DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O papa Bento XVI apelou hoje ao fim da «hipocrisia religiosa» e «rivalidades» dentro da Igreja Católica, na última missa que celebrou na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Dois dias depois de quebrar a tradição, Bento XVI cumpriu o ritual da quarta-feira de cinzas, numa cerimónia que transbordou de simbolismo, a começar pelo local que teve de ser alterado.

A missa estava marcada para a pequena igreja de Santo Anselmo, mas acabou por ser celebrada na Basílica de São Pedro, perante uma multidão de fiéis.

Com as tradicionais vestes roxas que marcam o periodo da Quaresma, o papa foi, como habitualmente, transportado numa plataforma móvel da entrada da nave da Basílica até ao altar.

Bento XVI aproveitou para agradecer a todos o apoio, depois do anúncio oficial da renúnica, mas as críticas marcaram também o discurso do chefe da Igreja Católica.

O Papa afirmou que a cara da igreja se apresenta por vezes desfigurada, dizendo que o rosto da Igreja é por vezes marcado pelos pecados contra a unidade da Igreja e por divisões no Clero.

(Isabel Meira, do TSF)


Martinho: a entrega no desfile da Vila campeã

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A Vila campeã do carnaval 2013!

Maria Aparecida Torneros

A escola do meu bairro fez bonito. Como cantou Noel ” nosso amor que eu não esqueço e que teve seu começo numa festa de São João” assim a vila Isabel trouxe o arraiá pra Sapucaí e homenageou o homem do campo.

Martinho de chapéu de palha defendeu seu samba em parceria com Arlindo Cruz e comemorou na passarela seus 75 anos. A escola estava impecável. Um primor de desfile! Parabéns minha vila querida. A Vizinhança grita e comemora! Valeu! Caipiras e jecas tatus brasileiros merecem ser lembrados no asfalto da capital do carnaval brasileiro!

Cida Torneros, jornalista e escritora carioca,colaboradora e amiga do BP, moradora da Vila Isabel, apaixonada pelo bairro famoso de Noel , Martinho e da amada e exemplar Escola de Samba vencedora do grande desfile no Sambódromo do Rio.

DEU NA FOLHA DE S. PAUL/PODER

Fernanda Odilla

De Brasília

A presidente Dilma Rousseff machucou o pé durante o recesso do Carnaval. Ela escorregou numa escada no dia que em chegou à base de Aratu (BA), na última sexta-feira (8).
Apu Gomes/Folhapress
Dilma passou o Carnaval em base naval na Bahia
Dilma passou o Carnaval em base naval na Bahia

Segundo informação divulgada nesta quarta-feira (13) no “Blog do Planalto”, Dilma fissurou o dedão do pé direito “depois de um acidente doméstico”. Ainda de acordo com o blog oficial da Presidência, por recomendação médica, ela terá de usar uma proteção no pé direito e cuidado ao andar.

Uma radiografia comprovou a fissura. A viagem na próxima segunda a Pernambuco foi cancelada.

Dilma retornou à Brasília na tarde desta quarta e ficou no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, onde recebeu os ministros Aloísio Mercadante (Educação) e Fernando Pimentel

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DEU NO CORREIO

Da Redação

A estrutura de um palco no Complexo de Costa do Sauípe, no município de Mata de São João, desabou durante a montagem na manhã desta quarta-feira (13), por volta das 11h.

De acordo com o empresário Maurício Almeida, 36 anos, que está hospedado no hotel, o incidente aconteceu enquanto funcionários terminavam de montar a cobertura da estrutura, que iria funcionar como uma tenda de shows.

“Eu estava passando pelo local quando a lona desabou, e o local estava repleto de operários – mais de dez homens estavam em cima da tenda, e tinham mais trabalhando embaixo dela”, relatou o empresário de Itabuna.

“Eles isolaram a área, e estão retirando os feridos, mas os hóspedes e funcionários do hotel estão todos passando pelo local e há uma confusão muito grande”.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Salvar foram enviadas ao local, e segundo informações preliminares há mortos no desabamento. O número de vítimas ainda não foi confirmado pela polícia.

A reportagem do CORREIO entrou em contato com a gerência do Complexo Costa do Sauípe, que confirmou a situação e declarou não ter detalhes da gravidade do incidente. Segundo a gerência, o Corpo de Bombeiros está no local socorrendo as vítimas.

http://youtu.be/4ysIGhZc7-c

Um tributo do BP a Jamelão, neste ano de seu centenário, e sempre, extensivo ao velho Alaôr ( meu saudoso pai, na dimensão onde ele estiver) por ter ensinado este editor a ouvir e admirar este intérprete sem tamanho da música brasileira.

