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Posted on 27-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2013

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ARTIGO

Os novos tempos

Maria Helena RR de Sousa

A notícia:

“(…) a diretora subiu para ver o que estava acontecendo no corredor e o aluno estava dando uma gravata “de brincadeira” em um colega. O rapaz deu um empurrão e xingou a professora, que disse que chamaria o responsável do aluno. Foi quando ele deu um soco na diretora”.

“Ela foi para a sala, ele a imobilizou, deu vários socos nela. Saiu muito sangue, enchemos uma lixeira com papeis. Ela também machucou o ouvido”, contou a professora. A diretora foi encaminhada para o Hospital Salgado Filho. A história foi publicada pelo jornal “O Dia” nesta segunda”. Do site G1, 25/3.

A diretora da Escola Municipal João Kopke, aqui no Rio de Janeiro, repreendeu um aluno. O menor, de 15 anos, é protegido pelo indigitado ECA – Estatuto do Menor e do Adolescente. Seu nome não pode ser revelado.

Esse menor, essa criança encantadora, ao ser repreendido, o que fez? Socou a diretora!

Não foi a primeira vez, nem será a última em que isso acontece nas escolas de hoje. Há alguns anos, uma prima, professora formada pela Escola Normal, foi empurrada contra uma parede e um menorzinho de 14 anos, o dobro dela em altura, encostou uma faca em seu pescoço e a ameaçou. Motivo? Uma nota baixa em português.
Acontece só em escolas públicas? Não! Nas escolas particulares a violência é de outra forma: não tem socos, não é fisicamente contra o professor ou contra o aluno. Não há danos físicos, o aleijão vem de outra forma. O aluno não pode ser reprovado, não deve receber notas baixas, nem ficar de castigo! O coitadinho deve ser aprovado e seus pais devem receber sempre boas notícias a seu respeito, para poder, nas reuniões sociais, se gabar de seus pimpolhos.
Os danos à autoestima dos professores… esse ainda não foi mensurado.

Minha geração – nasci em 1937 – não sofreu o dano de ser considerada coitadinha. Ao contrário. Nosso currículo escolar era muito mais extenso e severo que o de hoje. Português, Latim, Inglês, Francês, História do Brasil, História Geral, Geografia do Brasil, Geografia Geral, Matemática, Química, Física, Religião, Canto Orfeônico, Educação Física. Será que esqueci alguma coisa? Ah! sim, a nota em Comportamento também era importante.

Em Português, tínhamos ditado, redação, verbos recitados em voz alta em pé diante da classe, perguntas respondidas por escrito no quadro-negro. Em Matemática, íamos da Aritmética dos primeiros anos (recitar a taboada!) à Geometria e Física dos últimos anos ginasiais. Em Latim, decorar as chatíssimas declinações…

O temor dos temores: boletim mensal que devia ser assinado pelo pai ou responsável. E o Exame Oral diante de uma banca, além do Exame Escrito no fim do ano.

Castigo de um maluco que ousasse socar a diretora nos dias de antanho: não posso sequer imaginar!

Castigo do pobrezinho que socou a diretora na semana passada: foi transferido para outra escola.

No fundo, é a mesma diferença que há entre o Vestibular de antigamente e o Enem de hoje.

Não são lindos os novos tempos?

Maria Helena RR de Sousa, cronista, mora no Rio de Janeiro, de onde colabora com o BP

mar
27
Posted on 27-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2013

DEU NA FOLHA.COM

Após ser chamado de racista, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), determinou nesta quarta-feira (27) a prisão de um dos manifestantes que protestavam contra sua permanência no cargo.

O episódio ocorreu minutos depois de ele abrir os trabalhos da comissão. O rapaz foi retirado do colegiado pela Polícia Legislativa da Câmara.

“Aquele senhor de barba, chama a segurança, me chamou de racista. Racismo é crime. Eu quero que ele saia preso daqui”, disse.

Os manifestantes contra Feliciano tentaram impedir a saída do colega e o abraçaram, mas ele foi levado por vários policiais para o departamento de Polícia da Câmara. O rapaz foi identificado como Marcelo Pereira por outros colegas.

Feliciano reiterou que não vai sair do cargo. “Vou pedir para os manifestantes que mantenham a calma. Não vou ceder a pressão. Pode gritar, pode espernear “.

O deputado ainda decidiu trocar de plenário para impedir a presença de manifestantes.

http://youtu.be/6jf_KD8CrKE

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DICA DE MARIA OLÍVIA SOARES PARA O BP

Os ingressos para o show de Caetano Veloso na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), começaram a ser vendidos ontem, dia 26. Os primeiros mil ingressos custam R$ 60 inteira e R$ 30 meia.

Depois que esgotado o lote promocional, os preços serão reajustados para R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). Os pontos de venda são a bilheteria do teatro e postos do SAC dos shoppings Barra e Iguatemi.

