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Assembléia de conflitos em Juazeiro
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Grazzi Brito

De Juazeiro para o Bahia em pauta

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Durante a sessão ordinária que aconteceu em Juazeiro,região do Vale do São Francisco, através do projeto Assembleia Itinerante, o presidente da ALBA, Marcelo Nilo (PDT), teve trabalho para conter os ânimos da oposição e da situação, quando Sandro Regis (PR) levantou questão de ordem e Elmar Nascimento (PR), líder da oposição, pediu uma comunicação inadiável, sendo, os dois, atendidos pelo deputado Roberto Carlos (PDT), que no momento substituía Marcelo Nilo (PDT) na presidência da mesa.

Ao voltar para seu posto, a confusão estava armada. “Vou fazer um apelo aos senhores para que não tenhamos mais questão de ordem, nem comunicação inadiável. Eu não posso, como presidente, negar e não vou fazê-lo, mas peço aos pares, que saíram de Salvador pra participar dessa sessão, que não peçam mais”.

Os dois oposicionistas se manifestaram após o pronunciamento de Marcelino Galo (PT), que criticou as falas contrárias ao governo Wagner. “Elmar Nascimento fez vários apelos à inteligência do povo de Juazeiro e eu vou fazer esse apelo a ele, que ele lembre que ele esteve na posse do presidente do seu partido, o César Borges, no ministério mais importante da República que é o Ministério do Transporte. Ele, ao invés, de falar da ‘ponte picolé’ (referindo-se a Ponte Presidente Dutra), ele devia assumir com vocês o compromisso de que vai chegar junto ao ministro e vai concluir essa ponte”.

Sobre Sandro Regis disparou: “Sandro Regis, também é do PR, que é da base do governo federal e vem aqui dizer que os índices de violência em São Paulo decrescem, enquanto na Bahia sobem. Isso não é verdade! Eles falam, e estiveram por 40 anos no governo e nunca fizeram nada pelos irmãos nordestino. O Brasil precisa de reforma política pra que a gente tenha de fato partidos programáticos, porque eles falam do governo do PT, aqui, e são aliados a nível nacional e não existe diferença nenhuma”.

Depois do pronunciamento de Galo, a oposição se assanhou. Roberto Carlos, que no momento presidia a mesa anunciou a questão de ordem apenas para Sandro Regis. “Minha questão de ordem aqui é para esclarecer as inverdades que o deputado Marcelino Galo usou na tribuna. O deputado deveria usar a tribuna pra dizer o que seu governo fez pela região, o que ele não tem como dizer, porque não tem argumento. Então ele usa do microfone para mentir”, nesse momento o deputado foi vaiado, e concluiu “Quero apenas dizer ao deputado Marcelino Galo que eu já estou com processo de justa causa pelo simples fato de que não acredito no seu governo, porque o seu governo não faz bem a Bahia”.

Elmar Nascimento, então pediu uma Comunicação Inadiável, Roberto Carlos se atrapalhou ao anunciar o líder da oposição, “Elmar Nascimento, líder do governo”, ao que ele prontamente assegurou: “Líder do governo a partir de 2015”.

“Quero dizer que meu partido assumiu o Ministério do Transporte”, e foi interrompido por Marcelo Nilo que retornara à mesa, mas Elmar não se calou. “Eu tenho direito regimental de 10 minutos para comunicação inadiável e não vou gastar esse tempo, lhe asseguro presidente”.

“Eu assumo esse compromisso com o povo da região de tratar dessa celeuma da ponte, porque a Presidente Dilma veio buscar o maior de todos os ‘carlistas’, Cesar Borges, para assumir esse Ministério e agora essa ponte vai sair”, provocou Elmar Nascimento.

Quando os deputados da base governista também quiseram se pronunciar, o presidente da casa apelou. “Não existirá mais comunicação inadiável, a partir de agora, porque não tem nada aqui inadiável. Eu to fazendo um apelo. Eu sei que aqui a casa é política, tem a base do governo e tem a oposição. Mas, vamos prosseguir”, disse Nilo, finalizando a confusão.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, na margem baiana do Rio São Francisco, de onde colabora com o Bahia em Pauta.


Zezé:jornalismo econômico perde
uma referência na Bahia
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Morreu na madrugada deste sábado (6) a jornalista de economia do CORREIO . Zezé, como era conhecida. Zezé, que parte aos aos 62 anos de idade, após uma luta contra um câncer pulmonar, era reconhecida desde os anos 70, quando atuava na sucursal de O Globo, em Salvador, como uma das mais completas repórteres de Economia do jornalismo baiano e nacional.

