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DEU NO JORNAL DO BRASIl (ONLINE)

Ao participar hoje (18) de uma cerimônia em Teresina, no Piauí, a presidenta Dilma Rousseff disse que, “apesar dos pessimistas”, a economia brasileira vai crescer em 2013. Segundo ela, “o Brasil em 2012 se preparou para crescer em 2013. Podem ter certeza”.
{A capital piauiense sofreu um apagão de energia elétrica meia hora antes da presidente da República desembarcar no Piaui)

Depois de crescer 2,7% em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar menos de 1% em 2012, segundo estimativa do mercado. Em dezembro, a presidenta disse que queria um “pibão” para 2103. Mais cedo, também no Piauí, Dilma declarou que o país terá um “crescimento sério, sustentável e sistemático” em 2013, mas que ainda será “um ano em que vamos plantar mais do que colher”.

Segundo a presidenta, a descoberta de novas fontes de petróleo de gás poderá assegurar o crescimento. “Nós já achamos o pré-sal. Agora é importante que achemos sobretudo gás nas bacias sedimentares do continente brasileiro. E quando a gente fala em bacia sedimentar, a gente fala da Bacia do Parnaíba (PI)”, ressaltou.

O governador do Piauí, Wilson Martins, que discursou antes de Dilma, informou que a presidenta autorizou hoje a realização de leilões a fim de iniciar a pesquisa para exploração de gás na região da Bacia do Parnaíba.

Após entregar unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Teresina, e 25 retroescavadeiras a municípios do interior do Piauí, Dilma reafirmou o compromisso de seu governo de acabar com a pobreza extrema no Brasil, meta que, segundo ela, meta deve ser alcançada no começo do próximo ano.

“Vamos acabar com a pobreza extrema na maioria dos estados do Brasil ainda em 2013 e vamos completar esse processo no início de 2014. Isso é possível e vai ser feito”, disse a presidenta. “No passado se achava que era possível o país crescer e desenvolver e as pessoas ficarem para trás. Nós achamos que o país vai crescer se as pessoas crescerem junto com ele”, concluiu.

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DEU NO IG

O ator Walmor Chagas foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (18), na cidade de Guaratinguetá, interior de São Paulo. O corpo do ator foi achado por funcionários de seu hotel fazenda, localizado no bairro das Pedrinhas, informou a polícia.

O corpo de Walmor Chagas tinha marca de um tiro no peito. A polícia enviada ao local trabalha com a hipótese de suicídio.

O corpo foi encontrado na tarde desta sexta pelo caseiro José Arteiro, que trabalha no hotel fazenda. Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da Bandeirantes, Arteiro disse que o ator estava sentado com uma arma em seu colo.

O caseiro afirmou ainda que Walmor Chagas aparentava estar tranquilo nos últimos dias.

Memória

Walmor de Souza Chagas nasceu em Porto Alegre em 28 de agosto de 1930. Na adolescência, mudou-se para São Paulo, onde cursou filosofia na USP, mas acabou enveredando para as artes cênicas. Sua estreia nos palcos ocorreu em 1948, no espetáculo “Antígone”, de Jean Anouilh. Depois atutou em “Volpone”, “Longa Viagem Noite Adentro” e “Esperando Godot”.

Na televisão, interpretou personagens marcantes, como Oliva em “Vereda Tropical” (1984), Padre Olavo em “O Pagador de Promessas” (1988), Afonso da Maia em “Os Maias” (2001) e o Dr. Dante Salvatore em “A Favorita” (2008). Seu último trabalho na TV foi como a Chefia Oculta na novela “Os Mutantes” (2009).

Walmor também participou de filmes importantes, como “São Paulo S/A” (1965), de Luís Sérgio Person, “Beto Rockfeller” (1970), de Olivier Perroy, “Xica da Silva” (1976), de Carlos Diegues, e “Memórias Póstumas” (2001), de André Klotzel.

