jan
19

O Vaticano elogiou hoje (20) as iniciativas do Presidente norte-americano, Barack Obama, para travar a violência decorrente do uso de armas nos Estados Unidos, após o massacre ocorrido no mês passado numa escola básica de Newtown, no Connecticut.

“As iniciativas anunciadas pela administração norte-americana para restringir e controlar a proliferação e o uso de armas é, com certeza, um passo na direção certa”, disse o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi na sua mensagem radiofónica semanal.

“É claro que ninguém pode iludir-se pensando que será suficiente limitar o número e o uso (de armas) para impedir assassínios terríveis como os de Newtown no futuro. Mas seria muito pior se fosse só conversa”, declarou ao microfone da Rádio Vaticano.

Lombardi também notou que 47 líderes religiosos de diferentes credos nos Estados Unidos apelaram aos legisladores para que cheguem a acordo sobre a restrição à disseminação de armas de fogo.

O padre jesuíta também instou os países de todo o mundo a juntarem-se à luta contra “a produção, tráfico, contrabando de todo o tipo de armas de fogo”, que afirmou ser alimentado por interesses e poderes económicos sujos”.

Na quarta-feira, Obama assinou 23 ordens executivas para travar um surto de violência armada e exortou o Congresso a consagrar reformas duradouras em forma de lei, entre as quais a renovação e o reforço da proibição de armas e o desmantelamento do mercado paralelo que permite que 40 por cento das vendas de armas se realizem sem verificação do historial dos interessados.

jan
19


Elieaer Cesar

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DEO NO BLOG DO BROWN

Com o poema Fotografia, o jornalista e escritor Elieser Cesar conquistou o primeiro lugar do Prêmio Damário da Cruz de Poesia, instituído pela Fundação Pedro Calmon, em homenagem ao poeta baiano Damário da Cruz, falecido em 2010. Em segundo lugar ficou Guido Manoel Santos Araújo, com o poema Flor Urbana II, e em terceiro Helder Santos Silva, autor de Autorretrato do Poema.
Foram quase 300 participantes. Cada autor se inscreveu com três poemas. O poema de Elieser Cesar (Peter Panda, no pseudônimo) é um olhar para a infância resgatada na memória, jamais perdida, como define o autor, lembrando uma frase do escritor norte-americano William Faulkner: “O passado não está morto; ele nem mesmo é passado”. Elieser observa que a inspiração para o poema ocorreu quando ele remexia uma antiga caixa de fotografias da primeira infância, passada em Euclides da Cunha, na região de Canudos, na Bahia. Viu a foto e, para alegria de todos nós, passou da inspiração à realização.
Parabéns, Elieser!
Veja o poema vencedor:
Fotografia
I
Vejo–me numa fotografia antiga.
Meu pai,
minha mãe,
meus irmãos,
e uma infância,
calma, tranquila,
sem ânsia.
II
Ò mundo, sopro abstrato!
Já não sei se vivi,
ou se sonhei,
esse retrato.

Maysa em Maricá, no especial da TVE produzido em 1974, cantando “Chuvas de Verão” de Fernando Lobo. A faixa está no disco “Ando Só, Numa Multidão de Amores” de 1970.
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Curta enquanto a chuva cai na Bahia. Fim da seca?

(Vitor Hugo Soares

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DEU NO IG (Agência Estado)

Esbanjando simpatia, a presidente Dilma Rousseff vestiu gibão e chapéu de couro que ganhou do governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), cumprimentou, beijou e posou para fotos com populares na sua visita ao município de São Julião, a 386 quilômetros de Teresina, na manhã desta sexta-feira. “Quando as coisas melhoram, as pessoas ficam mais alegres e saudáveis”, afirmou ao avaliar, pela aparência dos piauienses – “pessoas bonitas” – a mudança em curso no País.

Primeira presidente a visitar o município, chegou a São Julião após a primeira chuva que caiu na região depois de dois anos. O chão na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do sistema adutor de Piaus, que começa a funcionar em abril – onde foram assinadas ordens de serviço para novas ações hídricas na região – estava enlameado.

Ela foi paparicada e aclamada. “Nós amamos a presidente Dilma”, disse o governador, no seu discurso, quando lembrou que há 35 anos, a região – não o município – recebeu o presidente em exercício, Aureliano Chaves. O prefeito de São Julião, José Neci (PT), referiu-se a um segundo mandato da presidente por duas vezes na sua fala.

Sem entrar em detalhes, Dilma anunciou, ao discursar, a ampliação do Bolsa Estiagem e do Garantia Safra e destacou a educação como prioridade a ser perseguida. “Temos que garantir a base”, observou ao citar a meta de alfabetização na idade certa. Segundo ela, uma criança de oito anos tem de saber ler e interpretar um texto e fazer operações aritméticas.

