jan
25
Posted on 25-01-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2013

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Antonio Carlos Jobim show com banda nova

“Eu vou morrer um dia, a música vai ficar…” (Tom Jobim)

Eternidade para o mestre Tom, onde ele estiver. Nada menos que o paraiso, evidentemente.

(VHS)


Daniela: rainha da festa na terra de Ivete

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já é Carnaval na Bahia. Pelo menos para os moradores e turistas de Juazeiro, a 500 quilômetros de Salvador, que participapam da folia antecipada, iniciada ontem com a participação de milhares foliões no espaço Orla2 pulando e cantando sob o comando de Daniela Mercury, Harmonia do Samba e muitas atrações locais.A festa vai até o próximo domingo (27).

O carnaval juazeirense, que já foi considerado o segundo melhor da Bahia, foi aberto no final da tarde de ontem , quando o Rei Momo Flávio Henrique Fonseca, que ostenta a coroa pela terceira vez e vai concorrer ao título também em Salvador, recebeu a chave da cidade.

Serão quatro dias de desfiles de blocos, trios elétricos e shows.

As principais atrações da primeira noite de folia foram a cantora Daniela Mercury e o grupo Harmonia do Samba.

De cima do trio, além dos clássicos do repertório, como Maimbé, Oyá Por Nós, Quero a Felicidade, Por amor ao ilê, Daniela também vai apresentou para o público de Juazeiro (cidade onde nasceu Ivete Sangalo) a música do verão 2013, Couchê.

Nos dias seguintes estão confirmadas as presenças de Luiz Caldas, as bandas Armandinho, Dodô & Osmar, Voa Voa e Cheiro de Amor, Gerônimo, Adão Negro, Filhos de Jorge e Alexandre Peixe, dentre outros.

A cantora Margareth Menezes será uma das atrações do último dia, na Feijoada do Dadau, no Country Club.

Como em Salvador, o Carnaval de Juazeiro é realizado na rua.

O circuito oficial estende-se por aproximadamente 1,5 quilômetro na Orla 1, entre a concentração, na Avenida Adolfo Viana, e a travessa Edson Ribeiro.

O circuito fica às margens do Rio São Francisco. Além disso, são montados dois palcos, na Orla 2, para estrelas nacionais, atrações culturais e artistas locais.

A cidade faz parte da região turística dos Lagos e Cânions do São Francisco.

Um dos seus principais atrativos é o enoturismo.

A pedida é visitar os vinhedos, aprender a colher uvas e conhecer de perto o preparo de vinhos de boa qualidade, com direito à degustação, nas principais vinícolas da região.

O circuito turístico do Vapor do Vinho, que navega pelas águas do Velho Chico, é a sugestão ideal de passeio durante uma visita a Juazeiro.

(Com ingfomações da Tribuna da Bahia e Douglas Dourado, colaborador do Bahia em Paura em Juazeiro, no Vale do São Francisco)

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DE TOM ZÉ, O BAIANO MAIS PAULISTA DO MUNDO, NO ALBUM TODOS OS OLHOS (1973) CONTINENTAL

PARABÉNS, SÃO PAULO. O DIA É SEU!!!

(Vitor Hugo Soares )

jan
25


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DEU NA FOLHA

Caetano e a elegância das ´minas´ de SP

POR XICO SA

“Sampa”, de Caetano Veloso, é uma belíssima canção e traduz muito da cidade que completa 459 anos de vida.

Não há dúvida.

Tem um verso dela, porém, que empena minhas oiças: “Da deselegância discreta de tuas meninas”.

Sim, quem dizia era o Drummond: se meu verso não deu certo/ foi seu ouvido que entortou.

Pode ser que tenha sido diferente antes de chegar por aqui. O que vi dos anos 1990 até agora é o avesso completo. A mulher de SP, em um panorama geral, é uma elegância só.

Classe em todas as classes da babilônia. Da ponte para lá e da ponte para cá.

O amigo escritor Marcelo Rubens Paiva disse tudo na crônica “A garota de São Paulo”: “Usa botas. Não existe mulher que se veste melhor do que as paulistas.”

Quantas Valentinas.

As paulistas paulistanas de todas as origens, SP é quase o mundo todo.

As meias pretas das meninas desta cidade, meu São Braz, quantos mistérios.

O melhor espetáculo da terra é ver uma paulistana se vestindo no inverno. Quando eu cheguei por aqui só tinha olhos para Ligia, matriz napolitana, ragazza que se vestia como raras, raríssimas.

Um ritual. Acordava, mesmo quando não carecia, apenas para vê-la no lindo strip-tease ao contrário. Repito: uma mulher se vestindo é tão bonito quanto uma mulher tirando a roupa.

Quando eu cheguei por aqui, de cara vi que o verso da belíssima Sampa não era bem o que parecia. Nem um pouco. Na noite do Pirandello, o bar, mil e uma noites de alumbramento com as moças. Ali, na presença de gente que admiro, como Ignácio de Loyola Brandão e Caio Fernando Abreu, entre tantos ilustríssimos em declarada festa.

Quando eu cheguei por aqui chapei por completo com as moças da Mostra de Cinema. Passava horas em um plano sequência a mirá-las. Elegance avec nouvelle vague, minhas Annas Karinas, e eu sempre vos cantando com uma infame paródia de Odair José:

“Eu vou tirar você desse Godard/ eu vou levar você pra fiar comigo/ e não interessa o que os outros vão pensar”.

Parabéns, SP, e lembre-se: atrás de todo caos da paisagem há sempre uma mulher que rouba nossos olhos de voyeur.

Desculpaê, Caê, a elegância é aqui.

