Cajado: discurso regulatório na posse de Procurador-Geral

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CLAUDIO CAJADO É O NOVO PROCURADOR-GERAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Cláudio Cajado, deputado pelo DEM/BA é o novo Procurador-Geral da Câmara dos Deputados, em Brasília. A cerimônia de transmissão de cargo do deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP) para o parlamentar baiano ocorreu este sábado, 19, ao meio dia.

No seu quinto mandato, Cajade segue ocupando posição de destaque dentro do Congresso Nacional e, institucionalmente, assume o papel de defensor formal da imagem da Casa e de seus membros.

O parlamentar baiano foi indicado pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, para o biênio 2013/2014.

Ao assumir o cargo, Cajado afirmou ter como metas a defesa da democracia e o respeito ao voto do cidadão brasileiro. Declarou, também, que irá atuar junto à imprensa para que calúnias, injúrias, difamações ou acusações injustas – feitas ao Parlamento e aos Deputados – não fiquem sem resposta.

Nas palavras do Deputado, “os exageros podem acontecer dos dois lados. Não vou esconder os fatos. Os erros serão corrigidos, mas as injustiças terão que ser reparadas. A relação com os meios de comunicação tem que ser proativa. Para tanto, vou designar uma equipe de advogados para apurar qualquer ofensa contra o Parlamento”.

Cajado informou, ainda, que irá procurar os presidentes dos tribunais superiores para acelerar os processos relativos à Câmara dos Deputados. De acordo com o parlamentar, a Procuradoria será uma extensão jurídica dos gabinetes, e nenhuma ofensa ao Parlamento ficará sem resposta rápida e eficiente.

O novo Procurador afirmou que irá empenhar-se na regulamentação do direito de resposta, que ficou sem critérios desde a revogação da lei de imprensa. Segundo o Congressista, “a partir do momento em que os meios de comunicação não têm limite para oferecer resposta, em muitas vezes o fazem de acordo com o arbítrio pessoal. Enfim, não há um critério para que eventuais questões sejam resolvidas independentemente das demandas judiciais”. Cajado defendeu um marco regulatório, estabelecido em lei, “que diga até onde se pode reparar a injustiça caso uma informação não esteja consoante com a verdade dos fatos”.

fev
19

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Ponto para o programa “Encontro com Fátima”, sobre o tema Felicidade, no fim da manhã e começo desta terça-feira, 19, na Rede Globo.

Destaque especial para a entrevista e apresentação de Mart`nália e Paulinho Moska. Beleza pura quando cantaram juntos “Namora Comigo”, tema da novela das seis Lado a Lado, uma das melhores coisas da programação atual da Globo.

Felicidade é isso. BRAVO!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

A diferença é a marca

Nizan Guanais

A diferença entre um tablet fabricado na China e o mesmo tablet igualzinho, só que com a marca Apple, é a marca da Apple.
A marca não é só um logo estampado num produto, mas um conjunto de valores e atributos tangíveis e intangíveis que essa marca carrega e aquele logo anuncia. A construção de uma marca é uma obra empresarial suada, que leva tempo, feita com disciplina e profissionalismo.

A marca não é, como muitos pensam, fruto só de publicidade. Ela é uma verdade, um sonho ou uma fantasia. A única coisa que ela não pode ser é uma mentira. É uma verdade mesmo que essa verdade seja a fantasia da Disney.

Uma marca também é definida por coisas que não é. Louis Vuitton, por exemplo, não é barato. A marca se gaba de nos últimos anos não ter feito liquidação. Por isso, quem a usa carrega não só uma bolsa, mas uma bolsa cara, que leva toda a história da casa Vuitton.

As marcas não vendem só luxo, exclusividade ou frescura. Quem compra na Zara, por exemplo, ostenta inteligência: “Sou mais inteligente porque me visto bem na Zara, comprando o que está na moda sem pagar o preço alto da moda”.