Ao fazer um rápido balanço das mudanças no País e das ações adotadas para enfrentar a estiagem mais rigorosa dos últimos 40 anos, ela frisou que o Brasil tem várias riquezas, a exemplo do petróleo, que produz dinheiro, e que este dinheiro tem de ir para aquilo que irá garantir o horizonte de 2010 a 2030, com a melhoria da qualidade educacional.

“2013 vai ser o ano em que vamos colher muitas coisas que plantamos e vamos plantar ainda mais do que iremos colher”, disse. “Asseguro que 2013 será o ano em que vamos ter crescimento sério, sustentável e sistemático”. Isto significa, segundo ela, um crescimento não somente da economia e das obras, do concreto armado. “Queremos que os brasileiros tenham emprego, cresçam, quero que a educação de qualidade cresça neste País”. Ela reforçou que só seremos uma grande nação, se “quem carrega o patrimônio de cada um formos nós mesmos”.

A presidente também prometeu transformar o Piauí em uma das regiões mais desenvolvidas do País. Afirmou que o Maranhão, o Piauí e o Tocantins (Mapito) representam a nova fronteira de crescimento, assim como o Centro-Oeste há alguns anos.

Ela estava acompanhada de quatro ministros – Fernando Bezerra, da Integração Nacional; Aguinaldo Ribeiro, das Cidades; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; e da Comunicação Social, Helena Chagas. Também fizeram parte da comitiva o governador piauiense, o senador Wellington Dias (PT) e deputados federais. De São Julião, a presidente seguiu para cumprir agenda em Teresina, com entrega de 410 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

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CRÔNICA/APAGÕES

Apagão com sabor de dèjá vu

Janio Ferreira Soares

Cena 1 – Corria o ano de 2001, Sarney tinha os poderes de Greyskull, o presidente era FHC, Roberto Carlos acabara de cantar Detalhes em seu especial de fim de ano e o PT ainda era um partido que se pensava diferente. No Jornal Nacional Willian Bonner franzia a testa para dizer que sim, a situação dos reservatórios era grave, sim, o apagão viria e sim, só restava rezar para São Pedro mandar chuva, como se o protetor das viúvas e do firmamento tivesse algo a ver com a incompetência tucana. Após o boa noite de Bonner no tom que convém às tragédias, foi ao ar mais um capítulo de O Clone, novela de Glória Perez.

Cena 2 – Corre o ano de 2013, Sarney continua um He-Man acrescido de feições e sabedoria Shaolin, a presidente é a poderosíssima Dilma Rousseff (She-Ra?), o Rei acaba de cantar Detalhes em seu especial de fim de ano e o PT de há muito passou um batom vermelho nos lábios, botou uma minissaia e hoje é figurinha fácil no bailão do cifrão dourado. No Jornal Nacional Bonner franze a testa (agora adornada por uma mecha branca no topete) para dizer que sim, a situação dos reservatórios é grave, sim, o apagão pode ocorrer e sim, é bom rezar para São Pedro, como se as ladainhas atuais fossem chegar mais rapidamente ao destinatário e este, de posse de um tablet de matar Moisés de inveja, daria um toque nas nuvens do Clima Tempo e a chuva jorraria por entre preás e tatus-bola, excetuando-se aqueles que atendem pelo nome de Fuleco. Após o boa noite de Bonner vai ao ar Salve Jorge, novela de Glória Perez. Aí já é dèjá vu demais. Inshalá!

Epílogo – São Pedro procura Deus. “Senhor, não aguento mais levar a culpa pelos apagões”. “Pedrinho, querido (Deus é bonachão), relaxe! Logo cairá a chuvinha de sempre, o BBB voltou, tem a exposição de Sarney no senado… Há quanto tempo você não tira férias? Desça lá, rapaz, aproveite e passe o Carnaval na Bahia. Ah, e dê um abraço na Ivete por mim. Gosto dela”. Enquanto Pedro arruma a mala, só uma dúvida o atormenta: “será que ainda usam mamãe-sacode?”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco que ilumina o Nordeste

jan
19
Posted on 19-01-2013
Filed Under (Charges) by vitor on 19-01-2013


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Nani, hoje, no portal A Charge Online


ACM Neto : No cortejo da Lavagem do Bonfim
como nos melhores tempos do avô

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Nordeste: Roda do Tempo e do Poder

Vitor Hugo Soares

Gira a cada dia com mais velocidade a roda do tempo e da política no Nordeste. Um carrossel estonteante que faz muita gente perder o chão e o prumo à medida em que se aproximam as eleições presidencial, parlamentares e para a sucessão dos governadores estaduais em 2014.

