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Corações de estudantes entre Rio e Paris

Maria Aparecida Torneros


Acordo as 4.. muita tosse.. um pouco de asma. preparo um chá com leite
quente. Ando muito descompensada ultimamente. Tenho dificuldade de lidar
com mamãe cujos 86 projetam lamentos e me fazem questionar tanta coisa.

Na minha caixa de emails um tem sabor de juventude. Meu amigo de Paris me
espera e pergunta quando irei encontra-lo. Diz também que pretende vir
comigo e finalmente conhecer o Brasil.

Ambos somos sessentoes com sede jovem de viver. Ele pinta aquarelas desde a aposentadoria. Paisagens de sonhos. Eu costumo escrever versos e crônicas. Mas quando me dedico vou aumentando os capítulos do meu primeiro romance. Como título por enquanto,”o romance do oasis perdido”. A história se passa entre Egito+ França e meu país que é mesmo um oasis quando se pensa em tantos destinos para os que sonham vir ao Brasil.

Pois quem nasceu aqui e sonhou com uma terra justa e igualitaria em
oportunidades, como eu e tantos da minha geração, parece que ainda há tanto por fazer e muito mais para lutar!

Minha tosse se acalna e ouço no radinho a canção certa: coração de
estudante com Milton Nascimento, o autor, e roberto Carlos, assiim juntos
me passando mensagem clara: nova aurora novo dia, há que se cuidar do
broto. De dentro de mim brotam sentimentais lembranças do final dos anos
60. nós éramos estudantes secundaristas e íamos nas passeatas para
protestar. Meninos como o Wladimir e o Zé Dirceu nos inspiraram com seus
discursos e foi ali que aprendi a correr da polícia e a seguir em frente.

Nesta manhã chuvosa de um sábado no século XxI percebo que meu coração de estudante ainda sonha muito com gosto de juventude e se houver chance quem sabe vou encontrar o tal oasis que está escondido em algum deserto africano ou na caatinga brasileira. O fato é que preciso responder ao meu amigo Ahmed, argelino-frances que irei a Paris logo e que ele venha comigo para que eu lhe mostre um lugar assim intenso e jovem mas ainda tão necessitado de cuidar do broto ! O Brasil que vou lhe apresentar guarda muitos oasis para almas sedentas de justiça e de fé. Talvez o desáfio seja ultrapassar os caminhos poeirentos e nublados entre nossos jovens sonhos e nossas maduras observações.


Cida Torneros, jornalista e escriIora, mora no Rio de Janeiro. Colaboradora da primeira hora do BP

mar
02

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Vamos todos balançar na rede do incrível e inimitável Trio Nordestino, os rapazes admiráveis de Feira de Santana, na porta de entrada do sertão da Bahia e do Nordeste.

Vai para Janio, em Paulo Afonso, na beira baiana do Rio Sâo Francisco.ong>

Puxa o fole, moçada!!!

(Vitor Hugo Soares)


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CRÔNICA/ REDES

Marina e o balanço da rede

Janio Ferreira Soares

“É no balanço, é no balanço da rede, é no balanço, que eu vou me balançar”. Não sei se Gilberto Gil cantava essa maravilha de forró do Trio Nordestino nas reuniões informais quando ele e Marina Silva eram ministros de Lula. Mas sei que, talvez pela semelhança de ideias a respeito das produções agrícolas, pecuárias e outras ondas greens, o jeito de falar da ex-senadora anda cada vez mais parecido com o do velho e bom tropicalista, cujas interjeições entremeadas por leves estalos labiais e linguais no céu da boca – também bastante comum no linguajar de outros doces dinossauros baianos -, estão ameaçadas de extinção pela incessante chuva de meteoritos imbecibilizantes que não param de penetrar na atmosfera cultural, esportiva e política da Bahia.

Mas voltando ao balanço, depois de obter quase 20 milhões de votos na última eleição presidencial, Marina Silva está criando um partido que se chamará Rede e que já chega rangendo polêmicas. A principal delas é a de que a legenda não deseja receber doações eleitorais de empresas “sujas” (fabricantes de bebidas alcoólicas, cigarros, armas e agrotóxicos), embora as aceite de empreiteiras. E aí eu fico imaginando como será feito o teste para saber se o dinheiro é “limpo” ou não. Será algo parecido com as propagandas de sabão em pó, só que usando um sabão em pedra fabricado com sebo de bois alimentados com palmas orgânicas e soda cáustica desidratada? Divaguemos.

