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Zoraide:

“Solo una rosa, caída del cielo, seria como tu”.

Amiga Zó:

Os versos deste maravilhoso bolero cubano são perfeitos e parecem concebidos para alguém como você. Na letra desta canção vai a nossa mensagem de aniversário neste domingo, 13 de janeiro, querida amiga do BP e de todos que o fazem.

Toda felicidade do mundo, viu?

(Vitor Hugo Soares e Margarida, em nome do Bahia em Pauta)

jan
13


Protesto mexe com pouca gente em Sampa

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DEU NA FOLHA – PODER

DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO

Uma manifestação contra o ex-presidente Lula e o PT reuniu 20 pessoas na avenida Paulista, em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), na tarde deste domingo (13) em São Paulo.

O encontro, marcado via redes sociais, tinha como um dos lemas “Mexeu com o Brasil, mexeu comigo. Por um Brasil sem LULA/PT” e associava Lula ao processo do mensalão.

Os manifestantes entoavam gritos e seguravam faixas contra o partido e o ex-presidente Lula.

O professor Antonio da Silva Ortega, 60, dizia ter nojo do PT. “Estou aqui porque não quero que o Brasil vire uma Venezuela ou Cuba, mas não sou de nenhum partido.”

A professora aposentada Miriam Tebet veio de Ribeirão Preto para a manifestação. Descrevendo-se como “PTfóbica”, afirmava no início do evento que mais pessoas poderiam comparecer. “Mas não esqueço o país em que vivo”, completou.

Cerca de 1.800 pessoas haviam confirmado presença no protesto no Facebook. A “OCC – Organização de Combate à Corrupção” foi uma das principais organizadoras do evento.

A psicóloga Marta Abdo, 55, passava pelo local e disse estranhar a “timidez” dos manifestantes. “Parece meia dúzia de pessoas paradas, sem organização alguma.”

A auxiliar de almoxarifado Ângela Pires da Silva, 25, afirmou que “achava engraçado aquele pessoal parado”.

Já o aposentado Carim Facuri, 61, disse que via no protesto “uma bela surpresa a favor da honestidade”.

O vendedor de artesanato Antonio José da Silva, 48, dizia acreditar que o protesto fora organizado por algum partido antiPT.

jan
13
Posted on 13-01-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-01-2013

DEU NO BLOG DE JOÃO BOSCO RABELLO – ESTADÃO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prepara-se para julgar neste ano os pedidos de cassação de mandato de governadores. Dos 27 eleitos, a Corte eleitoral recebeu ações para cassar o mandato de 12 deles – quase a metade dos diplomados em 2010. Nas ações contra os governadores do Amazonas, Omar Aziz (PSD), do Acre, Tião Viana (PT), e de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), a vice-procuradora eleitoral Sandra Cureau proferiu duros pareceres, pedindo a cassação dos mandatos.

Concluída a maior parte dos processos relativos às eleições municipais, o TSE agora volta os olhos para os governadores. Foi assim em relação ao pleito anterior. Quando os governadores eleitos em 2006 completavam a metade dos mandatos, o tribunal deflagrou os processos de cassação daqueles que haviam cometido crimes eleitorais, como compra de votos e abuso de poder.

Em novembro de 2008, o TSE cassou o então governador da Paraíba e hoje senador, Cássio Cunha Lima (PSDB). Já em março de 2009, decretou a perda de mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT). Três meses depois, foi a vez do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB).

Maranhão

Com Jackson Lago apeado do cargo pelo TSE em ação movida por ela, a então senadora Roseana Sarney (PMDB) assumiu o governo do Maranhão em 2009, com 21 meses de mandato restantes. Acabou reeleita em 2010, com o apoio de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, para mais um mandato (2011-2014), desta vez integral.

Agora, entretanto, Roseana que foi algoz, transformou-se em acusada em duas ações em tramitação no TSE para cassar o seu mandato, ambas sob relatoria do ministro Arnaldo Versiani. No processo que está mais adiantado, movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), Roseana responde às acusações de abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral. A ação aguarda parecer do procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, há cinco meses.

Amazonas, Acre e Roraima

Na ação que o Ministério Público Federal move contra o governador do Amazonas, Omar Aziz, e o vice José Melo de Oliveira, a vice-procuradora Sandra Cureau pediu a cassação de ambos por abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral. Pelas provas reunidas nos autos, ela viu “excesso de publicidade institucional no período imediatamente anterior ao início da campanha”, “promoção pessoal (do governador, que foi reeleito) evidenciada” e campanha antecipada.

