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O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Espanha baixou de forma muito ligeira em Março. Houve menos 4979 pessoas registadas em relação a Fevereiro, um número residual num país onde há mais de cinco milhões de desempregados e que tem a segunda maior taxa de desemprego da União Europeia.

O total de inscritos diminuiu em dez comunidades autónomas. Ao todo, os dados publicados nesta terça-feira pelo Ministério espanhol do Emprego e Segurança Social mostram uma redução mensal de 0,1% do número de desempregados. São, porém, mais 285 mil aqueles que o Governo espanhol contabiliza nas estatísticas oficiais, que apontam para 5.035.243 desempregados em Março.

Há mais mulheres desempregadas do que homens, mas a diferença é pouca. O desemprego feminino representa 50,2% (2.529.152) do total, enquanto o número de homens sem emprego é de 49,8 % (2.506.091).

Dos mais de cinco milhões que estão fora do mercado de trabalho, quase 480 mil (9,5%) enquadram-se no grupo do chamado desemprego jovem, ou seja, têm menos de 25 anos.

Espanha é, entre os 27 da União Europeia, o país com a segunda taxa de desemprego mais elevada (26,3% em Fevereiro), depois da Grécia. E, entre os jovens em idade ativa, a percentagem estava nos 55,7%, segundo os dados revelados nesta terça-feira pelo Eurostat, o gabinete estatístico europeu.

O ministério sublinha o fato de este recuo ser o primeiro num mês de Março desde 2008, ano da explosão da bolha imobiliária. O recuo agora registado estará a beneficiar de um impulso das festividades da Páscoa, que poderá explicar a redução do desemprego nos serviços, o único sector em que houve um recuo (de 0,50%, para 3.126.440 de pessoas).

(Com informações do “Público”, de Lisboa)

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