Programa eleitoral na TV, Marina e Heloísa Helena lavam roupa na beira do São Francisco quando, do nada, surgem Ivete, Brown e a turma da cerveja que eles divulgam com caixas térmicas cheias de reais. Após o susto, elas esfregam um maço de notas e aí começa a escorrer um geladíssimo líquido amarelo. Depois de prová-lo, Heloísa Helena olha para Marina, lambe um bigodinho de espuma sobre os beiços e diz: “trata-se de uma doação estupidamente devassa!”. Os tambores silenciam. Ainda não se sabe como será o teste quando os tratores das empreiteiras chegarem com seus dólares empoeirados.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio Sâo Francisco


Cristina e Garzon: amor ou amizade?

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DEU NO JORNAL DO BRASIL (ONLINE)

A mais recente edição da revista mexicana Quién, especializada no mundo das celebridades, afirma que a presidente da Argentina Cristina Kirchner e o juiz espanhol Baltazar Garzón, famoso por mandar prender o ex-ditador chileno Augusto Pinochet em 1998, estão em um relacionamento amoroso. Garzón mora na Argentina desde o ano passado, quando foi condenado por ordenar gravações ilegais na investigação de um caso de corrupção na Espanha e perdeu o direito de exercer a magistratura.

O juiz espanhol também é conhecido pela luta pelos direitos humanos, “o que o levou a ter uma especial simpatia com o governo argentino”, diz a revista. O caso com Cristina não seria o único que Garzón teve na Argentina. A fonte da revista afirma que ele também “saiu com uma brasileira e com uma colombiana, mas este (com Cristina) é mais intenso”.

Desde que Garzón foi convidado de honra para a posse de Cristina para o segundo mandato, em 2011, se transformou em um frequentador assíduo dos eventos da Presidência, afirma a publicação. A própria presidente entregou a ele sua carteira de identidade argentina em novembro do ano passado.

mar
02
Posted on 02-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-03-2013


Pibão baiano faz Jaques Wagner sorrir
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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

O governador Jaques Wagner comemorou a evolução do Produto Interno da Bahia (PIB) em 2012, cujo crescimento de 3,1% superou o do PIB nacional (0,9%).

“Tivemos um super PIB, quando comparamos com o desempenho da economia mundial e do próprio Brasil”, afirmou o governador Jaques Wagner.

O governador avaliou que os investimentos que o Governo do Estado conseguiu atrair fortaleceram a economia baiana e arrefeceram os efeitos da crise internacional.

“As políticas macroeconômicas do Governo Federal nos ajudaram bastante a manter aquecidos os setores de serviços e de comércio, decisivos para o bom resultado do PIB baiano. Continuamos trabalhando para que novos negócios sejam consolidados em nosso estado, dinamizando ainda mais a produção industrial”, declarou.

mar
02
Posted on 02-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-03-2013


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Pelicano, hoje, no Bom Dia (SP)


Ciro, o incendiário, ataca Campos…
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…e faz Lula virar bombeiro no Ceará

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INCENDIÁRIOS E BOMBEIROS DE 2014

Vitor Hugo Soares

Pelos alaridos que se espalham no País, principalmente na região Nordeste, é fácil perceber o que alguns metidos a mais sabidos que os outros tentam inutilmente ainda ocultar debaixo de sete capas rasgadas , como segredos de Polichinelo.

Respira-se entre a Bahia, Ceará e Pernambuco um clima de conflagração não declarada e mal camuflada, nestes últimos dias de nervosa agitação política de fim de fevereiro e começo de março.

Fruto não da secura do tempo, que incomoda e faz mal até a quem vive nos belos balneários nordestinos à beira mar nestes inclementes e prolongados períodos de seca braba, como há muito não se vê por esta bandas.

O abafamento do clima deve-se, acima de tudo, à antecipação da campanha presidencial – socialistas, gregos e tucanos de olhos grandes na poltrona da petista Dilma Rousseff. Ao contrário do Papa Bento XVI, a presidente da República do Brasil não pensa nem de longe em deixar tão cedo o posto no Palácio do Planalto.