Ela também chama a atenção para inaugurações de obras públicas em larga escala nos meses entre a posse do governador e o início do período vedado para campanha, e a entrega de 22 mil notebooks a professores poucos dias antes do período eleitoral. O caso aguarda o voto do relator, ministro Dias Toffoli.

Na ação movida pelo Ministério Público contra o governador do Acre, Tião Viana, o vice-governador Carlos Cesar Messias, e o senador Jorge Viana (PT), a vice-procuradora eleitoral pede a cassação de todos, pelo uso indevido dos meios de comunicação social, por abuso de poder político e econômico. No parecer, ela destaca a “gravidade das condutas, com potencial lesivo ao pleito eleitoral”. O relator do caso é o ministro Marco Aurélio Mello.

E no processo contra o governador de Roraima, Anchieta Júnior, Sandra Cureau aponta abuso de poder e uso indevido de veículos de comunicação social na campanha. Ela destaca a utilização indevida de quatro veículos de comunicação social, que eram de propriedade ou ligados a correligionários do então candidato durante a campanha. Alega “desobediência” a ordens judiciais que determinaram ao tucano que suspendesse a propaganda ilegal.

Rio de Janeiro

Se depender do Ministério Público Eleitoral, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), completa o mandato. A vice-procuradora eleitoral não viu indícios de irregularidade suficientes para cassá-lo e recomendou, em seu parecer, que ele seja mantido no cargo.

Os outros governadores em julgamento no TSE, mas cujos processos estão mais atrasados, ainda aguardando parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, são: Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais; Teotônio Vilela (PSDB), de Alagoas; Siqueira Campos (PSDB), do Tocantins; Cid Gomes (PSB), do Ceará; Wilson Martins (PSB), do Piauí; e André Puccinelli (PMDB), do Mato Grosso do Sul. Em 2011, o TSE analisou apenas um processo contra governador, tendo como alvo a chefe do Executivo no Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), que foi mantida no cargo.

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DEU EM O GLOBO E A TARDE
Luto

Caetano Veloso

Acho que Ang Lee foi levado a fazer o filme de Pi por causa do desafio de pôr em cena a experiência de um menino sozinho com um tigre no meio do oceano. Essa ideia chegou a Yann Martel, o autor do livro em que o filme se baseia, através de “Max e os felinos”, romance de Moacyr Scliar, em que um menino judeu, sobrevivente de um naufrágio na fuga da Alemanha nazista para o Brasil, se vê num bote acompanhado de um jaguar. Martel tinha 36 anos quando aprendeu a história. Depois de ter dito que estava à espera de uma história com H maiúsculo para escrever um livro, deparou-se com o argumento de Scliar.

Apesar de tudo resultar bem, com o escritor gaúcho sem ânimo de abrir um processo por plágio, Martel aparece mal na fita quando diz ter lido apenas uma resenha escrita por John Updike (que depois disse nunca ter resenhado o livro de Scliar), mas sobretudo quando disse tratar-se de “uma grande ideia tratada por um escritor menor”. Scliar pode ser visto no YouTube comentando o caso, muito desencanado. Martel terminou escrevendo um agradecimento nominal a Scliar “por uma faísca de vida”. “Não sou litigioso”, diz Scliar. E soa muito bem. Mas ele se ressente, como eu, de que a declaração de Martel sobre “escritor menor”, tendo dito que não leu o livro mas apenas a resenha, trai um preconceito contra a possibilidade de um livro brasileiro ser relevante. Em suma, o filme de Ang Lee é que faz brilhar a história dessa história.

Delfim Netto é uma das mentes mais brilhantes da República. Ele aparece na letra de uma música que fiz (“Ele me deu um beijo na boca”). Nessa música, seu nome precede (e rima com) a frase “Política é o fim”. Eu o vi pessoalmente uma única vez, num voo doméstico (houve oportunidade apenas para um cumprimento com sorriso bom da parte dele). Quando eu estava no exílio, ele era uma das figuras mais odiadas pela esquerda. Eu aderia, sem comentários (sou exuberantemente ignorante em economia): afinal ele tinha assinado o AI-5. Acompanhei, com ignorância ainda notável, sua desaprovação das políticas econômicas de FH. Imaginei a antipatia natural entre um charmoso acadêmico de esquerda e um charmoso acadêmico de direita. Não é assim que, eleito Lula, ele foi virando um petista/lulista/dilmista entusiasta. O artigo da “Folha” em que ele apoia Dilma contra “The Economist” já era bem partidário (a desconfiança dos investidores ficava ali parecendo suspeitamente artificial), mas o texto que li na “Carta Capital” (revista que uma vez apelidei de “a ‘Veja’ do Lula”) chega a parecer uma ode. Tudo isso deve ser bom sinal. O Brasil está virando adulto. Mas para um velho como eu, não deixa de soar engraçado Delfim Netto com forte sotaque “compañero”, escrevendo “presidenta” e tudo o mais. Cheguei a pensar que fosse o Paulo Henrique Amorim (cuja conversão tampouco poderia passar em brancas nuvens — para não falar no Mino Carta).

