mar
05
Posted on 05-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-03-2013

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE:

POR BOB FERNANDES

Conheci Hugo Rafael Chávez Frías há 11 anos. Num domingo de março de 2002. Exatamente um mês antes do golpe de abril. De lá para cá, dezenas e dezenas de horas de conversas, uma boa parte delas gravada. Conversas sempre instigantes. Conversas em viagens pela América Latina, incluindo o Brasil.

Longas conversas no Palácio Miraflores e na Casona, a residência oficial. Conversas com um homem inteligente, arguto, sereno, ao contrário do que projetavam em sua imagem pública. Alguém assim definido pelo velho general, e mestre na Academia Militar, Jacinto Perez Arcay:

– Hugo não é apenas um jogador de xadrez. Ele enxerga o tabuleiro de uma outra forma, circular. A política para ele é, para além da concepção aristotélica, instinto, olfato, percepção, intuição para vasculhar um entorno vasto, tão vasto quanto os descampados nas planícies onde ele nasceu.

Amanhã pela manhã, a quarta-feira, 6 de março de 2013, nesta Terra Magazine e no portal Terra, um testemunho de alguns dos mais dramáticos, ou gloriosos, dias e momentos vividos por um homem que provocou tudo por onde passou, atuou e viveu. Provocou tudo, menos indiferença.

Uma porção da Venezuela o seguiu, o amou, o idolatrou, e assim seguirá sendo. A partir de agora ainda mais, como tão comum entre humanos.

Teve e tem adversários. Adversários porque pensam diferente, porque nele enxergavam e enxergam uma sucessão de equívocos e erros. Outra porção o odiou com todas as forças. Assim como os que nele viam um igual, um próximo, não poucos entre os adversários antes de mais nada sentiam asco, nojo de Hugo Chávez.

Sentiam o mesmo que, em outras plagas, sentem em relação a Evo Morales, a Lula. Um sentimento que está quase aquém, ou além da ideologia, da política -quando entendidas, tais expressões, no seu sentido apenas usual, pedestre. Asco, nojo, porque um sentimento que nasce da rejeição étnica, antes de tudo. Uma questão de pele.

Chávez era descendente de negros, índios e brancos. Um “zambo”, portanto, como se diz na Venezuela, tantas vezes com escancarado desprezo. Como se diz “um índio”, quando se trata de Evo Morales na Bolívia. Como se diz “um nordestino”, como se dizia, e ainda se diz em certas partes do Brasil, “um baiano”, um “paraíba”.

Historiadores, sociólogos, cientistas políticos se encarregarão da arqueologia da Era Chávez. Mas, antes mesmo deles chegarem a campo, há fatos que estão aí.

Hugo Chávez não sacudiu apenas a Venezuela. Para além da paixão e idolatria dos militantes, a rejeição, a oposição, o ódio mesmo que provocou e provoca por toda a América Latina, e não apenas, nada mais é do que o rastro de até onde chegou o menino pobre nascido nas intermináveis planícies de Sabaneta, em Barinas.

Haverá o tempo e a hora de falar, de relatar seus grandes erros, suas grandes vitórias. Mas, para quem com ele conviveu, é tempo de ainda começar a buscar a entrada no labirinto que leva a tão complexo e rico personagem.

Não esse personagem que pulava de manchete em manchete ao sabor dos editores e dos interesses – inclusive os seus. Não esse personagem para uso e desfrute de quem apenas busca a psicanálise neste imenso consultório sem divã, e sem terapeuta, a rede social. Não o líder que tanto incomodava por ter sob controle uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e reservas para pelo menos um século.

O personagem mais agudo, mais distante da persona mesma, é o que encontrou os caminhos para vencer 15 de 16 eleições disputadas em 14 anos. Que venceu o golpe midiático-militar em 2002. Que transformou em vitória o fracassado golpe por ele liderado em fevereiro de 1992. Vitória essa construída na televisão, sempre na televisão, e com três palavras depois de já preso:

– Por ahora no…(Por enquanto não…)

Venceu porque conhecia profundamente sua gente -aí incluídos os adversários, e os inimigos da sua Revolução Bolivariana.

Venceu porque conhecia os caminhos, os atalhos, becos e quebradas da Venezuela que tanto amou. Inclusive os caminhos difíceis de percorrer, os do Poder, tantas vezes sujos. Sujos aqui, lá ou acolá.

