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Posted on 24-02-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2013

Deu no site do New York Times:Anne Hathaway in Prada ao chegar para a
a Festa do Oscar, em Los Angeles esta noite de domingo.


Domingo em Havana: Fidel na foto co Raul
Foto Marcelino Vazquez/AIN/Reuters

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DEU NO JORNAL “PÚBLICO”, DE LISBOA

Fidel Castro fez uma das suas raras aparições este domingo, desta vez na Assembleia Nacional do Poder Popular, para com o seu irmão Raúl presidir à sessão de abertura da oitava legislatura, noticiou a agência estatal.

Depois de ser recebido com uma ovação, Fidel avisou, num breve discurso, que uma confrontação dos Estados Unidos com o Irão poderia levar a um holocausto nuclear. Desde que em 2006 abdicou da presidência a favor do seu irmão, só tinha aparecido no Parlamento uma vez, em 2010.

Fidel, de 86 anos, já tinha aparecido em público este mês, na votação para a Assembleia Nacional, altura em que prestou algumas declarações aos jornalistas. As aparições em público do ex-líder cubano abdicou de todas as suas funções, excepto da de deputado.

Os 612 deputados recentemente eleitos para a Assembleia Nacional cubana deverão este domingo nomear um novo Conselho de Estado, que deverá ser liderado por Raúl Castro e um novo presidente do Parlamento, que substituirá Ricardo Alarcon, que ocupou o cargo nos últimos 20 anos.

Se Raúl Castro cumprir a sua promessa de impôr um limite de dez anos para a permanência em cargos políticos, incluindo o do Presidente, este será o seu último mandato. Foi oficialmente nomeado Presidente em Fevereiro de 2008, mas já tinha assumido o poder em 2006, por causa dos problemas de saúde de Fidel.


Gil, com Flora, no Jardim da Saudade:emoção
na partida de Claudina- Foto: Paula Fróes/BA Press /
Futura Press

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DEU NO PORTAL TERRA

Gilberto Gil se despediu da mãe, Dona Claudina Passos Gil Moreira, que morreu aos 99 anos de falência múltiplas de órgãos, nesse sábado (23), na Bahia. O cantor e compositor esteve no velório realizado em Salvador e contou com o apoio de sua mulher, Flora, da filha Preta Gil e de outros familiares e amigos. O enterro foi realizado às10h deste domingo (24), no cemitério Jardim da Saudade, bairro de Brotas.

Em seu perfil na rede de microblogs Twitter, Preta prestou uma homenagem à avó. “Minha Vozinha linda já está nos braços do Senhor!!! Fizemos uma despedida linda, emocionada e com muito amor!! Ela sempre foi um anjo e continuará a ser por toda eternidade !!! vovó Coló te amamos!!”, postou a cantora, no fim da manhã deste domingo. Preta foi ao velório com o filho, Francisco.

Preta Gil postou em seu Instagram uma foto em homenagem a avó Foto: Instagram / Reprodução Preta Gil postou em seu Instagram uma foto em homenagem a avó Foto: Instagram / Reprodução

Flora Gil, mulher de Gilberto, também usou sua página no microblog para se comunicar com os fãs e fez questão de avisar onde seria o enterro da sogra.

Caetano Veloso: ataque de Fidel pela música
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DEU NAS EDIÇÕES IMPRESSAS DOS JORNAIS A TARDE E O GLOGO DESTE DOMINGO (NAS BANCAS), REPRODUZIDO NO SITE CONTEÚDO LIVRE

Yoani e a ‘Senhor’

Caetano Veloso

É difícil aceitar como progressista a atitude dos que agrediram Yoani Sanchez em sua chegada ao Brasil. E logo em minhas duas terras, Bahia e Pernambuco (ganhei cidadania da Assembleia Legislativa Pernambucana, a Casa de Joaquim Nabuco). Se um indivíduo eleva voz dissidente num país que mantém presos políticos por décadas, deveria receber o apoio dos que lutam pela justiça.

