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Posted on 29-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-03-2013


Um Papa estendido no chão/ Reutersz-PÚBLICO
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DEU NO PÚBLICO (DE LISBOA)
O Papa Francisco presidiu esta sexta-feira à cerimónia da Paixão de Cristo. Durante alguns minutos, estendeu-se, penitente, no chão da basílica de São Pedro, no Vaticano.
Milhares de pessoas, entre elas o corpo diplomático acreditado na Santa Sé, assistiram ao ritual da sexta-feira , que é o único dia do ano em que não se celebra missa no Vaticano.

Trata-se da sexta-feira antes do domingo de Páscoa. Hoje os cristãos celebram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, que segundo a tradição ressuscitou ao terceiro dia (domingo).

Após a Paixão de Cristo (cantada por três diáconos acompanhados por um coro), o chefe da Casa Pontifícia (o grupo de pessoas que coordena as cerimónias oficiais do Papa; antes de Paulo VI lhe ter mudado o nome chamava-se Corte Pontífice), o franciscano Raniero Cantalamessa, pronunciou a homilia. A homilia é a prelecção, feita por um sacerdote, antes da recitação do Credo.

Uma cruz coberta com um pano vermelho, colocada no altar-mor da basílica (apenas a cruz está iluminada para acentuar o clima de penitência), preside à cerimónia e foi diante dela que o Papa Francisco se prostou.

Já na quinta-feira, o Papa inovou na cerimónia pascal do lava-pés, ao decidir lavar e beijar os pés de duas jovens (também o fez a dez rapazes) num estabelecimento que alberaga jovens delinquentes. Uma delas era muçulmana.

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Posted on 29-03-2013
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Sid, hoje, no portal Metro1

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Feliz aniversário cidade , nos seus 464 anos de fundada!

PARABÉNS DO BAHIA EM PAUTA, SALVADOR!!!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

La Dolce Vita

Ivan de Carvalho

Não, não vou comparar a famosa atriz Anita Ekberg com a presidente Dilma Rousseff, porque não tem mesmo o menor cabimento. São como água e óleo, não combinam, não se misturam.

Minha pretensão é bem mais modesta. Apenas registrar certa identidade ou semelhança do estilo de vida de Ekberg no belíssimo filme La Dolce Vita, dirigido por Fellini com o da presidente da República Federativa do Brasil, pelo menos quando viaja àquelas paragens irresistíveis de Roma e adentra as imponências do Estado do Vaticano.

Se alguém imaginou que haveria mais, apresento minhas sinceras desculpas. Até porque a presidente, demonstrando bom senso neste detalhe marcante, ainda que decepcionando suas dezenas de milhões de admiradores, não decidiu banhar-se maravilhosamente na Fontana di Trevi, o que poderia ser usado pelos marqueteiros com grande proveito na campanha eleitoral que se aproxima.

Mas fez outras coisas que, na visão de alguns, ou de muitos – principalmente na dos contribuintes conscientes de seu sacrifício – criou aquela atmosfera de doce vida que o filme mostrou, mas não se esperava que fosse exibido pela Presidência da República de um país que ainda tem milhões de miseráveis, de incontáveis sem teto, e em colapso seu sistema de saúde pública, de segurança, de educação e milhões de pessoas em atroz sofrimento por causa de uma seca brutal para cujo enfrentamento o governo que em Roma se mostrou tão perdulário aqui não se preparou. E agora promete correr atrás do cruel prejuízo já consumado.

Registro feito, pronto e acabado. Deixemos o que foi e o que poderia ser, mas
não foi, na Fontana di Trevi. E vamos a outras fontes.

O jornal digital O Tempo publicou ontem matéria reproduzida pela Tribuna da Imprensa na internet e originada em São Paulo, segundo a qual o Ministério Público Federal instaurou, na quarta-feira, um inquérito civil para investigar o custo da viagem e o tamanho da comitiva presidencial que viajou a Roma para a primeira missa oficial do pontificado do papa Francisco, sucessor de Bento XVI. O inquérito pretende apurar “eventuais irregularidades, em especial os gastos e o número de integrantes da comitiva”, afirma a matéria de O Tempo, reproduzida da Tribuna da Imprensa.

De acordo com matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, a comitiva da presidente Dilma Rousseff ocupou 52 quartos, sendo 30 no luxuosíssimo hotel Westin Excelsior, na Via Veneto, e usou 17 veículos. Já segundo a Presidência da República, a comitiva ocupou 51 quartos de hotel, gastando, apenas com hospedagem, 125,99 euros, equivalentes a R$ 324 mil. Para o Planalto, nem os gastos nem a estrutura mobilizada fogem à rotina das viagens internacionais da presidente Dilma.

O Ministério Público Federal encaminhou à Secretaria Geral da Presidência da República (chefiada pelo ministro Gilberto Carvalho) documento em que pede que seja esclarecida a presença de cada integrante e a função que cada um deles desempenhou na comitiva, “para apurar se não viajaram por puro deleite e turismo”.