“As Mulheres de Péricles” é um disco importante. O DJ Zé Pedro teve a ideia de fazer um disco com cantoras jovens interpretando canções de Péricles Cavalcanti e pediu a Nina, filha dele, que fizesse a curadoria. Poderia ser algo simpático e nada mais. Mas o resultado é que a inspiração peculiar de Péricles atraiu as capacidades mais intensas e profundas das moças, revelando a força da nova geração paulista (embora não só paulista) de um modo que nenhuma matéria da “Folha” tinha conseguido sugerir. Eu poderia falar horas sobre Céu e seu som na abertura do álbum. Também teria muito o que dizer sobre Marietta Vital e Mariah Rocha, sobre todas as participantes, enfim. Mas, por enquanto, basta que eu me concentre um minuto no trabalho que Mallu Magalhães fez com “Elegia”. O sumiço do bordão no trecho exato da música, os esconderijos que a voz busca (por timidez, por adivinhação erótica, por consciência das sutilezas da expressão artística), tudo nessa faixa faz pensar na riqueza que está aí no ar, na força que antes desse disco era tão mais difícil de ver. Que, para isso, Mallu tenha ido para o extremo oposto do projeto de clareza complicada que é a tradução de Augusto de Campos para o poema de John Donne, só reforça a sensação de que Mallu chegou longe. E com isso, provou o que se percebe em cada faixa desse disco: que essas meninas não são de brincadeira. Só mesmo a música de Péricles para aglutinar esse elenco de criadoras generosas (não se sente o ranço de ego feminino que fácil surge entre possíveis divas). Péricles, o eterno adolescente que, vezes sem conta, tem salvado o legado dos anos 1960.

Mas São Paulo está de luto. Laércio Grimas, 33, o DJ Lah, do grupo Conexão do Morro, foi morto, entre sete outras vítimas, por um grupo de encapuzados.


DEU NO JORNAL A TARDE

O cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos, internado desde o dia 17 de dezembro no Hospital Santa Joana, no Recife (PE), foi transferido nesta manhã para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, informou o hospital pernambucano.

A transferência foi feita a pedido da família e, a partir de agora, o tratamento do músico será coordenado por oncologista que o acompanha desde o diagnóstico de um tumor pulmonar, há seis anos.

O Hospital Santa Joana informou que o quadro clínico de Dominguinhos encontrava-se estável, “semelhante aos dias anteriores, com infecção controlada, em ventilação mecânica”. O artista inicialmente foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com um quadro de infecção respiratória e arritmia cardíaca. Na última semana, ele havia apresentado melhora no controle da arritmia devido ao uso de medicação venosa.

De acordo com o boletim do Hospital Santa Joana, divulgado nesta manhã e assinado pelo coordenador do CTI, Odin Barbosa da Silva, as medicações e o marca-passo permanecem. No sábado, o músico realizou hemodiálise, sem variações, segundo a nota do hospital.

A assessoria do Hospital Sírio Libanês ainda não confirmou a transferência do cantor. Também não há previsão de divulgação de boletim médico.

jan
13
Posted on 13-01-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-01-2013

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DEU NO TERRA MAGAZINE

CRÔNICA

Fogo, ou gelo?

Marcelo Carneiro da Cunha

Dessa vez quem passou perto foi o Apophis, um pedregulho com 300 metros de comprimento e muitos kilotons de maldade. Existe um risco mínimo de que ele nos acerte em 2036, melhor não estar por perto, embora a gente, tendo apenas esse planeta para se esconder, não possa realmente estar longe o suficiente na hora em que o bonde nos acertar.

Porque é uma questão de tempo e formato, estimados leitores, mas seremos solucionados para todo o sempre, pelo gelo atômico vindo do espaço, ou pelo calor de um vulcão explodindo aqui abaixo.
O problema é que estamos em férias do futebol, naquela época do ano em que nada nos resta a não ser pensar sobre coisas de zepelin e traseiro de moça, como diria o José Cândido de Carvalho. Nesse ócio imposto pela CBF, mesmo zagueiros filosofam.