A jornalista estava internada desde o final do ano passado no Hospital Português, em Salvador. O Correio da Bahia, onde Zezé foi editora, assinala em registro sobre o falecimento de Zezá :Familiares, amigos e colegas de trabalho darão o último adeus a profissional dedicada às 17h, no Cemitério Jardim da Saudade.

Em nota, o prefeito ACM Neto lamentou a morte da jornalista. “Com seu talento e um texto primoroso, Maria José Quadros marcou época no jornalismo da Bahia, tanto como repórter, editora ou chefe de sucursal”, afirmou o prefeito em nota oficial.

ACM Neto disse também que conviveu muito com a jornalista. “Zezé Quadros conviveu muito com a minha família, entrevistando por muitos anos meu avô, o senador Antonio Carlos Magalhães, o meu tio, Luis Eduardo Magalhães, e o meu pai, Antonio Carlos Junior.”

Segundo ACM Neto, o jornalismo baiano perdeu uma profissional exemplar. “Fica para as futuras gerações o legado deixado por Zezé Quadros, uma profissional dedicada, atenta às informações, precisa em seu texto e extremamente educada”. A jornalista também escrevia para uma coluna diária que carregava seu nome no jornal.

Bahia em Pauta se associa ao luto pela perda de uma das melhores e mais dignas profissionais de jornalismo baiano e do País.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Correio da Bahia)

abr
06


João Santana:no marketin político
como um psicanalista.
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Fernando Rodrigues (Colunista da Folha de S. Paulo)

Marqueteiro de Lula e Dilma amplia suas operações no exterior

O marqueteiro João Santana continua a expandir seus negócios internacionais. Seus próximos destinos são Panamá e Itália, segundo revelou em uma entrevista ao repórter Simon Romero, que publica um perfil do brasileiro na edição de hoje (6.abr.2013) do jornal “The New York Times”.

No Panamá, Santana afirmou que deve fazer a campanha presidencial do “Cambio Democratico”, partido de centro-direita daquele país. Essa é uma novidade em sua carreira recente. Seus trabalhos têm sido até agora sempre para políticos que se posicionam do centro para a esquerda no espectro político.

A operação italiana não foi muito esclarecida na reportagem do “NYTimes”. O jornal cita apenas “um operação na Itália para começar a administrar campanhas na Europa”.

Num dado momento da entrevista, Santana define seu trabalho: “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a ter sexo sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”.

Natural de Tucano, no interior da Bahia, Santana tem 60 anos. Jornalista de formação, começou no marketing político em associação com Duda Mendonça. Os dois romperam em 2001.

Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez até hoje. No Brasil, ganhou com Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010). No exterior, pela ordem, teve sucesso com Maurício Funes, em El Salvador (2009), Danilo Medina, na República Dominicana (2012), José Eduardo dos Santos, em Angola (2012) e Hugo Chávez, na Venezuela (2012).

Perdeu na Argentina, com Eduardo Duhalde (1999), quando “ainda era associado a Duda Mendonça”, costuma dizer.

No momento, o marqueteiro tem uma relação formal com o PT. Mas como revelou reportagem da Folha em 31.mar.2013, também presta uma “contribuição gratuita” à presidente Dilma Rousseff: ajuda na formatação e gravação de depoimentos importantes, opina nas propagandas estatais que enaltecem o governo e dá conselhos constantes ao Planalto.

Econômico na hora de dar entrevistas, Santana falou em 2006, 2010 e 2012 ao jornal “Folha de S.Paulo”.

http://youtu.be/U3dQ8jXLmMI

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Pepe Mujica, do Urugai. fala mal de Cristina e Néstor Kirchner, da Argentina e o mundo inteiro escuta.

Barracaço!!!

(VHS)

abr
06
Posted on 06-04-2013
Filed Under (Charges) by vitor on 06-04-2013


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Sponholz, hoje, noJornal da Manhã (PR)

abr
06
Posted on 06-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-04-2013

abr
06

Um tema de impacto na capa da principal revista semanal do País.
Logo mais nas mãos dos assinantes e nas bancas de jornais e revistas da Bahia.
Vai estourar a banca!

