fev
23

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse hoje que recebeu informações do ministro venezuelano das Relações Exteriores de que o estado de saúde de Hugo Chávez não é “muito preocupante”.

“Conversei com o ministro e ele disse-me que ele [Chávez] estava muito bem, apesar de um agravamento na questão da respiração”, referiu Dilma Rousseff aos jornalistas brasileiros que a acompanharam na visita oficial à Nigéria.

Dilma Rousseff salientou que o ministro venezuelano lhe transmitiu que o presidente da Venezuela “estava com problemas em respirar”, mas acrescentou que “estava tudo controlado”

Nicolás Maduro, vice-presidente venezuelano, afirmou que Chávez esteve reunido hoje com membros da sua equipa do Governo durante cinco horas e meia, para tratar diversos assuntos.

“Tivemos já três sessões [de trabalho]. Ele está com muito ânimo e muito enérgico, com muita força e vitalidade. E isso deixa-nos com muita alegria”, disse Maduro, numa declaração transmitida na televisão estatal venezuelana.

Chávez regressou na segunda-feira à Venezuela, depois de ter passado dois meses em Cuba, onde, a 11 de dezembro, foi operado pela quarta vez em 18 meses a um cancer na região pélvica.


Wagner em Uauá, a terra do bode

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Grazzielli Brito

O governador, Jaques Wagner, se rendeu ao chapéu de couro, ao sabor do Umbu e ainda cobrou a carne de bode no sertão da Bahia. Na sexta-feira (22), o município de Uauá parou para receber o chefe do estado a quen não faltou companhia durante sua visita à ‘capital do bode’. Além de dezenas de políticos, senadores, deputados federais e estaduais, vários prefeitos da região e outro punhado de vereadores, Wagner contou com a presença massiva da população que assistiu à inauguração de um trecho da BR 253 e logo após assinatura de convênios durante o Festival do Umbu.

O governador comemorou a realização da pavimentação asfáltica no trecho Uauá-Bendegó- Canudos- Canché, em uma extensão de 74 km da BR 235 e assinou convênio para implantação de uma unidade de processamento de polpa de frutas, no valor de R$ 928 mil, e autorizou o início das obras de implantação de um sistema simplificado de abastecimento de água.

Em seu discurso o governador enfatizou a importância das cooperativas para o desenvolvimento social e econômico do país, enalteceu a figura do ex-presidente Lula, contando histórias de amizade e intimidade entre eles, sempre defendendo os programas de transferência de renda do governo federal, já de olho nas eleições 2014. “Hoje graças a esses programas, o momento é difícil, mas cada um mantém sua dignidade porque tem o que comer. E Lula sempre me diz ‘Galego’(que é como ele me chama) uma andorinha só não faz verão. Eu sou o governador que mais andou pelo interior, na história da Bahia. Foi o Lula que também me disse ‘pra governar bem tem que pisar onde o povo pisa’”, discursou Wagner.

Em Uauá o governador enfrentou um calor insuportável, em um palanque lotado. “Aqui tá um calor retado. É bom a gente vim aqui tomar esse calor pra saber o que vocês sofrem todos os dias, vou levar pra minha casa, dizer a minha família ‘vocês reclamam com tudo na mão, vai ver o que o sertanejo sofre’, e vocês nem reclamam porque sertanejo é um forte”.

A grande comitiva do governador junto a vários outros políticos locais que o aguardavam no município ocasionou certo burburinho no palanque, enquanto ele discursava o que o irritou. “Oh! Pessoal que está aqui em comício atrás de mim, tem só um comício aqui, que é pra cá pra frente, vocês ficam fazendo comício em minhas costas e não consigo ter atenção aqui. Não! Porque o caboclo não é obrigado a ficar aqui em cima”, deu a bronca.

Sobre suas intenções políticas pra 2014, já fora do palanque Wagner falou que vai tomar uma decisão até o final do ano. “Até agora não decidi, se for candidato, serei a deputado federal ou posso ficar até o final do governo pra coordenar o processo de reeleição da Dilma e o nosso processo aqui no estado”.

