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DEU NO CORREIO

Da Redação

A presidenta Dilma Rousseff desembarcou na manhã desta sexta-feira (5) em Salvador para, junto com o governador Jaques Wagner, inaugurar oficialmente o novo Complexo Esportivo-Cultural Governador Octávio Mangabeira – a Arena Fonte Nova. O estádio sediará jogos da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, em junho, e também da Copa do Mundo, em 2014. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o prefeito de Salvador, ACM Neto, também participam da cerimônia.

Encantada com a estrutura do novo estádio, Dilma elogiou a criatividade do povo baiano, por manter o formato de ferradura na Arena. “Essa construção é única e mostra, sem dúvida, o espírito e a criatividade do povo dessa terra. A palavra é orgulho. Dá muito orgulho, como presidenta, olhar para esse estádio e ver que estamos superando as expectativas. Somos o país conhecido como insuperável dentro de campo e estamos mostrando que somos insuperáveis fora de campo”, elogiou.

A presidente ainda relembrou momentos que viveu durante a infância, quando visitou a cidade de Salvador a passeio. “Não é qualquer país que tem essa qualidade e essa beleza nos seus estádios. Aqui temos uma vista que dá para um lugar que lembra a minha infância. A Fonte (Dique) do Tororó, onde eu fui beber água”, relembrou.

O Ministro Aldo Rebelo também não escondeu a empolgação com a inauguração e ressaltou que agora “Salvador tem um estádio com seu jeito, história e identidade”.

“A polêmica se cala quando hoje, no lugar da antiga Fonte Nova, que recebe o nome de Octávio Mangabeira, nesse complexo cultural e esportivo, vemos que aqui passarão os melhores eventos esportivos do mundo. Talvez alguns não percebam, mas aqui colocaremos os assentos provisórios por exigência da Fifa para o jogo Brasil e Itália. Esses assentos saem depois da Copa das Confederações e voltam a aparecer na Copa do Mundo, para que o estádio consiga receber 55 mil pessoas. Após a Copa do Mundo, voltamos definitivamente à nossa situação original e teremos a nossa ferradura de volta”, disse o governador.

Wagner também se emocionou ao relembrar do momento da demolição do estádio, que serviu não apenas de espaço para a construção de um novo estádio, mas teve parte da sua estrutura reutilizada para fins artísticos.

Estrutura

O governador também explicou que além de oferecer restaurante, museu e estrutura para sediar partidas de futebol, a Arena Fonte Nova também poderá ser palco de shows e eventos culturais.

“Aqui vocês vão ter toda a estrutura para fazer qualquer show de qualidade. Com uma estrutura provisória, conseguimos receber até 15 mil pessoas usufruindo de todas as estruturas que temos aqui. Isso aqui foi pensado com muito carinho e foi muito chorado no momento da demolição, mas me emociona ver a nossa soldadora entregar uma flor feita com ferros da antiga Fonte Nova, antes da demolição, á Dilma. Além de Bel Borba, que pegou pedaços da demolição e fizeram com que eles se transformassem em obras de arte e esculturas. Isso é Arena Fonte Nova. Ninguém tira esse nome dessa Arena que caiu no coração do povo baiano”, declarou.

Transporte público

Jaques também fez promessas durante o seu discurso, garantindo que parte do metrô estará funcionando para a Copa do Mundo de 2014.

“Os 12 anos de sofrimento com o metrô que nunca termina, nós vamos colocar para rodar. Sem dúvida nenhuma, até 2014 ele estará funcionando. Não estará completo, mas será iniciado e, aos poucos, vamos ampliando. Garanto que na Copa teremos um sistema integrado com ônibus e metrô nessa cidade, para conforto do povo baiano”

Cerimônia de abertura

A Arena Fonte Nova terá a sua cerimônia oficial de abertura no próximo domingo (7). Os portões serão abertos ao público às 11h30, para um tour para conhecer as dependências do estádio.

