DEU NO CORREIO

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para viajar à Venezuela com o objetivo de acompanhar o enterro do presidente Hugo Chávez, que morreu ontem (5) vítima de câncer. Condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, Dirceu está com o passaporte retido e precisa de autorização da Justiça para deixar o país.

O pedido será analisado pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa. Os advogados alegam que Dirceu pretende ir ao enterro, que ocorrerá na próxima sexta-feira (8), “em razão da relação de amizade” que mantinha com Chávez. A defesa garante que Dirceu voltará ao país até 24 horas depois do enterro.

Os réus do processo do mensalão estão com os passaportes retidos desde novembro do ano passado. A medida foi tomada por Barbosa após analisar pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que temia a fuga dos acusados. Na petição de hoje, os advogados de Dirceu também pedem que a decisão individual de Barbosa seja submetida ao plenário do Supremo, o que ainda não ocorreu.

Segundo a assessoria de imprensa do Supremo, ainda não há informação se o ministro já recebeu a petição ou se irá decidir a questão ainda hoje.

(Com informações da Agência Brasil)

=============================================

DEU NA UOL/FOLHA -ECONOMIA

O grupo francês L’Occitane lançou uma marca de cosméticos fabricados no Brasil. Os produtos da L’Occitane au Brésil serão feitos com matéria-prima local e vão custar cerca de 30% menos que os demais cosméticos da empresa. A ideia é atingir o público das classes A e B, e disputar espaço com marcas nacionais, como Natura e O Boticário.

É a primeira vez que o grupo lança uma marca para um país específico. Também pela primeira vez, a L’Occitane vai terceirizar sua produção, que até agora ficava concentrada em sua fábrica em Manosque, na Provence, Sul da França.

Duas linhas chegarão às lojas no próximo dia 15: Jenipapo do Cerrado e Mandacaru da Caatinga. A empresa fez parcerias com um produtor de mandacaru de Uauá, no interior da Bahia, e um de jenipapo de Paraibuna, interior de São Paulo.

Preços vão variar de R$ 9,90 a R$ 80

Segundo a empresa, os produtos da L’Occitane au Brésil serão, em média, 30% mais baratos do que os produtos de L’Occitane en Provence aqui no Brasil. Um sabonete em barra, por exemplo, será vendido a R$ 9,90. Uma colônia de 300 ml sairá por R$ 80.

No primeiro ano da marca, os produtos serão vendidos apenas no Brasil. Depois, serão levados para os outros países em que o grupo está presente. Fora do Brasil, os preços serão os mesmos cobrados pelos itens da L’Occitane en Provence.

As vendas serão realizadas inicialmente pelas lojas físicas e virtual de L’Occitane en Provence. A ideia é que os produtos, depois, sejam vendidos em lojas próprias da L’Occitane au Brésil.

mar
06

DEU NO DÁRIO DE NOTÍCIAS
(PORTUGAL)

O rei de Espanha Juan Carlos enviou hoje,6, um telegrama ao vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com uma mensagem de condolências à nação venezuelana pela morte do Presidente Hugo Chávez.

A partir do hospital madrileno onde está internado após uma operação de hérnia de discol, o monarca pediu ainda a Maduro para transmitir os seus pêsames aos familiares de Hugo Chávez, disseram fontes da Casa Real citadas pela agência noticiosa Efe.

Na mensagem, referiram as mesmas fontes, o rei evoca o “empenho e dedicação” de Hugo Chávez “pelo seu país e pelo conjunto da Iberoamérica” e transmite a Maduro os seus “melhores desejos de amizade e boas perspetivas das relações bilaterais entre os povos espanhol e venezuelano”.

As relações entre Juan Carlos e Hugo Chávez vão ficar indissociavelmente ligadas ao incidente ocorrido durante a XVII Conferência Ibéro-Americana, que aconteceu em Santiago do Chile em novembro de 2007, quando o monarca espanhol mandou calar o líder venezuelano.

“Por qué no te callas?” (Por que não te calas?) foi a frase dirigida a Chávez pelo monarca, uma “exaltação” motivada pelas frequentes interrupções do líder venezuelano a uma intervenção do então primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero.

O chefe do Governo de Madrid e líder do PSOE tinha optado por defender o antigo primeiro-ministro conservador, José Maria Aznar, antes criticado duramente por Chávez, que o rotulou de “fascista”, devido ao seu alegado apoio ao fracassado golpe militar contra o Presidente venezuelano em 2002.

===================================
Chorão: morte precoce aos 42 anos em SP

=========================================

DEU NO JORNAL DO BRASI

O apartamento de Chorão, integrante do Charlie Brown Jr. que foi encontrado morto na madrugada desta quarta-feira (6), estava completamente revirado e com muito sangue, afirmou o delegado Itagiba Franco. do DHPP. Segundo ele, o local estava bastante depredado, muito provavelmente pelo próprio Chorão.

Havia sangue no interruptor de luz, nas paredes e no chão, além de muitas garrafas de bebidas alcoólicas. O vocalista estava com um machucado na mão, que parecia ter sido causado por um forte soco desferido. Vizinhos afirmaram terem escutado um barulho de algo quebrando no apartamento de Chorão, por volta da 1 da manhã.