Sobre o recuo de Eduardo Campos em sua intenção de concorrer à presidência disse: “Acho ótimo! A a gente tem que manter nosso grupo unido pra continuar esse trabalho que começou com Lula, continuou com Dilma e precisa de mais quatro anos pra fazer ainda mais”, declarou o governador.

Com Jaques Wagner, em Uauá estiveram os senadores Valter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB), os deputados federais Zezeu Ribeiro (PT) e Mario Negromonte (PP), estaduais Fatima Nunes (PT) e Roberto Carlos (PDT), os prefeitos Isaac carvalho de Juazeiro (PC do B), de Canudos Genário Rabelo, popular Geo (PSD) e Calinhos Brandão (PPS), entre outros.

Grazzi Brito é Jornalista , mora em Juazeiro, na margem baiana do Rio São Francisco, de onde colabora com o BP

fev
23
Posted on 23-02-2013
Filed Under (Newsletter) by vitor on 23-02-2013

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A mãe do músico Gilberto Gil morreu por volta das 7h deste sábado (23), no Hospital Português, em Salvador. A informação foi confirmada pela unidade hospitalar.

Segundo Flora Gil, esposa do músico baiano, Claudina Passos Gil morreu por falência múltipla de órgãos. Ela estava internada na capital baiana há mais de 10 dias, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Flora conta que Gilberto Gil, que está fora da Bahia, deverá chegar a Salvador ainda neste sábado. O sepultamento de dona Coló, como é conhecida, acontecerá no domingo (24), às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade.
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DO BAHIA EM PAUTA:

Dona Claudina é citada pelo filho Gilberto Gil em “Cultura e Civilização, uma de suas canções mais revolucionárias e contundentes, gravada por Gal Costa em 1969. Uma marca do Tropicalismo, movimento que teve em Gil um de seus criadores.

Confira

(Vitor Hugo Soares)


Yoani com o senador Suplicy e…
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..com a câmera: aliados contra a intolerância

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ARTIGO DA SEMANA

UMA SEMANA DE ALMANAQUE

Vitor Hugo Soares

No computador, ligado para produzir estas linhas semanais de opinião, escuto cantar o artista cearense Belchior, um de meus preferidos do primeiro time da música popular brasileira. O rapaz latino americano que anda outra vez sumido no mundo, interpreta uma famosa música de Chico Buarque de Holanda, gravada no álbum Vício Elegante (1996), no qual empresta seu jeito especial de cantar na regravação de grandes sucessos de compositores da MPB.

A canção que escuto é Almanaque.

Nos versos precisos e bem humorados, um rosário de perguntas incômodas e preocupações inusitadas em “sambas de namoro e amor”. Questões levantadas em tempos temerários (a expressão é do grande Nestor Duarte, no título de seu romance fabuloso), pontuados de loucuras, inquietações e dúvidas, mas que os dias correntes na Bahia, em Brasília, em São Paulo, no País e lá fora, revelam que continuam à espera de respostas até agora.

Os fatos, palavras e imagens tristemente produzidos na passagem em Recife, Feira de Santana, Salvador, Brasília e São Paulo, da blogueira Yoani Sanches, combativa e combatida dissidente do regime dos irmão Castro, em Cuba, são atestados contundentes de atualidade das questões que a música levantava há tantas décadas.

Um triste espetáculo de intolerância e burrice com exposição planetária. Daqueles que o conceberam nos desvãos de palácios, gabinetes e embaixada, e dos que os executaram como “paus mandados” ou inocentes inúteis. É difícil entender – e mais difícil ainda explicar -, um espetáculo assim em Recife: a capital pernambucana de tantos heróicos resistentes em longos combates pela democracia e contra a repressão nos anos da canção de Chico, ou em passado mais remoto.