Nem esconde mais que brigará com todas as forças e armas por um segundo mandato. Mas (sempre tem um mas em toda boa história de disputas políticas e eleitorais), como se verá a seguir nestas linhas semanais de opinião.

Neste caso, o principal tempero de toda a “alaúza” (como diziam os pernambucanos de Petrolina, em minha juventude na beira do Rio São Francisco) é a entrada – cada dia mais ostensiva e decidida – do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente e guia nacional do PSB, na roda gigante de prováveis candidatos à sucessão de Dilma Rousseff em 2014.

Um fato já existe e ninguém pode negar com seus segredos de Polichinelo: Há algo rondando os céus nordestinos, além dos aviões de carreira e dos urubus que, perigosamente,sobrevoamnas proximidades dos aeroportos. Andam bem movimentados os caminhos aéreos que conduzem à Salvador, Recife e Fortaleza. E os sinais do ar se refletem no solo, também com barulho.

Vamos aos exemplos, para contextualizar os fatos, como recomendam os melhores guias de redação do jornalismo.

No começo desta semana, logo depois de abalar as fundações dos barracos do PSB (seu partido) ao criticar ferinamente o governador Eduardo Campos, pretendente forte a candidato presidencial ano que vem, o esquentado ex-governador do Ceará e ex-ministro dos governos de Itamar Franco e de Luís Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, pousou na capital baiana soltando labaredas pela língua e pelo nariz.

Enquanto o governador petista da Bahia, Jaques Wagner, ainda jogava panos quentes na tentativa de amainar as feridas abertas pelo político cearense nas relações PT-PMDB, Ciro, antes de fazer palestra em um encontro com empresários na Bahia, reforçou e ampliou ainda mais as críticas de dois dias antes.

Sem perder tempo, o temido incendiário, vindo do Ceará, instalou suas baterias em ponto estratégico da Baia de Todos os Santos e disparou contra a aliança do governo Dilma com o PMDB, mirando em duas cabeças coroadas do partido de Ulysses: Michel Temer e José Sarney.

Ao repórter Nelson Barros Neto, jovem ativo e atento correspondente da Folha de São Paulo, Ciro vaticinou que será muito difícil a presidente escapar de uma coalizão para 2014 fundamentada no apoio de Renan Calheiros, e do presidente da Câmara, Henrique Alves, ambos peemedebistas.

“Se escapar (dessas alianças), eu quero o santo dela para trocar o da minha devoção. Eu não acredito que escape”, atiçou o socialista de Sobral na terça-feira (26), antes do evento com empresários em Salvador. O PSB, segundo ele, seguirá participando apenas “das migalhas do banquete fisiológico da coalizão PT-PMDB”, sem ter “a menor influência” no governo federal.

Não satisfeito, além de reafirmar que Eduardo Campos não tem proposta para o país, depreciou as pretensões de Marina Silva (Rede) e Aécio Neves (PSDB) para 2014. Ainda que o trio tenha “todos os dotes e qualificações pessoais” para o cargo, isso não seria suficiente, avaliou Ciro, na Folha.

Foi o suficiente para quebrar o retiro da Quaresma do ex-presidente Lula em São Bernardo, no ABC paulista. Com as roupas de bombeiro do PT e de Dilma, o ex-presidente desembarcou já na quarta-feira em Fortaleza para tentar evitar a propagação do incêndio ateado por seu ex-ministro.

Em meio à beligerância com o PSB, pela disposição do aliado em lançar a candidatura própria de Eduardo Campos à Presidência, como definiu o Diário do Nordeste, de Fortaleza, o ex-presidente Lula (que na véspera havia se comparado ao ex-presidente Lincoln, dos Estados Unidos), disse que é necessário ter “humildade” para apoiar os outros.

O conselho foi dado no final de um seminário no Ceará, Comemorativo do aniversário de fundação do PT e marcado por discursos inflamados. O primeiro resultado concreto foi uma sonora vaia dos militantes petistas no irmão de Ciro, o governador Cid Gomes(PSB) que, convidado, compareceu à festa do partido aliado, “em homenagem à presença de Lula”

O resto, a conferir, se a barulheira política no Nordeste permitir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail vitor_soares1@terra.com.br

mar
02
Posted on 02-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-03-2013

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“Chances Are”, um dos maiores sucessos de Johnny Mathis em todos os tempos. Uma interpretação de arrepiar Confira!!!
Bom sábado para todos os ouvintes e leitores!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Economia e política

Ivan de Carvalho

Agora é oficial. O IBGE cravou em 0,9 por cento o crescimento do Produto Interno Bruto em 2012. Não chegou sequer a um por cento, estimativa que esteve aí em voga paralelamente à de 0,9 por cento, finalmente confirmada. Desempenho pior do que este, na última década, iniciada em 2012, só tivemos em 2009, quando a marola da crise global deflagrada nos Estados Unidos atingiu o país em cheio.

