Metrò de Salvador:Quase 14 anos de obras, R$ 1 bilhão consumido,
nehum passageiro transportado até hoje (26/2)

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PATRÍCIA FRANÇA
Do jornal A Tarde

Em meio às negociações entre o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) para viabilizar a transferência da gestão do metrô de Salvador para o Executivo estadual, o Ministério Público Federal na Bahia (MPF) tenta retomar a ação de improbidade administrativa contra o consórcio Metrosal (Camargo Correia/ Andrade Gutierrez / Siemens), responsável pela construção do metrô que se arrasta há 14 anos.

A ação de improbidade foi ajuizada pelo MPF em 6 de janeiro de 2010 por supostas irregularidades no processo licitatório e na execução das obras do metrô. Seis construtoras e 11 pessoas físicas foram acionadas.

Mas em janeiro último, o processo teve sua tramitação paralisada por decisão do desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, que acatou liminarmente o recurso da construtora Andrade Gutierrez, conforme consta no site do TRF- 1.

A construtora alegou que a ação não pode se basear em provas que derivam da Operação Castelo de Areia, por terem sido declaradas ilícitas pelo STJ, e o Supremo ainda não se pronunciou sobre o caso. A TARDE não conseguiu falar com a construtora.

Buscas legais – O procurador Vladimir Aras, autor do pedido de retomada da ação, argumenta, no entanto, que os documentos que interessam ao caso Metrosal não derivam das escutas da Castelo de Areia, mas do material apreendido na sede da construtora em São Paulo, no curso da operação, cujas buscas foram legalmente autorizadas por um juiz federal.

“A base documental da ação de improbidade é composta pelos papéis apreendidos na sede da empreiteira e que já existiam havia quase uma década, muito antes da interceptação realizada na Castelo de Areia. Tais papéis seriam inevitavelmente descobertos, ainda que não houvesse tal operação”, argumenta o procurador.

METRÔ PARADO

O procurador do Ministério Público na Bahia, Vladimir Aras, argumenta que ação de improbidade administrativa precisa prosseguir para esclarecer se houve danos ao erário no processo de licitação do metrô de Salvador.

“É importante, porque houve gasto público e deve haver transparência na execução dos recursos. O metrô está parado há 14 anos e é preciso saber por quê”, diz Aras.

Além da ação de improbidade para apurar a eventual responsabilidade de gestores nos governos de Antonio Imbassahy (PSDB) e João Henrique Carneiro (PP), o MPF-BA move uma ação penal por suposta formação de cartel e de quadrilha e fraudes, também suspensa por decisão da Justiça Federal.

O projeto do metrô foi assinado em 1999 com um investimento, para os 11,6 quilômetros inicialmente previstos, de R$ 400 milhões. Em meio a várias denúncias de desvios de verbas, superfaturamento, corte de repasses do governo federal e paralisação de operários, o metrô teve seu traçado original reduzido para 6 quilômetros e consumiu mais de R$ 1 bilhão.

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BAHIA EM PAUTA REFRESCA A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS:

A operação Castelo de Areia foi deflagrada pela Políca Federal em 2009 para investigar crimes financeiros e lavagem de dinheiro, tendo como centro as operações da Construtura Camargo Correa, que integra o consórcio Metrosal.

Como dizem os franceses:

“Amaldiçoado quem pensal mal destas coisas”

( Vitor Hugo Soares)

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