Ou aquele show grotesco de violência e subserviência misturadas, encenado na noite vergonhosa de quarta-feira passada em Feira de Santana. A gloriosa e honrada cidade na entrada do sertão da Bahia, de tantas jornadas históricas lideradas por um de seus filhos mais ilustres, o saudoso prefeito afastado pelo regime militar-civil em 64, Francisco Pinto.

Mais tarde, o deputado Chico Pinto, que se transformaria em um dos mais dignos e emblemáticos parlamentares da história do País em qualquer tempo. Ao lado do colega e amigo pernambucano Fernando Lyra (que morreu dias antes dos episódios deprimentes nas duas cidades que ele tanto amou e exaltou), Chico Pinto é uma referência nacional do bom combate na política e na vida pública e privada, inimigo ferrenho de todas as ditaduras, até a morte.

Escuto a voz cortante de Belchior emprestada à interpretação da música de Buarque :

“Ó menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou / Diz quem é que marcava o tic-tac e a ampulheta do tempo disparou / Se mamava se sabe lá em que teta o primeiro bezerro que berrou”.

Penso: O que e quem teria movido os cordéis daqueles mansos cordeiros do poder, que agora, com olhos inflamados e veias do pescoço quase explodindo de ira, acenam com notas falsificadas de dólares nas mãos. Militantes femininas de presumíveis “partidos de esquerda e ONGs”, que puxam os cabelos e tentam intimidar com gestos vis e palavras grosseiras a jovem blogueira cubana. Recebida em sua primeira viagem permitida fora de seu país aos gritos de “vendida ao capitalismo americano”, no Aeroporto dos Guararapes, na capital de Pernambuco.

Quanta ironia na cena inacreditável!

Belchior segue com as incômodas perguntas de “Almanaque”: Quem penava no sol a vida inteira/ como é que a moleira não rachou?/ Me diz, me diz/ Quem tapava esse sol com a peneira e quem foi que a peneira esfuracou / Me diz, me diz, me responde por favor/ Quem pintou a bandeira brasileira/ Que tinha tanto lápis de cor?”

E a imagem pula para Feira de Santana : A horda ululante impede a exibição do documentário “Conexão Cuba-Honduras”, do cineasta baiano Duda Galvão, um dos motivos principais da visita de Yoani ao Brasil. No meio do caos, um momento de luz e lucidez. Na Feira de Chico Pinto, a digna e corajosa figura do senador paulista, Eduardo Suplicy enfrenta a turba enfurecida com uma convocação à reflexão e ao debate. Assim evita o pior, mesmo sem impedir o desastre que já estava consumado.

O resto é o que se viu e se vê no rastro da passagem da blogueira por Brasília, São Paulo e onde quer que vá a dissidente cubana em sua luta, armada com uma câmera e um computador, contra a intolerância e a favor da liberdade de expressão. Ah, e um ar sereno e o riso irônico ao encarar os que a ofendem, parecendo dizer com os olhos: ”Senhor, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem!”

Ao fundo, antes do ponto final, Belchior segue com as perguntas da canção de Chico Buarque:

…”Quem é que sabe o signo do capeta/ E o ascendente de Deus Nosso Senhor /Quem não fez a patente da espoleta/ Explodir na gaveta do inventor/ Me diz, me diz, me responde por favor/ Quem tava no volante do planeta/ Quando o meu continente capotou? / Vê se tem no almanaque, essa menina/ Como é que termina um grande amor. Me diz, me diz, me responde por favor/ Se adianta tomar uma aspirina, ou se bate na quina aquela dor?”.

Responda quem souber!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

fev
23
Posted on 23-02-2013
Filed Under (Charges) by vitor on 23-02-2013


Nani, hoje, no site A Charge Online

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OPINIÃO POLÍTICA

Lídice, Campos e o PSB

Ivan de Carvalho

Em um cenário normal, o aviso da presidente estadual do PSB, senadora Lídice da Mata, de que seu partido está na corrida para a sucessão do governador Jaques Wagner poderia ser interpretada de duas formas.

Uma delas, a simples intenção de Lídice da Mata de, por intermédio do PSB, apresentar seu nome – não existe outro na seção baiana em condições políticas e eleitorais para isso – para o governo.