Quando Marighella ficou sabendo o que se passava na União Soviética sob Stalin (pelas revelações que Nikita Kruschev, num esboço de perestroica-glasnost, incentivou), ficou semanas a fio em pranto. Para ser sincero, não me surpreenderam as revelações kruschevianas: meu pai, apesar de ser simpatizante de esquerda, sempre comentava que a Rússia stalinista podia esconder opressões brutais. Mas o pasmo entre comunistas foi grande. O chororô de Marighella pareceu desproporcional a alguns de seus companheiros, mas diz algo de profundamente bom sobre ele.

Não desconheço a possibilidade de interpretar os fatos políticos a partir de uma perspectiva que submeta o sentido moral do caso Yoani à crítica do desequilíbrio mundial. A força americana pode ser sentida a ponto de neguinho pôr sua capacidade de solidariedade abaixo de uma visão geral da luta. Aí Fidel pode ser visto como o herói que enfrenta o Dragão da Maldade, qualquer relativização desse enfrentamento sendo suspeito.

Por que Obama não acaba com o bloqueio a Cuba? Yoani pode aparecer nesse quadro como uma colaboracionista. Mas como, se ela própria declara repúdio ao embargo?

Tive a honra de ser atacado juntamente com Yoani por Fidel em pessoa. Fidel escreveu o prefácio a um livro sobre Evo Morales (que nome! Sempre paro quando ouço ou leio o nome de Eva no masculino) e, nesse prefácio, me desancou por eu ter dito em entrevista que minha canção “Base de Guantánamo” não significava apoio à política de Estado cubana.

Ali, o herói caribenho me equiparava à blogueira de milhões. Éramos, os dois, agentes do imperialismo americano. Inocentes úteis da potência capitalista. Gosto dos textos de Yoani. Fui a Havana em 1999 e sinto a presença da vida cubana neles. Eu teria mais confiança em nossos esquerdistas se eles a tratassem com respeito.

Gente próxima e distante estranhou que eu escrevesse que estou triste. Minha mãe morreu. Senti a passagem do tempo com violência. Mas leio “Porventura”, de Antonio Cicero, e a força (qualidade) dos poemas me revigora. Filósofo e poeta, Cicero é um dos grandes.

Recebi de presente essa maravilha que é o livro-antologia da revista “Senhor”. Gracias Ana Maria Mello e Ruy Castro. Em 1959, um vendedor de enciclopédias bateu à nossa porta em Santo Amaro. Ele oferecia a assinatura de uma revista cujos primeiros números trazia consigo. Meu irmão Rodrigo, a quem devo tanto, ficou impressionado com o que via e me chamou para que eu tomasse conhecimento da novidade. Ele sabia que eu ia gostar. Fiquei extasiado com as capas e os títulos das matérias: contos de grandes autores conhecidos e desconhecidos, cartuns geniais, comentários inteligentes e cheios de humor sobre assuntos diversos. Suponho que contei longamente sobre o efeito que tiveram sobre mim o primeiro LP de João Gilberto (que saiu em 1959) e, já a partir de 1960, as atividades culturais da Universidade da Bahia sob o reitor Edgard Santos. Devo ter mencionado a “Senhor” também.

Mas não creio que tenha dito com todas as letras que essa revista desempenhou papel no mínimo igualmente determinante em minha formação. E estou certo de tê-la conhecido antes de ouvir João. O impacto foi enorme. Tudo o que eu adivinhava nas páginas de Millôr em “O Cruzeiro” (que eu guardava numa caixa) e nos contos de William Saroyan — a modernidade — aparecia desenvolvido nessa publicação. É emocionante para mim rever os desenhos de Glauco Rodrigues, Bea Feitler, Carlos Scliar; os artigos de Paulo Francis; as charges elegantíssimas de Jaguar (que traço!, que ideias!); os contos de Clarice. Curioso ler o texto de Ivan Lessa sobre justamente a nascente bossa nova. Ele, informadíssimo, no calor da hora já falava em Chet Baker. Mas reagia à Rolleiflex do “Desafinado” (e à canção como um todo) com rejeição semelhante à sofrida por imagens e sons tropicalistas poucos anos depois. Eu, que dependia da elegância da Bossa e da “Senhor”, já aprovava a liberdade da menção à marca de câmera e o humor do jogo com o verbo “revelar”. Lessa (que tem um texto engraçadíssimo e muito bem escrito no livro paralelo “SR, uma senhora revista”) censurava. Revelava sua enorme ingratidão. Mas ele saúda o surgimento de Carlos Lyra e Roberto Menescal (embora, como Bob Dylan, por cima de Jobim!).

