Fernando Lyra ( com Tancredo Neves e Eduardo Campos):
um guerreiro da política brasileira

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DEU NA DE S. PAULO

O ex-deputado e ex-ministro da Justiça Fernando Lyra morreu na tarde desta quinta-feira (14) aos 74 anos em São Paulo.

Lyra estava internado na UTI (unidade de terapia intensiva) do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas).

Segundo boletim do hospital, o ex-ministro morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos.

O ex-ministro estava em coma, respirando mecanicamente. Ele foi transferido no dia 5 de janeiro para São Paulo, após sete dias de internação no Hospital Português, no Recife, para tratar uma infecção urinária.

O quadro foi agravado por uma insuficiência cardíaca da qual sofre há 20 anos.

O corpo será enterrado no Recife, onde nasceu em 1938. Lyra formou-se em direito em Caruaru em 1964.

Fernando Lyra elegeu-se deputado estadual pelo MDB em 1966 e deputado federal em 1970.

Reeleito sucessivamente, articulou a candidatura de Tancredo Neves à Presidência em 1985 e foi nomeado ministro da Justiça. Deixou o governo em 1986. Em 1989 foi candidato a vice de Leonel Brizola.

Voltou à Câmara em 1992 e ocupou uma cadeira até 1999. De 2003 a 2011, presidiu a Fundação Joaquim Nabuco.

O ex-ministro foi autor do livro “Daquilo que Eu Sei”, sobre a eleição de Tancredo Neves e a transição democrática após a ditadura militar.

Em nota, o vice-governador de Pernambuco, João Lyra, que é irmão do ex-ministro, lamentou a morte.

“Na vida pública, ele foi deputado e ministro da Justiça. Um guerreiro justo e incansável, sempre ao lado das causas democráticas e humanitárias”, afirmou.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, decretou luto oficial de três dias.


DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Nelson Barros Neto

De Salvador

O Ministério Público do Trabalho na Bahia instaurou inquérito civil para investigar dois acidentes com mortes nesta semana no Estado: o da tenda que desabou no complexo Costa do Sauípe, no litoral norte, e o de um trio elétrico em Salvador, durante o Carnaval.

Em Sauípe, um dos maiores complexos hoteleiros do país, um jovem de 19 anos morreu na quarta-feira (13) devido ao desabamento de uma tenda que receberia um encontro regional de gerentes do Bradesco.

Zilmar Nere dos Santos era um dos operários que estava montando a arena, cujo evento aconteceria de sexta (15) a domingo (17).

No dia anterior, um homem de 23 anos que trabalhava na manutenção de um trio morreu após receber uma descarga elétrica na rede de alta tensão. Erisvaldo Max de Carvalho trabalhava na manutenção do trio elétrico do bloco que recebe mais turistas na folia da capital baiana, o Me Abraça.

A Procuradoria diz que as empresas envolvidas nos dois casos serão convocadas a prestar esclarecimentos e que também analisará ambas as perícias.

“Se ficar comprovada a responsabilidade das companhias, elas serão chamadas a indenizar a sociedade pelos danos morais coletivos e para assumir o compromisso de adotar medidas de segurança que previnam novas ocorrências do gênero”, afirmou o procurador-chefe do órgão na Bahia, Pacífico Rocha.

LIBERADOS

Doze pessoas feridas no acidente em Costa do Sauípe receberam alta nesta quinta-feira do Hospital Geral de Camaçari. Outros dois trabalhadores continuam em estado grave.

A Secretaria de Saúde da Bahia diz que houve 30 feridos no acidente –e não 49, como anteriormente divulgado.

A perícia vai durar até a desmontagem total da estrutura metálica, que partiu enquanto era instalada a uma altura de pelo menos 20 metros, numa área de aproximadamente 7.000 m². A tenda teria capacidade para 3.500 pessoas.