Olhando o quadro retrospectivamente, constata-se que em 2009 não se tratava de uma marolinha, como o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vendo aproximarem-se as eleições presidenciais (e gerais) de 2010 quis fazer crer aos brasileiros. E em grande parte, conseguiu mesmo engambelá-los.

Vale assinalar, em apoio ao que está escrito acima, que em 2008 o crescimento do PIB brasileiro alcançou 5,2 por cento, o que já representava uma moderada queda dos 6,1 por cento de 2007. Deste ano para 2008 houve uma redução do crescimento de quase um por cento (0,9 por cento) no PIB. Mas de 2008 para 2009 ocorreu uma queda no vazio, à semelhança do trapezista que tenta um salto sem rede e fracassa, esborrachando-se. Essa queda espetacular foi de 5,2 por cento para – 0,3 por cento.

Foi então que aconteceu um milagre moderno. Esse “crescimento” negativo do PIB de -0,3 por cento em 2009 transformou-se em 2010 em um crescimento positivo de 7,5 por cento, um salto realmente espantoso, limítrofe do sobrenatural. Mas, em verdade, não há mistério – 2010, último ano do governo Lula, sobre ser o ano em que este personagem sem precursores à altura na história pátria, quiçá mundial, foi também o ano em que Luiz Magno desdobrava-se para eleger um poste (uma posta?) para presidente (presidenta?) da República.

Aí o governo viajou na maionese e fez a economia viajar na maionese para assegurar que também o eleitorado viajasse na maionese. E este não se fez de rogado, como era bastante previsível. “É a economia, estúpido”, disse alguém há uns anos lá nos Estados Unidos, com aplicabilidade também no Brasil, conforme constatado. Aqui, Acredita-se, ressalvadas exceções, que só de pão, circo, cerveja e automóvel vive o homem.

Então veio 2011, Lula Magno fora da presidência e “um poste a iluminar o país”, bem como ausência da perspectiva de eleições presidenciais e gerais a curto prazo. O crescimento do PIB – por causa desses e outros fatores nossos e de fatores alienígenas, destacadamente a crise financeira e econômica internacional atingindo em cheio a União Européia e retraindo o crescimento na Ásia, especialmente Índia e China – despencou de 7,5 por cento para 2,7 por cento. Merreca.

Mesmo produzindo essa merreca, o governo ainda manteve a pose. Mas 2012 foi implacável. O governo, todo prosa, especialmente pelo seu panglossiano ministro da Fazenda, andou prevendo crescimento do Produto Interno Bruto de quatro a cinco por cento. A economia real viria desmontar a economia virtual governista – o IBGE, que é um órgão da estrutura governamental, anuncia um crescimento de 0,9 por cento do PIB. Quanto ao que agora se chama PIB per capita, em outros tempos chamada de renda per capita – que é o PIB dividido pelo número de pessoas residentes no país – cresceu esquálido 0,1 por cento no ano passado. Atentem bem – um décimo por cento. Essa renda per capita em 2012 foi de R$ 22.402,00, um décimo por cento maior que a do ano anterior.

Para 2013, o governo se mostra disposto a gastar, numa preparação para o ano totalmente político-eleitoral de 2014, quando o PT tentará (com grandes chances, mas sem as certezas tão difíceis de se ter em política). Ocorre que para sair daquele pibinho inferior a um por cento o governo tem, além de gastar, que estimular o consumo para que a produção também cresça. Mas a inflação em 2012, segundo o IBGE, foi menos que os 6,5 por cento de 2011, mas revelou resistência, atingindo 5,84 por cento – IPCA, considerado o “índice oficial” –, nos limites da meta, mas acima de seu ponto médio. Gastança com inflação resistente não é boa coisa, salvo se o objetivo prioritário ou exclusivo for manter o poder nas eleições de 2014

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