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Posted on 29-03-2013
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“Arena é o cacete: não vai pegar”

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CRÔNICA DA CIDADE

À Espera do Inesperado

Gilson Nogueira

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu

Inspirado na música de Daniela Mercury e Tote Gira, de 1992, “ O Canto da Cidade”, da qual não esqueço os versos acima, inicio este texto sintonizado nela e no que o poeta escreveu. Por isso, entendo, a cidade de Salvador é minha, como, também, sua, leitor. Salvador é, em síntese, a casa de cada um, haja nascido nela, ou não.

Quero-a, portanto, acima de tudo, protegida pelo Espírito Santo, segura, abençoada por todos os Orixás, limpa, quase sagrada, bem decorada, confortável, com tudo nos seus devidos lugares, lindíssima.

A Barra é a varanda iluminada em que me encontro. E a tenho, ampla, de portas e janelas sempre abertas para a brisa que sopra do mar entrar e fazer a festa com a luz do sol, de janeiro a dezembro de cada ano. Em estado de oração, imagino a cidade onde nasci em mais uma comemoração de seu aniversário, que acontece neste 29 de março, recebendo como grande notícia do dia a Fonte Nova haver resgatado, com destaque, seu nome oficial, ou seja, Estádio Octávio Mangabeira.

A eterna Fonte Nova, absurda e estupidamente denominada, hoje, de Arena ( Argh!).

A Fonte Nova tem nome de batismo e ele deve ser destacado, sempre, em respeito ao povo da Bahia, na fachada: Estádio Octávio Mangabeira, em letras garrafais, ou melhor, garafarredondíssimas. Estádio Octávio Mangabeira, em aço, inoxidável, reluzente como o vulto do grande homem público que foi Octávio Mangabeira, ex-governador da Bahia, construtor da maior “praça esportiva” ( alô, alô Zédejesusbarreto, Martinho Lélis, Zé Ataíde, Oldemar Seixas, Mário Freitas, Sylvio Mendes, Luís Brito!!! ) do Norte e Nordeste do país.

Em tempo, chamar a Fonte Nova de Arena, com certeza, não combina com o jeito de ser do povo da Bahia e do falar baiano. Arena é o cacete, diria ( ou dirá, quem sabe!) o jornalista Ancelmo Góis, em sua coluna, no Globo.

Arena, na minha opinião, não vai pegar na velha Cidade da Bahia. Baiano vai ao Barradão, ao Jóia, ao Armando Oliveira, ao escambau a quatro, mas, à Arena, jamais!

Quem viver verá.

Voltando à menina sapeca pela qual sou apaixonado.Na sua vaidade, mais que natural, de mãe de Martha Rocha e Marta Vasconcellos, misses eternas da Boa Terra, cantada como uma das mais belas metrópoles do mundo, a aniversariante aparenta estar triste, desanimada. Senti isso, ao ver a praia do Farol da Barra, quase vazia, em um dia de forte calor.

Aproximei-me, devagarinho, do Edifício Oceania e fiquei de ouvidos atentos na esperança de escutar o que minha cidade dizia. De repente, um susto: “ Beijo não, não, irei tomar banho, quando eu sair, cheirosa, penteada, vestidinha, de vestido novo, perfumadinha do banheiro, eu falo com você!”

“ Uau!!!” Exultei, irei conversar com a minha cidade e, logo, perguntar-lhe:
“ Você gostaria de ganhar de presente, no seu dia, pintura caprichosa no Edifício Oceania, que, no Carnaval, parecia usar meia vermelha? E, de quebra, pintar aquelas portas de ferro já enferrujado, em parceria da Prefeitura Municipal de Salvador com o condomínio do prédio?”

“ Acho boa idéia! E mais, por que não sugerir, aos gestores da cidade, um concurso para ver quem fará a melhor recuperação da fachada do seu imóvel, desde a Ribeira até Itapuã, envolvendo particulares e não particulares?”

“ Porretíssima sua sacada, minha deusa, aniversariante! Vou citar, aqui, alguns deles: A Igreja de Santo Antonio da Barra, o casario da Conceição da Praia, todos os fortes da capital, caprichando na sua iluminação externa, as calçadas de toda a Orla Marítima, instalando lixeiras, em azul e branco, luminosas, a fim de chamar a atenção dos passantes e educá-los. Ah, são muitos os locais! Sem esquecer de derrubar todos os cacetes-armados, como aquele “sanitário”, encostado em uma árvore, “construido” por algum imbecil, na Rua Engenheiro Celso Torres, na Graça!’

” Além do que é necessário a população saber que o Brasil começou aqui”
“Para o bem ou para o mal?”
“ Não me complique. Deus é quem sabe.”

Gilson Nogueira, jornalista, é colaborador do BP

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