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Postado em 29-01-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 29-01-2013 10:53


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Serra:Olha ele aí, preparando a volta

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DEU NO TERRA MAGAZINE

POR MARINA DIAS

A pontualidade não é a característica mais marcante do ex-governador José Serra. Mas na noite desta segunda-feira (28), no Diretório Estadual do PSDB, zona sul da capital paulista, o tucano foi anunciado às 19h56 para uma palestra sobre o sistema eleitoral brasileiro, marcada para 20 horas. Sobre os rumores de que poderia deixar o partido para concorrer à Presidência em 2014, porém, Serra preferiu não ser tão preciso.

“Eu ainda estou em fase de descanso e arrumação. Em março ou abril voltarei a falar”, afirmou o tucano. “Tem tanta plantação e bobagem que qualquer coisa que eu disser… […] Eu fico sabendo pelos jornais o que está acontecendo, o que eu estou dizendo e o que não estou”, finalizou o tucano ao ser questionado sobre seus planos para 2014.

Muitos de seus correligionários garantem que Serra não deixará o partido. E mais: concorrerá a uma vaga ao Senado Federal no ano que vem. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, defendem o nome do senador Aécio Neves (MG) para concorrer ao Planalto.

Enquanto descia do palco em que fez o discurso de cerca de vinte minutos, Serra ouviu, aos sussurros, um desabafo do deputado federal Mendes Thame, ex-presidente estadual do PSDB.

– Estou quase saindo partido. Já falei com [Alberto] Goldman.

– Me telefone amanhã -, respondeu um Serra bastante sério.

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo falou pela primeira vez a militantes e lideranças do PSDB depois de outubro, quando Fernando Haddad (PT) foi eleito prefeito da capital paulista.

Estavam presentes no evento desta segunda-feira (28) o ex-governador Alberto Goldman, os vereadores Andrea Matarazzo e Floriano Pesaro, líder do PSDB na Câmara Municipal paulistana, além do senador Aloysio Nunes e do deputado Pedro Tobias, presidente do diretório estadual tucano.

Durante sua fala, Serra defendeu o voto distrital e a reforma política. “Falou-se, falou-se, falou-se [sobre reforma política], mas não se caminhou um metro a esse respeito”, disse o ex-governador, que apontou quatro “defeitos cruciais” no atual sistema eleitoral do país: o alto custo das eleições para os candidatos a deputado e vereador, a falta de ligação do eleito com o eleitor, o enfraquecimento dos partidos políticos e a representatividade regional no Brasil que, para Serra, é desproporcional.

“Parte dos problemas pode ser resolvida com o voto distrital. Os custos das campanhas iriam baixar entre cinco e dez vezes. Haveria correspondência entre o voto e o controle [do eleitor sobre o eleito]”, defendeu o tucano

Marina Dias, jornalista, do Terra Magazine (SP)

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