Para isso, a Zara é um prodígio de seguir a moda sem copiar seus custos, abrindo lojas bem na frente das marcas de luxo.
As marcas, assim como os grandes jornais que amamos, têm que ter conselho editorial e editor-chefe. Steve Jobs foi o maior editor-chefe empresarial dos últimos tempos. Construiu a marca Apple pelas coisas que fez e não fez, como não dar ouvidos ao consumidor, impondo sua própria vontade.

Num mundo onde virou moda certos clientes maltratarem suas agências de propaganda (refluxo da arrogância das agências nas décadas de 70 e 80), Jobs colocou a agência TBWA dentro, fisicamente, do prédio da Apple e construiu junto com ela alguns dos melhores momentos da publicidade, a ponto de em alguns comerciais ele mesmo fazer textos e até locução.
Jobs soube também explorar com maestria as relações públicas. Todos temos no imaginário o Steve Jobs de jeans e gola rolê apresentando a um auditório lotado e em frenesi o próximo lançamento.

Ele fez da coletiva um instrumento midiático moderno, global e excitante. E usou o design para tornar um aparelho único porque o design o fazia parecer único mesmo quando não era tão único assim.
O silêncio, a discrição e quase nenhuma publicidade podem também construir uma marca.

A família Safra é um exemplo. Discretos, construíram uma marca e várias casas bancárias com uma ferramenta de marketing poderosa, o “no marketing”.

O “no marketing” não é só ser discreto e “low profile”. É também ter fama de discreto e “low profile”. Construir a cultura do “no marketing” é repeti-la com exaustão dentro da organização e fazer com que todos a conheçam e se comportem assim.

Indo de um polo a outro, marcas como Redbull foram inventadas com todo o barulho e ferramentas de marketing, de forma tão revolucionária quanto o silêncio dos Safra.
Adotando os esportes radicais, o gênio de seus criadores fez de uma bebida de gosto estranho marca de aceitação global. Redbull é a energia do novo novo. Com o patrocínio dos esportes de alto risco e alta energia, tornou-se sinônimo mundial de energia, uma ação de “branding” maciça que consumiu, pasmem, 35% do seu faturamento.

Apple, Safra e Redbull são “brandings” diferentes, unidos pelo alinhamento total entre a marca e a cultura da organização empresarial. Como Ralph Lauren, cuja vida se confunde com a marca e a empresa que levam seu nome. Criou valores, processos e crenças, conhecidos por todos, que terão de ser respeitados mesmo quando ele não estiver aqui para lembrá-los.

O mundo da moda é o mais dinâmico usuário dos instrumentos de marketing. Como fica velha todo ano, a moda tem que se tornar anualmente jovem e renovada. As diferenças podem vir nas embalagens, no produto, na publicidade, no preço ou na tecnologia e na inovação.

Num mundo lotado de marcas e ferozmente competitivo, ninguém sobrevive ou constrói marca se não tiver uma diferença clara e se a organização não estiver alinhada, consciente e doutrinada a trabalhar para não esquecer nem deixar o consumidor esquecer aquela diferença.

NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna (da Folha)


Kate fez esta manhã (19) a sua primeira visita oficial após o anúncio da gravidez Foto: Stefan Wermuth/Reuters/DN
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

A romancista britânica Hilary Mantel acusou a duquesa de Cambridge , Kate Middleton, de não ter personalidade. A escritora foi mais longe e afirmou ainda que a única função da mulher do príncipe William “é dar à luz”.

“[Kate Middleton é] uma boneca articulada, daquelas que servem para pendurar panos, e não tem personalidade própria”, disse Hilary Mantel durante uma conferência promovida pela London Review of Books. “A sua única função e propósito é dar à luz”, acrescentou.

“Kate parece ter sido selecionada para o papel de princesa por ser irrepreensível: não usa truques, não é esquisita e nem corre o risco de mostrar qualquer personalidade. Parece feita por medida, uma máquina, muito diferente de Diana de Gales, que a cada gesto mostrava a sua natureza humana e emocional”, completou a romancista que já venceu o Booker Prize por duas vezes.