O Grupo TV1, responsável pela realização do evento, disse que tem 27 anos de experiência no ramo e que a construção estava sendo realizada “dentro de todas as especificações e normas de segurança exigidas por lei […] e sob supervisão de engenheiros e arquitetos qualificados e experientes”.

fev
14

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DEU NO JORNAL “PÚBLICO” (PORTUGAL)

O Papa Bento XVI disse nesta quinta-feira que vai passar o resto da sua vida em oração, “escondido do mundo”.

Num encontro com mais de mil padres e religiosos de Roma, o Santo Padre disse que depois de renunciar, no dia 28 de Fevereiro, irá viver em reclusão.

“Mesmo que eu me retire em oração, vou continuar sempre perto de vós e estou seguro que vós também ides continuar perto de mim, mesmo que eu permaneça escondido do mundo”, disse o Papa, citado pela Reuters.

No último dia do mês, Bento XVI voará de helicóptero para Castel Gandolfo, residência de Verão dos Papas, onde ficará até que seja conhecido o nome do seu sucessor. Só depois do fumo branco, o cardeal Joseph Ratzinger dará entrada no convento Mater Ecclesiae, situado no Vaticano, bem junto à Basílica de São Pedro.

Nesta lenta despedida, pontuada por cerimónias e mensagens destinadas a marcar o fim do seu pontificado , Bento XVI apelou a “uma verdadeira renovação” da Igreja Católica, estimando que as grandes orientações dadas pelo Concílio Vaticano II não foram completamente “realizadas”.

Bento XVI, que falou durante 35 minutos sem notas, deixou uma missão para o futuro: “Devemos trabalhar para que o verdadeiro Concílio se realize e renove verdadeiramente a Igreja”.

Na véspera, na sua última missa pública, o Papa deixou também vários alertas e avisos, contra “a hipocrisia religiosa”, contra “o comportamento de quem quer aparecer” e contra “as atitudes que procuram aplausos e aprovação”.

Bento XVI alertou também contra o que considera ser “os golpes contra a unidade da Igreja” e a “divisão do corpo eclesiástico”, lamentando que “o rosto da Igreja seja, por vezes, desfigurado”.

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE E NO JORNAL DA GAZETA

OPINIÃO

Bob Fernandes

Corre na internet uma petição para que Renan Calheiros (PMDB-AL) renuncie à presidência do Senado. Mais de 1 milhão e 360 mil internautas (o correspondente a 1% do eleitorado brasileiro) já teriam assinado a petição. Nenhuma consequência legal decorre desse abaixo assinado. O valor desse movimento é político.

E política foi importantíssima mensagem enviada por Renan Calheiros às vésperas do carnaval. Renan embutiu sua mensagem, quase sem ser notada, em meio a um artigo publicado na coluna Tendências/ Debates à página 3 da Folha de S.Paulo.

Renan escreveu:

– Passo relevante é a defesa do nosso modelo democrático, a fim de impedir a ameaça à liberdade de expressão, como vem ocorrendo em alguns países. O chamado inverno andino não ultrapassará nossas fronteiras.

O presidente do Senado e do Congresso pregou ainda:

– Temos que nos inspirar, sim, nas brisas de uma primavera democrática e criar uma barreira contra os calafrios provocados pelo inverno andino.

Por fim, Renan prometeu “criar uma trincheira sólida, se preciso legal, a fim de barrar a passagem desses ares gélidos e soturnos. Em governos democráticos, não deve haver nenhuma pretensão de se imiscuir no conteúdo dos jornais, nem na atividade dos jornalistas”.

O que Renan quis dizer com sua metáfora andina?

Em seu artigo/recado Renan enviou foi uma proposta, digamos assim, para os donos da indústria de Mídia do Brasil. Em resumo, o que ele disse sem dizê-lo foi: Não mexam comigo que eu não deixarei que mexam com vocês.