Caetano sobe ao palco da Concha Acústica no dia 17 de maio, às 19h, para um Abraçaço nos baianos, o show tem o mesmo título do novo CD. A turnê, que começou no Rio de Janeiro, percorrerá todo o País. Abraçaço é a palavra que o cantor usa para finalizar alguns e-mails e sugere, segundo ele, não só um abraço grande, mas um abraço espalhado, abrangente ou múltiplo.

A BandaCê que acompanha Caetano Veloso é formada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo e teclados) e Marcelo Callado (bateria e percussão). Corra pra bilheteria, ingressos quase esgotados

Maria Olivia Soares, jornalista, é colaboradora do BP

mar
27
Posted on 27-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2013

DEU NO GLOBO.COM

Um helicóptero caiu próximo à plataforma P7, da Petrobras, em Campos de Goytacazes, no Norte Fluminense, na manhã desta quarta-feira. De acordo com as primeiras informações, a aeronave seria de uma empresa terceirizada. Ainda não há informações sobre vítimas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo
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DEU NO GLOBO ESPORTES

A Fonte Nova tem uma nova data de inauguração definida. Depois de quatro datas diferentes, o evento já tem um novo dia e hora para acontecer: 5 de abril às 10h (horário de Brasília). A confirmação foi feita na manhã desta quarta-feira pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, que também garantiu a presença da presidente Dilma Rousseff no evento. A afirmação foi feita durante um encontro para discutir os planos operacionais para a Copa das Confederações.

A presença da presidente foi o motivo do último adiamento da inauguração da Fonte Nova. Mesmo com o primeiro jogo oficial marcado para o dia 7 de abril, o governo antecipou a inauguração para o dia 18 de março. No entanto, a viagem da presidente a convite do Papa Francisco fez com que a cerimônia fosse cancelada. Antes disso, os dias de 31 de dezembro, 29 de março, 7 de abril já haviam sido confirmados e cancelados anteriormente.

Com a confirmação da presença da presidente, o governo vai repetir os eventos do estádio do Castelão, em Fortaleza, e do Mineirão, em Belo Horizonte, quando Dilma também compareceu.

http://youtu.be/Qbq_SomIns8

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Vídeo postado pelo leitor e ouvinte que assina Vangelis, na área de comentários para a Frase do Dia no Bahia em Pauta. Confira.

Grande Vangelis. Bençãos do São Francisco ( o rio da nossa aldeia) recaiam sobre você.

BP agradece a sugestão, mais uma vez.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO GLOBO.COM

Em Brasília, onde este ontem (26) para tentar derrubar a medida provisória (MP) que cria o marco regulatório dos portos, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que não entendeu como um recado o discurso da presidente Dilma Rousseff, ontem, em Serra Talhada, onde participou de inaugurações e lançamentos de obras. No palanque, Dilma cobrou parceria e disse que precisava de aliados comprometidos com seu projeto.

Embora tenham mantido o tom da cordialidade, o encontro de Dilma e Campos foi marcado pela troca de farpas. Os dois se reencontraram no palanque pela primeira vez depois que Eduardo Campos começou a articular sua provável candidatura a presidente em 2014.

— A presidente Dilma não é mulher de mandar recados, e nem eu sou homem de receber recados. Ela não é dada a esse tipo de conversa, e nem eu — respondeu Eduardo Campos antes de entrar para a audiência pública.

Para o debate do marco regulatório dos portos, que tira da gestão do governo do estado de Pernambuco dois dos 10 portos listados, inclusive Suape, foram convidados os governadores do Rio Grande do Sul ,Tarso Genro (PT), e da Bahia, Jaques Wagner (PT), além de Campos, o único que compareceu. Para defender a posição do governo, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, participou do debate.

Ao externar a MP dos Portos, Eduardo Campos disse que os estados já têm pouca autonomia na gestão, porque tudo já passa antes pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Tribunal de Contas da União (TCU). Disse que várias obras contratadas para o Porto de Suape já sofreram impacto negativo e estão paradas só com o inicio do debate do marco regulatório.

— Somos favoráveis ao diálogo, à modernização da concorrência para melhorar os custos. Mas nós podemos fazer tudo isso respeitando o pacto federativo. Porque isso tem que ser feito agredindo a autonomia dos Estados? — protestou Eduardo Campos.

Campos chamou de “capricho” a insistência do governo em tirar mais autonomia dos estados na gestão dos portos para passar para a Antaq.

— Parece um capricho tirar a autonomia dos estados? Por que isso? Não vejo por quê. Muitos portos são geridos pelo governo federal. É só comparar o resultado desses portos com o Porto de Suape, que há 30 anos é gerido pelo governo de Pernambuco. Qual é o melhor porto? — questionou Eduardo Campos.