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De Maria Olívia para o BP

Bom dia,
Hoje é dia de celebrar nosso amigo Mário Brito, companheiro dos mais queridos no “senadinho’ do Shopping Barra, do Clube Inglês, de Pombal e da vida. Solidário, Mário tem o coração do tamanho do mundo. Leitor assíduo do Bahia em Pauta, ele acessa o Blog desde às primeiras horas do dia. Mário é um homem de muita fé, católico fervoroso, sugiro colocar a canção de Roberto Carlos, ‘Nossa Senhora’… como a página musical em sua homenagem.
(Maria Olivia e Vitor Hugo pelo Bahia em Pauta)

fev
19
Posted on 19-02-2013
Filed Under (Charges) by vitor on 19-02-2013


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Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco


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OPINIÃO POLÍTICA

Uma agressão atualizada

Ivan de Carvalho

Em outubro de 1986, véspera da eleição de governador da Bahia, o candidato Josaphat Marinho, de convicção socialista na economia e democrática na política e na organização do Estado e da sociedade, com o apoio do carlismo e do então governador João Durval, estava previa e obviamente derrotado pelo candidato oposicionista Waldir Pires.

Mesmo assim, decidiu, com aliados, fazer uma caminhada no Shopping Center Iguatemi. Eu trabalhava então na sucursal da Bahia do Jornal do Brasil e por isto estive no evento. Depois de almoçar no restaurante Baby Beef, anexo ao Hipermercado Bom Preço, o grupo seguiu para o shopping.

Aconteceu então uma das coisas mais antidemocráticas, incivis, brutais e vergonhosas que a luta política pode oferecer sem recorrer aos extremos do uso de bombas, armas de fogo, espadas e lanças, punhais, tacapes ou veneno. Sob os bons auspícios do deputado Marcos Medrado, como resultou apurado, dois ou três ônibus haviam trazido do subúrbio um numeroso grupo de baderneiros exatamente para fazer baderna, incluindo agressões físicas que podiam ser consideradas tanto como leves (na escala criminal) quanto como inaceitáveis, na escala ética ou de política democrática.

Josaphat Marinho foi um político tão correto que é o único do qual se tem conhecimento indubitável de que devolveu, certa vez, “sobra de campanha” ao doador – e apesar da resistência deste em receber –, simplesmente porque o dinheiro não chegou a ser gasto na campanha. Disso não fez praça, mas sabe-se que aconteceu.

Chegou ontem ao Brasil a blogueira cubana Yoani Sanches. Durante anos, dentro do inferno criado pelo regime cubano, tem lutado pela liberdade de expressão e pelos direitos humanos. A embaixada de Cuba em Brasília promoveu em 6 de janeiro uma reunião, denunciada pela revista Veja, com militantes do PT, PC do B e CUT e um alto funcionário da Secretaria-Geral da Presidência da República, o coordenador-geral de Novas Mídias, Poppi Martins, para preparar uma versão atualizada e mais ampla da que foi dada a Josaphat Marinho e alguns de seus aliados no Shopping Center Iguatemi, em 1986.

O traço comum nas duas, a de 1986 e a de agora, é a metodologia totalitária utilizada – indo da intimidação ao cerco, da gritaria aparentemente idiota, mas apesar de insultuosa e histérica, planejada e dirigida com objetivos óbvios que se tenta alcançar, entre eles a descabida desqualificação do adversário – uma ação, afinal, que Joseph Stalin ficaria orgulhoso de inspirar. E que, pelo menos em relação a Yoani Sanches, com certeza, de seu túmulo, inspirou mesmo, pela obra e ensinamentos que deixou.