Quando fala em “inverno andino”, Renan busca assustar, pois há quem se assuste, com o Equador de Correa e a Venezuela de Hugo Chávez. E também com a Argentina de Cristina Kirchner e sua Lei de Meios de Comunicação.

Os Fatos. Certamente há no Brasil quem sonhe com censurar a imprensa. Como há quem queira, como se faz no mundo civilizado, ter leis que, na prática, impeçam monopólios na indústria da comunicação. Isso é capitalismo. É zelar pela livre concorrência, regular o mercado. Como se faz com pasta de dente, cerveja, sabão em pó…

No Brasil há também quem sequer aceite esse debate. Basta uma menção ao assunto e lá vem a ameaça: “É censura!”. Só para lembrar: os EUA, , com a sua Federal Communications Commission (FCC), regulam as dimensões e regras da sua Indústria de Comunicação.

A Inglaterra também. Com sua similar OFcom, obrigou Murdoch, barão da mídia, a abrir mão da SKY. Murdoch tinha 40% e queria comprar os outros 60%. Como seu jornal News Of the World grampeou o herdeiro do trono, e muitos outros, Murdoch perdeu a SKY. E teve que fechar o jornal centenário.

França, Portugal, países nórdicos… Mundo afora, nações democráticas tem órgãos que cuidam da regulação na indústria de comunicação. Estes são fatos, facilmente verificáveis com dois cliques na internet. Isso nada tem a ver com censura.

Fato é, também, que o acuado Renan Calheiros escreveu e viu publicada a sua “mensagem” andina. Que, embutida, carrega e propõe uma troca. Ou, ao menos, uma trégua. E, na prática, o não tocar, ou não mexer em nada.

O Brasil precisa e merece debater esse tema, o das dimensões da sua Indústria da Comunicação. Com transparência e sem falseamentos. Com espírito democrático. Sem ameaças de quem quer que seja.

fev
14

Lendas do Abaeté – Samba da Mangueira campeã 1973
– (TV Cultura)
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DICA DA JORNALISTA MARIA OLÍVIA PARA LEITORES E OUVINTES DO BAHIA EM PAUTA:

O carnaval acabou, mas os programadores do Canal Brasil ainda curtem a ressaca, agendando para hoje, às 19h, o documentário Jamelão – 90 anos, dirigido por Marco Altberg em 2005, traçando o perfil do eterno intérprete dos sambas mangueirenses, com entrevistas de Chico Buarque, Leci Brandão, Elza Soares e Nelson Sargento, além do próprio sambista, morto em 2008.

Na sequência, o canal exibe G.R.E.S. – Concentração, de Marcelo Maia e Luiz Guimarães de Castro, que registra os momentos que antecederam ao desfile das escolas de samba na passarela do carnaval carioca de 1996. E em outra praia bem distante, às 21h30, no Zoombido, Paulinho Moska conversa com o cantor, compositor e instrumentista Sérgio Britto, com quase 30 anos de carreira como vocalista e tecladista da banda Titãs.

(Maria Olivia Soares é jornalista)

fev
14
Posted on 14-02-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-02-2013


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde

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OPINIÃO POLÍTICA

Campos complica sucessão

Ivan de Carvalho

A presidente Dilma Rousseff, desde antes do carnaval, começou a mover-se para dar partida à sua campanha à reeleição. Dificilmente surgiria uma situação em que o PT lhe negasse a legenda para reinventar a idéia de levar novamente Lula à presidência já em 2014. Até porque o ex-presidente e o PT tomaram no ano passado umas trombadas (julgamento do Mensalão, Rosegate, para citar duas) das quais, notoriamente, ainda não se recuperaram.