(Vitor Hugo Soares)


Carnaval baiano no traço imortal de Lage

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Crônica da Quarta-Feira de Cinzas

Gilson Nogueira

A mortalha do Filhos da Pauta está dobrada dentro de um saco de plástico preto na gaveta do meu guarda roupa. Entendo que o detalhe da cor do saco protetor da roupa do bloco de carnaval dos empregados da Tribuna da Bahia da Salvador de um dos anos da década de 1970 representa, por obra do destino, dois lutos. O primeiro, fixado na ausência, mais que sentida, hoje, de alguns colegas de profissão que moram no Céu e cujos rostos fazem parte dos desenhos da fantasia feitos pelo saudoso Hélio Lage, o maior cartunista de todos os tempos da terra de Ederaldo Gentil, Batatinha, Nelson Rufino, Edil Pacheco, Walmir Lima e de outros bambas do samba soteropolitano.

O segundo, pela morte do Carnaval de Salvador, hoje tido como o major do mundo, mas que, na verdade, não passa de uma jogada midiática de artistas de arribação, música descartável e de coreografias sem graça, como ter que suportar o “humor “ e declarações chulas de “celebridades” tão verdadeiras quanto loção para barba adquirida em feira paraguaia,na cidade baixa.

No fundo da memória, lembranças de um tempo em que brincar carnaval era a glória do povo no extravasamento coletivo da alegria baiana, representada, no meio da rua, pela confraternização de pobres e remediados, sem voz de comando para sorrir, beijar e abraçar vinda de cima de possantes caminhões dos trios “elétricos”, verdadeiros dinossauros da opressão da grana que destrói coisas belas, como cantou ele, o iluminado Caetano, em Sampa.

Mesmo assim, o folião desloca-se para as avenidas, ruas e praças a fim de deixar-se possuir pelas forças do Deus Carnaval, aquele sem cor e cara que desperta, ano a ano, dentro dele, para curtir, junto, a vida. E no embalo da ilusão, comove-me, deixa-me em estado de exaltação ao ser humano pelo que ele tem de melhor, a capacidade de perdoar e, desse modo, construir a obra de Deus, ao ver a criança sacudir com o pai o chocalho do sonho.

No silêncio de um jardim onde dançam samambaias, bem-ti-vis anunciam a chegada ameaçadora de um gavião peregrino e periquitos brincam de fazer zoada, sob o sol inclemente da capital do berimbau, sorrio em dose dupla com a piada de Lage ilustrada com uma gostosona de biquíni enfiada no pescoço do sujeito de bermuda: “ Sou o diretor deste respeitável clube e queria comunicar ao distinto sócio que é proibido carregar minha mulher nos ombros!!!”

Logo abaixo do traço mágico do gênio, o texto tribunesco de algum jornalista retado do meu tempo de repórter da TB Com um megafone na mão direita, o leio:

“ Um dia o coração malandro pifa, que não é de ferro, e aí a transação é bem diferente: defunto só tem direito a reza. Com a gente vai ser no meio de uma frase, escrevendo uma nova manchete ou um furo: a mãe que matou o filho e chupou o sangue ou a chegada de Nixon a Marte, tomando coca-cola. Talvez a convocação de Baiaco para a seleção brasileira ou o acordo entre as nações garantindo a paz mundial. Mas o que interessa depois da morte? Bom mesmo é estar vivo e saber viver da melhor maneira. É desbundar no anonimato, sem pauta, sem tempo, sem compromisso. E depois, qualquer tempo depois, essas coisas estarão sempre acesas, nunca morrerão, porque é Carnaval. A conversa tem que ser outra, mesmo porque agora só resta a opção de se entregar e se perder na cidade – que se arrumou de luzes e cores – e curtir adoidado. Por isso, estamos aí, legais, os FILHOS DA PAUTA, que é muito mais que um bloco: é a nossa necessidade de também botar pra fora a notícia que a vida não nos permitiu escrever. Seja o que Deus quiser.”

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta


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DEU NO JORNAL PÚBLICO (DE PORTUGAL)

Joana Gorjão Henriques (em Roma)

Quem nesta quarta-feira, 13, estiver em Roma pode ir ver o Papa. Dois dias depois de ter deixado o mundo em espanto com o anúncio da sua renúncia, Bento XVI participa de uma audiência geral no Vaticano e irá celebrar a missa de quarta-feira de cinzas, na abertura da Quaresma, na Basílica de S. Pedro, às 17h.