A despedida de Walmor Chagas nas telas aconteceu em “A Coleção Invisível” , de Bernard Attal, no qual interpreta um fazendeiro de cacau procurado pelo protagonista, papel de Vladimir Brichta.

Walmor Chagas é viúvo da atriz Cacilda Becker, com quem teve uma filha, Maria Clara Becker Chagas. O ator será homenageado na edição deste ano do Prêmio Shell de Teatro.

A Rede Record emitiu comunicado no início da noite desta sexta:

“A direção da Rede Record recebeu com pesar a notícia do falecimento do ator Walmor Chagas, que interpretou o personagem Sócrates na novela ‘Caminhos do Coração’, em 2007, e ‘Promessas de Amor’, em 2009. O seu talento e a qualidade de sua interpretação contribuíram para o sucesso desta novela na Record e da teledramaturgia brasileira. Externamos nossa solidariedade à família e aos amigos de Walmor Chagas”.

Leia mais sobre Walmor Chagas no IG ( www.ig.com.br)


Wagner na China: busca de investimentos

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DEU NO BLOG DE MARIO KERTÉSZ (RADIO METROPOLE-SALVADOR)

“Conversei hoje com o governador Jaques Wagner, diretamente da China. Ele falou sobre os resultados positivos que está tendo nesta viagem, onde procura investimentos na área de petróleo e automotiva, comentamos sobre sua ausência na festa do Bonfim e ainda sobre a reforma do secretariado do governo, que segundo ele será feita até o final deste mês.

Ouça a entrevista completa NO PORTAL METRO1( http://www.metro1.com.br/?bid=3&pid=4088 )

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Quatro baianos. E porretas, para o cineasta que os retratou em documentários, Sílvio Tendler. Castro Alves, Glauber Rocha, Carlos Marighella e Milton Santos dividem as páginas de Quatro baianos porretas, livro que publica os roteiros dos documentários de Tendler sobre esses famosos baianos.

Além dos textos dos filmes Castro Alves: retrato falado do poeta, Glauber, o filme: labirinto do Brasil, Marighella: retrato falado do guerrilheiro e Encontro com Milton Santos:o mundo global visto do lado de cá, os leitores têm acesso a uma entrevista do crítico de cinema Miguel Pereira com o cineasta, sobre sua obra fílmica.

Na abertura de cada roteiro, o livro, uma parceria Editora PUC-Rio e a Garamond, traz depoimentos de Tendler sobre a relação dele com os retratados. Castro Alves é “o mais seminal dos poetas românticos, que embalou, com imagens de amor, as mocinhas namoradeiras, inspirou candidatos a galãs e abasteceu de verve artistas libertários”.

O guerrilheiro Carlos Marighella, “um homem de coragem numa geração de outros tantos homens de coragem”. Em relação ao também cineasta Glauber Rocha, Tendler diz que tinha fascínio por suas provocações e repulsa pela imprevisibilidade de suas atitudes. E o geógrafo Milton Santos era, para ele, “um brasileiro da estatura de Darcy Ribeiro e Josué de Castro”.

O cineasta Orlando Senna escreve a apresentação da obra. Na análise sobre esses trabalhos de Tendler, explica como as histórias desses quatro baianos se encontram: “a unidade que perpassa suas vidas e suas façanhas movidas pelo ideal libertário e pela ação civilizatória é a mola propulsora da quadrilogia iluminada e inquieta de Silvio Tendler sobre as possibilidades de mudar o mundo”.
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jan
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Posted on 18-01-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-01-2013


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Hoje,Samuca, no Diário de Pernambuco


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OPINIÃO POLÍTICA

Cavalos, jegues e caranguejos

Ivan de Carvalho

A mais nobre e honrosa tarefa jamais atribuída a um jumento em toda a história da humanidade e dos jegues foi a de servir de montaria a Jesus Cristo, naquele dia a que hoje chamamos de Domingo de Ramos, o primeiro dia da semana em que Nosso Senhor seria crucificado. Jesus percorreu as ruas de Jerusalém montado no animal que jamais havia sido antes montaria, e, durante todo o trajeto, Jesus foi saudado intensamente pela multidão, que agitava folhas de palmeira ao longo das ruas estreitas da cidade. Mas o jumento, pode-se afirmar com certeza, não se estressou.