Às 14h30, um show com artistas baianos, como Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Margareth Menezes, Dan Miranda (Filhos de Jorge), Mariene de Castro e Márcia Short, que terá duração de aproximadamente 45 minutos, animará o público.

Já a partir das 16h, os torcedores cantarão o hino nacional e o hino da Bahia ao som de Olodum, que anunciará a primeira partida oficial da Arena Fonte Nova, que será marcada pelo clássico BaVi, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Baiano de 2013.

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Da Redação

Enfim foi decidido. A administração da Linha 1 do metrô já construída (Estação da Lapa-Estação Acesso Norte/Rótula do Abacaxi) foi transferida para o governo do Estado. A definição foi acertada durante uma reunião que começou às 8h, nesta sexta-feira (5). A informação também foi divulgada através do perfil do governador, no Twitter.

“O bem-sucedido modelo de PPP adotado na construção da Arena (Fonte Nova), será implementado para o metrô, para garantir eficiência e rapidez à obra. Assumimos o compromisso de botar para funcionar o sistema e livrar Salvador do seu principal gargalo de trânsito”, escreveu.

Principal motivo do impasse, a tarifa para o ônibus que fará a integração com o metrô, teve uma solução, com ambos os lados cedendo, ficando no valor de R$ 1,10. A proposta do Governo do Estado era que o valor ficasse em R$ 0,95, enquanto a Prefeitura defendia R$ 1,40.

A última reunião entre os gestores para discutir o metrô aconteceu no dia 14 de março e terminou sem acordo

A questão foi debatida, inclusive, em uma audiência pública realizada no dia 21 de março, no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, na qual a Prefeitura e o Estado mostraram as suas propostas.

A transferência oficial será assinada por Jaques Wagner e ACM Neto na próxima segunda-feira (8). O Estado assume também o sistema ferroviário de Salvador. A Câmara de Vereadores e a Assembleia Legislativa da Bahia ainda vão apreciar as medidas.

( Deu no Correio, com informações do iBahia.)

abr
05
Posted on 05-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-04-2013

Deu no Terra

Em cerimônia restrita apenas a membros da imprensa, autoridades e convidados, a presidente Dilma Rousseff inaugura nesta sexta-feira, 5, a Arena Fonte Nova. O governador da Bahia, Jaques Wagner, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo também participam do evento, com início marcado para as 10h.

Salvador é a terceira cidade-sede da Copa do Mundo de 2014 a ter o estádio inaugurado, depois de Fortaleza (Castelão) e de Belo Horizonte (Mineirão).

Todos os eventos contaram com a presença da presidente, que já disse que estará nas 12 inaugurações dos estádios que estão sendo construídos ou reformados para a Copa.

Mudanças de datas – A data de inauguração da praça esportiva sofreu três mudanças, duas delas pela impossibilidade da presença de Dilma Rousseff.

Primeiramente, o evento ocorreria em 29 de março, aniversário de Salvador, mas como a data batia com o fim de semana da Páscoa, foi antecipado para o dia 18. A nova data coincidiu com a cerimônia de posse do papa Francisco, e a inauguração foi cancelada.

A essa altura, o jogo entre Bahia e Vitória, que ocorreria no dia 31, foi postergado para 7 de abril. Por motivos de agenda, Dilma não poderia estar em Salvador no dia da partida, o que forçou a antecipação da inauguração, em ato solene, para sábado, 6.

As obras da Fonte Nova começaram em junho de 2010 e incluíram a demolição do antigo estádio, reconstrução da arena e construção de edifício garagem.

O estádio, com capacidade para 50 mil pessoas, receberá seu primeiro jogo no domingo, um Ba-Vi, pelo Campeonato Baiano 2013. Para esta partida, entretanto, apenas 40 mil bilhetes foram colocados à venda.

abr
05
Posted on 05-04-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-04-2013


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Genildo, hoje, no portal A Chare Online

http://youtu.be/0lq6vp4pGyU

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“Prefiro a delicadeza de Chico Buarque”.