O delegado preferiu não entrar em detalhes sobre um possível uso de substâncias tóxicas, já que o inquérito acabou de ser iniciado, mas contou que Chorão tomava remédios e parecia estar em depressão, possivelmente por problemas com a família e a mulher.

Chorão foi encontrado pelo motorista e seu segurança, que ia buscá-lo ontem ao meio-dia, mas o vocalista não apareceu. Até segunda-feira, Chorão estava em um hotel – segundo o delegado, ele não frequentava o apartamento, que tem cerca de 10 cômodos, com frequência. Preocupado, o motorista voltou ao aparamento na noite de ontem.

A Polícia Militar recebeu um chamado para averiguação de morte natural na residência do cantor às 5h18. O corpo foi encontrado no local e será examinado pela perícia. Inicialmente, o caso seria investigado pelo 14° DP, mas seguirá com o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). As causas da morte ainda são desconhecidas.

mar
06
Posted on 06-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-03-2013


=========================================
Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco

============================================

OPINIÃO POLÍTICA

A morte de Chávez

Ivan de Carvalho

Hugo Chávez morreu no fim da tarde de ontem, aos 58 anos, no Hospital das Forças Armadas de Caracas, segundo informou oficialmente o vice-presidente Nicolas Maduro, que vinha e continua à frente do governo. Pela Constituição da Venezuela, a partir da morte do presidente Chávez, nova eleição presidencial deve ser realizada no prazo máximo de 30 dias.

Os chavistas já têm praticamente seu candidato designado pelo próprio Chávez – para o caso de morrer durante o tratamento do câncer que reincidia seguidamente em sua “região pélvica”, informação mais detalhada que Chávez e o governo da Venezuela se permitiram dar ao povo durante a longa e dramática enfermidade.

A oposição ainda não tem um candidato escolhido e ontem mantinha-se em respeitoso silêncio, embora não haja a menor razão para mudar o mau juízo que faz sobre Chávez, sob o aspecto do regime autoritário, sufocador da liberdade de expressão, do exercício democrático e repressor de outras manifestações de liberdade que instalou gradual e persistentemente durante os 14 anos que esteve no poder.

Ele impôs a norma constitucional de reeleições ilimitadas, de modo que, reelegendo-se sempre, poderia ser um presidente-ditador vitalício – e conseguiu, deixando oficialmente o cargo apenas por haver morrido. Para enfrentar o quase certo candidato governista Nicolas Maduro, as oposições têm pelo menos dois nomes em campo, sendo o mais importante deles Henrique Capriles, governador do importante Estado de Miranda, que inclui parte da capital, Caracas. Ele foi o adversário de Chávez nas eleições anteriores e, mesmo perdendo, obteve votação muito expressiva.
]
O câncer que levou Chávez quatro vezes à mesa de cirurgia em Cuba (afirma-se, através da espessa cortina de segredo construída, que com participação de médicos russos) não foi o que matou o idealizador da “revolução bolivariana” de segunda edição. Conforme um médico venezuelano em entrevista dada ontem à rede de televisão CNN, ele morreu devido aos problemas criados pelo rigoroso tratamento pós-operatório. Às vésperas de deixar Caracas para ir fazer a quarta cirurgia em Cuba, segundo esse médico, Chávez não tinha qualquer problema pulmonar e manteve no vozeirão normal uma conversa de mais de uma hora, testemunhada pelo entrevistado.

É evidente que, depois da cirurgia, no hospital cubano, sistema imunitário debilitado pelo trauma cirúrgico e pelos tratamentos radicais, adquiriu uma infecção hospitalar, tratada, mal contida e que prejudicou definitivamente e seriamente sua capacidade pulmonar. Com um tubo na traqueia, não podia falar – e a voz era essencial a Hugo Chávez, como já percebera o rei Juan Carlos, da Espanha.

Ao voltar há dias para a Venezuela, tudo leva a crer que Chávez era um doente terminal, do tipo “nada a fazer”, mas presidente que devia morrer em seu país e não em terra estranha. Desembarcou, foi para o hospital militar, só Nicolas Maduro falava sobre o estado dele (tudo indica que enfeitando as coisas, ao ponto de dizer que orientava as decisões principais do governo e, ante uma melhora, ia iniciar sessões de quimioterapia). Mas não mais aparecia nem em fotografia, apesar da cobrança oposicionista. Estava morrendo ou, sabe Deus, talvez em situação ainda mais avançada.

Coisas secretas são secretas, pelo menos por algum tempo. Com a morte de Chávez, Cuba perde seu mais importante aliado após a União Soviética. A morte do caudilho deverá ter influência no Equador, Bolívia, talvez Paraguai e na capacidade das FARC, que seu regime sutilmente ajudava. Também problemático para o governo de Kristina Kirchner e tranqulizador para o governo colombiano.

E o “câncer na região pélvica”? Esse mistério acabará sendo desvendado. Vale, por enquanto, assinalar que o jornalista Hélio Fernandes, há algumas semanas, afirmou em artigo na Tribuna da Internet, com ênfase, que se tratava de um câncer renal. Com metástase ampla, presume-se. Não deu indícios sobre sua fonte.

  • Arquivos