A presidente Dilma Rousseff está com excelentes índices de aprovação, segundo pesquisas de opinião pública, e o Bolsa Família e outros programas sociais a sustentam, mas está claro que ela enfrenta dificuldades. Estas são graves na área da economia, onde o pibinho de 1 por cento ou menos em 2012 se destaca junto com a inflação de janeiro, a maior dos últimos dez anos, considerada “preocupante” pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ainda que o ministro Guido Mantega faça dela pouco caso. O que também é grave, passando a idéia de irresponsabilidade no

Ministério da Fazenda.
Há outros problemas muito relevantes na economia e esta – insuflada pela crise financeira e econômica internacional – pode tornar-se rapidamente o calcanhar de Aquiles do governo Dilma Rousseff.

Independente disso, há uma percepção de que o eleitorado, de alguma maneira, está em busca do novo (casos evidentes mais recentes da votação de Marina Silva para presidente e até, para focarmos um caso local, da eleição de ACM Neto em Salvador), depois de 10 anos (até agora, porque logo serão 12) de governo federal do PT.

É claro que o PT detém hoje um imenso poderio político-eleitoral, ampliado por aliados, uns seguros, outros a depender das perspectivas de manutenção ou perda do poder. O PC do B, por exemplo, é um aliado seguro, por vocação, vício ou falta de opção. O PR, que atualmente se declara independente, ainda não sabe se volta a ser aliado ou vai para a oposição (depende do tratamento que receba do governo). O PMDB tende a ser tão seguro quanto exigente. Mas a presidente está ganhando o apoio formal do PSD de Gilberto Kassab. Ocorre que o PSB – este o dado mais novo e mais importante – dispõe-se a ser aliado em 2013, mas adversário em 2014.

Às dificuldades de Dilma Rousseff com a economia, soma-se essa idéia de que uma parte muito grande do eleitorado busca “o novo”. Surfando nela, Marina Silva – que pelo PV, onde já não está, conseguiu 20 por cento dos votos para presidente em 2010, forçando a realização do segundo turno nas eleições – começa a organizar um partido para novamente disputar a presidência.

O líder da oposição no Senado, Aécio Neves, busca articular um discurso de candidato a presidente que possa embutir a idéia do “novo” – embora seu partido, o PSDB, já haja governado o país durante oito anos e representado a principal vertente oposicionista em três eleições presidenciais perdidas, sem contar a candidatura de Mário Covas. A esta idéia, Aécio Neves quer acrescentar a de uma gestão eficiente, que chama de “choque de gestão”, expressão nem tão nova, que já usou ao concorrer ao governo de Minas Gerais e ao exercê-lo.

Não é só pela idéia do “novo”, mas é muito por ela que está entrando com muita disposição na sucessão presidencial o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Lula chegou a falar em colocá-lo como candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff e deslocar Michel Temer, do PMDB, para candidato de uma coalizão ao governo de São Paulo. Isso mostra que Lula está apavorado com a idéia de Campos – com seu PSB –, ao invés de apoiar o PT nas eleições presidenciais, tornar-se um adversário. A sugestão de Lula desagradou o PMDB, Temer, o PSB e Eduardo Campos, além do PT paulista. Foi tiro no pé. Diz o noticiário de ontem que Campos está aguardando um encontro com Lula para dizer-lhe que não está disponível para vice porque é candidato a presidente.

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Com o coração aos pulos, a turma do Bahia em Pauta também festeja, intensamente, a vitória da Vila Isabel, no empolgante desfile das Escolas de Samba no Rio de Janeiro.

Elegemos, de Salvador, a jornalista, escritora e grande amiga do BP, Cida Torneros, – moradora do bairro de Noel e Martinho – para ser a nossa representante na justa e merecida comemoração na Vila Isabel.

Para não deixar dúvidas sobre o nosso espírito folião, vai abaixo a foto do editor deste site, no salão da única participação carnavalesca deste ano (antes da bruta conjuntivite que o levou ao estaleiro antes da Mudança do Garcia). Na companhia de Laura (criadora do BP) e Gracinha, amiga especial deste site blog.

SALVE A VILA ISABEL

(Vitor Hugo Soares)

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