex-Carlista fosse se eleger candidato dentro da convenção. Marcelo não tinha recursos financeiros para bancar uma campanha cara, achava que o partido superaria isso.
Lembro-me de uma reunião que ocorreu na Associação dos Funcionários Públicos, na Rua Carlos Gomes, promovida por Marcelo onde apresentou o seu projeto à jovem militância partidária. Encontrava-se exultante com a possibilidade de ser o futuro prefeito de Salvador da abertura democrática. Todavia, desconhecia as estratégias e as força econômicas que já estavam em volta de MK. Afinal o empresariado sabe o que quer. Tolices não fazem parte do negócio, entre bancar um político que já tinha sido prefeito, portanto, que já conhecia o negócio, e outro inexperiente são outros quinhentos.
Deu no que deu, por isso migraram para a campanha de MK.
A propósito Jorge Calmon batia no Mario a mando de ACM porque também se tratava de negócios, o maior cliente do jornal era o Estado. Foi assim até o dia em que ACM resolveu transformar o seu jornal em concorrente e inimigo da velha empresa.
Quase levou o velho jornal à falência.
A Tarde passou e ainda passa por muitas dificuldades, muitos profissionais perderam os seus empregos com a reengenharia empresarial ocorrida para a sua sobrevivência.
Não sou jornalista, apenas um leitor memorialista, que com a passar do tempo fica à mercê de uma traição dessas insuportáveis memórias…
P.S.: Como barranqueiro do São Francisco com a nossa prosódia: “me diga” por que essa alusão de parentesco, nomes e negros escravos nesses post?


rosane santana on 7 Abril, 2013 at 14:05 #

Não Vangelis, não comandou, tampouco começou. Sequer Gil, Wally e Risério participaram daquela campanha de MK. Estão aí Oldack Miranda e Emiliano José para comprovarem. Todos chegaram depois de MK eleito. Qto à alusão à origem do Santana, enfatizei porque até muito pouco tempo atrás, algumas pessoas achavam q/eu tinha parentesco com Patinhas e ligavam a minha presença na equipe dele, à época, a nepotismo.


vangelis on 7 Abril, 2013 at 23:59 #

Fico admirado com a sua convicção, reluto em aceita-la, a história tem muitas faces, inclusive a contemporânea, não poderia ser de forma diferente.
Entretanto, para se tornar de valor efetivo é necessária uma triagem de muitas informações não só as de caráter oficial.
A história oral também tem o seu valor, na sua maioria tem o poder de revelar os efeitos das relações entre os estamentos sociais (Weber) e os seus governantes, como um instrumento democrático.
Ela preserva a memória, percepção e vozes de indivíduos ou grupos em todos os níveis e esforços para que outros possam refletir sobre essas relações.
A FGV-CPDOC assim nos ensina.
Dessa forma, dou por encerrado os meus post sobre essa matéria.


rosane santana on 8 Abril, 2013 at 7:53 #

Obrigada, Wangelis, pela aula de história. À propósito devo dizer-lher que as fontes com as quais você iniciou um colóquio para atingir Patinhas e a administração MK não são fontes confiáveis, para aquele contexto. Deveria, portanto, ter feito melhor triagem.Jorge Calmon e Conceição estavam, naquele período, claramente a serviço de ACM. De forma que vc que fala em triagem, acima, efetivamente não a realizou. E esqueceu de citar Burke (PETER), mais apropriado neste caso, para demonstrar que a história é, também, a exemplo de outras ciências sociais, uma construção ideológica dos homens.


vangelis on 8 Abril, 2013 at 8:48 #

Relutei em voltar à matéria, definitivamente é preciso dizer mais alguma coisa sobre quem faz uma declaração como essa no New York Times:
“Just as psychoanalysts help people to have sex without guilt, we help people to like politics without remorse.”


rosane santana on 8 Abril, 2013 at 9:23 #

Bem, Vangelis, acho que vc perdeu o rumo em sua análise. Começou falando da administração MK e do Patinhas secretário de Comunicação da Prefeitura, no período de 1986-1989. Citou metódos historiográficos para sustentar a sua análise, mas, sem ser mestre no assunto, atrapalhou-se e não foi criterioso na escolha das fontes, ou seja, não fez uma boa triagem destas e dos fatos, coisas que vc ressaltou como importantes, Agora, salta para um período posterior, quase 30 anos depois, para atacar a trajetória de Patinhas através de uma declaração dele ao NY Times. Novamente a falta de critério na triagem. Falta estudo mais completo da personagem. Portanto, não posso concordar com suas conclusões sobre João Santana.


vangelis on 8 Abril, 2013 at 15:06 #

Pois é né?
Como dizia o saudoso Silvio Lamenha:
“No mais a poesia é o axial…”


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