http://youtu.be/yRqnkg2cbLc

“Grande Amor” faz parte da trilha sonora da novela das seis, “Lado a Lado”, de João Ximenes Braga e Claudia Lage que estreou dia 10 de Setembro de 2012 na Rede Globo.

O folhetim entra a partir desta segunda-feira, 25, na fase dos “últimos capítulos”. “Uma beleza”, como resume Ana Maria , grande amiga da turma do BP em Irecê, no sertão da Bahia.

Imperdível!!!

(Vitor Hugo Soares, um ouvinte seguidor da novela de época de Ximenes desde os primeiros capítulos) e Margarida, que viu a novela nascer


Lado a Lado:ótimo elenco em bela novela de época

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Mauricio Stycer
Folha de S. Paulo

O final de “Lado a Lado”, dentro de duas semanas, é um bom pretexto para lembrar os critérios que orientam -e limitam- a avaliação da qualidade da ficção exibida na TV. Novela boa é novela que conquista o público -eis o axioma inquestionável que faz o mundo da televisão girar.

A trama das 18h está chegando ao fim sem conseguir alcançar a meta de audiência estabelecida pela Globo. Com média em torno de 18 pontos no Ibope (cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande SP), o seu resultado é muito inferior ao das últimas sete produções do horário, que tiveram médias entre 21 e 25 pontos.

“Fracasso” inquestionável por esse ponto de vista, “Lado a Lado” foi, na minha opinião, uma das melhores produções de época exibidas pela Globo em muito tempo. A trama, de autoria de Claudia Lage e João Ximenes Braga, teve como cenário a capital da República, o Rio, entre 1904 e 1910.

Diversos episódios históricos marcantes foram recriados, a começar pela famosa reforma urbana, o bota-abaixo, que deu nova aparência ao centro da cidade e teve como consequência a expulsão dos moradores de cortiços para incipientes favelas.

Filho de escravos e capoeirista, o personagem Zé Maria (Lázaro Ramos) foi uma espécie de “Zelig” de “Lado a Lado”. Participou do esforço de esclarecimento junto aos protagonistas da Revolta da Vacina (1904), lutou ao lado do marinheiro João Cândido na Revolta da Chibata (1910) e ajudou a descriminalizar a capoeira.

Zé Maria também foi testemunha do episódio em que um negro, seu amigo, aceitou passar pó-de-arroz para jogar futebol num clube da elite carioca. Ajudou a livrar da cadeia uma mulher, negra, presa por praticar o candomblé. E viu de perto a luta de outra mulher negra, Isabel (Camila Pitanga), para ser aceita como artista e mãe solteira.

Em nome do melodrama, “Lado a Lado” explorou, não sem se repetir, o tema dos limites impostos às mulheres no início do século 20. Laura (Marjorie Estiano) enfrentou o tabu do divórcio e a má fama de morar fora de casa e trabalhar. Além de Isabel, outras três (!) personagens tiveram filhos fora do casamento.

Em diferentes momentos, os autores comprometeram o ritmo da ação para explicar o pano de fundo histórico. Houve excesso de didatismo e exagero na “pregação” libertária dos personagens. Muita gente reclamou da suavidade da novela, da sua ação às vezes a conta-gotas, sem a velocidade que se espera de uma trama hoje.

Na visão de um dos autores, a novela sofreu por conta de “inimigos externos”. Mudanças de horário por causa da propaganda eleitoral e, depois, do horário de verão, podem ter afastado o público.