Pode até parecer “coisa distante”, como pensam ou proclamam alguns, pelo menos da boca para fora. A exemplo dos tucanos do PSDB de São Paulo, preocupados em tapar o dique furado com a eleição do prefeito Fernando Haddad. Ou petistas de SP e outros plagas, perdidos em seus labirintos na tentativa de armar planos e estratégias de proteção e ajuda a ” velhos companheiros” condenados pelo STF no processo do Mensalão.

Outros, a exemplo da presidente Dilma Rousseff e vozes conselheiras que ela escuta no Palácio do Planalto, dão sinais de que já perceberam o fenômeno e se mostram incomodados com ele. Tratam, como dizia o gaúcho Leonel Brizola, de “meter a cabeça no congelador para acordar”, recobrar o fôlego e aguentar o repuxo para recuperar o tempo perdido, antes que seja tarde demais.

Tanto que, mal desarrumou a bagagem da recente passagem pela Bahia (descanso de fim de ano dividido com muita costura política com “lideranças nordestinas”), fala-se que a presidente já prepara nova visita à região que mais votos lhe deu no pleito em que bateu o tucano Serra e se elegeu a primeira mulher presidente do Brasil.

O périplo na região da seca, “de cunho administrativo”, começaria por Aracaju, para inauguração de uma ponte que reduz bastante além de embelezar o percurso nas viagens entre os vizinhos Sergipe e Bahia. Fácil verificar o significado real e simbólico do fato, previsto para acontecer ainda antes do carnaval tomar conta das ruas e de quase todos os espaços da mídia no Nordeste e no resto do País.

Os ruídos da roda em seu girar apressado são mais nítidos, já há algum tempo, para as bandas de Pernambuco. Ali, na beira do Capibaribe, o governador Eduardo Campos, principal líder do PSB, se movimenta de olho na cadeira de Dilma (ou em sabe-se lá o quê), com artimanhas e habilidade de causar inveja no histórico avô, Miguel Arraes.

Este (o velho e sábio Arraes), seguramente vibra de orgulho das façanhas do neto, cria política e herdeiro de futuro, aparentemente. Um sinal, para os que têm fé, ou para ateus que acreditam em milagres, como o autor destas linhas. Pelo menos nos milagres do glorioso Santo Antonio e do Senhor do Bonfim, o poderoso Oxalá dos cultos de candomblé.

E por falar em Senhor do Bonfim:

O tradicional cortejo da Lavagem do Bonfim, esta semana em Salvador, mostrou sinais escancarados de que as mudanças causadas pela velocidade da roda do tempo e do poder também se verificam n a Bahia (mina de votos nas eleições presidenciais de Lula e Dilma em passado recente), principalmente Salvador, a terceira maior capital brasileira, agora sob o comando do prefeito ACM Neto, do DEM.

Este é outro neto nordestino capaz de fazer o avô bater palmas de orgulho, onde quer que esteja o velho fundador do carlismo, ex-prefeito da capital, ex-governador da Bahia e ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

ACM, o original – a exemplo de seu mais hábil herdeiro político e aliados mais fiéis – deve ter dado boas gargalhadas durante todo cortejo da Lavagem Bonfim, ao ver o ar de surpresa e desagrado de petistas e aliados governistas da administração estadual, que vaticinam “a morte do carlismo” há anos, desde a partida “do chefe” e da chegada do petista Jaques Wagner ao Palácio de Ondina.

Na verdade, há anos não se vê uma Lavagem do Bonfim tão carlista como a da última quinta-feira. A começar pelo retorno apoteótico da “onda branca” dos seguidores do bloco Filhos de Gandhy (da predileção de ACM) ao longo dos oito quilômetro da caminhada entre a igreja da Conceição da Praia e o alto da colina do Bonfim.

A festa, na verdade, teve o domínio quase absoluto da presença de ACM Neto e dos novos donos do poder municipal instalados na Praça Thomé de Souza. Quinta-feira, 17, no monumental cortejo pan-religioso da lavagem das escadarias da basílica da Colina Sagrada dos baianos (e de milhares de visitantes do Brasil e do mundo o ano inteiro), eles ocuparam quase todos os espaços de visibilidade política e colheram aplausos dos seguidores do cortejo ao longo de todo percurso.

Adeptos sinceros de outros tempos, ou os áulicos de sempre, de todos os governantes e poderosos da vez.

Com o governador petista Jaques Wagner de novo em périplo pela China, a representação do governo estadual na grande festa dos baianos, ficou a cargo do vice, Otto Alencar , comandante das tropas do PSD de Kassab na Bahia, aliado atual de Wagner, mas ha pouco menos de uma década ex-deputado, ex-governador substituto e nome referencial do “carlismo de raiz” na Bahia.

