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“Nem eu”, um dos maiores sucessos da inesgotável carreira de sucessos de Angela Maria em uma das maiores interpretações da grande artista da música brasileira.
Vai, neste 28 de fevereiro de 2013, em tributo de saudade a meu pai, Alaôr Soares, que partiu há 22 anos em uma véspera de carnaval (a festa que ele mais amava). Com ele, o editor deste BP aprendeu, entre tantas coisas, a amar a música e a admirar Angela Maria, desde menino.

Lembro dele chegando em Glória, no Vale do Rio Sâo Francisco, vindo da capital com o disco de Ângela Maria na bagagem cheia de presentes. “Nem eu” era repetida na “radiola de agulha” , na sala de jantar, quase sem parar, ou até dona Jandira, minha mãe dizer: “Já chega, Alaôr. Já chega!!!”.

Era a sua cantora preferida entre tantas que ele também admirava e cantava no banheiro à toda voz, para deleite da família e da vizinhança. Os cantores preferidos eram dois, Orlando Silva e Jamelão, entre inúmeros dos quais ele também gostava e cantava na hora do banho.

Este blog, que ele nunca chegou a ver nem ouvir, tem um pouco ( ou muito?) do jeito e da cara dele.

Para Alaôr, na voz de Ângela, a homenagem de saudade nesta tarde do último dia de fevereiro de 2013.

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

Mariana on 28 Fevereiro, 2013 at 16:54 #

Ainda há pouco conversava com uma amiga sobre meu pai, do dia em que Deus escolheu para levá-lo – uma sexta de carnaval, festa que ele tanto gostava e desse lado boêmio dele, não obstante a seriedade que sempre o caracterizou.
Meu pai foi, sem qualquer dúvida, um exemplo de retidão para todos nós! Com ele aprendemos o real valor da dignidade, da honestidade e da disciplina.
Também com ele aprendi a gostar da boa música, de Lupicinio e Noel Rosa. Não esqueço ele cantando “…a vergonha é a herança maior que meu pai me deixou…”, o que hoje repito, a plenos pulmões, pois também dele herdei este inestimável bem!
Seja lá onde estiver, tenho certeza que ele vibra com o Bahia em Pauta e, penso eu, que seria um fascinado com os avanços da informática…que pena que ele não viveu para conhecer o mundo cibernético!!!
Quanta saudade!!! Também aqui deixo a minha homenagem a ele e a sua história!


luiz alfredo motta fontana on 28 Fevereiro, 2013 at 17:21 #

Caro VHS

Todo instante em que ao navegar nos deparamos com escolhas, com escolher rotas, a bússola que nos guia tem os sinais de nossos pais.

Alaor não conheceu o blog, mas forjou o timoneiro.

Navegue!!!


Olivia on 28 Fevereiro, 2013 at 17:45 #

Na mosca, Fontana. Grande, Alaôr, parece que foi ontem. Saravá!


Graça Azevedo on 28 Fevereiro, 2013 at 18:13 #

“Pongando” na frase de Fontona: além do timoneiro forjou também uma equipe imbatível em qualquer velejada.


regina on 28 Fevereiro, 2013 at 19:03 #

Ah, Seu Alaor, quantas lembranças…. Não contente de cantar no banheiro, ele parava bem em frente de um espelho no meio do corredor, em frente do meu quarto, ainda com a porta fechada, não deixava dúvidas que era hora de levantar..ah ah ah ah
As canções que cantava também eram mensagens cifradas, que repetia até que o recipiente entendesse o recado…ah ah ah ah
Aquela seriedade toda escondia um espírito sarcástico e brincalhão, como ele foi, antes dos anos de “responsabilidade”…. Figura complexa mas pelo menos duas coisas não se podia por em questionamento: A lealdade e a sinceridade das suas ações. Foi, sem duvida alguma, um amigo leal com quem se podia contar sempre, e detestava a hipocrisia, Isso aprendi dele, acima de tudo…


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