A onda de violência em São Paulo no final do ano elevou a audiência de programas policiais exibidos no mesmo horário. “Já vi até gente dizendo que o problema é que a novela é boa demais”, disse João Ximenes Braga.
“Lado a Lado” foi um “fracasso”? Talvez. Mas acho preocupante que se atribua o mau resultado às qualidades da novela. O ibope frustrante de um produto com qualidade acima da média, infelizmente, sempre reforça a posição daqueles que defendem o nivelamento por baixo.

fev
24
Posted on 24-02-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2013


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Genildo, hoje, no site A Charge Online


Yoani: blogueira cubana recebida com flores no Rio
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Papa, blogueira e Saia Justa: crises humanas!

Maria Aparecida Torneros

O sábado chegou. Ainda é fevereiro mas parece que a corrida contra o tempo invadiu o universo. Ligo a tevê para ver o programa Saia justa em versão mascurina. Eles se divertem e me fazem refletir sobre as crises humanas da última semana. Noticiário em frenesi sobre as intrigas no Vaticano e a visita da blogueira cubana ao Brasil com protestos e repercussões.

Mundo em crise que discute a nova franja de Michele Obama enquanto os moços do Saia Justa questionam o modelo da tal mulher de plástico estilo Barbie tão estereotipada quanto sonhada. Se a blogueira cantou “quando sai de Cuba” e elogiou nossa democracia ou se foi intimidada na sua liberdade de expressão nada é tão avassalador quanto a sensação de um planeta atordoado pela crise em geral.

A manhã promete mais um dia intenso calor e às 9 horas da matina já se sabe o quanto será possível esquentar o cérebro com muito sol e menos pensamentos. Tentativa de meditar e esvaziar a mente classificada. Fora hipocrisia! Fora tanto protesto e tamanha disputa de poder! Benvindo o que vem em nome da anti crise! Relaxar é a palavra de ordem.

Deixar que o Papa se retire e que a blogueira se manifeste livremente porque protestar é preciso para a ultrapassagem da crise humana. Permitir-se sair por aí no sábado ensolarado de saia larga. Perdir as mulheres plastificadas por sua eterna busca de beleza externa e compreender o sumo pontífice que depois dodossiê super secreto percebeu que há muito mais miseráveis no gênero humano do que pregou Vítor Hugo. Talvez o filme ganhe Oscar em amanhã dominical pois a crise segue sendo mesmo uma luta contra a miséria.

Nada contra a riqueza das almas plidas, aquelas resolvidas, capazes de sair do contexto para navegar por mares de grande paz. Entretanto, ainda há tempo para sair da crise acompanhando os modelitos propostas pela mídia frenética de um mundo louco ou até fugir do exercício da reflexão e simplesmente tomar uma água de côco na beira da praça observando que o mar está mau para sereias do marque imaginam nossos críticos sentidos , eternos prisioneiros de passageiros ideais.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida

Sugestão postada pelo leitor que assina Vangelis, na área de comentários do site blog, a propósito da notícia da morte este sábado, 23, de Dona Claudina Passos Gil, que está sendo velada no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, onde será sepultada este domingo.

BP agradece a Vangelis! Manda um abraço de conforto para Gil e sua irmã Dina e reproduz a significativa música do filho, como tributo na partida de “uma velha baiana cem por cento”.

(Vitor Hugo Soares)

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Volks-Volkswagen blue

Gilberto Gil

Zeca, meu pai, comprou
Um Volks-Volkswagen blue
Zeca, meu pai, comprou
Um carrinho todo azul

Para Beto, para Dina
Chega benção de Claudina
Anda minha mãe mofina
Que saudade, que saudade das meninas
Duas marinaravilhas
Minha cara, duas filhas
Minha caravela, ê
Vai seguindo rumo, ê
Minha cara Bela, ê
Vai seguindo rumo, ê
Viva Bela, ê, ê, camará
Vida bela, ê, ê, camará
Margarida, ê
Me criou pra valer
Morena, morenê, camará
Vou ficar com você
Vou viver com você, camará
Com Jesus vou morrer

Zeca, meu pai, comprou
Um VW mais novo
Zeca, meu pai, mandou
Um beijo, um abraço saudoso

Zeca, meu pai, comprou
Um VW mais novo
Zeca, meu pai, mandou
Um beijo, um abraço gostoso

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