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Postado em 04-03-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 04-03-2013 22:11

Deu na Folha

NELSON BARROS NETO
ENVIADO ESPECIAL A JOÃO PESSOA

Três dias após o IBGE anunciar um crescimento de apenas 0,9% do PIB em 2012 –inferior aos 2,7% de 2011 e o menor desde 2009 (quando houve retração de 0,3%)–, a presidente Dilma Rousseff disse em evento em João Pessoa que o Brasil não sofre mais tão fortemente os efeitos das crises econômicas ao redor do mundo.

“O Brasil vem mudando, vem mudando porque nós aumentamos as oportunidades de trabalho e reduzimos o desemprego, porque nós demos uma correção correta para o salário mínimo”, disse a presidente. “O Brasil vem mudando porque, quando há uma crise lá fora, um espirro, o Brasil não pega pneumonia. Nós temos R$ 378 bilhões de reserva.”

Após os pedidos do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), de ampliação do aeroporto da capital João Pessoa e do porto de Cabedelo, ambos na Paraíba, Dilma disse que o assunto é de “grande preocupação” do governo federal. “O Brasil só vai andar para frente se mexer naquelas questões que transformam a competitividade do país.”

Ela disse também que vai investir cerca de R$ 6 bilhões em projetos de saneamento, transportes e pavimentação no Estado. “Nós queremos um país de classe média, um país de renda média, um país que as pessoas sejam consumidoras, tenham seus direitos de consumidoras respeitados, a sua casa de qualidade, seu acesso à saúde e à educação.”

MAROLINHA

Na metáfora do então presidente Lula, a crise mundial de 2008 –considerada um “tsunami” nos Estados Unidos- chegaria ao Brasil como uma “marolinha”. Para a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma “pequenininha gripe”.

Completado um quadriênio sob efeitos de crises no mundo desenvolvido, no entanto, o crescimento econômico do Brasil sofreu uma perda de 41% na comparação com os quatro anos anteriores.

Enquanto o PIB cresceu em média 2,7% ao ano entre 2009 e 2012 –resultado modesto para os padrões e necessidades das economias emergentes–, entre 2005 e 2008 a alta foi de 4,6% ao ano –vigoroso o bastante para que o governo considerasse o país imune às turbulências externas.

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