Se nada se alterar, será a primeira vez que o Papa aparece em público aos fiéis depois da sua comunicação. Na terça-feira, já era óbvio o frenesi na Praça de S. Pedro. Além dos carros e câmaras de várias cadeias de televisão internacionais, e dos turistas que habitualmente inundam Roma, viam-se várias pessoas com o L’Osservatore Romano debaixo do braço: a manchete do jornal religioso irá ficar na História. Em grande plano, aparece a fotografia de Joseph Ratzinger, sentado e curvo.

11 de Fevereiro foi o dia em que o primeiro Papa desde há 600 anos, num gesto inédito, declarou que já não tinha vigor para continuar a exercer as suas funções. Vigor foi, aliás, a palavra que o padre José Maria Pacheco, jornalista há 25 anos que está na redação portuguesa da Rádio Vaticano, reteve na memória. “Usou duas vezes a palavra na declaração que fez, disse que a função que ocupa exigia força para ter capacidade de resposta que ele já não tinha.”

No obelisco da Praça de S. Pedro, José Maria Pacheco lembra que Bento XVI “tem cada vez mais dificuldade em andar”. Aponta para a fachada da basílica: “Do átrio ao altar o Papa tem que percorrer mais uns 100 metros, vai num estrado com rodas precisamente porque já não tem forças. Era um problema que se acentuava nos últimos tempos”, lembra. Viu-o de perto a 2 de Fevereiro, dia da apresentação do Senhor, na basílica. “Percebi que estava muito mais cansado do que há uns três meses. Havia quatro degraus para a cadeira e não conseguia subir, duas pessoas ajudaram-no.”

Lembrou-se também que em 2010 Ratzinger falou na hipótese, teórica, de renunciar, numa entrevista. Foi depois de ler que terá começado a ponderar essa hipótese há um ano, altura em que o Papa visitou a América Latina, pensou no seu encontro com o debilitado Fidel Castro, talvez tenha visto a “imagem de alguém que tem dificuldade em renunciar ao poder mesmo avançando na idade”. Por último, na semana passada, num concerto para o Papa e para o Presidente da República, Giorgio Napolitano, este disse que estava encerrando as suas funções. “E as pessoas pensaram, alguém que termina um mandato e o Papa não tem alternativa senão continuar nesta situação…”

Afinal tinha. Destas pontas soltas lembra-se agora o padre José Maria Pacheco, depois da surpresa “enorme, enorme, enorme”. Tanto que quando alguém o anunciou, na rádio do Vaticano, os próprios jornalistas ficaram incrédulos. “Foi mais surpreendente do que se tivesse morrido pelo inédito da decisão. Eu era um dos que acreditavam que ele era um homem para fazer isso, mas a minha reflexão é que, quanto mais uma pessoa avança na idade, menos forças tem para tomar uma decisão.”

“Há regras que podem ser quebradas”

Muitas das pessoas que ouviram “tiveram dificuldade em aceitar a decisão”, alguns argumentaram que o “Papa não devia desertar” ante os problemas que a Igreja enfrenta, “dificuldades com algumas orientações que não são respeitadas” – e, sim, também os escândalos de corrupção no banco do Vaticano, e de pedofilia. Outros referiram a tradição. E o seu gesto abre portas para mais mudanças? “O facto de quebrar uma tradição mostra que é inovador e que há regras que podem ser quebradas.”

Mais do que críticas, o padre jesuíta Nuno Gonçalves, diretor da Faculdade de História e Bens Culturais da Igreja, da Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, notou em algumas pessoas “tristeza” – que também sentiu. “A relação com o santo padre é filial, portanto o pai não se perde”, analisa. “Mas senti também que as pessoas têm admiração pelo Papa, pelo que fez pela Igreja ao longo destes anos, e porque manifestou uma grande liberdade e desapego ao cargo.”

Respeito, admiração e gratidão foram, de resto, as palavras usadas na carta que recebeu da Companhia de Jesus sobre a renúnica do Papa. Um gesto que vai ficar na História, por ser “tão raro”. “As outras renúncias aconteceram em circunstâncias tão diferentes que não é possível comparar.” Por isso este é, para qualquer cristão, um momento de “grande intensidade” e estar em Roma acrescenta algo “muito especial”. “É mais fácil ir à Praça de S. Pedro e respirar esse ambiente.”