Foi-se o personagem capaz de, num mesmo dia, recitar todo o Sermão da Montanha, de Nietzsche, de discutir trechos e trechos do último livro de Celso Furtado e pouco depois, num comício, levar a multidão chavista ao delírio com o fraseado de banheiro masculino:

– Mulher, esta noite eu te darei o que é teu…


O presidente Hugo Chavez morreu esta tarde de terça-feira, 5 de março, no Hospital das Forças Armadas de Caracas. A notícia acaba de ser confirmada pelo presidente em exercício da Venezuela, Nicolas Maduro, em solene pronunciamento em cadeia nacional de Radio e Televisão.

As Forças Armadas da Venezuela foram colocadas em estado de alerta, diante do clima de comoção e divisão das forças políticas e sociais no País. Uma multidão já acorreu às imediações do hospital  da capital venezuelana onde Chavez morreu.

Mais notícias a seguir

(Vitor Hugo Soares)


Joaquim Barbosa: dores, cansaço e irritação

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO / PODER

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, divulgou uma nota para pedir desculpas aos jornalistas após chamar de “palhaço” um repórter do jornal “O Estado de S. Paulo” e recomendar que ele fosse “chafurdar no lixo”.

O ministro disse que estava tomado pelo cansaço e por fortes dores ao responder o jornalista. “Trata-se de episódio isolado que não condiz com o histórico de relacionamento do ministro com a imprensa”, afirma a nota divulgada pela assessoria de imprensa do STF.
Sergio Lima/Folhapress
Ministro Joaquim Barbosa preside sessão do CNJ
Ministro Joaquim Barbosa preside sessão do CNJ

Barbosa diz reafirmar sua crença no papel da imprensa em uma democracia. “Seu apego à liberdade de opinião está expresso em seu permanente diálogo com profissionais dos mais diversos veículos.”

O ministro cita como exemplo encontro que fará na próxima quinta-feira (7) com o coordenador da ONG Comitê para Proteção de Jornalistas, Carlos Lauria.

IRRITAÇÃO

A fala com o jornalista ocorreu na saída da reunião do Conselho Nacional de Justiça, que também é presidido por Barbosa.

Ao deixar a sessão, Barbosa era aguardado por jornalistas. Na primeira abordagem, o ministro interrompeu a pergunta iniciada pelo repórter Felipe Recondo e o destratou aos gritos.

O repórter perguntou: “Presidente, como o senhor está vendo…”. Barbosa não o deixou concluir e respondeu: “Não estou vendo nada. Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre”.

O jornalista questionou o comportamento do ministro. “Que é isso ministro, o que houve?”.

“Estou pedindo, me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor”, devolveu.

“Eu tenho que fazer pergunta, é o meu trabalho”, retrucou.

Ainda mais irritado, Barbosa afirmou que não tinha nada a declarar. “Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando”, afirmou.

Afastado por assessores, Barbosa ainda chamou o repórter de “palhaço” ao entrar em um elevador.

LEIA A NOTA

Em nome do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, peço desculpas aos profissionais de imprensa pelo episódio ocorrido hoje, quando após uma longa sessão do Conselho Nacional de Justiça, o presidente, tomado pelo cansaço e por fortes dores, respondeu de forma ríspida à abordagem feita por um repórter. Trata-se de episódio isolado que não condiz com o histórico de relacionamento do ministro com a imprensa.

O ministro Joaquim reafirma sua crença no importante papel desempenhado pela imprensa em uma democracia. Seu apego à liberdade de opinião está expresso em seu permanente diálogo com profissionais dos mais diversos veículos. Seu respeito pelos profissionais de imprensa traduz-se em iniciativas como o diálogo que iniciará no próximo dia 07 de março, quando receberá em audiência o Sr. Carlos Lauria, representante do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), ONG com sede em Nova York.

Wellington Geraldo Silva
Secretário de Comunicação Social
Supremo Tribunal Federal

DEU NA ÉPOCA-NEGÓCIOS

Dilma Rousseff prometeu em discurso, durante visita às obras do canal Acauã-Araçagi, em Itatuba (PB), que irá entregar as obras de interligação naquele Estado até 2014. Segundo ela, toda a obra ( da transposição das águas do São Francisco) será encerrada até 2015. “O Rio São Francisco é a fonte de água que resolverá o problema da região do semiárido e a Paraíba é um dos maiores beneficiários da interligação”, disse. “Eu assumo o compromisso de que até 2014 entregaremos uma parte dessa interligação, bem como ela estará concluída até 2015”, completou.

Dilma admitiu que a obra principal de transposição na bacia não irá resolver o problema de abastecimento de água no Nordeste e considerou necessárias as chamadas “obras estruturantes” para levar a água dos canais até a torneira dos moradores. “A interligação, que é estratégica, por si só não resolverá o problema de água. Por isso, para cada R$ 1 na interligação, temos de colocar R$ 2 nas obras estruturantes para a água chegar às casas”, afirmou.