Não se pode garantir o mesmo dos cavalos do Dois de Julho e dos jegues da Lavagem do Bonfim. Os últimos transportam cargas no lombo ou puxam carroças e os primeiros, levam cavaleiros comuns. Não se pode contar que esses cavalos e jegues fiquem livres do estresse pelo sossego e a paz que o jumentinho de Jerusalém certamente desfrutava, por contágio, d’Aquele que o montava.

Mas também o sacrifício imposto a jegues e cavalos na Lavagem do Bonfim e no Dois de Julho não é tão grande como sugere a luta – por intermédio, inclusive, de ações judiciais – para impedir a participação deles nessas duas festas. Não estou dizendo que a utilização de cavalos e jumentos nessas duas festas seja elogiável, mas penso que também não deve ser considerada como crueldade ou “maus tratos”.

Afinal, desde que foram domesticados, a milhares de anos, cavalos transportam cavaleiros e puxam carros e os jumentos, além dessas coisas, mais costumeiramente levam pesadas cargas nos lombos. Os camelos carregam preferencialmente os árabes e os elefantes, os hindus, enquanto as renas (Papai Noel que o diga) e cachorros são especializados em puxar trenós. Mais triste é quando cavalos são usados por humanos para ajudá-los a matar ou espancar e reprimir outros humanos. Gatos e cachorros vadios (aqueles que não encontraram alguém da espécie humana que cuide deles) são simplesmente exterminados pelo poder público ou, no caso dos gatos, em certos lugares como o Rio de Janeiro, para fazer tamborins.

As entidades e pessoas que se preocupam com o estresse e o esforço possivelmente exagerado de cavalos e jegues no Dois de Julho e na Lavagem do Bonfim deviam focar muito mais sua atenção nos badalados rodeios, onde os animais muitas vezes são torturados para que aumente seu desempenho. As tradicionais touradas estão em processo de extinção na península ibérica, mas os rodeios, que incluem requintes de crueldade, vão muito bem no Brasil.

O pleno do Tribunal de Justiça da Bahia decidiu em agosto que, “por questões de ordem cultural”, a participação de cavalos e jegues em eventos como o Dois de Julho e a Lavagem do Bonfim não sofre proibição legal. Mas deu um novo e bom passo ao determinar que haja uma fiscalização para que os animais não sofram maus tratos.

Aliás, nessa questão de maus tratos, ressalvando o enredo da tocante música Assum Preto e o absurdo de prender passarinho em gaiolas (já que eles nascem com asas e nada fazem que devam ficar presos), parece que a questão dos maus tratos só é considerada em relação aos mamíferos e desde que não sejam eles parte da indústria da carne. É hora de ampliar o conceito. Segundo reporta o site da Folha de S. Paulo, uma experiência científica com 90 caranguejos-verdes, muito comuns nas praias europeias, demonstrou que eles sentem dor. Eles não podem reclamar nem gritar. Foram postos em um aquário em que havia um abrigo escuro. Eles amam abrigos escuros. Mas a alguns dos que entraram lá foi aplicado um choque elétrico. Repetiram a experiência mais duas vezes. Depois do terceiro choque, os caranguejos “chocados” – e só eles – não entravam no abrigo escuro. Para eles, o abrigo escuro era a fonte presumida da dor. “Do ponto de vista filosófico é impossível demonstrar de forma absoluta que um animal sente dor”, disse Bob Elwood. No entanto, todos os critérios coerentes com a chamada dor foram reunidos nas experiências, acrescentou.

Você ainda vai jogar caranguejos vivos na água fervente?

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