Uma avaliação do quadro sucessório mostra que nas oposições não há um candidato forte (o nome que se destaca nas pesquisas é o do prefeito de Salvador, democrata ACM Neto, que somente em condições especialíssimas, improváveis de ocorrerem, poderia deixar tão cedo o comando da prefeitura para mergulhar numa dura batalha eleitoral).

Enquanto isso, na área governista o quadro também não é confortável. O PT, até onde se sabe e por tudo que dele se conhece, não pretende abrir mão da candidatura a governador, ainda mais estando numa posição de força entre os partidos aliados, graças às suas posições de poder estadual e federal. Essa generosidade não é da sua natureza, antes a contraria.

Mas, apesar dessa situação preponderante, o PT não está bem. Dos quatro nomes relacionados por sua executiva estadual como de pré-candidatos a governador, três (Rui Costa, José Sérgio Gabrielli e Luiz Caetano) precisam, para se afirmar verdadeiramente, construir alianças e afastar obstáculos dentro do próprio PT, além de construir pontes ou metrôs que os unam, não a Itaparica ou Lauro de Freitas, mas aos partidos aliados e, numa segunda e não menos difícil operação, ao eleitorado.

O quarto pré-candidato petista tem a vantagem de ser senador, líder do PT no Senado e enfrenta sérias dificuldades para construir um consenso ou algo próximo disso na sessão estadual do partido e até obter o apoio de Lula (que simpatiza com a candidatura de José Sérgio Gabrielli).
Mas Pinheiro tem a vantagem de, além de senador, portanto, politicamente autônomo, ser o nome petista que aparece com maior preferência no eleitorado – abaixo do democrata ACM Neto e do vice-governador Otto Alencar, presidente estadual do PSD e nome mais popular para o governo na coalizão situacionista. A aparição expressiva de Pinheiro em pesquisas eleitorais (reservadas) decorre na maior parte, no entanto, de ter ele concorrido a duas recentes eleições majoritárias – para prefeito de Salvador, em 2008 e para senador, em 2010. Seus índices representariam, em grande parte, não uma preferência dos eleitores, mas uma “lembrança”. Uma lembrança que não deixa de ter seu valor.

Bem, neste cenário petista assim vazio, Lídice estaria, segundo a primeira daquelas interpretações inicialmente referidas, entrando com o seu PSB no rol de candidatos ao governo para ver se cola, modo pelo qual se poria em situação similar (não significa igual) às de Otto Alencar e Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa.

Ou, na interpretação menos ambiciosa, anunciando a disposição do PSB de disputar o governo apenas como estratégia para valorizar o partido nas negociações eleitorais e na participação no futuro governo.

Essas interpretações eram válidas enquanto não se conhecia – e agora já se conhece – a disposição do presidente nacional do PSB. O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, pretende concorrer à presidência da República em 2014, se não houver obstáculo político incontornável. A decisão de Campos e do PSB que ele controla (excetuada a forte dissidência do Ceará, com os irmãos Ciro e Cid Gomes) explica melhor a posição de Lídice da Mata – ela entra na disputa para governador (com seu mandato de senadora garantido até início de 2019) por decisão partidária, para nuclear um palanque com densidade na Bahia para a candidatura presidencial de Eduardo Campos, caso esta se concretize. No mais, o que houver é lucro.

DO YOU TUBE:

Nesse vídeo-montagem Angela Maria canta “Voltei” belissimo samba-canção de Irany de Oliveira e Getúlio Macêdo, gravado em Discos Copacabana em 1955 em 78rpm número 5867 lado A e no lado B “Apaixonada” outro belo samba-canção. Abelim Maria da Cunha, nascida em Conceição de Macatu. distrito de Macaé no Rio de Janeiro. “Angela Maria” é e sempre será a Rainha do Rádio e a eterna musa da Rádio Nacional.

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Salve Angela e todas as cantoras do Rádio.
Bom sábado para todos

(VHS)


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