Na chegada ao debate, o governador de Pernambuco foi festejado por estivadores e portuários. E prometeu visitá-los em breve.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais

mar
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Posted on 27-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-03-2013


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Sid, hoje, no portal Metro1


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OPINIÃO POLÍTICA

Que saia, vivo ou morto

Ivan de Carvalho

O pastor Marco Feliciano, do Partido Social Cristão, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, eleito para o cargo pela ampla maioria representada por 11 dos 18 integrantes do colegiado, não morreu.

Contrariando a irada reação dos que querem que ele saia do cargo vivo ou morto, ele não saiu vivo – não foi convencido a renunciar, como já avisara desde o meio da semana passada, ao gravar uma entrevista para o programa Pânico, da Band, que não sairia. E não ocorreu a única circunstância que, segundo ele mesmo, o retiraria do cargo – “Só se eu morresse…”.

Depois de uma fase de vacilação ante as pressões externas, internas e até do presidente da Câmara, deputado peemedebista Henrique Eduardo Alves (talvez preocupado em retirar da linha de tiro sua própria imagem), ontem a comissão executiva e a bancada do PSC decidiram apoiar a permanência do deputado Feliciano na presidência da comissão. “Informamos aos senhores que o PSC não abre mão da indicação feita pelo partido. Feliciano é um deputado ficha limpa” e tal, disse o vice-presidente nacional do PSC.

Simples assim? Não. Ainda que o PSC quisesse abrir mão, sem a concordância de Feliciano não poderia. O partido o indicou para o cargo, mas em seguida ele foi eleito, com ampla margem e sem contestações e impugnações de natureza legal. Ato jurídico perfeito.

Mas o PSC, sob fogo cerrado e no que imagino seja seu legítimo direito de defesa, distribuiu uma nota oficial de três laudas. Nelas, relata o histórico de alianças do PSC com o PT, desde 1989 até a eleição de Dilma Rousseff, para quem, aliás, o pastor Feliciano entusiasmadamente pediu votos às ovelhas que pastoreia, como aqui assinalei ontem.

Em sua nota, lida pelo vice-presidente nacional, pastor Everaldo Pereira, o PSC diz que “mesmo diante das declarações de que ela não sabia se acreditava em Deus e que não era contra o aborto (era, como dissera, favorável a abolir a proibição do aborto), o PSC apoiou a presidente Dilma, sem discriminá-la por pensar diferente de nós”. Lembrou ainda que o PSC fez “protestos pacíficos” contra a ministra Eleanora Menecucci, da Secretaria das Mulheres. “Respeitamos a todos e gostaríamos que também nos respeitassem”. O partido afirmou que os protestos contra Feliciano são naturais, mas devem ser “respeitosos” e observou que também pode mobilizar militantes. Destacou o fato de o deputado pastor ter sido eleito para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. “Democracia é voto. Democracia não é grito, nem ditadura”, assinalou.

Democracia parece que é o que menos está contando no caso. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves – do PMDB, é bom frisar, porque a legenda e sua antecessora, o MDB, lutaram muito para restaurar a democracia no Brasil – que já havia dito ontem que tinha de “acatar” a decisão do PSC, marcou para ontem mesmo, à noite, uma reunião com lideranças de partidos. A idéia é inviabilizar a CDHM – cada líder retiraria da comissão os representantes de seu partido, de modo que ficariam nela apenas os cinco do PSC, número insuficiente.

Claro que essa coisa é golpe político de quem não consegue perder democraticamente uma batalha, mas esse era o quase incrível noticiário da noite de ontem. Assim, é possível que a Câmara dos Deputados fique, pelo menos na prática, sem a comissão específica para tratar de direitos humanos e minorias. Ou, quem sabe, para salvar, não sei se desse modo sua alma, mas certamente sua imagem, o deputado-pastor Feliciano faz a gentileza de morrer o mais depressa possível. Seguramente os irados protestos se transmutarão em entusiásticos aplausos.

Mas, enquanto ele não morre, aprestam-se a matar a comissão.

http://youtu.be/NZLEfNxLIfY

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Trinta e sete anos, quem diria!

Tão distante e tão perto, a ponto de parecer que foi ontem aquela noite quente de outono baiano, no Forum Rui Barbosa, no Campo da Pólvora, bairro de Nazaré, Salvador, em que o editor deste BP se casou com Margarida, a revisora.

Salão lotado, gente por todo lado:colegas das redações, parentes, intelectuais boêmios,amigos de lutas e de farras, militantes em folga da clandestinidade (os dias eram assim), políticos (em geral gente da oposição). Euforia , esperanças, utopias rondando.

E o juiz zangado, com tanta gente para assinar o livro de testemunhas, como ele nunca tinha visto nem permitido antes. Só a tabeliã e amiga querida Iara Espinheira (já casada com o cineasta e amigo Tuna), conseguiu acalmar o magistrado. E deu tudo certo no fim.

E segue dando certo até hoje!

Festejemos então com o Trio Irakitan e um grande sucesso da época do casamento, gravado originalmente por Anisio Silva.

E vamos em frente!

(Vitor Hugo Soares)

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