Domingo, o padre Nuno Gonçalves diz que lhe “apetece imenso” ir ver o Papa à janela. Afinal, já “vão ser poucas as ocasiões para manifestar a gratidão” a Bento XVI. No último andar de um prédio na Praça de S. Pedro, uma faixa branca com letras azuis tem escrito a graffito. “Caro papa estamos próximos.”

http://youtu.be/NymnGnVwLmc

Depois da farra de Momo, um tempo para meditar!!!

(VHS)

Papa Papa anucia renúncia:Igreja em choque e em xeque
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OPINIÃO POLÍTICA

A renúncia e o sucessor

Ivan de Carvalho

A renúncia do Papa Bento XVI causou surpresa geral dentro e fora da Igreja. Mas, em tese, ele já havia sustentado publicamente que se um papa se sentisse sem condições físicas ou espirituais de cumprir a missão que lhe houvesse sido confiada, teria o direito e, em alguns casos, o dever de renunciar. Joseph Ratzinger, 85 anos, acompanhara muito de perto o declínio físico e o profundo sacrifício do papa João Paulo II, que este transformou em um testemunho de fé, mas decidiu, há algum tempo, como contou seu irmão mais velho, que, no seu caso, o caminho é a renúncia.

Mas, além da saúde debilitada, outros fatores podem ter influído. A Igreja está em crise. Perde rapidamente adeptos para os neopentecostais na América Latina, onde está atualmente o maior número de católicos do mundo. Na Europa, o ateísmo ganha terreno, enquanto uma grande parte dos católicos não comparece às missas de domingo. Em vários países, manifestam-se e crescem perseguições e hostilidades aos cristãos, incluindo católicos.

Bento XVI manteve com extrema firmeza as posições da Igreja de condenação ao aborto, à eutanásia, ao homossexualismo – ainda que combatendo também a discriminação contra os homossexuais – e ao controle da natalidade por meios não naturais. A interpretação óbvia é a de que não sacrificaria coisas afirmadas na Bíblia ou inerentes à doutrina em troca de ampliações ou redução de perdas no rebanho. O rebanho é que deve moldar-se à fé e não ao contrário.

Mas, ironicamente, seu pontificado esteve marcado por situações extre- mamente desgastantes. Ele, que já sugerira a João Paulo II centralizar na Santa Sé as investigações da pedofilia dentro da Igreja, ao tornar-se papa revelou-se duro no combate a essa horrível prática, mas isto não excluía o escândalo que a questão provoca, embora ela seja uma bomba de efeito retardado, que já encontrou ativada ao assumir o pontificado.

Também ocorreram acusações relacionadas com questões financeiras no banco do Vaticano. As coisas se complicaram mais ainda quando, em maio passado, Paolo Gabriele, mordomo do papa, foi preso sob a acusação de furtar sistematicamente centenas de documentos – incluindo muitas cartas de Bento XVI a autoridades da Igreja – e vazá-los para a imprensa. Condenado a 18 meses de prisão por um tribunal do Vaticano, recebeu o perdão do papa.

Todo esse quadro extremamente difícil até aqui descrito pode estar produzindo dissensões e é possível que Bento XVI tenha resolvido renunciar – e isto é apenas uma hipótese – inclusive porque isto lhe dá alguma condição de influir na sua sucessão, coisa que não poderia fazer se o posto só vagasse com a sua morte.

Um pouco de escatologia. Há, na Itália, um conhecido estigmatizado que já esteve no Brasil, na década de 90, e fez uma palestra no Centro de Convenções da Bahia. Há tempo ele sustenta que a Igreja, no período do final dos tempos – cujo processo considera já em curso – perderá seu poder temporal, enquanto crescerá “a Igreja espiritual”.

Mais: São Malaquias tem uma profecia (contestada por alguns, como toda profecia) na qual relaciona uma frase a cada um dos 112 papas a partir de Celestino II. Bento XVI seria o penúltimo papa. O último, “Petrus Romanus”, ganhou, na profecia, a seguinte anotação traduzida do latim: “Na derradeira perseguição à S.R.E. sagrada (ou santa) igreja romana, estará sentado (na cadeira de Pedro) Petrus Romanus, que apascentará suas ovelhas entre muitas tribulações, quando a cidade das sete colinas (Roma) será destruída e o Juiz tremendo julgará o seu povo. Fim.”

Vale conferir se o futuro papa escolherá o nome de Pedro.

Valeu, Momo!!!

Mas venha melhor em 2014

(VHS)

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