A presidente voltou a cobrar projetos para obras e reafirmou que a falta deles é que é o problema, e não os recursos financeiros. Dilma retomou ainda o discurso de parceria com empresários e políticos, nesse caso para levar o abastecimento de água para todo o Nordeste. “Ficamos 500 anos sem resolver o problema da água e nossa geração vai resolver esse problema da água, que é um dos desafios”, afirmou.

“Não temos tecnologia para controlar clima e chuvas, mas temos dinheiro e tecnologia para os projetos estruturantes para assegurar que o Nordeste seja uma das regiões que tenha crescimento acelerado e seja a região que terá desempenho econômico mais expressivo do Brasil”, concluiu.

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05


Deu no portal europeu de notícias TSF

A edição inpressa desta terça-feira, 5, do diário italiano La Repubblica destacou o período de “Sé vacante” que se vive no Vaticano, sem um papa, depois da renúncia histórica de Bento XVI, e em Roma, onde as eleições legislativas não resultaram numa maioria.

“Sé vacante” é o período entre a morte/renúncia e a eleição de um novo papa e foi usado por Ezio Mauro do La Repubblica num editorial sobre a crise política italiana: na ausência de maioria clara no parlamento, ninguém sabe que solução vai apresentar o presidente italiano, Giorgio Napolitano, para escolher o próximo chefe do Governo.

No Vaticano, quatro dias após a renúncia de Bento XVI a 28 de fevereiro, nenhum favorito se destaca entre os possíveis candidatos a papa.

A data do conclave vai ser decidida pelos cardeais, reunidos desde segunda-feira de manhã em reuniões preparatórias, denominadas “congregações”. Os “media” italianos falam já da próxima segunda-feira, 11 de março.

Na Itália, a nomeação de um primeiro-ministro vai seguir-se à primeira reunião das duas câmaras do parlamento, inicialmente prevista para 15 de março, mas que poderá ser antecipada para 12.

Os dois escrutínios não estão em nada relacionados, mas nos dois casos, os escândalos abriram caminho à crise: o Vatileaks e a pedofilia na Igreja Católica, a corrupção e o abuso dos bens públicos, na classe política italiana.


Mauro Ricardo: Fazenda municipal mexe com “mafias”
de interesses contrariados, acusa prefeito ACM Neto

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DEU NA COLUNA TEMPO PRESENTE DO JORNAL A TARDE, ASSINADA PELO JORNALISTA LEVI VASCONCELOS.

Neto vai à guerra

Que ACM Neto herdou de João Henrique herança maldita já se sabe. E também que nos seus primeiros 60 dias de governo foi cuidadoso ao falar dos pepinos e abacaxis encontrados, para não acender melindres.

Mas ontem (4), com a divulgação de notícias dizendo que o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, foi acusado de improbidade pelo Ministério Público em três ações, no Amazonas, por sua passagem à frente da Superintendência da Zona Franca de Manaus ( Suframa), em Minas na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e em Brasília na Furnas, mudou radicalmente de tom..

Juntou documentos mostrando que, nos casos de Manaus e Minas, a Justiça julgou as denúncias improcedentes, e, no de Brasília, que o TCU aprovou as contas ( embora judicialmente o caso ainda esteja pendente).

Mérito da questão à parte, Neto atribuiu o ataque a interesses contrariados e acusou as “máfias” das transcons e dos créditos tributários”, incomodadas com a ação de Mauro.

Em suma fez uma declaração de guerra.

No caso dos créditos, ele instituiu uma comissão para avaliar o assunto. No das transcons pediu à Sucom que apurasse.

Salvador espera saber o que há de legítimo e o que há de mafioso nesse jogo.

mar
05
Posted on 05-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-03-2013


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Sid, hoje, no portal Metro1 (BA)

PRA SONHAR

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão

Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo

Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar

O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais

De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo

Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar

Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar

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BAHIA EM PAUTA INFORMA A NOIVOS, APAIXONADOS OU OS QUE JÁ ESTÃO A CAMINHO DO ALTAR:

A música “Pra Sonhar”, de Marcelo Jeneci é a trilha sonora do programa Chuva de Arroz, do canal privado GNT, apresentado às segundas-feiras, às 20h.30

Sobre o programa:

“Casamento católico ou judaico? Celta ou hare krishna? Na praia ou na montanha? Com recepção em hotel de luxo ou com o churrasco na laje? Para 500 ou 50 convidados? Não importa o tipo de casamento: todos são emocionantes. “Chuva de Arroz” mostra as mais diversas maneiras de celebrar este ritual. Do dia em que se conheceram até a hora do sim! A cada
episódio, vamos acompanhar a trajetória de dois casais e mostrar as ansiedades e expectativas do grande dia. Você vai ver detalhes da cerimônia, como o vestido da noiva, a maquiagem, a decoração e a festa, além de conhecer a história de amor que uniu essas pessoas!”(GNT)

CONFIRA!!!