Na Lavagem desta quinta-feira, Otto parecia à vontade e feliz. Ouvido por uma repórter da Radio Metrópole na partida do cortejo, não se conteve. Cantou à capela, ao microfone, os versos iniciais do belo Hino ao Senhor do Bonfim: “Glória a ti neste dia de glória/ Gloria a ti, redentor que há cem anos/ Nossos pais conduzistes à vitória/ Pelos mares e campos baianos.

Quer mais? No bloco logo atrás do governador em exercício, a presença mais visível a lembrar o ocupante efetivo atual do Palácio de Ondina, a primeira-dama do estado, Fátima Mendonça, mulher de Wagner.

“Vim marcar o meu espaço na festa”, disse a primeira-dama também ao microfone da Metrópole. Militante do PSB, Fátima iniciou o desfile no cortejo ao lado da senadora socialista Lídice da Mata, ex-prefeita da capital, nome mais apostado como candidata do peito do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à sucessão de Wagner em 2014. Chamariz de peso em um eventual palanque presidencial do neto de Arraes.

E a presença do PT, tão forte e ardorosa em outras lavagens? Nesta quinta-feira do Bonfim, na cidade da Bahia, o PT minguou, se escondeu. “Ou fugiu, como o governador Wagner”, sintetizou o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB estadual, aliado decisivo na eleição de ACM Neto a prefeito de Salvador.

E a roda do tempo e do poder segue girando. Cada dia com mais velocidade no Nordeste. Onde e como irá parar?. Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista . E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Composição de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil. Com cenas do prieiro show em que pai e filho cantam juntos. Confira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Tiro no pé

Ivan de Carvalho

O deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, autor de um projeto de lei que “legaliza a prostituição”, disse ao portal iG, ao avaliar as chances de aprovação de sua proposta, que 60 por cento dos congressistas homens usam os serviços de prostitutas.
“Eu diria que 60 por cento da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros”, afirmou o autor do projeto.
Não tenho informações a respeito do percentual de congressistas que usa os serviços de prostitutas. Nem mesmo sei se foi feita alguma pesquisa para verificar isto, muito menos se o deputado Jean Wyllys teve acesso aos resultados de alguma que haja sido feita.
Admitindo, claro, por evidente, que há congressistas que usam os serviços de prostitutas, creio ser muito difícil a realização de uma pesquisa a respeito, com a oitiva dos congressistas, mesmo sob a promessa de anonimato. Então, há um importante elemento de incerteza na estimativa do percentual revelado por Jean Wyllys. É um percentual quase certamente encontrado por intermédio do conhecido “chutômetro”. Ele aparentemente elevou uma impressão subjetiva ao status de dado objetivo público sobre o comportamento sexual dos congressistas.
Além desse problema do percentual cuja veracidade ou exatidão provavelmente não pode demonstrar, creio que o deputado Jean Wyllys cometeu alguns erros, entre os quais o de escorar sua expectativa de aprovação do projeto na esperança de que os congressistas que usam os serviços de prostitutas votem em causa própria, vale dizer, em defesa de seus próprios interesses. Ora, a nação inteira tem reclamado de situações em que parlamentares votam para atender a seus interesses pessoais ou políticos e não aos do povo. Esse é um debate que está aí permanentemente.
Essa esperança em que o interesse próprio dos congressistas leve o projeto à aprovação fica muito clara quando o deputado Jean Wyllys diz achar que “esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros” como explicação para esperar que votem a favor da legalização da prostituição – a qual, diga-se de passagem, não é ilegal no Brasil. Se não é ilegal, é legal. Ilegal, proibida, é somente a exploração da prostituição, ou esta, se envolve pessoas com idade inferior a 18 anos. O que o deputado pode estar propondo é o reconhecimento oficial da profissão e sua regulamentação.
Outro erro – esse quase inevitável nas circunstâncias, dado o número total de congressistas homens e o alto percentual que ele proclamou como o de congressistas do sexo masculino que usam os serviços de prostitutas – é o da generalização. Embora quase inevitável, a generalização provocou reações imediatas, que vão contra o autor do projeto, mas se transferem, por contágio, à sua proposta.
É o caso da bancada evangélica, que reagiu à declaração do deputado e pretende trabalhar pelo arquivamento do projeto de lei. O deputado e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, disparou: “Se ele sabe quem faz isso, por uma questão de responsabilidade eu o desafio a dizer os nomes dos deputados que vão aos prostíbulos”.
Bem, por enquanto o que dá para concluir é que, se com suas declarações o deputado Jean Wyllys conseguiu estar em evidência, conquistando amplo espaço na mídia (incluindo este com o qual o leitor se ocupa agora), ele também tornou muito improvável a aprovação de seu projeto. Não sei se ele tinha consciência disso, mas ele sabe.

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