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jan
25
Posted on 25-01-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-01-2013


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)

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OPINIÃO POLÍTICA

Dilma dá a partida

Ivan de Carvalho

De um modo muito informal, mas nem por isto menos real, a campanha para as eleições presidenciais de 2014 já começou. Alguns lances, mais ou menos discretos ou, digamos, não espalhafatosos já vinham sendo feitos, sem uma data inicial bem definida, mas o chutão que deu um início notoriamente oficial ao jogo – afinal, estamos vivendo a sociedade do espetáculo, às vésperas da Copa da Fifa e correndo para as Olimpíadas – foi o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff por uma rede nacional obrigatória de rádio e televisão, que convocou com dois objetivos:

Um, declarado, de anunciar a redução do preço da energia elétrica quando as oposições advertem para apagões e risco futuro de racionamento. É verdade que o governo e principalmente seu setor de energia elétrica andou tremendo nas bases, embora negando os riscos enquanto os apagões se sucediam e até conseguiam surpreender a presidente da República numa solenidade de entrega de casinhas no Nordeste.

Mas nos últimos dias – últimos mesmos, não penúltimos – as chuvas resolveram descer das nuvens, caindo onde não deviam (em Salvador, por exemplo), mas também em regiões onde, se persistirem com a intensidade conveniente no resto de janeiro, em fevereiro e em março, deverão recompor os níveis de água dos reservatórios das hidrelétricas. Isso e as poluentes termelétricas funcionando a toda intensidade podem afastar os fantasmas que assustavam ante previsões que, ao contrário de 2012, estimam um crescimento maiorzinho do PIB – entre 3,3 por cento, o percentual estimado pelo Banco Central e os 4,5 por cento que já viraram quatro por cento do ministro da Fazendo, Guido Mantega. Bom lembrar que no ano passado esse ministro previu também quatro por cento ou mais para o crescimento do BIB, que ficou em um por cento, minimizando apagões e evitando o racionamento de energia elétrica.

O outro objetivo de Dilma Rousseff – ao usar seus poderes de presidente da República para convocar rede nacional obrigatória de rádio e televisão para tratar de assuntos de relevante interesse público – foi o de executar um ato de propaganda política pessoal de máxima amplitude, usando a redução do custo da energia como um pretexto. Na verdade, ela até poderia dar uma declaração aos jornalistas, seu ministro das Minas e Energia dar uma entrevista coletiva para explicar melhor e o setor de comunicação do governo divulgar uma nota detalhada sobre o assunto.

Isso e mais a cobertura normal da mídia resolveria tudo, em relação à informação do público e das empresas sobre o preço da energia. O que somente a rede nacional obrigatória de rádio e tevê e um pronunciamento de conteúdo político ostensivo e eleitoral disfarçado era a propaganda da presidente à reeleição, em um momento em que três outros nomes aumentam a intensidade de seus movimentos: o tucano Aécio Neves, o socialista (aliado do governo) Eduardo Campos e a ex-senadora e ex-candidata a presidente Marina Silva, apressando os preparativos para fundar um novo partido.

A presidente deu um passo perigoso – para ela ou para o país, ou até para os dois – ao usar um instrumento do Estado à sua disposição para o serviço da nação e colocá-lo claramente a serviço da propaganda política de seu governo e, para dar às coisas nome próprio, de sua candidatura à reeleição. Justiça seja feita, até aqui a presidente Dilma Rousseff não havia adotado iniciativa comparável e terá sido, muito provavelmente, mal aconselhada, deixando-se levar a fazer a coisa errada por parecer ela vantajosa. Isso aconteceu muito na mídia da Venezuela (que foi quase toda confiscada ou controlada pelo governo) antes de Hugo Chávez fazer sua quarta cirurgia em Cuba e o pior é que, depois que aconteceu, continua acontecendo.

Aqui aconteceu agora. Há um grande risco de continuar.

http://youtu.be/Y00vd5HM_08

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Este rock que abalou nos anos 70 vai dedicado a Carolina, doce e competente mistura de Sampa e Bahia, doutora dos olhos deste editor (e muita gente mais ) que desembarca esta sexta-feira em Salvador, em viagem que junta trabalho e descanso, como é próprio de quem mistura no sangue e no espírito Bahia e São Paulo.

Salve Kaká!!!

(Hugo e Ila)

DEU NO “PÚBLICO”, DE PORTUGAL

A agência brasileira do petróleo, gás natural e biocombustíveis (ANP) lançou nesta quinta-feira o pré-edital para a concessão de 172 zonas de prospecção de petróleo, a maior parte em bacias ainda não exploradas, nas regiões Norte e Nordeste. O Governo de Dilma Rousseff espera grande procura de investidores.

A escolha das áreas foi feita de forma a “descentralizar” a exploração de petróleo e a “ampliar o conhecimento” das bacias sedimentares, uma vez que a exploração petrolífera no Brasil se concentra sobretudo nas bacias de Santos e Campos, no Sudeste, próximas aos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente.

Entre as áreas a concessionar estão as bacias de Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Parnaíba (a maior parte próximas de estados da região Norte e Nordeste). As únicas que correspondem a bacias já exploradas são Sergipe-Alagoas, Recôncavo e Potiguar.

O executivo procura ao mesmo tempo “desenvolver a pequena indústria petrolífera e fixar empresas nacionais e estrangeiras”, para promover a criação de emprego nessas regiões e aumentar a procura interna de bens, segundo a minuta que acompanha o pré-edital.

Por decisão do Governo brasileiro, serão acrescentados a esta lista de 172 blocos de exploração, mais 117, o que terá ainda de ter luz verde do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A decisão foi confirmada na véspera da publicação deste edital pelo secretário do Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, depois de uma reunião, na quarta-feira, onde esteve presente a Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

A inclusão de novos blocos resultará numa área de exploração superior a 155 mil quilómetros quadrados, garantiu Marco Antônio Almeida.

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