(Vitor Hugo Soares)


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Arena Fonte Nova: futebol e política na inauguração

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ARTIGO DA SEMANA

Metrô de Salvador:o abacaxi transferido

Vitor Hugo Soares

Com o novo ministro dos Transportes, Cesar Borges (um ex-carlista de raiz) a tiracolo, na sua reduzida comitiva, a presidente Dilma Rousseff desembarcou na manhã de sexta-feira (5) em Salvador. Veio participar do ato restrito (mas nem tanto) de entrega da Arena Fonte Nova – um dos palcos mais suntuosos dos vários que estão sendo construídos no País para a Copa das Confederações, este ano, e a Copa do Mundo, em 2014, ano de referência para o futebol e a política no Brasil.

Desta vez, a estada presidencial produziu consequências administrativas e políticas de alguma relevância. Ao contrário da passagem pela capital baiana no mês de fevereiro, em pleno carnaval, para descansar na Base Naval de Aratu.

Então, o único fato de destaque produzido foi a topada que fissurou um dedo do pé da presidente da República e a obrigou a maneirar por um tempo na agenda (principalmente a de viagens) e exibir uma nada elegante (embora reconhecidamente confortável) sandália “Croc” nas cerimônias oficiais.

Vamos a exemplos concretos, sempre aconselháveis, e mesmo indispensáveis, na contextualização de fatos jornalísticos.

Ontem, cedinho, começou uma correria marcada por tensão flutuante. Visíveis não apenas no nervosismo das equipes de segurança e de organização da “mobilização urbana”, que antes se chamava de “trânsito caótico” e estressante, quase enlouquecedor, da cidade da Bahia.

Poucas horas antes (quase minutos) da presidente descer na Base Aérea de Salvador para cumprir de carro o largo percurso que separa o aeroporto da capital do Dique do Tororó – cenário de cartão-postal, em cujas margens fica a “arena” (antigo Estádio Octávio Mangabeira)-, o governador da Bahia, Jaques Wagner, do PT, promoveu uma reunião de emergência com o prefeito de Salvador, ACM Neto, do DEM.

Na agenda, o tema principal não foi a entrega da “arena”, obra majestosa e cara, mas pronta em menos de três anos para ser mostrada à presidente, e inaugurada “para a massa” dois dias depois, em histórico BAxVI pelo campeonato baiano, neste domingo (7).

O assunto foi outro, bem mais complicado e polêmico: o Metrô de Salvador, construção vergonhosamente interminável de apenas seis quilômetros na primeira etapa, que já consumiu quase R$ 1 bilhão, em 13 anos de denúncias cavernosas de desvios e equívocos, sem conduzir até agora um único passageiro.

Na verdade, um problemão a ser ainda resolvido. Algo que se pode denominar em simples e bom “baianês” soteropolitano, de autêntico “abacaxi de caroço”.

Vamos aos fatos, para encurtar esta história estranha, atrapalhada e que parece sem fim na Bahia. A ponto de causar incômodos constrangimentos na presidente Dilma, apesar das aparentemente descontraídas imagens de marketing produzidas ontem na Arena Fonte Nova. A começar pelo ponta-pé inicial na bola efetuado por Dilma, passe inaugural dado ao companheiro de time petista, Jaques Wagner.

O gol político quase de placa, no entanto, diga-se a bem da verdade, foi marcado pelo prefeito de Salvador, do DEM, ACM Neto. Adversário que se revelou duro de roer desde a última campanha municipal. Mesmo em fase “de amor e flor” com o governador e a presidente, o prefeito Netinho (como denomina um site de sucesso nas redes sociais) deu dribles de craque e terminou jogando o abacaxi do metrô no fundo das redes do governador Wagner. Por extensão, também no gol do governo federal, defendido por Dilma.

Sob pressão do iminente desembarque de Dilma na cidade, no encontro de Jaques com ACM Neto ficou enfim decidido: A administração da Linha 1 do metrô, já construída – liga a Estação da Lapa-Estação Acesso Norte/Rótula do Abacaxi, quanta ironia!) será transferida para o governo do Estado. A informação, confirmada pelas duas assessorias, também foi divulgada através do perfil do governador, no Twitter.

Uma aparente vitória da “proposta do governador Wagner”, segundo propagam aos quatro ventos os integrantes e aliados mais fiéis do governo petista. Na realidade, riem os seguidores do prefeito do DEM, tudo (ou quase) que ACM Neto queria.

A começar por se livrar da gestão de um dos mais caros e escandalosos abacaxis da administração pública do Brasil nestes tempos temerários. De quebra, o Estado assume também um antigo pepino municipal: o sistema ferroviário que serve à sofrida população do subúrbio de Salvador.

O acordo de transferência pactuado ontem, antes da chegada da presidente Dilma, será assinado por Wagner e ACM Neto na segunda-feira, 8, um dia depois do BA x VI de inauguração da Arena Fonte Nova.

