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Postado em 25-03-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 25-03-2013 12:05

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CRÔNICA/ TEMPO
Quando eu tiver 64

Maria Aparecida Torneros

A vida segue pulsando entre as noticias heterogeneas do tal mundo fantastico em que nos vemos metidos no ano 13 do seculo XXI.

Lembro da cançao dos Beatles “When I am 64”, já que vou completa-los quando setembro vier. Na juventude, a mensagem dos meninos de Liverpool me proporcionava um olhar questionador, critico mas esperançoso, muitas vezes ingênuo e noutras intensamente permeado pela ilusão adolescente de promover a revolução positiva do mundo. Quem da nossa geraçao nao imaginou caminhos possiveis para diminuir diferenças brutais entre classes sociais e idealizar oportunidades para os que já nascem sem tudo. Os sem terra, os sem teto, os sem escola, os sem amor, os sem esterança e os sem ânimo para lutar.

Um contingente expressivo emcaminhou-se para a militancia politica ou para o engajamento em carreiras na busca de sobrevivencia e dignidade. Uma maioria quase silenciosa adaptou-se ao padrao capitalista e consumista, tornou-se refem dos cartoes de credito; das artimanhas do slstema bancario e vira e mexe cai nas garras do leão do imposto de renda.

Outra parcela permanece à margem. Dribla as dificuldades com criatividade, nao perde o bom humor , vive de bicos, ri das mazelas do sistema, zomba de tantas pedras do caminho mas consegue manter aquele brilho proprio da adolescencia em seu olhar maduro.

Ai estao artistas, esportistas, lideres de comunidades perifericas de megacidades, sobreviventes de catastofres e eternos beatlemaniacos que chgam aos 64 ou aos 70 sem deixar que se apague dentro da alma livre e inquieta a tal capacidade de crer na adolescência renovadora ainda viva dentro de cada um de nós. Hora de praticar verdadeuranente o amor. Hora de alegrar o espirito e tornar-se jovem outravez. Apesar do quadro pesado que o mundo nos apresenta; vejamos que “when we are 64” temos, a nosso favor, ainda; uma visão que pode ser amavel, doce e positiva em nome de um planeta justo e sustentável, além de azul.

Cida Torneros, jornalista , escritora e blogueira, mora no Rio de Janeiro de onde colabora e estimula o BP desde a criação do site blog .

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Comentários

Sônia on 25 Março, 2013 at 16:30 #

E hoje – se estivesse viva – Leila Diniz completaria 68 anos. Somos todas descendentes da sua alegria e espontaneidade. Crescemos com a sua lição de vida. Ela me fez acreditar na adolescência renovadora – tão bem lembrada no seu texto… Para sempre Leila Diniz!


Iracema on 27 Março, 2013 at 20:13 #

Nossa quanta saudade da adolescência, tantas alegrias vivemos, como vc cita no seu texto…


Cida Torneros on 28 Março, 2013 at 9:48 #

Sonia e Iracema, obrigada por seus comentários. Bom poder reviver, mas melhor ainda é poder sonhar ainda com um mundo melhor e justo,apesar de tudo.bjs


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