E acontece que nas férias de regionais, copas e Brasileirão, resolvi reler o ótimo “Uma breve história de quase tudo”, do americano-inglês Bill Bryson. O livro começa no Big Bang e vem até quase tudo, deixando os leitores embasbacados com a complexidade do universo e a fragilidade da vida sobre a Terra. Se algum de vocês quer motivos para se espantar com a nossa existência, por favor, invistam alguns reais e se lambuzem na leitura.

O poeta americano Roberto Frost escreveu Fire or Ice, refletindo sobre as alternativas à nossa frente e penso eu aqui, coçando meu dedão artilheiro e convidando os leitores à mesma meditação: fogo ou gelo? Um corpo celeste desgovernado desabando sobre nós e nos levando à pré-pré-história, ou um mega-vulcão nos derretendo no inferno bíblico, só que pra valer?

Há 75 mil anos um vulcão explodiu em Sumatra, e o resultado foi que sobraram tão poucos humanos que isso talvez explique a uniformidade do nosso código genético. Foi por um triz, e um triz que não vai haver caso o maior vulcão do mundo reacorde, como fez há 600 mil anos.

O maior vulcão do mundo não tem cara de vulcão, nem cone de vulcão, mas tem alma de vulcão e 9.200 km2 de maldade acumulada. Ele também é conhecido como Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos e se calcula que ele exploda, ora vejam, a cada 600 mil anos, portanto, por agora.

Uma explosão dessas derreteria os Estados Unidos na hora, e o resto do mundo na seqüência, e ela vai ocorrer, sem que a gente possa imaginar quando ou o que fazer, a não ser pedir uma cerveja bem gelada e olhar para o outro lado fingindo que não é com a gente.

O maior impacto conhecido de um asteroide ou similar ocorreu há 65 milhões de anos, no atual México, e teria acabado com os dinossauros, para a nossa sorte, já que não estávamos lá, e eles sim. O asteroide teria 10 km de diâmetro e produziu uma explosão com a energia 2 milhões de vezes maior do que a maior bomba já produzida pela nossa humanidade fogueteira.

A cratera tem 100 km de diâmetro, e o impacto cobriu o sol por muito tempo, e o mundo deve ter virado um longo e gelado inverno, algo como uma Sibéria, só que em toda parte.

Se uma coisa podemos aprender com tudo isso é que nossa temporada de vida sobre o planeta, como espécie humana, é mais ou menos como uma locação com data de entrada e de saída, sendo que não tivemos muito a dizer sobre a primeira e não teremos tanto assim a decidir quanto à segunda.

Os crentes gostam de acreditar que estamos aqui porque Deus Nossenhor quis, e não pensam muito que ele também vai nos vaporizar, sem qualquer motivo aparente, a não ser que ele se incomode com esses BBBs todos mais do que a gente imagina.

Na dura e inexplicável realidade estamos aqui, em um universo que não precisava existir, que não se importa que a gente exista ou não, sendo que somos a única coisa capaz de saber que ele existe. Sem nós, não há universo, ou pelo menos quem possa fazer filmes sobre ele. Seria de esperar que a gente recebesse um tratamento mais carinhoso, mas, pelo que se vê, não é assim, e não vai ser assim, por mais que se reze pro Padim Padi Ciço. Não vai.

É engraçado pensar que a gente corra tanto para um lado e para o outro lado, que a gente se preocupe com o aquecimento global e o esfriamento municipal, que a gente tente comer coisas saudáveis e orgânicas e obedecer a pai e mãe e respeitar a mulher do próximo, e tudo resultando em nada, em termos de créditos em nosso favor.

Entendemos que somos finitos como seres, tão finitos quanto um Barca x Real, que um dia chega ao fim, para tristeza geral. Como espécie, como mundo, somos a mesma finitude.

Eu poderia passar horas lendo e relendo o livro, e pensando nessas tristezas, e, provavelmente pararia com coisas inúteis tais como pagar impostos e tomar banho, já que o mundo vai terminar mesmo em um Bang ou um Bing.

Sorte que as férias já estão terminando e o futebol recomeça e, com ele, a nossa capacidade infinita de esquecer do que sabemos, de deixar para lá o que não pode ser resolvido, já que não pode ser resolvido.

Alguém aí topa uma cervejinha?

jan
13
Posted on 13-01-2013
Filed Under (Charges) by vitor on 13-01-2013


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Nani, hoje, no Portal A Charge On Line

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