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RIO

Composição : Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli

Rio que mora no mar
Sorrio pro meu Rio
Que tem no seu mar
Lindas flores que nascem morenas
em jardins de sal!
Rio – serras de veludo
Sorrio pro meu Rio
Que sorri de tudo
Que é dourado quase todo dia
E alegre como a luz!
Rio é mar
É terno se fazer amar
O meu Rio é lua
Amiga branca e nua
É sol, é sal, é sul
São mãos se descobrindo
Em tanto azul!
Por isso que meu Rio
Da mulher beleza
Acaba num instante
Com qualquer tristeza
Meu Rio que não dorme
Porque não se cansa
Meu Rio que balança
Sorrio, sorrio, sorrio…
Rio – serras de veludo…
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SALVE O RIO!!! HOJE E SEMPRE

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DICA DA JORNALISTA MARIA OLIVIA SOARES PARA O FIM DE SEMANA DOS LEITORES E OUVINTES DO BP

Projeto Tamar Cultural
Show de Dudu Lima Trio, com participação de Milton Nascimento

O cantor e compositor Milton Nascimento é o convidado especial do músico mineiro Dudu Lima no Projeto Tamar Cultural, na Praia do Forte. O show acontece amanhã, 2 de março, às 21h. A abertura da noite fica com a banda Tamarock, com o objetivo de fortalecer a cultura de conservação ambiental com músicas sobre as tartarugas marinhas.

O compositor e instrumentista Dudu Lima toca ao lado de Ricardo Itaborahy (piano, vocais, escaleta) e Leandro Scio (bateria), e mostra o seu mais recente álbum, Dudu Lima Trio – Ao Vivo no Cine Theatro Central, e recebe, numa participação especial, Milton Nascimento, que completou 50 anos de carreira em 2012.

No repertório, releituras de grandes clássicos da música mineira como ‘Clube da Esquina 2’, ‘Vera Cruz’, ‘Nada será como antes’, entre outras belas canções. Durante o evento a mensagem de conservação das tartarugas marinhas, mares e praias se destaca na canção ‘Tamarear’, composição de Guy Marcovaldi, um dos fundadores do Tamar, e Luciano Calazans, gravada por Dudu Lima Trio, Milton Nascimento e Stanley Jordan, em comemoração aos 30 anos do Tamar.

O show de Dudu Lima Trio com participação de Milton Nascimento faz parte do Projeto Tamar Cultural, que começou em dezembro de 2012 com a belíssima apresentação do guitarrista Stanley Jordan e trouxe a bossa caliente de João Donato em fevereiro deste ano. Ingressos a R$ 20 e R$ 10, à venda no local. .

mar
01
Posted on 01-03-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-03-2013


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Sid , hoje, no portal da Metrópole

mar
01

http://youtu.be/oCva4Qcsb8c

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Ouvi em Madri, pela primeira vez, este bolero magnificamente interpretado por dois monstros sagrados da música do Mexico e da Espanha: Armando Manzanero ( o autor de letra e melodia) e Miguel Bosé. Para jamais esquecer.
Confira!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Mía
aunque tu vayas por otro camino
y que jamás nos ayude el destino
nunca te olvides sigue siendo mía
mía
aunque con otros contemples la noche
y de alegria hagas un derroche
nunca te olvides
sigues siendo mía
mía

porque jamás dejarás de nombrarme
y cuando duermas
habras de soñarme
hasta tu misma dirás
que eres mía
mía
aunque te liguen mañana otros brazos
no habra quien sepa llorar
en tus brazos
nunca te olvides sigue siendo mía


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OPINIÃO POLÍTICA

Melhor que a ponte

Ivan de Carvalho

Enquanto a imaterial ou virtual Ponte João Ubaldo Ribeiro, ligando Salvador a Itaparica, começa a consumir, com os R$ 40 milhões do contrato para elaboração do projeto de viabilidade econômica, os R$ 7 bilhões que são anunciados como o custo total do empreendimento – um custo que, na estimativa do ex-deputado Joaci Góes, com ampla experiência empresarial na área de construção civil, pode ser quase o dobro – a população de Senhor do Bonfim, município situado no nordeste baiano e com 74 mil habitantes, está sendo abastecida por carros-pipas.

Nas proximidades, passam pelo mesmo vexame Jaguarari, Itiúba (onde o grande açude de Jacurici está apenas com sete por cento de seu volume normal de água, o que atende apenas aos sapos, pois até mesmo os pescadores jovens emigraram para as margens do lago de Sobradinho).

Os três municípios citados e mais Filadélfia e Ponto Novo estão, todos eles, usando a água da barragem de Ponto Novo, que já está escasseando, daí haver sido interrompido o fornecimento para irrigação – coisa que bem antes já acontecera com o Açude de Jacurici, em Itiúba.

O governo do Estado, reconheça-se, gastou dezenas de milhões de reais para implantar adutoras do manancial de Ponto Novo para o próprio Ponto Novo, Filadélfia, Itiúba, Senhor do Bonfim e Juguarari, mas essa rede está inacabada, razão pela qual, na emergência, foi agora autorizada, sem licitação, as obras de conclusão dessa rede de distribuição de água.

Não há razão aparente para se apontar erro nessas providências, salvo, talvez, o de não já haver sido concluída a rede de adutoras, já que a seca é um fenômeno reconhecidamente reincidente e a seca atual está aí há alguns anos, a mais inclemente de muitas décadas, como proclamam as próprias autoridades.

Há, no entanto, outra questão. Trata-se do Projeto Eixo Sul, que vem sendo defendido, entre outros, pelo deputado Luciano Simões, líder do bloco PMDB-DEM na Assembléia Legislativa. Uma vez executado, levará água do São Francisco para a maior parte da região semiáridas da Bahia e ainda servirá amplamente o semiárido de Sergipe.

O deputado chama a atenção para o excelente custo-benefício da obra. Seu orçamento é de R$ 3. 800 milhões, realmente muito baixo quando se tem em conta os resultados planejados. Trata-se de “obras de segurança hídrica de uso intermitente, integradas com disponibilidade local e voltadas a potencializar as mesmas no contexto do uso racional das águas e a minimização de custos”, explica o deputado do PMDB.

Colocando em termos leigos, isso significa principalmente que só serão acionadas as bombas e retirada água do rio São Francisco quando e para onde isso for necessário. Isso minimiza os custos quanto a retirada de água do manancial doador, o Velho Chico. E os benefícios alcançarão uma população de 4 milhões de pessoas, o que não é coisa que se deva deixar prá lá.

O sistema é bem simples. Bombas retiram água do São Francisco e ela é levada às nascentes dos rios Macururé, Itapicuru, Vaza-Barris, Jacurici e Jacuípe, deixando-se que a força de gravidade faça o trabalho de perenizar todos eles. Se um ou dois desses rios estiver precisando de água e os outros não, será bombeada água apenas para onde ela for necessária. Poupança de água, energia, equipamento e mão de obra.

A opinião do repórter é que este sistema é muito mais importante (e custa muito menos) que – dada a devida venia do escritor – a Ponte João Ubaldo Ribeiro

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