(Postado por Vitor Hugo Soares, dica de Margarida Cardoso)

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OPINIÃO POLÍTICA

Mais uma vez a sucessão

Ivan de Carvalho

Pode parecer e talvez seja mesmo uma falta de bom senso escrever frequentemente sobre as eleições para a sucessão estadual de 2014 com quase dois anos de antecedência. No entanto, alguns dos políticos envolvidos interessados correram com tanta sede ao pote que ficou inviável ignorar a maratona.

Como se sabe, o candidato declarado por si mesmo é o deputado Marcelo Nilo, no exercício do quarto mandato consecutivo de presidente da Assembléia Legislativa.

Não fiz uma pesquisa histórica, mas quase com certeza dá para afirmar que, nunca antes na Bahia, alguém conseguiu a proeza de eleger-se quatro vezes seguidas para presidir o Poder Legislativo, totalizando período de oito anos. Dependendo de uma confirmação por pesquisa não muito trabalhosa, talvez um recorde histórico haja sido alcançado.

Por isto, quando Nilo insiste, contrariando o que parece ser a conjuntura política, que é candidato à chefia do Executivo estadual e condiciona isto apenas ao apoio do governador Jaques Wagner, não se deve excluir de plano a hipótese. Nilo está em intensa atividade para viabilizar politicamente esse objetivo e busca, no limite de suas possibilidades, tornar-se conhecido do eleitorado, pois sabe, como já disse, que no momento certo precisará aparecer nas pesquisas eleitorais com índices expressivos. Esta seria a base fundamental para colocar-se como alternativa consistente para o governo.

Todo mundo sabe que, já agora, o PSB não esconde a disposição de lançar candidato próprio (melhor seria dizer, candidata própria) ao governo. A candidata seria a senadora Lídice da Mata e ela já disse que o PSB, que preside na Bahia, pretende apresentar candidatura ao governo, mesmo que seu desejo reservado fosse o de integrar-se à aliança eleitoral governista.

É que o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos – seja candidato à sucessão de Dilma Rousseff, quando precisaria de um palanque expressivo na Bahia para sua campanha, seja candidato a presidente somente em 2018, o que tornaria necessário plantar mais firmemente desde 2014 o PSB nos Estados – está pressionando a senadora baiana para ser candidata. Não sei se o jogo é tão imperioso, mas há quem diga que é “ou vai ou racha”.

Claro que na área governista há, para o governo, outro nome que todo mundo vê, sobre quem todo mundo fala e que as pesquisas insistem em colocar sempre em primeiro lugar na área governista (porque no conjunto, após eleito prefeito, o democrata ACM Neto aparece em primeiro) – o do vice-governador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, que se declara pretendente a uma candidatura de senador.

Até aí já deu para ver que a maratona está animada e ainda faltam – no núcleo da área governista, o PT – quatro aspirantes. Rui Costa, deputado, chefe da Casa Civil e nome da preferência pessoal do governador Wagner; José Sérgio Gabrielli, secretário do Planejamento, muito amigo de Lula e nome da preferência do comando nacional do PT, mas não se dirá o mesmo da presidente Dilma Rousseff; Walter Pinheiro, líder do PT no Senado e que, tendo concorrido a prefeito de Salvador em 2008 e a senador em 2010, tornou-se conhecido o suficiente para figurar em terceiro lugar nas pesquisas (segundo na área governista).

Neste ponto é que o petista Luiz Caetano, ex-prefeito de Camaçari que elegeu o sucessor na prefeitura e foi apoio decisivo da eleição de sua sucessora na presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB) saiu em campo como um cavaleiro do Apocalipse. Sábado fez reunião plenária do PT de Camaçari com o mesmo objetivo óbvio que, no dia seguinte, reuniu-se com petistas que presidem as Câmaras Municipais de cinco municípios da Região Metropolitana de Salvador. Ia reunir-se ontem à noite em um restaurante da orla com os presidentes de seis micropartidos (PT do B, PSDC, PEN, PSL, PRP e PSL). Um pedido do governador conseguiu suspender a reunião e está prevista uma conversa, talvez difícil, entre ele e Caetano.

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