(Rosane Santana, jornalista , na área de comentários do Bagia em Pauta, ao sugerir esta canção)

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Bárbara

Chico Buarque

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar

O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar

Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara

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OPINIÃO POLÍTICA

César e suas circunstâncias

Ivan de Carvalho

Temos afinal, outra vez, um ministro baiano, o ex-governador e ex-senador César Borges, mais um político formado no carlismo e que, após a morte de Antonio Carlos Magalhães, executou uma migração que acabou levando-o à coalizão de governo liderada pelo PT no âmbito federal, o que, à primeira vista, indicaria o engajamento do PR, partido de César Borges, não só na base político-administrativa do governo Dilma Rousseff como na campanha dela à reeleição em 2014.

É um aforismo alquimista o de que “o macrocosmo é igual ao microcosmo”, o que também, evidentemente, pode ser dito na ordem inversa – “o microcosmo é igual ao macrocosmo” – ou, de modo mais popular, “o que está em cima é igual ao que está em baixo”. Toda essa alquimia é para indicar, por analogia, a forte presunção de que a nomeação de César Borges, do Partido da República, para ministro dos Transportes, inclui essa legenda na coalização política baiana que sustenta o governo petista de Jaques Wagner.

Mas parece que, para nos atermos ao terreno dos Transportes, há buracos nas estradas ou até estradas esburacadas, duas formas – a primeira, forma do otimista, a segunda, do pessimista – de dizer a mesma coisa. Vamos começar logo apontando duas crateras. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a Valec, empresa pública legalmente vinculada ao Ministério dos Transportes e extremamente importante para a Bahia, já que é responsável (entre outras obras de importância nacional) pela essencial Ferrovia de Integração Oeste Leste, a tão falada, encalhada, praticamente ainda virtual Fiol.

Consta (carece ainda de comprovação científica) que ao convidar César Borges para ser ministro dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff pediu-lhe “um diagnóstico” – informação editada ontem no site do jornalista Cláudio Humberto – do DNIT e da Valec para decidir se mudaria os dirigentes. Mas no discurso de posse do novo ministro dos Transportes, quase certamente ainda sem receber o tal “diagnóstico” – César Borges pode ser ágil, mas não é The Flash – ela afirmou que há atualmente “um time muito mais afinado” no DNIT e na Valec. E ainda no seu discurso, ressalta o jornalista, Dilma Rousseff deixou claro que a gestora do PAC, ministra Miriam Belchior, do Planejamento, continuará definindo gastos nos Transportes.

Que o Cláudio Humberto me desculpe, mas cito mais do site dele, segundo o qual o vice-líder do PR, o mineiro Bernardo Santana, comentou que Dilma escolheu um grande quadro do PR para ministro, “mas não lhe deu o ministério”. Quis dizer, naturalmente, que sem mudança no DNIT e na Valec e com a definição dos investimentos nos Transportes feita por outro ministério, o de César Borges seria um saco cheio de nada.

Ou de mágoa – para o PR. Anthony Garotinho, ex-governador fluminense e líder do PR na Câmara dos Deputados, escreveu ontem em seu site que a ida de César Borges para o comando do Ministério dos Transportes não garante o apoio do partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Explicou que a nomeação de Borges representa a volta do partido ao governo, mas “não significa apoio a Dilma em 2014”.

“A volta do PR ao Ministério dos Transportes não envolve compromisso de apoio à presidente Dilma no Estado do Rio à sua reeleição à presidência nem dela em relação à minha possível candidatura ao governo do Estado”, disse Garotinho, que é pré-candidato à sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB).

Parece que há mesmo buracos na estrada. O ministro César Borges é um político hábil, com vasta experiência em atividades parlamentares, executivas, partidárias, técnico-administrativas, mas não tem o controle nacional do PR. Ele pode fazer muito para integrar o partido na aliança que tentará reeleger Dilma Rousseff. Desde, é claro, que não lhe neguem os instrumentos.

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