“Eia, estamos na Bahia!”, diria, se vivo estivesse, o poeta satírico Gregório de Mattos, que conhecia e falava da terrinha como ninguém. Ou não? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares, jornalista, edita o blog Bahia em Pauta, em Salvador. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br.

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Tony Bennett – The Very Thought of You 1971 / American Jazz vocalist / Tony Bennett é um dos maiores vocalistas do jazz na história da música popular. / The Very Thought of You: Musica e letra de Ray Noble

Tony Bennett, para a noite do Mangabeirão reinaugurado:The Very Thought Of You.

(Gilson Nogueira)

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Regina:

A palavra agora é sua, para ir ajudando a turma do BP a ir treinado o inglês-português antes de desmbarcar na Califórnia.

BOM SÁBADO PARA TODOS

(VHS)


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OPINIÃO POLÍTICA

A crise coreana

Ivan de Carvalho

Há vários anos existe uma análise estratégica segundo a qual o poder militar americano, embora sendo hoje o maior do mundo, não seria capaz de enfrentar, por meios convencionais, três crises militares graves simultâneas.

Dos três exemplos geralmente citados, por hipótese e circunstâncias da realidade, a questão na península coreana, dividida entre a comunista e agressiva Choréia do Norte e a democrática e capitalista Coréia do Sul é sempre um deles.
Outro é uma crise eventualmente desencadeada pela China continental (República Popular da China) contra Taiwan (República da China). Os Estados Unidos têm compromissos fortes de defesa tanto da Coréia do Sul quanto de Taiwan.

Finalmente, a terceira crise militar capaz de, junto com as outras duas citadas, ultrapassar a capacidade militar convencional americana seria uma guerra no Oriente Médio envolvendo os EUA. Um envolvimento praticamente obrigatório. Primeiro, usou-se o exemplo das duas guerras contra o Iraque. Hoje, aquietado ou aparentemente aquietado o Iraque, o problema principal no Oriente Médio é o Irã (mais poderoso e populoso que o Iraque), por sua aparente determinação de levar avante um programa nuclear capaz de permitir a produção de armas nucleares.

Ora, só o fato de o Irã, com um comando político-religioso notadamente tresloucado, possuir armamento nuclear causa calafrios não somente nos Estados Unidos e outras nações ocidentais, mas sobretudo em outras nações do Oriente Médio, árabes, muçulmanas não-árabes e especialmente em Israel, impaciente para resolver o problema militarmente, antes que o Irã faça a bomba e o Estado de Israel perca o não confessado monopólio de armas nucleares na região. Os EUA estão contendo Israel, por enquanto.

No momento, o caso do Irã – que proclama sua disposição de “varrer Israel do mapa” – está, digamos, quente e o da Choréia do Norte está pegando fogo. Kim Jong-um, aquela trouxa com uma vassoura de piaçava na cabeça, mesmo governando um dos países mais miseráveis do mundo, reuniu recursos suficientes para construir alguns mísseis e seu exército de um milhão de homens (é para onde vai todo o dinheiro que o país consegue) fez uns testes nucleares, do que concluem os analistas e espiões que foram feitas umas bombas nucleares desengonçadas, cujo tamanho se vem procurando reduzir para caber nas ogivas dos mísseis e estes aguentarem o peso.

Bem, imagine-se que a Choréia do Norte vá além dos limites nas ameaças e hostilidades e venha a causar um conflito. Mesmo apenas com armas convencionais, de início. E que, por uma dessas aparentes coincidências, o Irã dê sinais que convençam Israel da necessidade de um ataque de emergência às instalações nucleares secretas do Irã, antes que a bomba fique pronta. E vai que a China, aproveitando o envolvimento das forças americanas em um conflito coreano e na crise (com desdobramentos imprevisíveis) Israel-Irã, aproveite insensatamente a situação para avançar sobre Taiwan, na presunção de que os EUA não terão como reagir.

Nesta situação, as forças convencionais norte-americanas entrariam em colapso. Seria uma conjuntura em que os EUA precisariam ter, segundo os estrategistas, duas frotas navais completas, além das que atualmente têm. Ante um colapso da capacidade americana de projetar de modo eficaz seu poder às áreas de crise (a exemplo das três citadas), o risco de armamento não convencional entrar na história se multiplicaria. Até porque não dependeria só dos Estados Unidos – a China é uma potência nuclear, Israel também, a Choréia do Norte já tem como fazer estrago nuclear na vizinha Coréia do Sul, embora não nos Estados Unidos, como vem proclamando.

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