Em Recife, um grupo de 20 pessoas foi em plena madrugada dar o que esperam ser as más vindas a Yoani, que desembarcou no portão norte do aeroporto e foi seguida pela pequena horda de militantes até o portão sul. A horda leu uma carta proclamando que o blog da dissidente cubana é um instrumento de “desinformação” contra Cuba e ainda jogou sobre ela dólares falsos, na óbvia insinuação de que é vendida aos Estados Unidos. O desembarque em Salvador também não decepcionou: uns 20 “simpatizantes” do governo cubano, com cartazes de “mercenária” e o inovador grito de “Cuba sim, yanques não” – !!!!!! – forçaram Yoani a sair pelo setor de desembarque de autoridades. Em Recife, ela havia dito estar feliz por ver que há liberdade no Brasil e comentado que, em seu país, um protesto contra um convidado do governo cubano “não duraria dois minutos”.

Na Assembléia Legislativa da Bahia, o deputado Álvaro Gomes, do PC do B, foi à tribuna e sapecou a língua em Yoani Sanches, mostrando-se irritado porque ela pretende, após a turnê de 80 dias por doze países, voltar para Cuba onde continuará a luta por liberdade de expressão e direitos humanos. Na Câmara federal, o deputado Jutahy Júnior, do PSDB, manifestou sua solidariedade à “guerreira da liberdade”, destacando “que ela está falando em nome de todos os que são injustiçados e perseguidos no mundo”.

Do You Tube

Edição exclusiva (exclusive edition) – o video não pertence à musica (the video don´t belong to the music)

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Adamo, uma voz, uma canção e muita saudade

Boa terça-feira!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO UOL


FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA ESPECIALDA FOLHA DE S. PAULO A FEIRA DE SANTANA

Grupos de manifestantes ligados a movimentos estudantis e sociais, ao PC do B e ao PT impediram nesta segunda-feira (18) a exibição de um filme em Feira de Santana, na Bahia, com a presença a blogueira cubana Yoani Sánchez.

Aos gritos de “traidora”, “Cuba sim, ianques não”, os militantes tomaram o salão da Casa do Saber, um planetário cedido pela prefeitura para a exibição de “Conexão Cuba Honduras”, do cineasta baiano Dado Galvão, que tem como uma das protagonistas a ativista cubana, que chegou ontem ao Brasil.

Quando Sánchez chegou ao local, os ânimos se exaltaram e a blogueira chegou a ser recolhida na sala de diretoria, enquanto o senador Eduardo Suplicy (PT) tentava uma negociação com os manifestantes.

Com chapéu com estrela do Che Guevara, o ex-vereador do PT Angel Almeida negociou a mudança do evento: de exibição de documentário a debate, com participação dos militantes.

Quase uma hora depois, a blogueira que pode sair de Cuba após 20 tentativas frustradas, finalmente começou a falar, de pé, por 15 minutos: “Vivo numa sociedade onde opinião é traição”, começou.

As vaias tomaram mais uma vez o ambiente –o vereador paramentado de Che mais uma vez conteve os ânimos. E foi assim em vários momentos.

A exibição frustrada foi o auge de uma jornada já tumultuada por protestos, que começaram na primeira escala de Sánchez, em Recife –ela teve até o cabelo puxado–, e seguiram em seu desembarque em Salvador.

“Protesto faz parte da democracia, agressividade não”, disse Dado Galvão. “É uma cidade pacata”, queixou-se. “É o que a ‘Veja’ disse que ia acontecer”,

“Acabou tensionando tudo”, admite Jader Dourado, do movimento de bairros de Feira de Santana e que foi candidato a vereador pelo PT na cidade.

Ele negou qualquer orientação nacional para a mobilização. “Soubemos da visita e fizemos uma reunião com as organizações na sexta-feira. Era um convite aberto e irrestrito.”

Na platéia, líderes do protesto no aeroporto de Salvador ajudavam a mobilização local. Entre eles, Caio Botelho, da UJS (União da Juventude Socialista), ligada ao PC do B. Panfletos contra a blogueira

Ambos prometem repetir os protestos na agenda de hoje de Sánchez, que inclui um debate em uma universidade de Feira de Santana. Em São Paulo, para onde Sánchez segue amanhã, os protestos também devem ser organizados, informamram os militantes.

“Todo mundo está se organizando em todo o território”, diz Dourado.

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