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Quatro baianos. E porretas, para o cineasta que os retratou em documentários, Sílvio Tendler. Castro Alves, Glauber Rocha, Carlos Marighella e Milton Santos dividem as páginas de Quatro baianos porretas, livro que publica os roteiros dos documentários de Tendler sobre esses famosos baianos.

Além dos textos dos filmes Castro Alves: retrato falado do poeta, Glauber, o filme: labirinto do Brasil, Marighella: retrato falado do guerrilheiro e Encontro com Milton Santos:o mundo global visto do lado de cá, os leitores têm acesso a uma entrevista do crítico de cinema Miguel Pereira com o cineasta, sobre sua obra fílmica.

Na abertura de cada roteiro, o livro, uma parceria Editora PUC-Rio e a Garamond, traz depoimentos de Tendler sobre a relação dele com os retratados. Castro Alves é “o mais seminal dos poetas românticos, que embalou, com imagens de amor, as mocinhas namoradeiras, inspirou candidatos a galãs e abasteceu de verve artistas libertários”.

O guerrilheiro Carlos Marighella, “um homem de coragem numa geração de outros tantos homens de coragem”. Em relação ao também cineasta Glauber Rocha, Tendler diz que tinha fascínio por suas provocações e repulsa pela imprevisibilidade de suas atitudes. E o geógrafo Milton Santos era, para ele, “um brasileiro da estatura de Darcy Ribeiro e Josué de Castro”.

O cineasta Orlando Senna escreve a apresentação da obra. Na análise sobre esses trabalhos de Tendler, explica como as histórias desses quatro baianos se encontram: “a unidade que perpassa suas vidas e suas façanhas movidas pelo ideal libertário e pela ação civilizatória é a mola propulsora da quadrilogia iluminada e inquieta de Silvio Tendler sobre as possibilidades de mudar o mundo”.
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