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DEU NO BLOG DE MARIO/ METRO1

“Hoje fiz um comentário na rádio sobre alguns assuntos que tenho observado, e acho importante chamar a atenção.

Ontem saiu a notícia que prefeitos e governador assinam protocolo de intenções e cooperação para o avanço do projeto da ponte “Salvador- Itaparica”. Isso é um grande factoide, espuma, não resultará em absolutamente nada! Esse acordo, em bom português, quer dizer que “um dia, quem sabe, vão estudar os impactos da ponte Salvador- Itaparica”. Nada de concreto. Aliás, de concreto mesmo temos o contrato que o secretário de Planejamento José Sérgio Gabrielli firmou com a empresa de consultoria McKinsey, no valor de 40 milhões de reais. O contrato, firmado sem licitação, tem o objetivo de estudar os impactos da ponte.

Eu queria saber qual a justificativa que levou o secretário a firmar um contrato nesse valor, que equivale a cerca de 20 milhões de dólares, sem licitação. Poderia pelo menos fazer uma tomada de preço. Ao que tudo indica, Gabrielli quer usar a ponte como carro chefe de sua candidatura ao governo do estado no próximo ano.

E por falar em McKinsey, em que pé ficou a doação que a consultoria fez a Salvador, para analisar a reforma administrativa que precisava ser implantada por ACM Neto? Será que depois não haverá nenhum tipo de compensação? E será essa realmente a melhor reforma para a cidade, adaptada à nossa realidade?

Eu ainda não me convenci que existe a necessidade de se instituir tantos cargos em comissão como vemos diariamente nas publicações do Diário Oficial. E não adianta dizer que é muito menos que o que existia na gestão de João Henrique, porque esse não deveria ser parâmetro para absolutamente nada.

Além do mais, ACM Neto deixou, em áreas importantíssimas para a cidade, gente indicada por João Henrique. Só para citar, o presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, órgão responsável por pensar e planejar a cidade. Essa Fundação tem feito projetos abaixo da critica, como a reforma do Mercado do Rio Vermelho. E é ela que vai ficar responsável pela revitalização da Orla de Salvador, começando pela área da Ribeira e de São Thomé de Paripe? Eu confesso que fico com medo, achando que a visão da nova gestão está muito míope para o que Salvador precisa.

Esse alerta tem que ser feito. Se o prefeito é do tipo que se sensibiliza e não gosta de criticas, agindo como muitos que chegam ao poder, será uma pena. Mas, espero que ele seja uma pessoa de mente aberta, capaz de entender que isso está sendo feito por uma pessoa que tem, inclusive, ajudado ele aqui, contendo e ponderando muitas reclamações e cobranças. Se for assim, Neto vai entender que estou aqui para colaborar com ele e com a cidade.”

Mario Kertész, apresentador de programas de grande audiência na Metrópole, foi prefeito de Salvador duas vezes

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